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não desistam!

Não desistir acho uma boa posição. Acho que os professores devem lutar por aquilo que acham que têm direito. Agora colocar em slogan que é “PELOS NOSSOS ALUNOS, PELA EDUCAÇÃO” é abusar. Se assim fosse respeitavam os alunos e não teriam feito greves às reuniões de avaliação. “PELA NOSSA DIGNIDADE PROFISSIONAL” é, também, um pouco forçado. Os professores ao agiram da forma como o fizeram mostraram que são isso sim indignos de serem professores.

Por que não dizem que é pelo dinheiro. Seriam mais verdadeiros. Há nisto tudo um problema com o Saber-Ser/Saber-Estar.

encontros de literatura e banda desenhada – amazonas contemporâneas

Estes encontros, compostos por quatro debates: 16, 19, 21 e 23 de Janeiro, estão integrados nas comemorações do 40º aniversário do ILCH e pretendem abordar a relação entre a literatura e a banda desenhada, ou como referiu o Prof. Manuel Curado na sua mágica intervenção “o que cola“.

No dia 16 tivemos: Herdeiras de Wonder Woman. As Amazonas na Ficção Popular Contemporânea

Desde a criação de Wonder Woman em 1941, abundam na ficção popular as mulheres que defendem pela força a liberdade de decidir o seu destino. Entre elas, contam-se Katniss Everdeen (Os Jogos da Fome) e Lisbeth Salander (Millenium. Os homens que odeiam as mulheres). Com Diogo Carvalho, exploramos os modos como estas personagens contribuem para a vitalidade e diversidade da nova mitologia das amazonas.

Encontros de Literatura e Banda Desenhada

Hoje será: Maus, de Art Spiegelman. Um romance Gráfico do Holocausto

Um testemunho real de um sobrevivente de Auschwitz, é isto, entre muitas outras coisas que podemos encontrar neste romance gráfico de Art Spiegelman. Com Marie Manuelle Silva, abordamos as técnicas gráficas, os recursos narratológicos e as figuras estilísticas que o autor usa para representar o Holocausto de forma real e impactante, inscrevendo este estrondoso sucesso de público e de crítica em diferentes correntes da tradição literária e da tradição ilustrativa.

Encontros de Literatura e Banda Desenhada

No dia 21 será: O Motivo do Herói Órfão. Oliver Twist e os Heróis da Banda Desenhada

Quantos heróis que conhecemos são, de uma ou outra forma, órfãos. Trata-se de uma lei ou de puro acaso? Tendo Oliver Twist de Dickens como ponto de partida e Margarida Pereira como convidada, iremos procurar na literatura a origem deste motivo presente na BD e nos Comics.

Encontros de Literatura e Banda Desenhada

No dia 23 será: Para Além do Véu. Persépolis, de Marjane Satrapi

Conversamos com Said Jalali sobre o romance autobiográfico de Marjane Satrapi, Persépolis, que é o olhar de uma menina sobre as alterações radicais introduzidas pela revolução de 1979 na vida quotidiana da sociedade iraniana. Romance de formação escrito e desenhado num contexto de deslocamentos geopolíticos e geoculturais à escala global, Persépolis narra os exílios de Marjane – tanto fora como dentro do Irão.

Encontros de Literatura e Banda Desenhada

Herdeiras de Wonder Woman. As Amazonas na Ficção Popular Contemporânea teve como convidado Diogo Carvalho.
Antes da sua apresentação foi nos oferecida uma mágica intervenção pelo Prof. Manuel Curado. Esta intervenção foi de tal forma intensa, poética que logo se percebeu que a noite ia ser em Grande. O Prof. Manuel Curado revelou sem sobressaltos e com um dialéctica argumentativa tão bem tecida a razão da literatura, nas suas mais diversas formas, nos invadir os sentidos desde sempre. O Prof. Manuel Curado provou ser o nec plus ultra do mágico das palavras e conseguiu deliciar-me ainda mais quando terminou o seu acto com as palavras “o diabo do espelho.

diogo carvalho

diogo carvalho

Diogo Carvalho, a razão que me dez deslocar a Braga, esteve perfeito a falar, sem papas na língua, sobre a Wonder Woman per si, falou nas mudanças no seu uniforme (como sinal dos tempos), os seus motivos como heroína, o seu protagonismo e a forma como foi/está actuando/actuar no universo de super-heróis. Conseguiu em poucas palavras contextualizar a sua criação, com doces e picantes pormenores. Falou do seu multifacetado criado, William Moulton Marston. Falou do presente e do futuro da Wonder Woman.

