fragmento.00087

— Não podes negar a beleza selvagem da destruição.
— Está a defender esta catástrofe?
A Régia encolheu os ombros
— Se a vida funcionasse perfeitamente, como é que as coisas podiam evoluir? Não somos pós-humanos? As coisas crescem; as coisas morrem. A seu tempo, o cosmos matar-nos-á a todos. O cosmos não tem qualquer significado, e o seu vazio é absoluto. Isso é terror puro, mas também é liberdade pura. Apenas as nossas ambições e as nossas criações o podem preencher.
— E isso justifica as vossas acções?
— Nós agimos pela vida – disse a Régia. – As nossas ambições tornaram-se as leis naturais deste mundo.

página 447


Shismatrix – O Mundo Pós-Humano, Bruce Sterling // título original: Shismatrix Plus // tradutor: Luís Santos // capa: Marta Rodrigues // editor: Editorial Presença, Colecção Viajantes no Tempo, 1º edição (jul.2003) // isbn: 972-23-3044-6

frédéric clerc-renaud

Nascido em 1961, Frédéric Clerc-Renaud é um escultor francês autodidacta. E desde que se lembra sempre gostou de desenhar. Criar é de tal forma a sua grande paixão que podemos dizer que é o seu estilo de vida. Em adolescente pensou em estudar Artes, mas acabou por estudar direito.

Contudo só foi em 2000 que começou a trilhar o caminho da escultura em bronze. Os bronzes expostos numa galeria de arte de Annecy despertaram-lhe um novo gosto. Deixou para trás o seu curso de direito e abraçou sem receio o mundo da arte.

É possível no seu site ver a escultura, “Enigma”, em 3D

das augen

early

Imagens copyright de Frédéric Clerc-Renaud

ceslovas cesnakevicius

Ceslovas Cesnakevicius, com 30 anos de idade (14.01.1978) e de nacionalidade Lituana, surpreende com imagens que transmitem um verdadeiro deleite surreal.

É um surrealismo de “sonhos perdidos”.

next station other side

final stage

the moon conquerer

Copyright de Ceslovas Cesnakevicius

o jogo final

– Você perdeu peso.
– Um tipo de stress aumenta-nos o peso, outro reduz. Sou uma criatura de químicos.

directamente da página 277

Eu gostava de sofrer do stress que reduz o peso para continuar a comer sem stress.
Mas sou, como sempre, vítima, até na escolha das palavras, inocente de uma qualquer desconhecida circunstância.

O Jogo Final, Orson Scott Card // título original: Ender’s Game // editor: Editorial Presença, Colecção Viajantes no Tempo, 1ª edição (jan.2003) // tradução: Luís Santos // capa: Ana Espadinha // isbn: 972-23-2973-1

boas entradas

Respirei fundo e, sem pressas, dei meia-volta até à entrada e puxei a porta envidraçada por onde tinha passado; tal como eu esperava, não se abriu.

O Sentido Latente, Nuno Neves, Editorial Presença, página 193

Estamos em 2009. Urra. Mas, quantas vezes desejamos voltar ao passado. Contudo, como, não temos a opção CTRL+Z ou o botão reset só nos resta continuar a nossa marcha inexorável sempre em draft.

Daí que não consiga compreender o desejo “Uma boas entradas“. Sempre que me dizem isso fico um pouco apalermado em responder. Sofro, como que, um lag cerebral. Claro, que acabo por responder um “igualmente“. Mas começo sem demora a repensar se haverá alguma desconhecida aleatória transformação cósmica que ocorra ao passar da meia-noite que justifique umas “boas entradas”. Mas logo me relembro que a contagem do tempo e as suas diferenças horárias são um artifício humano e não cósmico. E o cosmos não deixa nada ao acaso. Se assim não fosse bastava ir em primeiro lugar à Austrália, passar de raspão pela África do Sul e acabar pela terceira vez o último dia do ano em Los Angeles ao arrepio de qualquer regra. Seriam três hipóteses de boas entradas.

