já vou

07 Set
07.09.2009

Já = Neste instante, agora. imediatamente, sem demora, no mesmo instante. (ver priberam)

O meu filho, talvez por causa dos seus 11 anos, ainda não abraçou a filosofia do “já”. O “já” para ele é quando for; quando tiver de ser. O “já” dele ocorre essencialmente depois de tudo; depois da televisão, depois do wow, depois do guitar hero. E, com algum cansaço meu, poderia verificar-se nunca.

– Vai já lavar os dentes.
– Vou já.
– Já lavaste os dentes? Já vou, pai.

Aqui o “já” significa quebrar o tempo. É um “já” à Matrix. É um “já” “bullet time”. Este “já” demoraaaaaaaa bué e como tal é explosivamente enervante. É um “já” criador de cabelos brancos e de um violento e ruidoso suspiro.

Agora que escrevo isto já estou melhor. Até quando?

apontamentos

04 Set
04.09.2009

Com coragem e farta ousadia ataquei dois livros que já tinha tentado concluir. Há leituras que não pegam de raiz. O mesmo acontece com a música. Não estando para lá virado o apetite não aparece. A culpa pode ser mais do leitor do que do livro. Mas que não pega, não pega. Pode ser que um dia, improvável digo eu, mas pode ser que um dia, esse e outros livros sejam lidos.

O primeiro é “A Idade de Ouro”, John C. Wright. Sei que é uma obra excelente. Um grande apreciador de fc já me tinha falado do livro. De quanto ele é espectacular. Mas a verdade é que não me encantou o suficiente para avançar da página 30/39 pela segunda vez. E como tal “A Fénix Exultante” ficou, igualmente para depois.

O segundo é “O Codex 632”, José Rodrigues dos Santos. Perdi como que o tes[pii] nas cenas de sexo escaldante com a sueca. Ler

Numa reacção quase animal, Tomás sentiu o desejo tomar instantaneamente conta da vontade e apalpou-lhe o peito farto como quem espreme um fruto sumarento e espera que dele jorre o suco leitoso, mas a sueca afastou-o com um sorriso picante.

página 237

não me dá pica. É como estar a ver um filme de morte, horror, violência e de repente sem aviso aparente assistirmos a 10 minutos de sexo ardente, a uma exibição gratuita de mamilos e tudo o mais que vem no pacote. Enfim, filmes à Greta Scacchi. É fácil deduzir que a sueca não seria coisa boa, que atendendo aos problemas em casa Tomás facilmente molharia o pincel fora do penico e para mim isso bastava, mas não, tínhamos de ter texto ao quase estilo Fanny Hill. Arrumei o livro apesar de loucamente ter atingido a página 299.

Como hoje a minha filhota me pediu uma revista das Winx – sim, eu sei que ela tem apenas 3 anos e 2 meses – para ler(?) lá me desloquei à Milionária para a oferenda. E o que vi lá? O volume I (“A Rapariga no Tombadilho”) da nova edição ASA/Público d’ “Os Passageiros do Vento”. E desde já digo que não sou partidário de adquirir novas edições de obras que já tenho. Excepto se for uma grande mudança relativamente à edição original. Sei que a minha colecção de 1987 já não me permite tentar reler com satisfação as aventuras de Isa, porque e como diz Bongop e muito bem “começa a cola da lombada a fazer barulho de batatas fritas…”. Mas só isso não seria para mim motivo válido para a aquisição da nova edição. Contudo, o livro estava tristemente isolado, apesar de junto a diversos jornais, e ainda devidamente protegido; e já tinha visto as novas capas no Leituras de BD; e como tal já me tinham dado os desejos tal grávida-de-fim-de-tempo de ler “Os Passageiros do Vento”; e, assim, sem receio de represálias comprei voluptuosamente “A Rapariga no Tombadilho” e encomendei os restantes volumes. E já foi uma leitura novamente deliciosa.

o livro

04 Set
04.09.2009

Mais uma vez António Balbino Caldeira surpreende pela coragem e espírito democrático; mais uma vez revela que a “verdade não deve ter vergonha de nada, a não ser de estar escondida”.

O seu livro é de leitura obrigatória para todos o que vêm a verdade como algo de balsâmico, porque

A verdade não tem nenhuma hora especial para ela. Sua hora é agora e sempre.

Albert Schweitzer

Eu fiz o pouco que sei e consigo fazer. Descarreguei o .pdf e encomendei a edição impressa. E nada como parafrasear a bíblia: “A verdade nos libertará.” Amém.

os famosos cinco e outros

03 Set
03.09.2009

Hoje refastelado no sofá, pelas 13.15(?), vi um engraçado episódio de um série animada intitulada “Os Famosos Cinco”, versão século XXI, baseado nos livros de Enid Blyton. E fui pesquisar, com naturalidade e tranquilidade, nas estantes da minha memória.

Na minha juventude li todos os livros da colecção “Os Famosos Cinco” [edição Editorial Notícias], bem como o “Clube dos Sete” [edição Empresa Nacional de Publicidade], a “Colecção Mistério [edição Editorial Notícias], na qual o Gordo é o mais inteligente, a colecção “Quatro Torres” [edição Editorial Notícias], “As Gémeas” [edição Editorial Notícias] e a colecção “Aventura” que é, para mim, a mais espectacular. Soube por aqui que foi editada um nova edição da “Aventura”. Tendo em conta que é, afinal, a colecção que não tenho, apesar de a ter lido toda através da biblioteca Calouste Gulbenkian, talvez seja a altura de a reler e guardar. Os outros livros estão muito bem conservados porque além de adorar ler os livros eram na altura, tinha eu 10/11 anos, também os meus companheiros de aventura.