Quanto a Katniss Everdeen e Lisbeth Salander como amazonas herdeiras da Wonder Woman o que fica em resumo é que ambas são os Alpha das suas histórias. Como mulheres fazem, “e como colocar isto sem ofender, mas tendo de utilizar um cliché“, perguntava Diogo Carvalho, “um bom trabalho de homem. Ou melhor, um trabalho atribuído geralmente ao homem.”

Katniss Everdeen faz o que faz por amor à irmã, ofereceu-se como tributo, e acaba por agir sempre por estímulo. Perante um problema, age. Não cria problemas, mas encontra soluções por… impulso. E perante uma sociedade distópica, acaba por ser ela, pela sua perseverança, coragem, abnegação, a alavanca (“Deem-me um ponto de apoio e moverei a Terra.”) para derrubar o sistema por dentro – implosão.
Lisbeth Salander faz o que faz por vingança. Ao contrário de Katniss Everdeen, Lisbeth Salander perante uma situação adversa, raramente age por impulso. Tudo é planeado. Ela está por fora de um sistema deficiente, corrupto e as suas acções levam a que este expluda.

Foi colocada uma questão. Se elas são o que são ou fazem o que fazem por não estar presente a figura do pai – acho que a ideia da pergunta é esta (contudo, posso estar errado).
A pergunta é interessante e a resposta aceite é que em ambas o pai, pode ou ser o modelo ou a motivação para elas serem como são – fortes, independentes.
Quanto a Katniss Everdeen é fácil concluir que é a ausência do pai que a torna o que é uma Alpha. É ela a razão de a mãe e irmã estarem vivas.
Quanto a Lisbeth Salander foi a existência de um pai que a torna Alpha por competição e sobrevivência.

Se o papel poderia ter sido atribuído a um homem? Podia, mas o efeito não seria tão másculo.

Katniss Everdeen e Lisbeth Salander comprovam acima de tudo que qualquer ser humano consegue ser Homo homini lupus. Apenas são precisas certas circunstâncias, uma série de eventos catalisadoras da nossa natureza predatória.

Isto são pensamentos avulsos que fui tendo e que decidi agora transcrever.

Avalio positivamente o encontro. Adorei as conversas muito interessantes e estimulantes. Os alunos do Mestrado de Mediação Cultural e Literária estão de parabéns.

com rodinhas

Durante o 1º ciclo e o 2º ciclo é permitido aos alunos usarem pastas escolares com rodinhas; está dentro da moda autorizada.

No decorrer do 3º ciclo e até terminarem o secundário o uso de pasta com rodinhas é podre e só um verdadeiro azeiteiro as usa. Vade retro Satana às rodinhas. As pastas são, agora, exibidas em costas curvadas sobre o peso de 20 quilos de material escolar – ufa.

Mas as rodinhas são pacientes! E sabem manter-se em estado latente, como alguns animais do deserto australiano que podem esperar durante anos pela chuva.

E eis que quando menos se espera começam novamente, pois claro, a pulular rodinhas que premiando a entrada dos alunos no ensino superior aparecem em malas de viagem.

dead end

No dia 30.abril lá fui ver a peça de teatro “Dead End” sobre um texto da dramaturga Letizia Russo (nascida em Roma em 1980) interpretada por alunos do 12º B.

“Dead End” conta a(s) historia(s) de oito jovens que vivem como uma seita sobre o poder de Sirius, que aos olhos deles é um Deus. Os diálogos abordam não apenas as questões da adolescência, mas da humanidade no seu sentido mais lato. A adoração de Sirius dia após dia, numa colina claustrofóbica, e a viagem de Kris e Ken foram bem conseguidos no apertado espaço do auditório da biblioteca municipal – a escolha do espaço potenciou o ambiente.
O facto de o elenco ser quase exclusivamente composto por mulheres criou uma atmosfera mais onírica aos quadros.

Saliento a confiança em palco, nisso podem me apontar o dedo, mas dah!!, de Sara Brito no papel de Sirius e de Sara Rodrigues como Kent, mas de uma forma global estão todos de parabéns.

Os diálogos são muitas das vezes chocantes, cruéis; uma cena muito ousada foi interpretada. Fico contente, admirado até, por não ter havido censura.