O cosmos não brinca como nós brincamos com ele. Em que ficar, então?

Há uma simples resposta. Nós festejamos a entrada de um novo ano, não porque algo vai mudar, mesmo que dependente de circunstâncias fortuitas, mas, só e apenas, para enfardar comida e para emborcar bebida pela simples razão. porque sim.

a voz dos mortos

– Os ossos são duros e, por si sós, parecem mortos e rochosos, mas ao envolvê-los e puxá-los para junto do esqueleto, o resto do corpo executa todas as actividades da vida.

página 160

 

“A Voz dos Mortos” é uma obra maior da ficção científica, tendo merecido a Orson Scott Card os prémios Nebula (1986) e Hugo (1987). O autor continua aqui a narrativa épica iniciada em “O Jogo Final”. Desta vez, a humanidade prospera, colonizou já vários planetas e apenas sofre com a consciência de ter exterminado a única outra espécie inteligente conhecida, os insectóides. O nome de Ender, antes aclamado como salvador da espécie humana, tornou-se sinónimo de mal absoluto. Mas ter-se-á realmente aprendido com os erros do passado? A descoberta de um outro povo alienígena, os pequeninos, vem testar o verdadeiro significado da tolerância humana e Ender, porta-voz dos Mortos, poderá ter ainda uma palavra a dizer. Extraordinariamente bem construído, o universo de Ender abrange questões antropológicas, filosóficas e religiosas para revelar um cenário a um tempo cativante e terrível, descrevendo com mestria a complexidade das reacções do ser humano quando confrontado com o que lhe é estranho: numa outra cidade, num outro país…ou a milhares de anos-luz no espaço.

Editorial Presença

turma da mônica

cascão (i)

Vou pegando às dúzias de cada vez nos mais de trezentos livros da Turma da Mônica que tenho espalhados pela casa, pelo escritório e dedico-me a relê-los. São o meu sonífero. Não estou a trair o meu Zits. Apenas são a sobremesa, porque o prato principal é sempre outro.

Estava a finalizar a leitura de mais um livro do Cascão, mais precisamente o número 239, editado pela Editora Globo em Março de 1996, quando deparo no último quadradinho com a origem do Cascão. Não pude deixar de sorrir e, claro, colocar aqui para recordação este momento.

Ao pesquisar sobre as aventuras actuais da Turma da Mônica sou levado ao portal oficial e a uma revista diferente. a Turma da Mônica Jovem. Agora os nossos heróis cresceram e são adolescentes. A revista é em estilo manga, a preto-e-branco.
Houve algumas alterações nas personagens.
É de destacar duas mudanças importantes: o Cebolinha, ou Cebola como prefere ser chamado, já não troca os “erres” pelos “eles” e o Cascão, apesar de não gostar muito, já toma banho.

(i): vinheta da revista Cascão n.º 239, Editorial Globo, 1986

time to die

Adoro o filme Blade Runner. Já o tinha dito. E repito-me.
É na versão de coleccionador lançada em 2007 que iremos, segundo palavras do realizador, Ridley Scott, encontrar o filme “in its purest form”.

A banda sonora é excelente e consegue, como deve ser, aumentar, ainda mais, a intensidade de algumas cenas. Exemplo disso é, sem dúvida, a última cena com a personagem Roy Batty. É uma “cena de morte” emocionalmente forte e um momento chave. É uma cena verdadeiramente memorável.

for the horde!

Já não pegava realmente no jogo há mais de 20 dias.
Hoje pela 00.43 +/- tive a oportunidade de fazer o achievement “For The Horde”.
Não morri uma vez. Zero wipes. Foi pena não ter lido outros achievements. Se o tivesse feito teria também completado Wrath of the Horde. Ficará para uma nova oportunidade.
A reward – Reins of the Black War Bear – é deliciosa e, assim, já tenho 52 mounts.

smoke

As velas largaram tanto, mas tanto fumo que o aspecto é o que se vê.

O bolo de anos do meu filho com 11 velas.