shaun of the dead

02 Abr
02.04.2008

Ed: Any zombies out there?
Shaun: Don’t say that.
Ed: What?
Shaun: That.
Ed: What?
Shaun: The zed-word. Don’t say it.
Ed: Why not?
Shaun: Because it’s ridiculous.
Ed: Alright… are there any out there though?

from imdb

Shaun of the Dead é um filme com zombies. Zombies um pouco ortodoxos, mas zombies mesmo assim. Já “pesquei” este filme noutra altura, mas só num nestes dias é que o vi, na TVI, do princípio ao fim.

Filme apetitoso.

um afago

02 Abr
02.04.2008

afaguei-lhe o corpo com violência…
mordi-lhe a orelha…
ofereci-lhe um abraço…
despedia com uma ferradela no cachaço…

strechiado & religião

01 Abr
01.04.2008

Religião é um tema difícil. Por isso não vou falar de religião mas de culinária.
O strechiado é algo que não se pode esquecer pelo papel importante que ao longo da história tem trazido à culinária. Os seres humanos tentam ainda hoje justificar o uso do strechiado na comida pelo sabor único que dá a um guisado ou até, pasmem-se, a um linguado. E foram os franceses que elevaram a plataforma do seu uso no ímpar linguado francês. Por seu lado os belgas incorporam o strechiado num trio de cervejas belgas; quem não se lembra da ménage à trois, ou seja, beber cerveja por três.

A Igreja Anglicana, lá tem de ser, vamos falar em religião, porque a religião é como o sexo está em todo o lado. Bem… melhor dizendo… o desejo de sexo está em todo o lado… Mas, recapitulando, a Igreja Anglicana, vê o strechiado com algo posto na Terra para o uso dos seres humanos e esta abordagem é similar à da Igreja Católica Romana. Dizem os religiosos estudiosos destas coisas divinas que os homens têm agora o poder completo sobre o strechiado (mas não sobre a mulher digo eu) e são capazes de fazer o que querem com ele e isso dá-nos alguma responsabilidade, de fazer pelo menos um bom guisado.

O que me faz lembrar algo que devia ser o sonho de todo o ser humano.
Numa sexta atacar uma francesinha
No sábado fisgar duas belgas
No domingo andar com duas canadianas. Isto seria o uso do strechiado à máxima potência de 0.99%

michael clayton

31 Mar
31.03.2008

Arthur Edens: Michael. Dear Michael. Of course it’s you, who else could they send, who else could be trusted? I… I know it’s a long way and you’re ready to go to work… all I’m saying is just wait, just… just wait and please just hear me out because this is not an episode, relapse, fuck-up, it’s… I’m begging you Michael. I’m begging you. Try to make believe this is not just madness because this is not just madness. Two weeks ago I came out of the building ok, I’m running across 6th avenue there’s a car waiting, I’ve got exactly 38 minutes to get to the airport and I’m dictating. There’s this panicked associate sprinting along beside me, scribbling in a notepad, and suddenly she starts screaming, and I realize we’re standing in the middle of the street, the light’s changed, there’s this wall of traffic, serious traffic speeding towards us, and I… I freeze, I can’t move, and I’m suddenly consumed with the overwhelming sensation that I’m covered in some sort of film. It’s in my hair, my face… it’s like a glaze… a coating, and… at first I thought, oh my god, I know what this is, this is some sort of amniotic – embryonic – fluid. I’m drenched in afterbirth, I’ve breached the chrysalis, I’ve been reborn. But then the traffic, the stampede, the cars, the trucks, the horns, the screaming and I’m thinking no-no-no, reset, this is not rebirth, this is some kind of giddy illusion of renewal that happens in the final moment before death. And then I realize no-no-no, this is completely wrong because I look back at the building and I had the most stunning moment of clarity. I… I… I realized Michael, that I had emerged not from the doors of Kenner, Bach, and Odeen, not through the portals of our vast and powerful law firm, but from the asshole of an organism who’s sole function is to excrete the… the… the poison, the ammo, the defoliant necessary for other, larger, more powerful organisms to destroy the miracle of humanity. And that I had been coated in this patina of shit for the best part of my life. The stench of it and the sting of it would in all likelihood take the rest of my life to undue. And you know what I did? I took a deep cleansing breath and I put that notion aside. I tabled it. I said to myself as clear as this may be, as potent a feeling as this is, as true a thing as I believe I witnessed today, it must wait. It must stand the test of time, and Michael, the time is now.

from imdb

Estas palavras são o ponto de partida para um filme em crescendo. George Clooney está excelente numa personagem aparentemente ambígua, que revela quando foi preciso uma grande fibra moral.
Lindo foi “ver” a personagem Clayton no táxi enquanto os créditos do filme iam sendo exibidos.

pesadelos

31 Mar
31.03.2008

Pergunto-me: Ontem olhei para uma mulher. Nessa mesma noite tive pesadelos. Será ela a causadora do meu sono amotinado?

Ela não é feia. Também não é linda. Quando digo “não é feia” não quero dizer que ela é isenta de beleza. Isso seria aceitável. Ela é verdadeiramente horrível. Ela é de tal forma vergonhosa que alguns homens aceitariam ser homossexuais por trauma.

