Tag Archive for: café

ouvido ali…

25 Out
25.10.2017

ouvido ali entre duas adolescentes:
‘A coisa mais melhor tipo que tu fazes é tipo bestial.’

de lado – 0025

24 Abr
24.04.2017

se sou racista quando bebo café preto,
se sou racista quando bebo leite branco.
o que sou quando bebo um galão?

irish coffee

29 Mar
29.03.2012

Um singelo irish coffee.

a minha osga

02 Set
2.09.2011

De perna cruzada a beber um café no “Falcão Mendonça”, a ler George R. R. Martin reparei pelo canto do olho nesta coisa esquisita na parede. Primeiro estranhei, depois entranhei (ou coisa parecida).
Não é a melhor fotografia de uma osga, foi a possível – a maldita não era muito fotogénica e fugiu diabolicamente pela parede.

já vi uma melhor foto (inveja ON), mas esta é minha, minhaaaaa!

lucky luke contra pinkerton

08 Nov
8.11.2010

Lá comprei no quiosque habitual a edição do Público do álbum “Lucky Luke Contra Pinkerton”. Chego a casa começo a leitura e vocifero para as páginas pintadas de preto – as páginas 3 e 5 estavam completamente pintalgadas de tinta preta tornando a leitura impossível. Esclareço a mais-que-tudo para a minha desilusão e trato de obter o prazer da leitura na obra “Death Note Another Note: The Los Angeles BB Murder Cases”.

No domingo seguinte enquanto estou sentado nos sofás brancos perto da Fnac Braga a curtir um café e a folhear uma revista a mulher presenteia-me com o álbum “Lucky Luke Contra Pinkerton” editado pela Fnac. Fiquei naturalmente satisfeito mas disse-lhe que o outro ia ser devolvido e resolvia o problema das manchas pretas – “eu sei, mas assim já lês a história e ficas com este que tem uma capa diferente!”, respondeu. Contra verdades não existem argumentos (acho eu de que; tenho de googlar primeiro – ahh, a preguiça) e lá pude ler esse fim-de-semana o novo Lucy Luke.

Quanto à nova aventura? Adorei a história. É, quanto a mim, um excelente álbum de Lucky Luke em todas as medidas. Os responsáveis pela aventura estão de parabéns: Achdé (arte), Benacquista (cores) e Pennac (textos).

A editora portuguesa está multiplamente de parabéns pelas capas originais conseguidas para o mercado português.

o joão hoje está doente!

21 Jul
21.07.2010

Deve ser moda as mulheres em conversa falarem no João, no Carlos, no José, no Manel, no Tone como se eu tivesse sido alguma vez apresentado formal ou informalmente ao sujeito cônjuge.

Hoje recebi, sem convite ao lado onde estava a tomar um café, uma pessoa simplesmente Graça que me informou em tom exclamativo (só para chatear aqueles que querem abolir o ponto de exclamação da blogosfera) na sequência de uma conversa inócua sobre o tempo, o mar, o calor – à inglês típico – que o “João hoje está doente!”…
– … ah! quem?
– o meu marido o João.
– e eu por acaso conheço o teu marido, porque não dizes “o meu marido está doente”.
– porque ele se chama João!
– e lá estás tu com isso “João”. Eu digo o prenome da minha mulher quando falo com conhecidos dela. Com outras pessoas é a minha mulher. Não és capaz do mesmo?
– não!?
– mas, afinal, o que desejas tu com este estilo? mais intimidade? salientar a potência do prenome “João”? ou é o estilo moderno?
– … … … … és mesmo um chato!
– nem nisso tens razão, gostava de ser chato, mas sou mais para o redondo!
– … és incrível Paulo! – e foi engolir o seu café para outro lado.

Ya! Eu sei, sou mesmo incrível. Mas não entendo esta moda que prolifera em qualquer recanto social.

dois sims

25 Mar
25.03.2010

Hoje, uma vez mais, fui expulso da cama pela minha mulher. Senti-me um ió-ió. Umas alturas quer o meu calor e beneficiar das minhas capacidades tântricas, outras vezes empurra-me da cama abruptamente apenas porque o relógio diz-lhe que as horas para ir laborar se encurtam. É desculpa. É? Desde quando é que ela é o meu relógio de cuco? Hummmm… Desde que ela consegue acordar com o despertador e eu não… talvez seja isso?

