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lisboa no ano 2000

Lisboa no Ano 2000 recria uma Lisboa que nunca existiu. Uma Lisboa tal como era imaginada, há cem anos, por escritores, jornalistas, cientistas e pensadores. Mergulhar nesta Lisboa é mergulhar numa utopia que se perdeu na nossa memória colectiva.

Recomecei a leitura desta antologia coordenada por João Barreiros. Reli o seu conto “O Turno da Noite”, inicialmente publicado na Bang! n.º 10 que serve de aperitivo ao que promete ser um conjunto de histórias electrizantes.

Selo de garantia João Barreiros!

bang!

História com apenas 10 palavras.

Foto por Joana Veiga Matos.

ideas!

I had a good idea in my head that insisted on going out for a ride. I covered my ears with spoons. I closed my mouth with the silence of a cello. I sewed the nostrils with the silk of a spider. The idea insisted on leaving. Pounded and pounded inside my head. Bang! Slam! The idea managed to get out in the shape of a thought. And now I have no idea why I struggle with a terrible headache.

o idiota de andré diniz

Esta adaptação do livro “O Idiota” de Dostoiévski é avassaladora pela ausência, quase, total de texto o que levará (ou não) potenciais leitores a sentirem-se assustados, além de que 416 páginas é no seu melhor, uma obra de peso!

Não senti falta dos textos. Não sei se por ter lido “O Idiota” de Dostoiévski em adolescente, ou pelo facto de os desenhos se bastarem a si próprios.

O desenho peculiar de André Diniz confere uma abordagem especial a uma obra inesquecível. Foi sem dúvida uma leitura positivamente peculiar.

André Diniz explica-se elegantemente sem qualquer Bang!

bang! n.º 12

Deve ser muito complicado conseguir, passados que são doze números, conseguir que uma revista que homenageia a leitura manter uma enorme vitalidade; a Bang! consegue isso com elegante arrojo. E a compreensão dos motivos são explicados no editorial pela Saafa Dib.

Temos, entre outra coisas:

  • O Polvo, de Rita Fernandes
  • Teme a Escuridão, de Sherrilyn Kenyon
  • Arquivo Morto, de Gilmar Fraga e Paulo Stenzel (banda desenhada)
  • Fantasia e Realidade: Anjos, Velhos e Novos, por David Soares
  • Os Autores de Ouro da Literatura Fantástica – Burroughs e Marte: A Geografia da Imaginação, por João Seixas
  • A (Verdadeira) Música do Diabo, por João Monteiro
  • Fringe: Gloriosamente na Periferia, por Inês Monteiro

Em suma continua original (não é uma sequela de revistas anteriores), atrevida, cheia de bom conteúdo e sim, gratuita.

o turno da noite

“O Turno da Noite” é um conto de João Barreiros inserido na Bang! n.º 10 e o prelúdio de uma “Lisboa Electropunk”.

João Barreiros dispensa apresentações no panorama de ficção cientifica portuguesa; sempre fiel ao que mais adoro ler, ficção cientifica, continua a ser um mestre a mergulhar Lisboa em cenários surrealistas, futuristas – sempre originais.

Espero para que a “Pulp” e a “Lisboa Electropunk” deixem de ser projecto e se tornem realidade.

A revista Bang! n.º 10 (Saída de Emergência) continua a ser um projecto a seguir – aplausos!