Tag Archive for: bicicleta

boleia arriscada, os contos

29 Jan
29.01.2020

O conto também não é uma arte perdida, mas concordo que está mais próximo da extinção do que a poesia.

página 13

No entanto creio que consegui renovar a minha arte, pelo menos para mim próprio, essencialmente porque me recuso deixar que passe um ano sem que escreva pelo menos um ou dois contos. Não por causa de dinheiro, nem sequer por amor, mas por uma espécie de dever. Porque se queremos escrever contos temos de fazer mais do que pensar em escrever contos. Não é como andar de bicicleta, mas mais com treinar no ginásio: a técnica de nada nos vale se não nos ser virmos dela.

página 18

O livro de contos, “Boleia Arriscada”, é o primeiro livro de contos que estou a ler de Stephen King. O livro foi originalmente publicado em 2002 com o título de “Everything Is eventual: 14 Dark Tales”.

Os contos que fazem parte desta antologia são:

  1. Autopsy Room Four (1997)
  2. The Man in the Black Suit (1994)
  3. All That You Love Will Be Carried Away (2001)
  4. The Death of Jack Hamilton (2001)
  5. In the Deathroom (1999)
  6. The Little Sisters of Eluria (1998)
  7. Everything’s Eventual (1997)
  8. L. T.’s Theory of Pets (1997)
  9. The Road Virus Heads North (1999)
  10. Lunch at the Gotham Café (1995)
  11. That Feeling, You Can Only Say What It Is in French (1998)
  12. 1408 (1999)
  13. Riding the Bullet (2000)
  14. Luckey Quarter (1995)

É lamentável que na edição portuguesa não exista um índice com as datas da publicação original dos contos, porque gosto, obsessivamente, de ter esta indicação – pois.

lol, camuflagem 10.0 – desvio

01 Nov
01.11.2016

Apesar de ter criado uma história. Não a publico. Fica apenas a imagem de um lol tirolês.

décadas marcantes da moda no século xx

21 Out
21.10.2011

Esta exposição, na Sala Gótica dos Paços do Concelho, foi visitada com a minha filha num lindo domingo. Ela adorou os vestidos, mas especialmente uma bicicleta de 2 lugares.

as outras duas descobertas: “janelas de futuro”

11 Out
11.10.2011

No dia 25 de Setembro escrevi

Hoje foi um dia de descobertas; duas trouxeram uma frutada surpresa a terceira revelou-se completamente inebriante.
Resolvo para já assinalar a descoberta “inebriante”.

Hoje é dia de escrever sobre as duas descobertas frutadas. Aqui está a segunda.

O projecto Braga Parque “Janelas de Futuro” – Exposição urbana de arte criado no âmbito do rebranding da marca Braga Parque teve uma breve passagem pela cidade de Barcelos; até fim de Outubro, ainda, pode ser visto no Braga Parque.

Foi uma exposição interessante e um desafio ganho pelos criadores:

  • Storytailors – Moda
  • Alexandre Farto (Vhils) – Consumo Urbano
  • Filipe Pinto Soares – Universo Infantil
  • Tiago Bettencourt – Música

janelas de futuro

infância feita de futuro, filipe pinto soares

Enquanto a minha filha passeava pelo Largo da Porta Nova de bicicleta pude sem confusão e com tranquilidade admirar os trabalhos.
Não consegui tirar grandes fotos devido à claridade da manhã e aos vidros que protegiam os quatro enormes expositores. Mas eu vi bem e é isso que interessa.

as outras duas descobertas: “fé nos burros”

09 Out
09.10.2011

No dia 25 de Setembro escrevi

Hoje foi um dia de descobertas; duas trouxeram uma frutada surpresa a terceira revelou-se completamente inebriante.
Resolvo para já assinalar a descoberta “inebriante”.

Hoje é dia de escrever sobre as duas descobertas frutadas. Aqui está a primeira.

fenosburros

fé nos burros, apresentação

 

Fé nos Burros” consiste num projecto de fotografia e vídeo de João Pedro Marnoto em colaboração com a AEPGA (Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino) e com o apoio do Município de Alfândega da Fé que pretende enaltecer a importância da relação Homem-Animal, com especial relevância para as burras, burros, mulas e machos.

