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watchmen (vol. 4): um mundo mais forte de alan moore e dave gibbons

Os acontecimentos inevitáveis, trágicos, da saga convergem para aquele que será possivelmente o seu momento final predestinado… Na Antártida, na base secreta de Ozymandias, o destino do universo de Watchmen vai jogar-se, naquilo que talvez seja um novo começo.

E assim termina em pleno esta obra de banda desenhada simplesmente genial. Depois disto nada foi igual.

Obra que não deixa ninguém indiferente.

Tradução de Paulo Furtado

watchmen (vol. 3): irmão dos dragões de alan moore e dave gibbons

Aqui foi lido o terceiro volume desta fantástica obra.

Tradução de Paulo Furtado

livros na palete – posição 012.2020

As entradas desta semana.

  • Watchmen, vol. 03 – Irmão dos Dragões de Alan Moore e Dave Gibbons
  • Watchmen, vol. 04 – Um Mundo Mais Forte de Alan Moore e Dave Gibbons
  • Danúbio de Claudio Magris
  • As Sombras Eternas de Glen Cook
  • O Que Fazer dos Estúpidos de Maxime Rovere
  • A Mensagem de Mai Jia
  • O Homem Corvo de David Soares

watchmen (vol. 2): temível simetria de alan moore e dave gibbons

Rorschach, o temível vigilante que assumiu a tarefa de desvendar o homício do Comediante e pôr a nu as contradições e hipocrisias dos super-heróis da sua América natal, e John Osterman, o estranho e poderoso homem de pele azul agora conhecido pelo nome de Dr. Manhattan, são as personagens que encarnam a lucidez fria e implacável deste universo, e os protagonistas em destaque neste volume da série original.

A Levoir, em boa altura, já que tenho apenas uma velhinha versão brasileira, continuar a reedição de Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons. Aqui se tem o segundo volume de quatro.

Obra que não deixa ninguém indiferente.

Tradução de Paulo Furtado

watchmen (vol. 1): quem guarda os guardiões de alan moore e dave gibbons

Comecei a reler Watchmen; obra magistral de banda desenhada, lida pela primeira vez em 1989 numa edição brasileira.

O encanto continua vivo.

Tradução de Paulo Furtado

livros na palete – posição 009.2020

Mais banda desenhada:

  • Saga, volume #9 de Brian K. Vaughan e Fiona Staples (falta-me o #8)
  • OK Corral de Jean Giraud
  • Dust de Jean Giraud
  • Watchmen, vol. 01 – de Alan Moore e Dave Gibbons (tenho uma antiga edição brasileira)

E continuam as colecções com lombadas para gládio de uns e irritação de outros.

lombada da colecção watchmen
lombada da colecção blueberry

a era metalzóica

In the far future, the Earth’s magnetic field has cut out, and humanity has abandoned the planet, leaving it to multiple species of sentient robots, which after centuries of evolving look (and in some cases behave) similar to the now extinct terrestrial animals.

Legend surrounds The God Beast – Amok – the leader of a herd of robotic elephants (wheeldebeasts), and his return to the geographical location that another tribe now occupies – the Mekaka, led by the psychotic – yet also cunning – gorilla robot Armageddon. Armageddon’s brutality and drive is explained that he operated on his own brain to remove lesser emotions which would impede his intentions to make “The Mekaka the greatest tribe on Earth”.

via wikipedia

“A Era Metalzóica” (Metalzoic) é uma novela gráfica escrita por Pat Mills e desenhada por Kevin O’Neill e teve a sua primeira publicação pela DC Comics em 1986.
A minha edição é da Editora Abril publicada na série Graphic Novel com o número 9 em 1989.

metalzoic-3

a era metalzóica

Penso que este trabalho (“A Era Metalzóica”) é pouco conhecido entre nós o mesmo acontecendo com o seu “Marshal Law” (com o escritor Pat Mills) – a edição de “Marshal Law” que tenho é também brasileira.

Certamente o trabalho mais mediático de Kevin O’Neill é a “The League of Extraordinary Gentlemen” em parceria com Alan Moore. Quanto a Pat Mills, o seu curriculo é extenso assinando histórias de Judge Dredd, Nemesis the Warlock e outros, outros, outros.

3 graphic novels

Há histórias de banda desenhada que devido à sua qualidade gráfica e/ou a argumentos inteligentes se lêm e relêm em qualquer altura.

joker

joker

The Killing Joke [1988] (A Piada Mortal) com o texto de Alan Moore e desenhos de Brian Bolland é um destes exemplos. E apesar desta graphic novel ser “one-shot” mudou o universo DC.

De todas as histórias que li com o Joker esta continua, ainda, a ser a melhor. São os textos. São os desenhos. É o conjunto. Possuo a edição brasileira da Editora Abril (Série Graphic Novel, n.º 5, Set/1988) que além de ter uma tradução excelente, respeitou o formato da novela original. Sou, pois, um sortudo.

Se Alan Moore é hoje mais conhecido fora do circuito de banda-desenhada graças ao filme Watchmen baseado na novela gráfica com o mesmo nome publicada em 1986, com o argumento de Alan Moore e os desenhos de Dave Gibbons, a sua contribuição vai para além disso. Felizmente.

Temos V for Vendetta, a recriação da personagem Swamp Thing e a criação do formidável John Constantine, The League of Extraordinary Gentlemen entre tantas outras contribuições.