Mas não é isto que devo destacar na manhã do dia de hoje. Ocorreram duas coisas. Uma menos grave e outra mais grave.

A coisa menos grave foi o facto de chegado à cozinha e após a toma dos dois comprimidos habituais olhar para o relógio lá pendurado no alto e reparar que o ponteiro dos minutos estava no número nove e sair disparado de casa com o saco de lixo na mão. Estranho não ver as habituais pessoas na rua e olhei para o relógio de pulso e são 8h.25m – pois, já me lembro, são precisas pilhas para o relógio da cozinha. Aproveitei o tempo de sobra? e fui fazer “horas” para o parque, enfim ver os patos.

A coisa mais grave, veio na ocorrência do jantar de ontem com dois autênticos pândigos, p. e h.; quando lhes confidenciei que sempre que me vinha à mente um breve farrapo, uma ideia perante um acontecimento observado ou uma frase ouvida, pegava no pequeno caderno de apontamentos e registava numa folha branca ali mesmo na rua, no café, em qualquer lugar, onde a ideia tinha despertado, algumas palavras para futuro desenvolvimento no meu blog, persuadiram-me – e agora que escrevo isto devidamente distanciado dos copos, dos tremoços, da chouriça, do hambúrguer, talvez tenha sito da Mc Chouffe ou da Duvel – a usar o gravador do meu telemóvel: “Paulo nem parece teu não usares as novas tecnologias. E sempre podes disfarçar que está a falar com alguém.”

Tenho um Nokia N80 e para facilitar o uso do gravador decidi substituir nas opções do “Modo de Espera” a tecla de selecção directa, actualmente, “Galeria” por “Gravador de Voz” – pensado e executado enquanto subia a Avenida Alcaides de Faria.
No parque da cidade já estava de telemóvel encostado ao ouvido a falar para ninguém. Encontro-me com um agradável conhecido, páro de falar, emito um cumprimento rápido, e aponto para o telemóvel a desculpar-me porque não posso ficar por ali a trocar algumas palavras, quando o telemóvel toca….
… olho para o telemóvel, olho para o agradável conhecido surpreendido e comento, após atender a chamada, o quanto detesto as novas tecnologias, que não devia ter comprado um telemóvel que permite a utilização simultânea de dois cartões SIM porque corta a chamada do outro número sem aviso, que ainda por cima tenho agora de ligar para a outra pessoa e gastar saldo do cartão. Durante 5 minutos ficamos ali, junto aos patos, a comentar e a acenar em concordância que a tecnologia é coisa do demo e que os telemóveis nos tiraram a liberdade e o sossego.

eram diabos à solta… ou zombies!?

01 Mar
1.03.2010

Ontem Barcelos, uma grande aldeia com muitas casas, ficou literalmente às escuras durante mais de 5 horas. De imediato as luzes de presença colocadas em locais estratégicos da casa activaram-se e durante 1 hora ainda houve luz eléctrica. Depois como bom pater familias que sou resolvi o problema com uma facilidade assustadoramente simples – coloquei velas.

Tudo correu bem com as duas crianças enquanto a PSP e as DS tiveram bateria. Depois com a ausência continuada e prolongada das consolas e da TV foi um pouco complicado gerir o ambiente familiar.

Tentei explicar aos meus filhos o impossível – que quando tinha a idade deles ficar sem luz eléctrica era mais que normal em noites de maior chuva e vento. As velas, os lampiões eram objectos obrigatórios em qualquer casa. Isto ainda tentarem compreender e, por isso, aceitar a situação anormal que presenciavam, foi a primeira vez para a Margarida, mas quando mencionei que até se usavam à noite penicos quando eu tinha a idade deles senti que deixaram de me ver como um pai e mais como um neanderthal. Mudei de “onda” e o stress criado pelo ambiente à século XIV foi disperso quando recorrendo aos meus dotes teatrais fiz de palhaço e animei a família.

