Tag Archive for: artes

el hurgador [arte en la red]

01 Out
01.10.2017

Blog dedicado a difundir imágenes e información sobre arte, artistas, eventos y material en general relacionado con cuestiones artísticas.

directamente do blog

Excelente blog. Já o visito desde 2014.

um conselho e uma decisão

28 Dez
28.12.2012

O conselho
Nunca oferecer o último rebuçado a uma pessoa mais gulosa do que nós. Ela, egoisticamente, vai o aceitar e nós vamos ficar a chuchar no dedo. Isto não aconteceu comigo, mas tenho conhecimento de causa por experiência própria.

A decisão
Decidi enfrentar um dos meus maiores medos. Ficar com o fecho éclair preso na pele do escroto. Esta intrepidez, de fim de ano, tem mais a ver com o facto de estar cansado de escolher entre modelos de calças apenas com botões e pretender alargar a minha escolha para outros modelos, do que enfrentar um dos meus muitos medos. Eu orgulho-me de ter medo e com isso declarar “sou homem e mortal” – o que é um homem sem medo? Deus?

De olhos bem abertos puxei uns versáteis jeans “chino” e pim! pam! pum! o que meu pior temor não aconteceu; claro que desta vez o que contribuiu para a não ocorrência de acidentes foi ter revestido as minhas partes baixa com umas cuecas. Sou um homem de soluções.

1º minho oktoberfest

25 Out
25.10.2012
espaco00

que espaço!! uau!!!

E lá fomos eu e os outros ao primeiro e grandioso Minho Oktoberfest organizado pela Cerveja Artesanal do Minho.

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azeitonas, queijo, presunto

À entrada, pela troca de uma módica quantia em dinheiro, foi-nos oferecido à escolha uma caneca ou um copo com o logotipo do evento e uma senha (adorei o esquema das senhas) de oferta – eu fiquei com a caneca, claro.

Ataquei sem dificuldade a weiss e umas costeletas grelhadas. Enchi novamente a caneca com weiss, mas agora, para acompanhar uns pedaços delicados de queijo, presunto e umas charmosas azeitonas. A weiss durou o suficiente até à próxima caneca.

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um pecado divino

Como não ia ficar sempre na mesma onda, bebi um café e comi um excelente Pastel de Santo António dos Chocolates da Vila.
O espaço único convidada a beber, a cruzar a perna, a visitar a cozinha e a ilha e a beber.

Nesta altura estava preparado para atacar a stout. A minha caneca depois de limpa não se fez rogada. E desta vez comprovei que a stout tem um ligeiro sabor a caramelo – eu e a minha teimosia.
Para completar a noite e para motivar uma nova caneca de stout ainda houve tempo para assistir a uma demonstração de dança por Alunos de Apolo (Lisboa).

par_verde

maria miguel e pedro pinheiro

par_vermelho

As fotografias não são as melhores, são as possíveis tendo em conta que ou via o espectáculo ou fotografava. Foi um bom momento durante o qual, pasme-se esvaziei a caneca!

Finalmente aqui me têm satisfeito, mas de caneca vazia. Fui beber uma pilsener para terminar uma parte da noite.

eu_satisfeito

a imagem de quem está no seu ambiente perfeito e com cerveja à mão de semear!

apontamento extra:

provei em casa a indian pale ale e para quem já provou centenas de centenas de cervejas foi aquela que mais adorei de todas as criações da Cerveja Artesanal do Minho.

a festa das colheitas 2012

07 Out
07.10.2012

No post 30ª Feira de Artesanato de Barcelos 2012 referi:

exceptuando um stand do qual não registei o nome – culpa minha.

ora bem descobri o stand na Festa das Colheitas 2012 de Vila Verde e desta vez tirei fotografias. O stand em questão é pois da jovem artesã Joana Fernandes, natural de Cabanelas, que revela os seus trabalhos de artesanato feitos em cortiça.

joanafernandes01

joana fernandes

joana_fernandes00

Tive oportunidade de ver algumas peças criadas no 2º Encontro Inter-Regional de Cortes em Madeira com Motosserra.

trabalhos_de_madeira

trabalhos em madeira

Em excelente companhia jantamos um excelente jantar na tasca da Igreja de Esqueiros (sim ajudei uma igreja, tal e qual, a comida foi boa…) e servido por imensos São Pedros.

esqueiros

ementa esqueiros

Ataquei delicadamente umas papas de sarrabulho e optei pela alheira com grelos, regada com um decente Alvarinho, para completar o menu. A companhia foi agradável e a discussão sobre o tamanho da alheira foi muito teológica.

