Tag Archive for: bertrand

wishlist

07 Jun
7.06.2016

Uma lista provisória de alguns livros que estou interessado em ler e/ou reler (em novas edições).

Alêtheia

  • A Ilha do Doutor Moreau de H. G. Wells
  • O Fantasma de Canterville e Outras Histórias de Oscar Wilde

Antígona

  • Quinzinzinzili de Régis Messac
  • 60 Histórias de Donald Barthelme
  • Kallocaína de Karin Boye
  • Solaris de Stanislaw Lem
  • A Guerra das Salamandras Carel Kapek

Baleia Azul

  • Memórias do Eterno Presente – Schuiten & Peeters

Bertrand Editora

  • LoveStar de Andri Snaer Magnason

Casa das Letras

  • Ouve a Canção do Vento & Flíper de Haruki Murakami
  • Os Assaltos à Padaria de Haruki Murakami
  • 1Q84, volume 1 de Haruki Murakami
  • 1Q84, volume 2 de Haruki Murakami
  • 1Q84, volume 3 de Haruki Murakami
  • Auto-retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo de Haruki Murakami
  • A rapariga Que Inventou um Sonho de Haruki Murakami
  • Dança, Dança, Dança de Haruki Murakami
  • Crónica do Pássaro de Corda de Haruki Murakami
  • O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mundo de Haruki Murakami
  • Sono de Haruki Murakami
  • Homens Sem Mulheres de Haruki Murakami

Cavalo de Ferro

  • O Último Livro de Zoran Zivkovic
  • A Maldição de Hill House de Shirley Jackson

D. Quixote

  • Dois Anos, Oito Meses e Vinte e Oito Dias de Salman Rushdie
  • Nostromo – Uma História da Beira-Mar de Joseph Conrad

Edições Asa

  • Homens Bons de Arturo Pérez-Reverte
  • A Rainha do Sul de Arturo Pérez-Reverte
  • O Franco-Atirador Paciente de Arturo Pérez-Reverte
  • O Tango da Velha Guarda de Arturo Pérez-Reverte
  • Um Dia de Cólera de Arturo Pérez-Reverte
  • O Hussardo de Arturo Pérez-Reverte
  • O Mestre de Esgrima de Arturo Pérez-Reverte
  • Território Comanche de Arturo Pérez-Reverte
  • Falcó de Arturo Pérez-Reverte
  • 4,3,2,1, de Paul Auster

Edições 70

  • As Cruzadas Vistas pelos Árabes de Amin Maalouf

Editora Épica

  • Galxmente de Luís Filipe Silva

Editoral Presença

  • O Mestre e Margarita de Mikhail Bulgakov
  • Cinzas de um Novo Mundo de Rafael Loureiro
  • Ready Player One by Ernest Cline
  • Santuário de Andrew Michael Hurley
  • A Rainha do Inverno de Boris Akunin
  • A Vida Nova de Orhan Pamuk

Gfloy

  • OutCast volume 1 de Robert Kirkman e Paul Azaceta
  • Potter’s Field: O Cemitério dos Esquecidos de Mark Waid e Paul Azaceta

Gradiva

  • O Gigante Enterrado de Kazuo Ishiguro
  • Nunca me Deixes de Kazuo Ishiguro

Guimarães Editores

  • Contos Nocturnos de Ernst Hoffmann

Nuvem de Tinta

  • A Rapariga Que Sabia Demais de M. R. Carey

Padrões Culturais

  • A Vida das Abelhas de Maurice Maeterlinck

Planeta

  • A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón
  • O Jogo do Anjo de Carlos Ruiz Zafón
  • O Prisioneiro do Céu de Carlos Ruiz Zafón
  • O Labirinto dos Espíritos de Carlos Ruiz Zafón

Porto Editora

  • O Peso do Coração de Rosa Montero
  • Flatland – O Mundo Plano de Edwin A. Abbot
  • O Anjo Negro de Paul Hoffman

Quetzal Editores

  • A Sétima Função da Linguagem de Laurent Binet
  • O Outro Lado do Paraíso de Paul Theroux
  • 2084 – O Fim do Mundo de Boualem Sansal