Através da presença destes animais, iremos descobrir facetas do quotidiano dos seus donos, desde a sua cultura material, saberes e fazeres de tradição oral, modos de pensar, até aos seus sentimentos e emoções. Deste modo, enquanto se perpetuar esta cumplicidade entre o Homem e o Burro haverá sempre esperança na sobrevivência da espécie que desde sempre fez parte da nossa história e memória colectiva. E que queremos continuar a celebrar e preservar.
texto retirado do site da AEPGA

Esta exposição estava em exibição ao ar livre na Avenida da Liberdade (Barcelos).
E foi uma boa descoberta. Eu via os burros, a minha filha passeava por lá de bicicleta, eu via mais burros e pensava em outros burros.

fé nos burros, duas fotos

fé nos burros, duas fotos

bicycle

28 Set
28.09.2010

A bike that was on display at an exhibition in Barcelos.

ah! mexilhões

08 Out
08.10.2009

O meu pai e mais dois familiares aventuram-se corajosamente no Domingo passado pelo mar dentro na busca dos melhores mexilhões que o atlântico pode oferecer.

A costa da Apúlia com os seus rochedos assustadores e perigosos foi o palco escolhido para audaz aventura.

Lutaram contra o sono, levantaram-se muito cedo, lutaram contra o vento, foram de bicicleta, desafiaram o frio de Outono, a temperatura da água rondava os 15ºC, mas não desistiram e de facas de cozinha em punho arrancaram piedosamente das rochas mexilhões suficientes para saciar várias pessoas desejosas de petiscar uma boa caldeirada.

Eu só soube desta aventura digna de qualquer epopeia quando recebi em minha casa, e maravilhas das maravilhas, sem qualquer contrapartida, um tacho com uma caldeirada super-mega apetitosa de mexilhão.

remanescente

16 Abr
16.04.2009

Porque estava eu tão obcecado com a morte deste homem que ­nunca conhecera? Não parei para interrogar-me sobre isso. Claro que eu sabia que tínhamos coisas em comum. Ele fora atingido por uma coisa, ferido, atirado ao chão e perdera a consciência – eu também. Ambos passáramos para uma zona de escuridão total, silêncio, vazio, sem memória e sem previsões, um local fora do alcance de qualquer tipo de estímulo.
(…)
No entanto, reduzir todo o meu fascínio por ele à experiência que partilháramos seria contar apenas metade da história. Menos de meta­de. A verdade é que, para mim, este homem tornara-se um símbolo de perfeição. Podia ter sido desajeitado ao cair da bicicleta, mas ao morrer sobre o alcatrão, ao lado dos postes, ele fizera o que eu teria desejado fazer: fundira-se com o espaço em seu redor, mergulhara e escorrera para dentro dele até já não haver distância entre ambos – e fundir-se, também, com as suas acções, fundir-se ao ponto de já não ter consciên­cia delas. Deixara de estar separado, removido, imperfeito. Eliminara o desvio. Então, tanto a mente como as acções transformaram-se em pura estase. O ponto em que isto acontecera era o grau zero da perfeição – de toda a perfeição, aquela que ele conseguira atingir, aquela que eu desejava, aquela que qualquer outra pessoa desejava mas simplesmente não tinha noção de desejar e em qualquer caso não tinha oito milhões e meio para a perseguir, mesmo que tivesse noção dela. Por isso precisava de reconstituir a sua morte: por mim, sem dúvida, mas também pelo mundo em geral. Ninguém que compreendesse isto poderia acusar-me de não ser generoso.

página 155

Terminei a leitura da obra “Remanescente”. É um livro único não só pela espectacular história, mas também pela enorme e infindável riqueza dos pormenores. É fascinante assistir às reconstituições/duplicações de lembranças e acontecimentos criados pelo protagonista.


Remanescente, Tom McCarthy // título original: Remainder // editor: Editorial Estampa, Colecção Promoteu, n.º 31
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