“Dead End” é brutalmente rude (adorável) e seria interessante ver a peça na sua totalidade. Uma experiência a repetir.

update [04.05.2012]
elenco completo
Sirius – Sara Brito
Spyrus – Mariana Vieira
kent – Sara Rodrigues
Kris – João Miranda
Reiko – Cláudia González
Nimar – Alberto Vilas Boas
Laura – Inês Sousa
Audrey – Cátia Fernandes
Doris – Ana Pereira
Kim – Joana Serre
Elf – José Lopes

período refractário

Tenho um colega que se gaba imenso, quase exageradamente, direi eu inocentemente ou ignorante até, das suas habilidades/capacidades sexuais. Todas “elas” ficam satisfeitas se o tiverem como parceiro tal é a sua pujança. Um dos seus segredos é a ingestão diária de uma barra de chocolate. Ele, actualmente, tal é o número d “elas” que querem sentir tamanha energia e masculinidade, só aceita mulheres “de catálogo” – um gourmet do sexo!

A semana passada em tom de brincadeira inquiri-o acerca da duração do seu “período refractário”. A sua resposta, “Ui, é muito tempo, muito tempo mesmo. Comigo é tudo em grande!”, foi gritada enquanto atirava o braço direito em frente para salientar com esse gesto a sua plena alegria por “muito tempo”. Não pude deixar de gargalhar perante a sua obtusa resposta.

Conto este episódio anedótico a recordar-me da frase “Prescinde/não prescinde(3) do direito ao ensino da disciplina de Religião e Moral Católicas” (modelo n.º 451 INCM) escrita, pelo menos entre 1983/1988, nos boletins de matrícula do ensino básico e do ensino secundário. (3) “Riscar a palavra que não interessa”; perante isto acredito que muitos encarregados de educação riscaram a palavra “Prescinde” porque viam apenas o não e nunca associavam o “prescinde” a “passar sem”. Isto criou muita confusão desnecessária. E para resolver o problema bastava ter substituído a palavra “prescinde” por outra como “renuncia”, “dispensa”. Era uma frase religiosamente armadilhada com o objectivo de, por engano/lapso, obrigar os alunos à frequência da disciplina de Religião e Moral Católicas. A partir de 1989 já era necessário uma declaração própria devidamente assinada a informar do desejo de frequentar a disciplina de Religião e Moral (DREN modelo 1) e em outros boletins de matrícula bastava escrever a palavra “SIM” “no rectângulo abaixo” (modelo n.º 1065 da INCM). Com isso terminou as matrículas por “engano”.

E já agora a palavra “obliterar” colocada nestes termos: “O título de transporte só é válido se for obliterado” também é um espectáculo burlesco da aproximação dos serviços públicos ao cidadão.
Em Portugal a taxa de dislexia, mais por falta educação do que motivada por problemas médicos, ainda é elevada. Ou… já não o é… fruto das Novas Oportunidades.
E agora fiquei ligeiramente afásico!?

o ataque dos “papa-multas”

Polícia de Segurança Pública Conta Consigo

e nós podemos contar com ela?

Se me perguntarem se confio na Polícia de Segurança publica (P.S.P.) a minha resposta é um claro e inequívoco não. Se der outra resposta é porque estava distraído. E o que me motiva esta resposta é a incoerência na actuação dos agentes que em situações semelhantes agem de forma diferente. Isto são comportamentos discricionários que fazem com que o cidadão reveja nos elementos desta força de segurança a figura mitológica dos “papa-multas”. E é neste sentido que a “Polícia de Segurança Pública Conta Consigo“.

“P.S.P.? Esses só sabem multar”, é a frase mais comum que escorre copiosamente da boca de qualquer cidadão consciente e critico. Haverá alguma razão neste comentário desfavorável à P.S.P.? Vejamos alguns exemplos visuais. Refiro previamente que o local é a cidade de Barcelos, mais concretamente junto à Escola Secundária de Barcelos, numa qualquer quinta-feira; dia de total impunidade “por falta de efectivos”, fui informado. Curiosamente os efectivos (?) da “Escola Segura” estavam à porta da escola, mas perigosamente alunos e outros cidadãos tiveram de abandonar os passeios e deslocarem-se para a estrada correndo sério risco de atropelamento, perante os olhares da “Escola Segura”.

carros e a psp

O que condeno é que se multa por apetite. Carros em segunda fila às portas das escolas e os agentes fazem pim-pam-pum. O coitado vítima aleatória de um pum damoclesiano” recebe a multa de um agente que não sabe o que é a cidadania e muito menos não tem a coragem suficiente para multar todos os infractores.

Eça nas suas Farpas (Campanha Alegre) diz e escrevo de memória, que a

policia é uma instituição que passeia aparatosamente em certas ruas – para prevenir os malfeitores que vão para outras.

Infelizmente fico cada vez mais com o mesmo sentimento.

na rua

Não sei se teria sido melhor a criação de uma solução inteligente dentro das escolas para os fumadores do que o triste espectáculo que assistimos regularmente às suas portas.
Nos intervalos lá vemos os professores, funcionários, alunos maiores e menores, em passo acelerado na direcção dos portões exteriores, sacarem de um cigarro e inspirarem doce nicotina durante uns minutos.