Relógio D’Água

  • Ulisses de James Joyce
  • Moby Dick de Herman Melville
  • Coração de Trevas e no Extremo Limite de Joseph Conrad
  • De Profundis de Oscar Wilde
  • Os Três Estigmas de Palmer Eldritch de Philip K. Dick
  • Com Esta Chuva de Annemarie Schwarzenbach
  • Obra Completa de Arthur Rimbaud
  • A Quinta Estação de N. K. Jemisin

Saída de Emergência

Sextante Editora

  • Um Caçador de Leões de Olivier Rolin

Temas e Debates

  • Inteligência Emocional de Daniel Goleman
  • Identificação de Um País de José Mattoso

Tinta da China

  • A Biblioteca à Noite de Alberto Manguel
  • Embalando a Minha Biblioteca de Alberto Manguel

Edições em Espanhol

  • Los barcos se pierden en tierra de Arturo Pérez-Reverte
  • Perros e hijos de perra de Arturo Pérez-Reverte
  • Eva (Serie Falcó) de Arturo Pérez-Reverte
  • Todo Alatriste de Arturo Pérez-Reverte
  • Un asunto de honor de Arturo Pérez-Reverte

Edições em Inglês

  • The Sun God’s Heir: Return Book One by Elliott Baker
  • The Warren by Brian Evenson
  • Bats of the Republic: An Illuminated Novel by Zachary Thomas Dodson
  • Marked To Die – A Tribute to Mark Samuels by Justin Isis
  • Synthesis [Fantastic Books Publishing]
  • Who Fears Death by Nnedi Okorafor
  • Blacker Against the Deep Dark by Alexander Zelenyj
  • Barking Circus by Douglas Thompson
  • Capitalism Without Capital: The Rise of the Intangible Economy by Jonathan Haskel and Stian Westlake

Book Depository

o ano do delúvio de margaret atwood

01 Jun
1.06.2016

– Tens a certeza de que estás melhor? – perguntou.
– Estou ótima neste momento – respondeu Pilar. – E o momento é a única altura em que podemos estar ótimos.

página 195, 1ª edição, 2011, Bertrand Editora

Maravilhoso! Assustador!

sinopse
O Sol já brilha no céu, dando ao cinzento do mar o seu tom avermelhado. Os abutres secam as asas ao vento. Cheira a queimado. O dilúvio seco, uma praga criada em laboratório pelo homem, exterminou a humanidade. Mas duas mulheres sobreviveram: Ren, uma dançarina de varão, e Toby, que do alto do seu jardim no terraço observa e escuta. Está aí mais alguém? Um livro visionário, profético, de dimensões bíblicas, que põe a nu o mais ridículo e o mais sublime do ser humano, a nossa capacidade para a destruição e para a esperança.

silêncio

04 Jun
4.06.2011

O “Silêncio” de Didier Comès foi outro amor à primeira vista.
Corria o ano de 1987 quando adquiri a edição da Bertrand de Novembro de 1983.

silêncio

silêncio

Em Portugal e salvo erro meu só foi editado deste artista o álbum “Silêncio”. Os outros trabalhos de Comès foram-me dados a conhecer através da, minha compra mensal (religiosa) até ao seu cancelamento, (À Suivre):

  • Eva (iniciou no número 72)
  • L’Arbre-Cœur (iniciou no número 118)
  • Iris (iniciou no número 153)
  • La Maison où rêvent les arbres (iniciou no número 202)

É outro álbum que trago directamente do sótão

a balada do mar salgado

15 Mai
15.05.2011
a_balada_do_mar_salgado

a balada do mar salgado

A leitura – como já aqui referi – do álbum “A Balada do Mar Salgado” (“Una Ballata del Mare Salato” de 1967), editada pela Bertrand (1982), na sua colecção Banda Desenha a preto, foi amor à primeira vista.

Na mesma altura lembro-me de ler o “Silêncio” de Didier Comès, mas foi com Pratt que fui descobrir outro universo de BD.

Pratt é O autor que cria com uma tal intensidade uma BD que podemos dizer que estamos perante um romance de aventuras em forma de BD.