A primeira verdadeira surpresa da noite ocorreu depois de tomar um café quando actuou o artista da noite, desconhecido para mim e para os meus amigos. Acho que a C.J. ainda está em choque pela musicalidade do artista e pela performance em palco da Sofia 1 e Sofia 2. Nenhum de nós se recorda de ter ouvido algo semelhante para bem ou para o mal. Consegui filmar alguns segundos. A emoção, a dor de barriga, o inexplicável sangramento auditivo obrigou-me a abandonar o recinto da feira e trazer a reboque os meus sofridos amigos.

No geral foi uma noite muito positiva. A repetir certamente.

feira de artesanato de barcelos, 2012

04 Out
04.10.2012

A 30ª Feira de Artesanato de Barcelos 2012 foi de 27.07 a 03.08, mas só hoje escrevo sobre a minha passagem pelo recinto. O facto de o blog ser o meu umbigo escrevo com uma ordem cronológica altamente marada. E desta vez escrevo para dizer bem da Feira de Artesanato. Gostei da noite lá passada.

A companhia foi de qualidade elevada e o resto veio na corrente. Pela primeira vez jantei na Feira. A tasca escolhida foi a do Basquete Clube de Barcelos onde saboreei um bom grelhado de carnes mistas regado por duas minis e apimentado por conversas sumarentas.  Lamentavelmente não tenho fotos da comida.

cucujaes

grupo de cantares do museu regional de cucujães

Sem esquecer o ritmo caliente e brejeiro do Grupo de Cantares do Museu Regional de Cucujães que nos acompanhou musicalmente. Um dos primeiros grandes momentos musicais da noite.

Depois do jantar passeamos pelo parque. E aqui não houve grandes surpresas, exceptuando um stand do qual não registei o nome – culpa minha.

joao

artesão, joão gonçalves ferreira

O passeio ajudou a digestão e diminuiu o tempo de espera para o outro momento musical da noite. A actuação do grupo Galo na Forca. Foi um momento musical de grande qualidade e que me surpreendeu pela positiva em todos os sentidos.

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galo na forca

Excelente presença em palco.

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galo na forca

mab invicta – i festival internacional de multimédia, artes e banda desenhada

13 Mar
13.03.2012

Mencionei por diversas vezes o meu pessimismo quando ao festival. O que não deixou de ser positivo porque acima deste patamar de negativa exigência o que viesse à rede seria sempre bom peixe.

Aviso à Navegação

O sujeito de chapéu que aparece aqui em duas imagens rapinadas do Leituras de Bd é um nerd assumido.
Tenham medo, muito medo!!
Estes tipos são geralmente muito melgas! Esquisitos!
Fazem dieta a beber cerveja e esquecessem com facilidade de livros.

Contudo antes de falar do festival irei tratar do almoço. Como sempre chego a horas a qualquer compromisso excepto se me atrasar.

 

Assim, convido os leitores deste blogue para o dia 10 de Março, à hora de almoço (12:00), para uma supimpa refeição num dos restaurantes que ficam junto à Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde se irá realizar o 1º festival de BD MAB Invicta!

Retirado do blog Leituras de BD

mab invicta, almoço

mab invicta, almoço – imagem rapinada: logotipo na televisão

Reparem nas 12h00.
“Boa Tarde, venho aqui para um almoço que deve estar reservado.”
“Não tenho reservas para hoje, mas amanha tenho um almoço para cerca de 25 pessoas.”
“Não me diga que me enganei no dia.”