É um espectáculo, custa-me dizê-lo, degradante. Nojento. São os novos toxicodependentes. Se não o são que parecem, parecem.

pedaços de loucura anónimos

Pronto, o costume, os Lamechas dos professores .. Só me lembram o anúncio : – «Falam, falam mas não dizem nada . » . Se exceptuarmos os pedidos de Aumentos Salariais , o que propõem os coitadinhos dos Desfavorecidos dos professores ? Que respeito eles próprios têm com os Alunos e os Pais ao fazerem greve sem proporem alternativas ?. Se não estão satisfeitos com a Entidade Patronal (que somos Todos nós afinal… ) procurem emprego na “privada” …

Isto das agressões é algo de muito grave e uma agressão que seja a um professor já é muito. Nos meus tempos de escola e até universidade, às vezes que bem apetecia dar uns tabefes na cara a um ou outro professor. E só se perdiam as que fossem ao lado. A arrogância e o facto de terem o poder (nas notas) por vezes dava origem a abusos. Não se confunda vandalos e faltas de respeito gratuitas com revolta de alunos por outro tipo de situações. Falta de vocação de professores provavelmente é um grande contribuinte para a violência. No entanto é algo que com uma correcta avaliação dos professores isso pudesse ser corrigido. Alguns até deviam ser convidados a procurar outras profissões. São mesmo uma nódoa. Deviam pagar para trabalhar, quanto mais se queixarem do ordenado. A ideia que uma licenciatura serve para dar aulas é o maior erro que se tem cometido. Há alunos, principalmente nas Universidades, que põe e com razão, os conhecimentos dos professores em causa. Foram tantas as situações…………. Há muitos professores que embora não sejam muito bons a nível de conhecimento, eram esforçados e até acabavam por ter um resultado satisfatório. Mas a violência é sempre um caso de polícia. Na esquadra que lhes acertem o passo sem marcas claro, que isso não pode ser. Paginas amarelas 30X na cabeça bem atestadas resolve para levar os neurónios ao sítio.

Porque será que a maior parte das pessoas fala do que não sabe? que povo mais estúpido… vão às escolas ver o que se passa ou então calem-se… na escola onde dou aulas há tentativas de agressão ou insultos TODOS os dias… acham normal??? gostam de ser todos os dias chamados de “filhos da p… ” ou “vai pó caral…”. Gostava de assistir a um dia de aulas dada por um qualque cidadão para ver as suas reacções quando um aluno o mandasse para o outro lado ou lhe oferecesse porrada. Será que já pensaram que a violência decresceu porque muitos professores nem sequer fazem queixa??? porque não vale a pena fazer, pois não acontece nada… porque no dia seguinte a pobre criança está na escola de novo para insultar e agredir mais professores. Tristes são aqueles que falam sem saber dos factos. pelo que vejo aqui escrito, muitos são daqueles pais que descarregam os filhos nas escolas para que os outros os eduquem… se não tem tempo para os educar não tenham filhos… agora não queiram que os outros façam o trabalho por vocês. Não falem do que não sabem… vão assistir a aulas, mas nas escolas reais de Portugal e não nas que aparecem nas notícias… vão conhecer aquilo sobre o qual querem opinar e deixem de ser hipócritas… se isto anda assim também é porque não os educam em casa. Gostava que este povo acima de tudo deixasse de se armar em conhecedor de tudo, e se preocupasse em saber do que fala antes de fazer papel de carrasco. Tenham consciência de uma coisa… neste momento muitas escolas não estão a servir para ensinar nada aos vossos filhos… apenas gerimos comportamentos na sala de aula, e depois somos obrigados a passar os alunos no final, por causa das estatísticas do governo. Tenho alunos que nem sabem escrever, e ler só com muitas pausas… fazer 5 a dividir por 2, é para esquecer… e são do 8º e 9º ano… por isso continuem a aprovar as medidas do governo, e são estes alunos analfabetos que daqui a 15 anos estão a caminho do poder deste país. PARABÉNS ao governo e ao povo ainda mais inculto que apoia as medidas.

Comentários na caixa do Público Online

Leiam e opinem. Porque, enfim.

ensino v1.0

O mal do ensino está em alguma medida na preguiça mental dos alunos e dos professores que já foram igualmente alunos.

No meu tempo existia o Sr. Professor (11 letras) e a Sra. Professora (13 letras).
Agora há o stor (4 letras) e a stora (5 letras).

Esta poupança da geração dos k’s é apenas um exemplo da enorme atrofia cerebral dos alunos.