Corto Maltese é o herói/anti-herói que vive aventuras de sonho num mundo real(?).

É outro álbum que trago directamente do sótão

o despertar dos mágicos

15 Mai
15.05.2011

“O Despertar dos Mágicos” (Le Matin des Magiciens) é um livro escrito em 1960 por Louis Pauwels e Jacques Bergier editado entre nós pela Bertrand; é um livro que trago directamente do sótão.
Li “O Despertar dos Mágicos” antes de o comprar – fazia (faz) parte da parca biblioteca do meu tio João – por empréstimo; e com apenas 10 anos foi um leitura de peso.

Claro que sendo um livro com mais de 50 anos tem de ser lido com outra visão; mas é a obra fundamental do Realismo Fantástico que influenciou as artes.

Continua a ser um livro a ser lido por quem nunca o leu e que deixa nostalgia a quem alguma vez o leu; por isso mesmo acabei por o comprar em 2000; a sua 13ª edição (1996).

os incontornáveis da banda desenhada – volume 4

16 Abr
16.04.2011

Ao pegar neste volume descubro que o primeiro álbum (Adèle e o Monstro, Livraria Bertrand, 1978) d’ “As Aventuras Extraordinárias de Adèle Blanc-Sec” está desaparecido; ou seja ficou nas mãos da mesma pessoa que ainda deve ter outros álbuns meus – tenho a desconfortável certeza que vou ter outros tristes sobressaltos.

Este álbum duplo tem uma lógica um pouco incompreensível. A primeira história “O Sábio Louco” é o terceiro álbum da série Adèle Blanc-Sec, já editado pela Bertrand (1979). Teria sido mais coerente editar o volume 5, 6, etc… sem edição em Portugal. A segunda história, “O Demónio dos Gelos” [Le Démon des Glaces], é inédita.

“O Demónio dos Gelos” é uma divertida aventura a preto e branco na qual a mestria de Jacques Tardi para o desenho está presente em pleno; aqui aparecem alguns personagens das “Múmias Loucas” – este volume 4 compensa por isto.

dragon ball

11 Out
11.10.2010

Drangon Ball, versão manga, de Akira Toriyama é verdadeiramente delirante. Houve quem disse que é divertido?, mas isso é dizer pouco, o adequado é dizer-se delirantemente divertido ou até estupidamente divertido.
Fui dia 03.out à Fnac e à Bertrand e nada na manga – zero Dragon Ball; não estranhei.
Fui dia 10.out à Fnac e à Bertrand e nada na manga – zero Dragon Ball; estranhei e questionado o funcionário obteve a resposta que estavam em catálogo, mas que ainda não estavam em distribuição!!!!! uau.

Aborrecido, chateado caminhei em direcção aos sofás brancas que pululam pelo Braga Parque e a caminho dos ditos cujos passo por um quiosque de revista e pelo “canto do olho” vejo o volume 1 do Dragon Ball. Comprei-o com um sorriso brilhante no rosto, mas com pensamentos esquisitos. Que critérios de distribuição são estes?
Hoje visitei pela manhã o quiosque onde compro a bd Público/Asa e pumba lá estava o Dragon Ball?? Que critérios de distribuição são estes? Perguntei-me uma vez mais.

Esquisito, também, achou o meu filho ao ver-me a ler manga em português, “Compra o inglês que é melhor!” atirou-me à cara, “E é mais barato!“, continuou ele com os ataques. Eu apenas pensava nos critérios de distribuição.

Mas já falei da manga? Sim é verdadeiramente delirante.

ringo

26 Set
26.09.2010

“Ringo – Três Bandidos na Neve” de William Vance (desenhos) e André-Paul Duchâteau (texto), no original “Trois Salopards dans la neige” (1978) é um boa banda desenhada a todos os níveis. Os desenhos de Vance já revelam um estilo muito próprio que ia aperfeiçoando em cada obra. Se na série do agente especial “Bruno Brazil” já era um artista reconhecido em XIII a fama tem o seu maior pico.