Mal sabia eu que o pior estava para vir. Eram 20.30 e Barcelos ainda estava 90% às escuras quando começamos a ouvir uns grunhidos do exterior. Era uma litania nada religiosa. O teor da ladainha enfadonha, pois claro, inicialmente imperceptível, com mais “coisas” a entoa-la, foi-se revelando – “benficaaaaaaaaaaa… jogooooo……” Percebi de imediato que com os cafés fechados por motivos mais que óbvios, a que não falhou a “casa do benfica”, “os diabos” deixaram de ter os habituais poisos de nidificação à disposição e andavam sem rumo, perdidos, desesperados pela cidade, sem saberem como “assistirem” ao jogo cujo início se aproximava inexoravelmente. Foi além de anedótico, lindamente assustador, ver directamente do conforto da minha casa iluminada à luz das velas “zombies de vermelho” de olhos brancos sem qualquer resquício de inteligência à espera da “luz”!

benficaaaaaaaaaaa… jogooooo……

benficaaaaaaaaaaa… jogooooo……

Sabia que o espectáculo diabolicamente divinal que estava a assistir iria a qualquer momento terminar e tal aconteceu quando sem motivo aparente a EDP cumpriu a sua missão e pontos de luz começaram a despontar inicialmente trémulos, mas logo depois a uma velocidade vertiginosa e nessa altura era ver os “zombies” agora transformados em “mariposas” a correrem histericamente descontroladas em direcção às “luzes”.

Não sei se as “mariposas zombies” ainda chegaram a tempo ao “benficaaaaaaaaaaa… jogooooo……“. Soube, isso sim, que o espectáculo tinha acabado e que a rotina já sem penico ia recomeçar.

1:10

08 Jan
8.01.2009

A decisão foi tomada e no dia 04 iniciei mais uma vez uma demonstração impiedosa de expulsão temporária de activos corpóreos. Só espero que desta vez seja uma expulsão mesmo definitiva. Já estou no quinto dia de luta e devo dizer que não custa muito… Custa muito, mesmo muito. Custa como o caraças. Preferia ficar com os testículos presos no fecho das calças.

Contudo desta feita fiz uma aposta comigo mesmo. Se conseguir vou-me premiar com uma francesinha e uma verdadeira cerveja.

Quando falo em francesinha, não é no sentido carnal, apesar de ela ser recheada com carne, mas sim em sentido gastronómico. E já agora, ressalvando a publicidade, pois a indicação é feita de acordo com os meus apetites, indico em Barcelos uns locais onde ataquei uma francesinha:

  • No Lambreta Bar é onde tenho comido boas francesinhas. A batata vem sempre à parte. Molho é a pedido mas à discrição. E acima de tudo, temos verdadeiras cervejas para acompanhar.
  • No Brasileirinho III é-me servida uma francesinha bastante recheada. O melhor local. Batata à parte a pedido. Há Erdingers para saborear num bom ambiente familiar.
  • No My Place, francesinha saborosa. Foi pena, naturalmente, por distracção ter pedido batata à parte e isso não ter acontecido. Mas houve molho à discrição para compensar.
  • No Café Pelicano comi uma elegante francesinha. Ambiente recatado.
  • No La Fiamma, da primeira vez que me desloquei fui mimado com uma francesinha apetitosa. A melhor que comi até hoje em Barcelos. Na segunda deslocação foi-me apresentado um exemplar diferente. Terei de ir outra vez para tirar as teimas. Comigo há sempre três com duas; ou duas com três.
  • Na Cervejaria Banabóia petisquei uma agradável francesinha. Saliento é a qualidade das chamuças e só por isso vale a pena ir ao Banabóia.

massa bruta em estado crítico

26 Mai
26.05.2008

Excita-me intelectualmente as conversas de café, leitaria, pastelaria, restaurante não porque seja, compulsivamente, bisbilhoteiro ou porque possua, como dizem os antigos, ouvidos de tísico. As conversas são escutadas porque não há forma humana ou cientifica de “fechar” os ouvidos como fechamos os olhos e andar com tampões não é solução e além do mais que culpa tenho eu de a voz que se ouve ser projectada, ampliada e direccionada para os meus ouvidos.
Desta vez a conversa era estimulante e discorria sonhadoramente sobre o quanto podem ser 15 milhões ou 300 milhões de euros de um potencial prémio do euro-milhões em dinheiro verdadeiro.

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