Saí do restaurante a pensar em que dia seria o almoço e que dia seria hoje. Sem me preocupar muito, sou a calma gélida em pessoa, ligo-me à net via Nokia x6 e não tenho saldo. Vou carregar o dito cujo e enquanto deslizo pela rua em direcção ao Jardim de São Lázaro para me preparar para consultar a net ouço “SENHOR! SENHOR!” À porta da churrascaria fui informado que alguém, o negativo de mim, magro!, tinha feito agora mesmo a reserva para as… 13h00. Fiquei contente e com fome. Sentei-me num banco do jardim e escrevi mais um conto, ou uma flash story como quiserem.

O almoço foi bastante saudável: batatas fritas, arroz, cerveja diluída em 7up, molho picante, azeitonas e para quem está preocupado com uma boa dieta bifes de frango grelhados. Os comensais foram o nec plus ultra do dia; valeu a pena a ida ao Porto só por isso.

E quanto ao Mab Invicta?

panoramica

mab invicta, a 360 – imagem rapinada: logotipo no saco

Se não houvesse um farol diabólico a indicar o caminho não iria descobrir a entrada do festival. Certamente as sinalizações foram levadas pelo vento que não se fazia sentir ou eram insuficientes, ineficazes, ridículas.
O que realço de toda a organização e a ausência total de organização.
Acho que os convidados portugueses e estrangeiros mereciam outro tratamento. Os livros eram vendidos in loco e in persona pelos autores – foi, como diz o meu filho, podre! Descobri a sala das exposições por acaso. E vi pessoal sentado mais perdido do que eu. Mas nem tudo correm mal, houve vinho do Porto.

exposicao

exposição – vista geral

Para um sujeito que não tem tido a oportunidade de frequentar estes antros de nerds a experiência foi agradável. Falando dos autores presentes e sem ofender ninguém: o pessoal da Zona é podre de bom, Filipe Melo é um cromo, positivamente, raro, aquele cromo que vale a colecção inteira, João Mascarenhas foi uma grande e literal surpresa, Mário Freitas vende-se bem. Sei que me esqueço de alguém, mas contra isto não posso fazer nada: os comprimidos já vieram tarde.

O contacto humano bombou a 110%. E Gostava de ver uma segunda MAB Invicta mais madura para o próximo ano.

as atribulações de um português no porto

11 Mar
11.03.2012

E antes que digam que existe um livro com um nome semelhante ao título desta entrada, eu coloco-o aqui: “Les Tribulations d’un Chinois en Chine” de Jules Verne. Pronto!

Ontem o dia correu muito bem. O almoço do Leituras de BD estava devidamente condimentado; espectacular companhia.

Quanto ao MAB – Festival Internacional de Multimédia, artes e BD, como ia com o pessimismo instalado, até gostei. Teria alguns aspectos negativos a apontar, mas o facto de ter efectuado umas boas compras, conhecido pessoal fantástico, e ter trazido uns valentes rabiscos, evita frases mais tristes. Além do mais tive o prazer de ver em primeira mão a exposição de Zakarella.

Contudo este post não servirá para falar do MAB – Festival Internacional de Multimédia, isso ficará para outro, mas das minhas aventuras malucas, que comprovam muita coisa ou nada.

Os apontamentos:

    1. Fui de comboio
    2. Como tipo precavido que sou, depois de ver o horário do comboio de regresso, marquei como alarme a hora de partida no meu Nokia x6 para não o perder.
    3. Às 17h45m o alarme disparou. No visor indicava 18h00. Com apenas 15m para chegar ao destino e como não sabia a forma mais rápida de chegar à estação de São Bento pedi indicações à diabólica Virgulina Labareda.
    4. Recordei-me que tinha deixado na mão do João Mascarenhas o Punk Redux, o novo álbum do Menino Triste. Fiquei mais que doido.
    5. Pesquei o marcador de livros da Dr. Kartoon, telefonei para a loja de Coimbra, pedi o número de telemóvel do João Miguel Lameiras e pedi-lhe para deixar o álbum com Nuno Amado – agora vou ter mesmo de pagar os portes!
    6. Perdi-me, temporariamente. Sabia que a rua de referência tinha uma data, mas só me lembrava do 25 de Abril. Como fui capaz de me esquecer de um livro!
    7. Quando me lembrei do 31 de Janeiro foi sempre abrir – claro que a descer ajuda.
    8. Chegado à estação de São Bento, pisco os olhos para o relógio de pulso que me indica 18h30m – merda, perdi o comboio.
    9. Ataco a tabela de horários Porto-Vigo para ver a alternativa e reparo que não existe qualquer comboio às 18h00, mas sim às 18h45m
    10. Amaldiçoo o Nokia x6 e especialmente o sujeito que gravou o alarme. Depois desta confusão ainda tenho 15m – nada mal!
    11. Na bilheteira: “Um bilhete para Barcelos”.
    12. “Não há hoje mais comboios para Barcelos devido à greve”.
    13. “Greve! Mas está no placard o comboio das 18h45m para Braga”.
    14. “Não tem ligações para os regionais.  A greve é dos regionais a partir das 16h00. Só tem comboio até Nine.”
    15. Ainda na bilheteira: “A sério?!! Que seja. Um bilhete para Nine.”
    16. Continuando na bilheteira: “Mas, mas… depois o senhor não tem comboio para Barcelos!”
    17. “Faço o resto do percurso a pé pela linha. O meu Nokia servirá de lanterna.” Fiquei um pouco melhor com a expressão do homem, apesar de ele ter a obrigação de não revelar qualquer surpresa perante um simples sujeito de chapéu aparentemente amalucado.

Ainda tive tempo de beber um capuccino extraído daquelas máquinas automáticas e comprar uma garrafa de 1,5l antes de entrar para o Comboio. Ufa!!!

a conspiração dos antepassados

10 Mai
10.05.2011

Ele seguia em missão, em busca do género de sabedoria que mais lhe aprazia, mas quem eram aquelas homens e mulheres de olhos vagos, senão cadáveres adiados que procriavam, vivendo sem sabor e sem surpresas? Sem saltos na criação?

página 113

Terminei a leitura da obra “A Conspiração dos Antepassados” e agora é fácil perceber por que o tal site se chama “Cadernos de Daath”; e, assim, acabei de ler os romances de David Soares pelo princípio.

Estou aborrecido com David Soares e já tinha dito que me iria vingar após esta última leitura. Assim sendo qual a sua desculpa para o 1º romance ter 363 páginas, o 2º romance 408 páginas e o 3º 341 páginas? Sabendo que em ambos são usados caracteres Minion corpo 12.

[…]

A primeira e a última impressão com que fiquei depois de ler “A Conspiração dos Antepassados” (ou qualquer das outras suas obras) é de ESPANTO. Inicialmente não compreendo por que ele escreve aquele palavra, discorre aquele diálogo/monólogo, narra um evento – aparentemente descontextualizados; com o decorrer da história as peças do puzzle completam um quadro magistralmente pintado.

David Soares com “A Conspiração dos Antepassados” criou uma história sem pontas soltas; as palavras estão delicadamente colocadas no sitio certo, criando com isso uma narrativa articulada, tal como um artesão relojoeiro monta um relógio. “A Conspiração dos Antepassados” não é uma leitura fácil, nenhuma obra que li de David Soares é; com isto é afirmar que seja de difícil compreensão? Não, de forma alguma. Apenas, e é um apenas gigantesco, David Soares com uma narrativa pormenorizada, estudada, fundamentada não poupa nada e ataca sem dó nem piedade os nosso sentidos, as nossas convicções, a nossa moral, a comodidade de uma história de Portugal sombriamente dogmática.

(…) comporta-se como um “moscardo”; espicaça as consciências adormecidas no sono fácil das ideias feitas.

François Châtelet

… e isto não é fácil de aceitar. O caminho, mais fácil é olhar a obra de soslaio (não a ler) e tecer críticas por que sim; o vulgo onanismo literário.