Gosto especialmente deste Ringo que foi o primeiro verdadeiro western que li antes do mítico Blueberry.

tintin no país dos filósofos

08 Ago
8.08.2010

Só descobri que a banda desenhada que adoro e que me divertia imenso ler e que ainda me diverte podia ser uma “coisa” séria e caso de estudo foi quando vi em exposição o livro “Tintin no Psicanalista” de Serge Tisseron (Bertrand Editora, 1987).
Li-o mais por curiosidade e fiquei atarantado pela análise que é feita não apenas à personagem Tintin, mas a todo o seu universo. Foi mais o subtítulo da obra “Ensaio sobre a criação gráfica e a encenação dos seus dados na obra de Hergé” que me despertou grande interesse na sua leitura e que até me arrancou um “olha-me isto!”
Recomendo-o naturalmente.

tintin au pays des philosophes

Mas o motivo deste post foi a aquisição do Hors-Série da “Philosophie Magazine” (setembro.2010) de título “TINTIN au pays des Philosophes”. Li-a depois do quinto álbum do Gaston e é de uma leitura suave e um número espectacular. A revista é de capa dura e com temas que nos obrigam a reler os álbuns de Tintin de outra forma.

“Milou contre Descartes”, “Le courage selon Tintin”, “Le mystère de la trinité”, “L’écrin du monde”, “Le réel et son double”, “Le décalage du rire” entre outros artigos permitem dar razão a Sven Ortoli quando este no editorial escreve:

S’il existe une manière faussement paresseuse et vraiment joyeuse de faire de la philosophie, c’est bien en lisant Tinti !

A colaboração da Philosophie Magazine com as edições Moulinsart e com cumplicidade de Michel Serres, Pascal Bruckner, Clément Rosset, Philippe Descola e muitos outros permite ver a profundidade histórica e filosófica de Tintin e do seu criador Hergé. E quem não se recorda destes dizeres:

Tintin (e todos os outros) sou eu, tal como Flaubert dizia: “Madame Bovary sou eu!”. São os meus olhos, os meus sentidos, os meus pulmões, as minhas tripas… Creio que sou o único a poder animá-lo no sentido de lhe dar uma alma. É uma obra pessoal, tal como o é a obra de um pintor ou dum romancista. Não é uma indústria! Se outros pegassem em “Tintin”, talvez o fizessem melhor, talvez menos bem. Uma coisa é certa, fá-lo-iam de outra forma e, assim deixava de ser “Tintin”.

Eu criei-o, protegi-o, alimentei-o como um pai cria um filho.

Tintin et moi. Entretiens avec Hergé, Numa Sadoul, Casterman, 1975, páginas 45-46

Neste Hors-Série temos um manual de moral, uma aula de antropologia, pensamentos sobre a arte, uma reflexão sobre o rir, … entre outras considerações.

Brilhante. Uma peça a ler e a coleccionar.

zona fantástica

13 Mar
13.03.2010

Dia 11 (quinta-feira) consulta médica no Porto. Carro estacionado no NorteShopping. Metro até à estação da Trindade. À saída viro à esquerda e subo a Rua do Bonjardim, à procura do n.º 505 – Livraria Central Comics. A porta, fechada, é-me aberta por uma presença feminina – bom sinal, detesto levar nos olhos quando entro, apesar de raramente, em lojas especializadas, com um Jeff Albertson.

Até ontem já tinha lido o nome Central Comics, sobre a loja falarei noutro post, em blogs e em comentários em blogs – que redundância – mas nunca associei que seria uma loja especializada em banda desenhada (BD) e muito menos existente no Porto; faço este reparo para se perceber um pouco o meu alheamento.

Até ao último festival Internacional de Banda Desenhada do Porto tinha um contacto constante com o universo de (BD). Recordo-me de que no último festival levei o meu fiho e um casal amigo – o meu filho divertiu-se imenso com a exposição temática sobre Gaston Lagaffe e eu diverti-me com ele e com o pulsar do salão, das exposições, das compras. Após isso afastei-me? da BD e as compras eram sempre álbuns dos “velhos” autores e mangá – muita mangá.