Mas a questão mantém-se. Foi ela o motivo do meu mal dormir?

filmes tristes

21 Mar
21.03.2008

Pergunto-me porque é que não me mato? Pergunto-me porque é que me pergunto, depois digo para comigo que não devo pensar assim e acendo um cigarro.

Filmes Tristes por Mark Lindquist (página 7)

Tento concentrar-me no mar. O maior corpo de água do mundo inteiro. De repente, decido não acreditar na evolução. Não consigo tomar uma decisão quando se trata de encomendar alguma coisa no sushi bar, mas no que respeita às Grandes Questões sou rápido.
Pergunto-me em que é que acredito.

Filmes Tristes por Mark Lindquist (página 8)

Mark Lindquist, Filmes Tristes // título original: Sad Movies // tradução: Tomaz Vaz da Silva // editor: Círculo de Leitores, 1990 // isbn: 972-42-0094-9

17 Mar
17.03.2008

Creio que Fernão Paz Charmin desapareceu deste nosso mundo com a secreta certeza de ter entendido os mistérios da vida. Com efeito, a sugestão que ele nos deixou (a ampulheta que tem dois espaços e nunca esvazia totalmente porque um substitui sempre o outro) faz-me pensar que o homem ao morrer regressa então à sua memória de antes de nascer e que ali encontrará definitivamente a sua imagem verdadeira e intemporal, ele é, meu filho, a imagem infernal da sua própria memória cósmica e que sonhou um dia no intervalo que existe entre os intervalos finais do acta irreversível do amor.

O sangue e a pedra. O tempo e a palavra. A ambiguidade e a loucura. O labirinto do corpo e o gesto que fica suspenso no olhar da serpente. O espaço e a morte. A catalepsia da interpretação. Sinais. Apenas sinais de que o homem foi criado por ninguém. O homem. Filho de Ninguém.

Jánika por Vitório Káli (página 120)

15 Mar
15.03.2008

Padre Beleza ouve Dadá continuar a enumeração, 21, 30, 70, 643,­ 12987, 16570987, 546872654987246,7 mil novecentos biliões e tantos avos de números ímpares de pecaminosos, afinal toda a gente mesmo aquela por nascer, foi então que ele teve uma ideia brilhante e histórica, aí está, principalmente histórica, não houve um tipo que inventara aquela questão das indulgências e que permitia a gente pagar adiantado à igreja os nossos pecados? pois, se todos os homens pecam nalguma coisa, pronto, até ficava admirado de não ter pensado nisto há mais tempo, Dadá fez que sim com a cabeça e foi logo encomendar ao Inácio da Broa uma barraca a propósito, cinco dias decorridos veio a camioneta com a barraca ás costas tinha um balcão e dois postigos, um para Dadá outro para ele Beleza, ‘o postigo de Dadá servia para receber o valor em dinheiro dos bilhetes respeitantes a cada pecado, com numeração, carimbo e visto (assinatura ilegível) e no outro Padre Beleza fazia o sinal da cruz e acrescentava duas palavras de estímulo, desta forma cada homem podia não só calcular os pecados que deveria fazer durante um, cinco ou dez anos (renováveis) como por fim reconvertê-los por antecipação em numerário corrente ao câmbio do dia, após algumas semanas verificou-se que a barraca já não chegava pelo que foi necessário mandar vir outras, um ano depois nascia ali junto da Gândara dos Olivais uma nova cidade com arranha-céus construídos expressamente para abrigar os inúmeros e diversificados escritórios da organização, afinal Padre Beleza tinha descoberto o ovo de Colombo e toda a humanidade poderia para o futuro legalizar permanentemente os seus pecados.

Jánika por Vitório Káli (página 66/67)

bitaques

14 Mar
14.03.2008

Lido em casas-de-banho públicas. A sempre desconhecida literatura com cheiro.

Maria tu que concebes-te sem pecar
ajuda-nos a pecar sem conceber.

em anónimo

Pode ser fino ou grosso.
Pode ser curto ou comprido.
Mas é o membro mais querido
por não ter espinha nem osso.

em anónimo

invasão

13 Mar
13.03.2008

– Não é só Beau que está diferente – continuou Cassy. – O reitor Partridge e a mulher também, e ouvi falar de outras pessoas. Acho que se pega, seja o que for. E também acho que deve ter a ver com essa gripe que anda aí.

Invasão por Robin Cook

Este livro não é nada de especial. Recordei-me deste facto após o ter novamente folheado para ver se a série Invasion em exibição, salvo erro, no Canal 2, e cancelada pela cadeia de televisão ABC em 2006, ia “buscar” algumas ideias ao livro. Mas não.
O livro publicado em 1997 e que já ficava aquém da obra The Body Snatchers é terreno pouco fértil de ideias aproveitáveis. E se o livro The Body Snatchers é interessante o filme de Oliver Hirschbiegel, nem por isso.

Robin Cook, Invasão // título original: Invasion // editor: Círculo de Leitores, Maio de 1998 // isbn: 972-42-1806-6

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