for the horde!

30 Dez
30.12.2008

Já não pegava realmente no jogo há mais de 20 dias.
Hoje pela 00.43 +/- tive a oportunidade de fazer o achievement “For The Horde”.
Não morri uma vez. Zero wipes. Foi pena não ter lido outros achievements. Se o tivesse feito teria também completado Wrath of the Horde. Ficará para uma nova oportunidade.
A reward – Reins of the Black War Bear – é deliciosa e, assim, já tenho 52 mounts.

smoke

26 Dez
26.12.2008

As velas largaram tanto, mas tanto fumo que o aspecto é o que se vê.

O bolo de anos do meu filho com 11 velas.

extinção iminente

21 Dez
21.12.2008

Por fim, decidiu que não queria morrer daquela forma.
Queria sonhos.
Queria euforia.
Acima de tudo, queria paz.

página 200

Extinção Iminente, Scott Mackay // título original: The Meek // tradução: Luís Santos // editor: Editorial Presença, Jun. 2003 // Colecção Viajantes no Tempo, n.º 8

santa hipocrisia & inveja virtuosa

17 Dez
17.12.2008

Todos nós somos e devemos ser saudavelmente hipócritas.
Quantas vezes dizemos, “Que bebé tão lindo, fofinho.”, quando pensamos, “Puxa, mas o que é isto?”
Quantas vezes dizemos, “Não. O cabelo assim até te fica bem.”, quando pensamos, “Só esta tipa para me alegrar o dia.”

Quantas vezes dizemos, “Olha que estás mais magra”, quando pensamos, “Gorda Balofa.”. Eu, nesta parte, sou sempre sincero. São todos gordos e sinto-me perfeitamente seguro para o declarar.
Escrevi, “saudavelmente hipócritas” porque é uma questão de saúde dar a resposta adequada e esperada. É a nossa saúde que está em causa, quando somos colocadas perante aquelas perguntas de merda, porque não quero ser constantemente agredido. Mas, são situações corriqueiras. É a saudável hipocrisia.

Grave é aquela hipocrisia filha-da-puta. Aquela hipocrisia com o objectivo de prejudicar o próximo. Seriamente maldizente. Felizmente não ligo muito ao que me dizem dos outros e muito menos ao que me dizem que os outros disseram de mim. Nem funciono como boomerang. Enfim, trazer e levar recados. Infelizmente digo o que tenho a dizer de qualquer pessoa directamente; o que acarreta situações embaraçosas para elas, porque geralmente não sou contraditado. É uma merda ter alguma razão. Há contudo pessoas que sofrem com a hipocrisia maldosa. Ficam pensativas, depois perturbadas com o que lhe dizem que disseram delas ou pior transmitem a outras pessoas o que os outros disseram dos outros e delas. Humm. Complicado. As relações humanas são difíceisssssssssssss

O que adoro é a inveja. Entusiasma-me que tenham cobiça de mim. E se essas pessoas forem virtualmente religiosas e potencialmente cristãs fico então mais que arrebatado. Não é por ter um pouco de diabo em mim(?), mas sim pelo facto de ser conclusivo que a ida às missas não limpa as mentes de ideias nada cristãs.

10. Não cobiçarás a mulher do teu próximo e não cobiçarás a casa do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem nada do que lhe pertence.

Fico triste (lol) porque, talvez, esteja com os meus momentos de felicidade, de bem estar, a contribuir para que alguém não atinja “um dos maiores objectivos” na vida de um católico, “a pureza de coração“. Só ficaria triste, mesmo desolado, se alguém tivesses inveja do meu corpo, digamos que, voluptuoso. Voluptuoso segundo a visão de Rubens. Porque o meu corpo é apenas para o meu deleite ou para o regalo de alguém a um preço justo e devidamente adequado ao valor de referência do mercado. Claro que a minha mulher tem um desconto de 100%. Não sou doido.

benfica tv??

11 Dez
11.12.2008

A minha filha gosta de ver o canal Panda e Disney. Ontem ligei a powerbox da Clix para a entreter enquanto preparava o jantar. [1]
Por lapso, porque não pode haver outro motivo, digitei o número 30 e surpresa desgraçada. O canal Benfica TV, ainda não activo, só para 2009, explodiu-me nas retinas. Sem aviso prévio. Sem autorização expressa. Mudei imediatamente de canal. Mas temendo o pior virei-me para a minha filha. Ela estava, contudo, calma. Alegre. Sem alterações visíveis. Igual a si mesma. Fiquei, naturalmente, leve e sossegado. Foi apenas um triste acontecimento sem acidentes.

Claro, que o canal já está bloqueado. Gosto demasiado da minha família para correr riscos.

[1] Quando a minha mulher deixa ao meu encargo o jantar fico bastante satisfeito pela confiança que em mim é depositada. E devo dizer que nunca falhei em deixar todos satisfeitos. Desta feita telefonei à Pizzaria Divinal que já faz entregas ao domicilio. A pizza quatro estações foi a escolha.

intermundo

08 Dez
08.12.2008

– Eles têm mesmo uma masmorra de escravos? – perguntou Seymour.
– Claro. De que servem escravos sem uma masmorra?

página 121

Eu, Klox tudo que vê (quase), que tudo sabe (por vezes), quase omnipotente (em certas ocasiões muito circunscritas), avanço em direcção ao meu destino. Naturalmente, tenho grande interesse nisso. Os destinos são difíceis de encontrar.

página 135

Isidore Haiblum, Intermundo // tí­tulo original: Interworld // tradução: Elsa T. S. Vieira // editor: Editora Livros do Brasil, Mai. 2004, Lisboa // isbn: 972-38-2703-4

bricolage

06 Dez
06.12.2008

Hoje dia ventoso e a dita porta mal fechada a provocar de segundo a segundo o “tal” ruído. E é um barulho de merda. Chato. Irritante. Penso em levantar-me da cadeira para fechar a porta. Mas já que vou ter de elevar o meu corpo à sua posição bípede decidi ir mais longe e resolver o problema de vez.

