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harmonias

Conforme o sol se ia diluindo no mar os corvos que sobrevoavam ruidosamente a Casa da Bruxa iam sendo pintados de laranja, vermelho, violeta – um caleidoscópio de cores. Quando a escuridão pintou a noite de negro fechei os olhos e deitado sobre a areia da praia adormeci embalado pela harmonia sonora das ondas e pelo crocitar fantasmagórico dos corvos.

my muse

My muse is the hatred, the obsession, the anguish, the death, the night, the nightmares, the dreams, the fear, the joy, the doubt.

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o mar pode inspirar..

My muse is not amusing, but it does its purpose – inspires creation.

cerca

Uma cerca na praia da Apúlia.

a cor

A parte mais escura, mais morena, ou lá como se queira definir a sua cor, do meu corpo é o meu pénis.
Reconheço que a frase anterior entra a matar – escrita de maneira grossa, sem aviso, mas lá teve ser ser.

Em rebeldia gostava de dizer que esta coloração é devida ao nudismo praticado em adolescente nas praias da Apúlia.
Em exacerbada autoestima gostava de afirmar que esta coloração é resultado do dito falo frequentar com ousadia túneis sobreaquecidos.

Na boa verdade não faço a mínima ideia do porquê, nem para aí estou preocupado.
O que sei é que enquanto uns se importante em demasia com o tamanho e não com uma adequada performance, as minhas elucubrações perdem-se nas nuances cromáticas do meu pénis.

o vosso profiláctico: BigPole

o nariz do moinho

Não é um nariz, mas bem que podia ser.
Apúlia.

espuma e mar

Uma brisa refrescante. Apúlia.

gaivota e moinho

Um moinho e a sua gaivota. Apúlia.

a isca

Eu. O anzol e a isca.

sem peixe, mas com carne

E sem muito esforço lá fui à pesca a convite do meu Tio João.
A ocasião era o 4º Concurso do Grupo de Pesca Desportiva “A Barcaça”. Local: Praia dos Sacos (Apúlia).

[na primeira foto estou a treinar a pose para quando tirasse do mar um peixe de 6 quilos; para os distraídos o peixe não foi fotografado porque era tímido]

Não pescava desde os meus 13/14 anos de idade e como tal já sabia que nem ia devidamente equipado, mas tinha uma mochila de 107 quilos de boa vontade cheia. Com cana de pesca emprestada fiz-me ao mar. As ondas fizeram-se a mim; fui muitas vezes o sacrifício de ondas que decidiram, sem eu saber porquê, no exacto momento em que lançava, molhar as minhas velhas sapatilhas Le Coq Sportif, que devem ter mais de 25 anos.

Aqui está o meu Tio João. Responsável por me levantar cedo da cama (isso não se faz). Reparem no olhar de guerra com que enfrenta o mar – assustador. Tão assustador que os peixes por vezes lhe fogem.

observem o olhar arguto. olhar de um verdadeiro pescador.

O momento mais alto foi levar com a chumbada na testa porque me esqueci de largar a linha e fui vítima do efeito boomerang. Não pesquei nada; diverti-me como o caraças e relaxei duplamente.

pai serra: devidamente equipado. um profissional.

Aqui o amigo Pai Serra pescou o primeiro peixe do dia, mesmo ao meu lado. A isca dele convenceu melhor o peixe.

a minha isca e o peixe dele

A pesca corria bem. Bom tempo. Bons lançamentos. Boas fotos. E outro peixe.

o amigo joão machado e o seu peixe. um sargo.

Estava eu cheio de estilo a contemplar o mar e à espera que algum peixe quisesse dar valor ao dogma “sorte de principiante” quando o cheiro de carnes grelhadas me assaltam as narinas. O que se passaria nas dunas?

eu e o mar e a cana de pesca

O que se passava? O amigo Costa tinha acabado de instalar a sua tasca de comes e muitos bebes. Expliquei que não fazia sentido pescadores estarem ali a comer carne, que seria o mesmo que um grupo de caçadores no meio do monte a grelharem sardinhas. Ninguém me ouviu (ou ligou) – talvez o barulho das ondas.

a tasca do costa.

O peixe que não pesquei no mar comi (um excelente bacalhau) no almoço convívio servido no aconchegante Café Dinis.

eu e o costa, o responsável pela tasca da praia

Foi um dia verdadeiramente espectacular. A repetir o mais cedo possível.

tractor and cargo

na praia d’ apúlia.