O que adoro na escrita de David Soares além de uma fantástica imaginação (poderia elogiar a suas representações fantásticas e adjectivar com um, ainda, “doentia”) é a sua capacidade de não nos deixar indiferentes: ou se odeia ou se ama o livro. David Soares não é um Marcel Proust, nem poderia sê-lo, como Marcel Proust nunca poderia ser, e não é por estar morto, um David Soares. Ambos são ímpares nos universos que constroem e nessa genialidade está a única semelhança.

David Soares continua, para mim, a ser A referência do fantástico em Portugal, mas para isso tive de o ler; e isso custa… pois.

os cinco e os dois testículos

04 Fev
04.02.2010

vasectomia, fase um

Por motivos de força externa – a saúde da minha mais-que-tudo – tive de ser submetido a uma vasectomia; intervenção cirúrgica menos agressiva do que a laqueação de trompas e muito mais simples.

À semelhança de Dave, interpretado por Vince Vaughn no fraco Couples Retreat, que foi “beijado” por um tubarão e está vivo para contar a história eu faço, agora, parte de um grupo de elite – aqueles homens que voluntariamente decidiram colocar o falo, o escroto e o resto ao alcance de um bisturi!

pulseira de controlo

Não foi fácil estar todo nu e vulnerável a ser “barbeado” nas partes baixas por um enfermeiro. A única satisfação que tive nessa altura da minha travessia do deserto foi verificar que outro profissional da enfermagem desviou o olhar ao constatar o quanto bem constituído eu sou; outros poderão dizer que foi do choque por ter entrado no quarto errado e me descobrir ali deitado e nu a ser electricamente depilado – não liguemos a essas vozes maliciosas.

O bloco operatório não foi um oásis a descobrir, que bem precisava depois da travessia, mas sim um inferno. Não chegava o cirurgião, o anestesista, o assistente do cirurgião, não chegava, ainda foram precisas as duas enfermeiras. Não sei se hei-de mais alguma vez ter fantasias com enfermeiras. Fiquei, como que ligeiramente, traumatizado porque nunca pensei que o meu pénis fosse capaz de hibernar de tal forma que seria necessário uma lupa de filatelista para o descobrir.

cueca de rede modelo genérico

Fiquei com as “bolas” totalmente trucidadas que pareciam ter sido mordidas por uma enfermeira praticante de sadomasoquismo atropeladas por um camião.
O aspecto visual final era o que se vê – vestia apenas uma branca, mas elegante e voluptuosa cueca de rede modelo genérico; a listra superior em azul dava o seu devido requinte; a rede deixava ainda transparecer a franja de gaze que delicadamente aconchegava a bolsa escrotal.

Hoje já me sinto melhor.
Não “os” sinto já tão doridos – o que doí é saber que estarei +/- 10 dias de dieta sexual.

depois

14 Mar
14.03.2009

Comigo o

  • deixa estar depois pagas tu
  • leva isso na boa depois trazes

tem tido mau resultados.

E o mau, no primeiro exemplo, não advém do factor monetário.
Porque pensando bem quando assumo, pontualmente, a totalidade do pagamento de uma despesa não é por ser um “mãos largas”, mas sim pelo facto da petisqueira, da camaradagem, da conversa ter sido bastante agradável e ao usar o “pagas tu depois” a outra parte assume, como que, tacitamente, que deve, social e moralmente, retribuir o favor. E é esta minha análise moral de risco que tem falhado. Os motivos podem ser dois. O que foi agradável para mim foi frustrante para o outro lado da mesa. O que é grave, porque não me revejo ou vejo como má companhia. Ou o outro lado da mesa está pouco se ralando com o “tacitamente”. Quando a mim é este último “ou” porque não vou por uma merda destas abalar a minha auto-estima.

No segundo exemplo é tudo muito mau e grave. Porque assumindo desde sempre não emprestar livros, ou que tais, para evitar o “extravio”. Ao ser reincidente revelo uma pouca saudável dose de estupidez. É o tal ditado de quem cai, num sei em quê, à terceira vez é burro. Ou é o ditado de quem divide. Que seja, eu percebo-me.

Solução haverá só uma: controlar o factor risco.

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beam me up, scotty!