Analiso a situação. Concluo que a calha de alumínio está ligeiramente levantada do chão e por isso a porta raspa nela.
A solução é simples e a execução ainda mais célere. De martelo na mão e após duas valentes marteladas é a maldita calha colocada numa posição mais elegante. Rente ao chão. Fecho a porta pelo lado de fora para admirar o meu trabalho de bricolage e de engenho humano. E o silêncio foi orgiástico.

Abro a porta e ela não abriu. Aparentemente embatia na calha. Mas como. COMO?

Vou pela porta frontal, a de entrada dos clientes, para perceber a sua recusa em se abrir. E não é que a calha motivada pelas marteladas ficou com a ponta levantada?? Solução mais duas marteladas na ponta. Resultado? Calha 1 – Martelo 0.
Eu deveria saber que marteladas não resolvem nada por isso resumi o uso do martelo a pancadinhas certas, cirúrgicas no alumínio. Mas a calha teimava em resistir.

Não pensem que desisti, que entrei em pânico. Eu nunca desespero. Eu chamo sempre o meu pai.

level 80

05 Dez
05.12.2008

Ontem cheguei a level 80.
Sei que poderia ter atingido esta meta há já 7 dias, mas andei a passear pela expansão e pelo jogo de uma forma geral.

warcraft

level 80

Terminei também a leitura da obra “Intermundo” (1977) de Isidore Haiblum. Foi uma leitura super-hiper-divertida.

Imaginemos um detective Philip Marlowe, criação de Raymond Chandler, mas de nome Tom Dunjer. Agora imaginemos que o nosso Marlowe viajou para o futuro e estaremos perante uma história de fc policial negra plena de humor, acção e aventura.
Naturalmente irei ler as outras duas obras da série: Specterworld (1991) e Crystalworld (1992).

chuva

03 Dez
03.12.2008

Odeio a chuva. Não é um ódio motivado por rancor. É um ódio sem duplos sentidos. É um ódio constante. É ódio. Ponto final.

Podem-me dizer que é bem-vinda. Electricidade. Colheitas. Humidade. Mas não me persuadem. E apesar de conseguir limpar, algumas vezes, as ruas daquele acumulado cheiro noctívago que teima, naturalmente, em persistir em algumas esquinas, cantos, ruelas, provocado pelo esvaziamento das bexigas ou até consegue, essa chuva, desfazer a matéria fecal distribuída pelos cães, cadelas, nos relvados, sempre do outro vizinho. Não me convencem.

O facto de me obrigar a adoptar um apêndice, sim esse guarda-chuva, é motivo suficiente para ter 50% de ódio. O uso do guarda-chuva é castrador. Não literalmente, claro. Utilizar uma mão para atender o telemóvel, para procurar as chaves, para pegar na pasta, para abrir a porta do carro, para colocar/retirar a filha do carro, para fechar a porta do carro com o guarda-chuva, e não se esqueçam que continua a chover, é torturante. E chegado aqui tenho os meus outros 50% de ódio. Entrar num carro, um qualquer, a chover e com um guarda-chuva é kafkiano.

Irão dizer os mais atentos que deveria odiar o guarda-chuva. Que se deixar de o usar na chuva deixo de ter motivos para odiar a chuva. Não posso deixar de arrotar uma sonora gargalhada.

chove -> há guarda-chuva
não chove -> não há guarda-chuva

Ou em silogismo primário
Se chove
Uso guarda-chuva
Logo tenho ódio pela chuva.

Sei que é um silogismo de alcova. Mas fica ao mesmo nível de outros que li por aí para provar a existência de Deus:
A ciência não explica tudo
Deus explica tudo
Logo Deus existe.

Mas voltando à chuva os nossos problemas seriam facilmente resolvidos se os carros tivessem um hall de entrada, algo como, sei lá…. a manga de um avião.
Entrar no hall do carro. Pousar a pasta, os filhos, fechar pausadamente, sim pausadamente, o guarda-chuva, tirar o casaco, assentar as nádegas, fechar a porta do carro, extrair o hall do carro, e arrancar para um chuvoso dia. Isto sim, seria delicioso.

blindness

17 Nov
17.11.2008

The only thing more terrifying than blindness is being the only one who can see.

José Saramago, Blindness

Blindness é um filme perturbador e tal como na obra “O Senhor das Moscas” de William Golding, adaptada já ao cinema, revela que o mal é próprio da natureza humana.

Túnel no Céu de Robert A. Heinlein, editado entre nós pelas PEA em 1996, conta-nos, igualmente, a história de um grupo de indivíduos que não nos deixa esquecer que o homem é um “animal social”.

O filme e as obras referidas colocam, ao fim e ao cabo a pergunta:
Será o homem naturalmente mau?
Eu aceito melhor o pessimismo antropológico de Hobbes – homo homini lupus, o homem é o lobo do homem – do que o optimismo antropológico do bom selvagem de Jean-Jacques Rousseau.

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beam me up, scotty!