De Brian Bolland, também, conheço o seu trabalho em Camelot 3000, que puderei falar noutra altura.

moebius, galactus

galactus

Outro exemplo é a novela gráfica “Silver Surfer: Parable” [1988] por Moebius e Stan Lee. É uma obra memorável, mas claro que tem dois pontos a seu favor:

  • Stan Lee um dos gigantes dos comics books
  • Jean Giraud aka Moebius um dos gigantes da banda-desenhada europeia

Li a muito boa edição da Editora Abril (Graphic Novel, n.º 11, 1989). É admirável passear pela aventura, pelos inconfundíveis desenhos de Moebius que salientam a linda poesia dos textos de Stan Lee.

Descobri o trabalho de Moebius com o espectacular – “Les Yeux du Chat” (1978) – “Os Olhos do Gato” (edição da Martins Fontes, Brasil) em colaboração com Alejandro Jodorowsky. E depois seguiram-se as aventuras do Incal, também em colaboração com Alejandro Jodorowsky. Depois foi Arzach, L’Homme est-il bon?, Le Garage Hermétique e como Giraud, com Charlier, as aventuras do Tenente Blueberry.

Sobre Stan Lee há pouco ou muito a dizer.
Foi o criador em colaboração com outros, especialmente Jack Kirby e Steve Ditko, do Homem-Aranha, dos X-Men, do Hulk, dos Fantastic Four, do Iron Man, do Thor, do Daredevil, do Doctor Strange e de outros tantos mais.

moby dick

moby dick

O terceiro exemplo é a novela gráfica Moby Dick (1990), uma adaptação de Bill Sienkiewicz e com o texto de D.G. Chichester. Este desenhador é possuídor de um traço inconfundível. Com uma grande mestria conseguiu integrar nos comics pinturas a óleo e técnicas de colagem. Não me lembro de ver algo semelhante exceptuando Vicente Segrelles com o seu Mercenário.

Cada prancha de Moby Dick – a edição na minha posse é da colecção Classic Illustrated, n.º 1 da Editora Abril, 1990) – é por si só uma obra de arte. A primeira vez que tomei conhecimento com o seu estilo foi numa história que narra a origem de um inimigo do Batman (assim que descobrir a revista irei falar dela) e o nome do desenhador ficou-me no canto do olho.

Existe igualmente um novela gráfica do Daredevil com desenhos/pinturas de Bill Sienkiewicz. Ainda não a encontrei.[1] É um desenhador que nos obriga a olhar para cada página com cuidados redobrados.


[1] o que me faz pensar que ainda possa, talvez, estar em mãos estranhas.

the dark knight

Lt. James Gordon: Because he’s the hero Gotham deserves, but not the one it needs right now…and so we’ll hunt him, because he can take it. Because he’s not a hero. He’s a silent guardian, a watchful protector…a dark knight.

Sem dúvida, The Dark Knight, é o melhor filme de Batman. O primeiro “novo” Batman, igualmente, realizado por Christopher Nolan, o responsável por Memento, já tinha ultrapassado sem dificuldade o Batman de Tim Burton.
Em The Dark Knight a personagem principal continua a ser Batman – sombrio, periclitante nas suas convicções, “dark”.
Neste filme temos um Joker visualmente diferente, longe da imagem imortalizada na Graphic Novel de Alan Moore, Brian Bolland e John Higgins, mas igualmente mortal e caótico. Claro que o seu caos é assustadoramente disciplinado e ele encarrega-se de o desfiar de forma brilhante

The Joker: I took Gotham’s white knight, and lowered him to our level. It wasn’t hard. Y’see, madness, as you know, is like gravity. All it takes is a little…push.

Como em The Killing Joke Batman e Joker completam-se em simbiose

The Joker: You just couldn’t let me go could you? This is what happens when an unstoppable force meets an immovable object. You truly are incorruptible aren’t you? You won’t kill me out of some misplaced sense of self-righteousness, and I won’t kill you, because you’re just too much fun. I think you and I are destined to do this forever.

Fiquei satisfeito pela nova Rachel Dawes, pois a anterior interpretada por katie Holmes desagradou-me bastante.

O fim do filme deixa, deliciosamente, tudo em aberto quanto ao futuro de Batman, porque

You either die a hero or you live long enough to see yourself become a villain.

constantine

Corria o ano de 1990 quando começou a chegar a Portugal, com 6 religiosos meses de atraso, através da editora brasileira Abril Jovem, um pequeno livro de banda-desenhada intitulado “Monstro do Pântano”, no original “Swamp Thing”, editado pela DC Comics pela primeira vez em 1972, criado por Len Wein (escritor) e Berni Wrightson (artista) e com argumento de Alan Moore.

Sei que o formato do livro, a sua tradução podia ser bastante melhor e isso com apenas um pouco de esforço. A verdade é que à 15 anos atrás não havia grande escolha, nem muito menos um termo de comparação.
Uma personagem de Swamp Thing, John Constantine, criada em 1985 por Alan Moore ganha em 2000 um título próprio – HellBlazer.

swamp thing
swamp thing

E esta “introdução” é feita devido ao facto de o filme “Constantine” ter sido um must visual. Adoro John Constantine. É cínico, enigmático, um ladrão, punk, um bêbado, um grande filho-da-puta, e quando ninguém está a ver um tipo “fixe”, e salvador do universo conhecido. Esta combinação faz dele uma personagem excitante e é certamente, com a excepção de BatMan, a mais complexa personagem na família DC.

Até lá deixo-vos com uma pérola da edição brasileira:

“A propósito. Eu tenho ingresso de camarote pro FIM DO UNIVERSO. Acho melhor usar agora. Nunca se sabe.”
– Monstro do Pântano, n.º 5 por Alan Moore

– Editora Abril Jovem, Maio 1990, São Paulo, Brasil

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