18 Fev
18.02.2020

Logo que os ódios rebentam, todas as reconciliações acabaram.

Denis Diderot

oton lustosa

17 Fev
17.02.2020

O homem não busca apenas satisfazer as suas necessidades materiais. Para viver, plenamente, busca a satisfação espiritual. Cheio de poder, posto que dotado de inteligência – esta explosiva força criadora -, o homem transforma o mundo. Escarafuncha, mexe, bisbilhota as coisas da Natureza… Queda-se extasiado diante das belezas naturais… Encafifa-se com os mistérios que levam à perfeição das coisas criadas… Chega a uma conclusão derradeira, inapelável: Deus existe! Mas… De tanto investigar termina por concluir que algo deve ser melhorado ainda neste mundo de Deus. Quer o homem o mundo ao seu serviço, útil e prático; que lhe proporcione um estado tal de bonança, inenarrável, sublime. Algo a que deu o nome de Felicidade! Eis o objetivo primeiro e último do gênero humano: Ser Feliz! Por isso transforma, modifica, cria, destrói, luta. E a tal felicidade como uma miragem, ora perto ora longe. E haja esperanças e haja angústias e haja sonhos! Ah! os sonhos!… Quer o homem, em pleno estado de vigília, entender os sonhos, torná-los concretos. Freud bem que tentou ensinar a fórmula. Mas a psicanálise freudiana, para muitos, ainda é um imenso labirinto onírico. Por isso, em perseguição dessa tão sonhada felicidade, o homem desanda a sofrer. Busca, finalmente, um lenitivo para essas dores do espírito. Põe-se a serviço da construção e da contemplação da Beleza. Nesta sua caminhada terráquea, a estação que o leva a mais se aproximar da felicidade é a contemplação da Beleza. É aí que as artes ocupam importantíssimo papel na vida do homem. Aliás, ouso dizer, sem a arte – expressão maior da inteligência humana -, o homem não passaria de um miserável bicho bípede, deslanado, sem cauda, sem garras, despreparado para a caça e para a pesca; e sem nenhuma chance de cavar, mergulhar e voar. Mas o homem, ser divino, tem a Inteligência!… Que o leva ao trabalho maneiroso, ao engenho, à arte, à perfeição, ao amor… E ainda o levará à felicidade!

Oton Lustosa

Texto extraído do discurso de posse do escritor Oton Lustosa na cadeira n° 05 da Academia Piauiense de Letras.

livros na palete – posição 033

17 Fev
17.02.2020

Mais banda desenhada:

  • Saga, volume #9 de Brian K. Vaughan e Fiona Staples (falta-me o #8)
  • OK Corral de Jean Giraud
  • Dust de Jean Giraud
  • Watchmen, volume #1 de Alan Moore e Dave Gibbons (tenho uma antiga edição brasileira)

E continuam as colecções com lombadas para gládio de uns e irritação de outros.

lombada da colecção watchmen
lombada da colecção blueberry

o coração é o último a morrer de margaret atwood

17 Fev
17.02.2020

Charmaine e Stan estão desesperados: sobrevivem de pequenos trabalhos menores e vivem no carro. Portanto, quando veem um anúncio a Consiliência, uma «experiência social» que oferece empregos estáveis e casa própria, inscrevem-se imediatamente. A única coisa que têm de fazer em troca é ceder a sua liberdade mês sim, mês não, trocando a sua casa por uma cela da prisão. Não tarda, porém, que Stan e Charmaine, sem o saberem um do outro, comecem a desenvolver obsessões apaixonadas pelos seus «Alternantes», o casal que ocupa a sua casa quando estão na prisão. E assim mergulham num pesadelo de desconfiança, culpa e desejo.

Bertrand

História que não me deslumbrou. Não estou a acertar com a autora. Já só tenho um livro para ler da autora na palete.

Tradução de Ana Falcão Bastos e Cláudia Brito

the new pope

17 Fev
17.02.2020

Série brilhante de Paolo Sorrentino, e ainda por cima com o magistral John Malkovich como Sir John Brannox/Papa João Paulo III, que revela sem pudor a corrupção da igreja e com humor quanta basta. Tristemente Jude Law, apenas, tem uma presença ligeira.

⭐⭐⭐⭐⭐⭐/10

casas / fortalezas / muros

17 Fev
17.02.2020

Os muros têm permitido aos escritores criarem mundos utópicos ou distópicos, mundos surreais, quase reais. Muitas histórias começam e terminam dentro muros. Outras começam entre muros e acabam fora muros.

Aqui temos algumas dessas histórias:

gralhas e grilhetas

17 Fev
17.02.2020

(…) Para começar, que que ele a cubra com musse de chocolate e depois que a lamba.

página 346

Já tinha reparado noutras gralhas, mas esta, assim, quase a chegar ao final do livro “O Coração É o Último a Morrer” de Margaret Atwood, irritou-me – rrrrrrrrrr, que feroz!

feios juntos – again

16 Fev
16.02.2020

Para farmar uma receita (Heartsbane Hexwurst) aqui estamos juntos em Waycrest Manor… feios, mas com estilo.

revista digital minatura #169 – loucura

14 Fev
14.02.2020

Capa da Revista Digital miNatura #169 que me esqueci de registar. A revista pode ser descarregada aqui.

dr. sono, o filme

14 Fev
14.02.2020

Outra história de Stephen King que se perde no grande ecrã. O filme, nem de longe, nem de perto, faz jus ao livro.

Não deixou de ser gratificante ver algumas personagens ter vida fora dos textos, como Rose The Hat (Rebecca Ferguson), perfeita como vilão, e Dan Torrance (Ewan McGregor).

O filme transmitiu-me durante o seu visionamento pouca tensão, exceptuando a batalha mental entre Rose the Hat e Abra Stone e o sacrifício do rapaz do basebol. Estes dois momentos deviam ser o tom normal do filme – uma pena.

O pior acontece quando o realizador, Mike Flanagan, decide percorrer a memory lane através de cenas copiadas do “The Shining”.

Doutor Sono consegue ser uma razoável adaptação, mas utilizou mecanismos que não criaram nem grande tensão, nem grande terror. Filme que não me produziu uma grande estimulação… psicológica.

⭐⭐⭐⭐/10

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