Como apontamento informo que o espaço Mistério Juvenil de Paulo Ferreira é um local a descobrir. Os meus grandes parabéns.

marion-des-neiges

marion

Assim de “rajada”, ainda, recordo os livros de Emilio Salgari em especial a saga “O Corsário Negro” e a série televisiva “Sandokan”.

Mas aquela série que me traz à memória tudo de bom é sem dúvida “Os Pequenos Vagabundos” (“Les Galapiats”). “Os Pequenos Vagabundos” de Pierre Gaspard-Huit são a referência de uma boa e saudável juventude.
Qual foi o rapaz que não se apaixonou pela Marion (Béatrice Marcillac). Eu apaixonei-me.
Mas o que ficou, também, na doce memória foi o Castelo Sem Nome, os Templários, os perigos, a coragem, a escalada ao castelo, as grutas.
Que frescura.

As personagens e as imagens são propriedade dos respectivos autores. “Os Famosos Cinco”, versão século XXI é responsabilidade da Disney.

hot red

01 Set
01.09.2009

Uma grande fonte de bom picante; uma saudável malagueta.

death note e lone wolfe

23 Ago
23.08.2009
lone wolfe

lone wolfe

A primeira aventura de mangá que li, porque é a mais antiga que tenho na minha posse, acho que foi Lone Wolfe and Cube de Kazuo Koike e Goseki Kojima em edição brasileira (Lobo Solitário, Nova Sampa Diretriz Editora, Lda). Corria o ano de 1990 e Itto Ogami e Daigoro fascinavam e fascinam como tudo. Foi encontrar um mundo de arte sequencial que não sabia existir.

Quando adquiri os primeiro sete volumes editados pela Dark Horse Comics foi recordar com outro sabor as velhas aventuras de Itto Ogami e Daigoro e descobrir com outra experiência novas histórias. Lone Wofe and Cube coloca o patamar das novelas gráficas no topo.

Os desenhos são excepcionais. Goseki Kojima consegue criar imagens estáticas com movimento e de ângulos inusitados. A escrita de Kazuo Koike além de fornecer imensa informação sobre o período Tokugawa prende o leitor à personagem. São histórias deslumbrantes. Esta obra de 28 volumes e tendo em conta que cada volume tem cerca de 300 páginas é um verdadeiro épico.

death note

death note

O que me levou hoje a escrever foi a mangá Death Note do escritor Tsugumi Ohba e do artista Takeshi Obata.

Já estou a ler ou ainda vou no volume oitavo e é uma novela gráfica, como diria a minha filha, poderosa. Escrevi inicialmente sobre Lone Wolfe porque foi a mangá que me deu uma grande satisfação. E tenho essa mesma satisfação ao ler Death Note. É, claro que, também, gosto de ler, Naruto e Bleach, como adorei Akira e Ramna 1/2, mas são obras que não alcançam a densidade de um Death Note. Se fosse a quantificar a minha satisfação Naruto e Bleach atingiriam um 7, Akira e Ramna 1/2 um 8, Lone Wolfe um 10 e Death Note levava sem stress um 11. E quantifiquei apenas a satisfação. Reconheço que a caracterização psicológica das personagens de Death Note é superficial. Se fosse por esta caracteristica Lone Wolfe quebraria qualquer escala. Se fosse o lado visual Lone wolfe e Akira seriam imbatíveis. Se fosse pelo humor Ramna 1/2 seria O exemplo.

Mas e Death Note?
As batalhas mentais entre Ligh e L são épicas. O enredo está para além do excelente. O suspense é perfeito. Cada página pede uma mais e assim sucessivamente. E ainda tenho mais 4 volumes à minha espera.

bucorvus leadbeateri

21 Ago
21.08.2009

The southern ground hornbill (Bucorvus leadbeateri; formerly known as Bucorvus cafer), is one of two species of ground hornbill, which are both found solely within Africa, and is the largest species of hornbill worldwide.

content from Wikipédia

photograph taken at “Quinta Santo Inácio”.

balearica regulorum

21 Ago
21.08.2009

The Grey Crowned Crane (Balearica regulorum) is a bird in the crane family Gruidae. It is found in … It occurs in dry savannah in Africa south of the Sahara, although it nests in somewhat wetter habitats. … This animal does not have set migration patterns, and birds nearer the tropics are typically sedentary.

content from wikipedia

ramphastos toco

21 Ago
21.08.2009

Imagem de um tucano (Ramphastos Toco) existente no excelente Park & Zoo (Quinta s. Inácio – Gaia).

Recomendo a visita a qualquer amante da natureza.

hydrochoerus hydrochaeris

21 Ago
21.08.2009

Encontrada em certas áreas das Américas do sul e central, próximo a rios e lagos, a Capivara (Hydrochoerus Hydrochaeris) é o maior roedor herbívoro do mundo. Alimenta-se de capins e ervas, comuns em várzeas e alagados, e pode chegar a pesar até 80 kg.

Wikipédia

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