Não tendo uma BDteca invejável tenho uma BDteca considerável cheia do que eu chamo os meus “velhos” autores. “A Balada do Mar Salgado” e “Silêncio” editados pela Bertrand, entre outros, foram o trampolim para outras alturas; algumas edições em francês, são-me queridas como “Un Été Indien”, “La Marque de la Sorcière” e “Starwatcher”; “Os Olhos do Gato”, da editora brasileira Martins Fontes e “Eternus 9: Um Filho do Cosmos” de Victor Mesquita também têm o seu devido destaque, sem esquecer alguns álbuns assinados pela dupla Schuiten e Peeters e por Miguelanxo Prado.

Apesar do meu amigo p. (creio que esta palavra da minha parte faz sentido) saber deste meu novo poiso, relaxado como é, ainda não deve ter actualizado o RSS e por isso arrisco-me a dizer que a única loucura que cometi foi ter-lhe oferecido da minha BDteca, tendo em conta que detesta ler exceptuando livros com muitos desenhos, a minha colecção “Torpedo 1936”.

Quando descobri que “Os Passageiros do Vento” iam ter um novo? final? comecei novas investigações e encontrei excelentes blogs sobre banda desenhada.

Na sequência da resposta à minha pergunta “Vou ao Porto a uma consulta no dia 11 e vou experimentar a Central Comics. O que me dizem?” desloquei-me logo que saí na Trindade à Central Comics e comprei apenas, porque não sabia o que ia encontrar?, “Zona Fantástica”, “As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy” e “Zona 0” – “Hagar 1” foi uma compra extra.

O resultado da compra foi obrigar-me a colocar de lado os livros, “Suite no Hotel Crystal” e “Os Prazeres do Ócio”, que levei para ler enquanto esperava pela minha consulta, e mergulhar no “Zona Fantástica”. E escrevi este longo texto obsessivamente cheio de pormenores para chegar a esta parte da história: a leitura do “Zona Fantástica”.

“Zona Fantástica” tem de tudo para ser uma edição que servirá de referência a projectos futuros.
Deve ter sido uma tarefa árdua a organização de todo o material que foi escolhido e “posto de lado” para que esta “Zona” seja uma BD no seu conjunto “Fantástica”. E só isso merece desde já o meu clamoroso aplauso, mas ainda ser oferecida BD em 80 páginas de grande qualidade gráfica e excelente paginação nas quais estão representados 34 autores é de exclamar um bom uau!

Se há autores que se movimentam bem em histórias curtas, outros demonstram alguma inexperiência? dificuldade? (não os conheço suficientemente bem para clarificar o motivo) na narração; e sem dúvida que pode ser mais difícil para alguns autores criar uma história de 3 pranchas – onde tudo tem de ser dito ou em que a conclusão fica dependente da nossa leitura – do que criar um álbum de 80 pranchas.

A vantagem de ser um outsider do circulo de BD nacional, não sou amigo, colega, ou remotamente conhecido de algum dos autores e portanto não sofro do pecado de-dizer-bem-do-teu-trabalho, para-dizeres-bem-do-meu, é que posso dar-me ao luxo, nem sofreria desse “pecado” mesmo que fosse um, digamos insider, – é um dos meus problemas, a sinceridade acutilante – de ser verdadeiro nas minhas opiniões sobre os trabalhos individuais após enaltecer o trabalho colectivo. E numa critica espontânea limito-me a dizer que, como gosto de Stoa porque sim, e não gosto de fanecas porque não, há histórias que adorei porque têm uma cor, uma textura, um estrutura narrativa que se aproxima do que sempre apreciei em BD, outras reconhecendo a qualidade do argumento e do desenho não me tocaram em especial. Adorei mais ver as ilustrações de Eduardo Monteiro, por exemplo, mas apenas porque sempre adorei ilustrações “mecanicistas”, mas tenho de referir, igualmente, que a ilustração (pág. 38) de Joana Afonso é simplesmente delirante.
De uma forma geral é a verdadeira qualidade dos valores individuais que tornam o colectivo excelente. A escolha dos melhores? trabalhos do meu ponto de vista tem sempre a ver com o nosso gosto pessoal.

Foram umas boas leituras.
O meu obrigado a todos os que tornaram possível ter na minhas mãos uma BD Fantástica!

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