Tag Archive for: amor

de lado – 0092

15 Dez
15.12.2019

Um amigo informou-me que ia casar-se. Perguntei-lhe se tinha a certeza que queria deixar de ser namorado e passar a ser domesticado. Acho que mudou de ideia: emigrou.

e então vai entender de claudio magris

16 Out
16.10.2019

Neste monólogo narrativo sobre um amor total e falhado, uma mulher fala-nos a partir de uma obscuridade misteriosa – a partir da morte? – e revela-nos num tom terno e impiedoso, que contém toda a grandeza e mesquinhez da vida e da morte, as alegrias e misérias da paixão – e do homem que ela ama, mas renuncia seguir de volta à vida. Em E Então Vai Entender, Claudio Magris movesse entre a experiência pessoal e o mito; entre a vontade de fuga e a intensidade da permanência, entre a ligeireza e a tragédia.

Quetzal Editores

Excelente narrativa.


Tradução de José Colaço Barreiros

a substância do amor e outras crónicas de josé eduardo agualusa

27 Jun
27.06.2019

A crueldade feminina fascina os homens. Amar uma mulher sem veneno é como jogar à roleta-russa com uma pistola fulminante. A obscura força que leva um sujeito a lançar-se da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, preso a uma frágil lona (um parapente ou um asa-delta), em direção ao imenso abismo azul, aos prédios aguçados, às areias luminosas da praia do Pepino, é a mesma que o precipita, indefeso e nu, para os braços de uma mulher. 

Quando o louva-a-deus encontra a sua deusa e esta lhe diz vem, vou-te comer, o infeliz sabe que aquilo não é uma metáfora. Mesmo assim, seguro de que depois do amor será servido ao jantar, o louva-a-deus persigna-se e vai. É o que nós fazemos – homens e mulheres -, à procura do amor, em fuga do amor, desencontrados.

Wook

Sei que já li em livros anteriores de José Eduardo Agualusa:

  • A Velha Esperança morreu sentada (conto)
  • O Último Andar (conto)
  • Dançar outra vez (crónica)
  • e outras referências

Qual a importância disso? Nenhuma e alguma – serve para sossegar a minha obsessão por pormenores, pois claro.

E quanto ao livro A Substância do Amor de José Eduardo Agualusa? Uau formidável; delirante – fantástico. Tanta coisa boa em poucas páginas.

25 Jun
25.06.2019 — O futuro para mim quase não tem segredos. Lembro-me de amanhã como se fosse ontem. (…)
— Vou andando. Aparece lá em casa e falamos dos velhos tempos. O futuro, por vezes, dá-me saudades do passado.
A Substância do Amor de José Eduardo Agualusa (página 49)

21 Jun
21.06.2019 — Fala do Jardim da Morte, bem sei.
— Sim, a Morte. A Morte deve ser tão bela. Repousar debaixo da terra, com as ervas ondeando ao vento sobre o nosso corpo, ouvindo o silêncio em toda a volta. Não ter ontem nem amanhã! Esquecer o tempo, perdoar a vida, estar em paz! Talvez possa auxiliar-me, abrir-me as portas da Morte, porque o Amor vive em si, Miss Otis, e o Amor é mais forte do que a Morte.
O Fantasma de Canterville e Outras Histórias por Oscar Wilde (página 44)

23 Abr
23.04.2019 Quando sinto que me começo a afeiçoar a um lugar despeço-me e vou-me embora. Quem ama não sofre. Quem nada tem, não tem nada a perder. É o que penso.
Passageiros em Trânsito por José Eduardo Agualusa (pág. 13)

05 Abr
05.04.2019 Resumindo e concluindo, amava-a. E era infeliz. Mas ela como poderia alguma vez compreender esta minha infelicidade. Há os que se condenam à apagada tristeza da vida mais medíocre porque tiveram um desgosto, um azar; mas também há os que o fazem porque tiveram mais sorte do que aquela que julgavam merecer.
A Nuvem de Smog e A Formiga Argentina por Italo Calvino (página 55/59)

porto-sudão por olivier rolin

02 Abr
02.04.2019

Em Porto-Sudão, nas margens do Mar Vermelho, onde desempenha vagas funções de capitão de porto, o narrador é informado de que A., seu amigo de juventude, se suicidou. Juntos, na Paris de 68, tinham desenhado sonhos de um mundo mais justo, mais aventuroso, mais poético. A. tornara-se escritor; ele refugiara-se num exílio marítimo: ambos talvez procurando escapar às garras do mundo tal como ele é. Vinte e cinco anos depois do seu último encontro, o narrador decide regressar a Paris e procurar explicações para o gesto do amigo. Descobre uma história de amor infeliz, de um vazio avassalador, de um sofrimento de corpo e espírito, que por fim parece falar a um só tempo de Paris e de Porto-Sudão, cidades de todos os naufrágios. Maravilhoso relato de um amor onde «falta um corpo cuja marca invisível continua a fazer-se sentir», Porto-Sudão foi galardoado com o Prémio Femina 1994.

Livros do Brasil

Depois de ter lido três livros de Olivier Rolin de “viagens” este “Porto-Sudão” foi uma boa surpresa – primeiro estranha-se, depois entranha-se…

Muito agradável.


Tradução de João Duarte Rodrigues

josé eduardo agualusa

14 Mar
14.03.2019

Depois de ter lido “A Teoria Geral do Esquecimento”, por José Eduardo Agualusa, fiquei de tal forma fascinado pela sua escrita que tenha decidido começar a ler o resto da sua obra pela ordem de obtenção de cada título – pois claro.

Na seguinte lista não coloquei as suas obras de literatura infantil, “Estranhões e Bizarrocos”, ” A Girafa que Comia Estrelas”, “Um Pai em Nascimento”; “Lisboa Africana” grande reportagem sobre a comunidade africana de Lisboa, em parceria com Fernando Semedo (texto) e Elza Rocha (fotografia).


Acho que nesta lista não falta nada. A corrigir se necessário.


A existir links é a prova provada de que já li a obra.

[1] Os contos deste livro inicialmente publicados pela editora Vega foram reunidos no livro “A Feira dos Assombrados” publicado pela Quetzal. Todas as histórias partilham o Dondo como ponto comum.

felizes os felizes por yasmina reza

04 Mar
04.03.2019

Boa leitura. Gostei da escrita, digamos que minimalista.

Os capítulos, são 21, têm como título o nome de cada uma das personagens que se vão cruzando, às vezes em apenas pequenas referências, ao longo da narrativa.

Cada capítulo narra episódios diários tão comuns que são hilariantes.

Temos episódios que tratam de amor, de desejo, de luxúria, de humilhações, de loucura, de sussurros, de amizade, narrados brilhantemente.

Adorei descobrir esta escritora.


Ocorre uma deselegância no primeiro capítulo, Roberto Toscano, quando a escritora refere que a canção Sodade é portuguesa (página 17). A canção Sodade é cantada por Cesária Évora de nacionalidade cabo-verdiana.

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