Tag Archive for: censura

coisas boas

05 Mar
5.03.2018

Existem uns malucos, seguramente puritanos, que odeiam banda-desenhada. Para descobrirem o que é realmente bom deviam ser castigados com a leitura de Torpedo 1936.

Torpedo 1936 é algo verdadeiramente poderoso. Esta semana sai o último volume da colecção integral, realmente integral sem censuras – as duas histórias que têm sido censuradas (“Toccata y fuga” e “Lolita” constam desta maravilhosa edição da Levoir.

O volume seis oferece as histórias a cores do Torpedo 1972 ainda com o argumento de Enrique Sánchez Abulí, mas com arte de Eduardo Risso que substituiu Jordi Bernet.

o dossiê sócrates

22 Mai
22.05.2011

Poucas vezes trago política ao meu blog.
Nem pretendo com esta entrada fazer política ou revelar as minhas tendências ideológicas. O que desejo é a dar mais uma vez dar a conhecer um livro escrito com imenso sofrimento por António Balbino Caldeira que eu tive o prazer de ler na data do sua edição em 2009.

É um livro que deve ser lido sem preconceitos e sem ideias pré-concebidas.
Como já aqui escrevi deve ser lido porque ainda existem pessoas como António Balbino Caldeira que nos surpreendem pela coragem e espírito democrático; mais uma vez revela que a “verdade não deve ter vergonha de nada, a não ser de estar escondida“.

O seu livro é de leitura obrigatória para todos o que vêm a verdade como algo de balsâmico, porque

A verdade não tem nenhuma hora especial para ela. Sua hora é agora e sempre.
– Albert Schweitzer

E sobre o autor, o homem, o português copio isto, já aqui emprestado:

Sou homem: penso, sinto e ajo. Sou cristão: não acredito na vingança. E sou cidadão: livre. Nada de pessoal. Com base naquilo que foi publicado, escrevi sobre aquele que é o maior escândalo do pós-25 de Abril em Portugal: em defesa das crianças; dos denunciadores do Horror dos abusos de décadas sobre centenas de meninos órfãos e indefesos, numa instituição do Estado criada para os proteger; e dos corajosos investigadores da Polícia Judiciária e magistrados que ousaram resistir aos ataques do poder político.

Comento factos públicos: não acuso porque não sou do Ministério Público; nem julgo porque não sou juiz. Por isso, não imputo crimes a ninguém. Mas, como cidadão livre, posso opinar sobre os factos, não me sujeito a qualquer censura e não me vergo perante o poder, nem sequer em processos políticos. Tenho o direito à liberdade de expressar a minha opinião sobre factos e, até creio, a obrigação cívica de intervir politicamente.

as “coisas”

18 Jan
18.01.2010

Barcelos está em franca evolução(?) – até já tem uma sex shop. E digo-o sem censura ou cinismo. Aludo e apenas hoje à existência deste estabelecimento comercial não porque a sua existência me ofenda ou me faça virar a cara pesaroso, mas, porque e a ouvir alguns comentários, o mundo está a caminhar para a perdição. Fiquei assustado pelo simplicidade da lógica seca que sobressai deste raciocínio: sex shop = perdição. Fico sempre “perdido” – mais com a estupidez e menos com a ignorância – com conclusões desta natureza.
Um estúpido não tem desculpa. O ignorante nem sabe que sofre da falta de saber. Só não desculpo aquele ignorante estúpido que se refugia na ausência de aprendizagem para justificar a sua estupidez.

Ponto da situação – uma sex shop é uma loja que fornece produtos específicos a quem os deseja adquirir. Fonte do mal? Haja paciência. É uma loja.

Ainda não entrei na sex shop de Barcelos, mas a que existia em Braga, propriedade de um amigo meu, era com regularidade visitada pela minha pessoa. Comprei aí vários artigos interessantes e quentes! Desiludiu-me, contudo, a cueca açucarada.

Se irei entrar na sex shop de Barcelos? Talvez. Se precisar de um novo óleo de massagem, de uma outra brincadeira.

Chegado aqui e percebendo-se que uma sex shop é para mim mais uma loja e não o fim do mundo tenho de admitir que o que me choca, repudia, existir em Barcelos é algo que alguns chamam de “Casa do Benfica”. Não tenho desejos de entender aquela “coisa” “casa” insultuosamente decorada a vermelho – cor associado ao sangue, mas também à paixão!

Se uma cidade é valorizada pelo seu bom ou não tecido comercial-industrial aquela “coisa” vermelha são pontos negativos desnecessários, que desprestigiam Barcelos, que dificultam o interesse de futuros investidores. E sobre isto nunca ninguém comentou! É uma insolência a ausência de empenhamento comunitário em combater aquela “coisa”. Se irei entrar naquela “coisa”? nunca. E como teria dito um qualquer inquisidor “Vade Retro Satana“. Felizmente a “coisa” está localizada, como que escondida – e não é necessário perguntar porquê – dos olhares de pessoas de bem, num espaço recuado relativamente ao passeio e à estrada. Só com muita má vontade se conseguirá reparar na “casa” demoníaca. Valha-me isso.

directamente do sotão

16 Out
16.10.2009
cristovão e o balão

cristóvão e o balão

Descobri livros da Colecção Pintarroxo, da Colecção Princesinha e da Colecção Pequerrucha nos armários. Esta descoberta é digna de figurar em qualquer manual de história.

As vantagens das arrumações é a descoberta de autênticas pérolas da minha infância.
Os livros estão, claro que sim, em bom estado atendendo que estiveram nas mãos de uma criança.

Uma maravilha! Fiquei embebecido e embasbacado ao ver as imagens das capas de dois dos meus livros preferidos quando tinha 7/8/9 anos.

“Cristóvão e o Balão” narra as aventuras de um rapaz que deseja tanto ter um balão vermelho igual ao que viu nas mãos de umas crianças.

o pequeno móquinhas procura amigos

o pequeno móquinhas

História de coragem, de luta pela realização de um desejo, de honestidade e de humildade narrada com uma simplicidade assombrosa.

“O Pequeno Móquinhas Procura Amigos” é sobre um pequeno rapaz que vivia sozinho no distante Oriente numa enorme casa, cheia de salas. Vivia triste porque não tinha amigos para brincar. Então decide usar um tapete mágico para voar e procurar amigos. A viagem leva-o a descobrir que a amizade é mais importante do que a maior riqueza.

Os livros são todas das Edições Majora.
Não imagino qual o ano de edição das colecções.
Alguns deles têm a seguinte indicação:

Visado pela Comissão de Censura

ou

Visado pela Comissão de Literatura Infantil

e em vários sites de bibliotecas consta geralmente a indicação [195-?]. Serão mesmo da década de 50 ou 60? Estranho pois só comecei a ler pelos 6 anos de idade (1974). Será que a minha mãe comprou os últimos vestígios da censura? Dúvidas sem qualquer importância.

“sou homem: penso, sinto e ajo”

15 Out
15.10.2008

Os mais atentos têm seguido com atenção o inferno de António Balbino Caldeira. A sua vitória é a nossa vitória. António Balbino Caldeira mostrou, dolorosamente, que temos o direito de opinar.

Estas suas palavras não devem ficar esquecidas e como tal tomo a ousadia de as pedir “emprestadas”.

Sou homem: penso, sinto e ajo. Sou cristão: não acredito na vingança. E sou cidadão: livre. Nada de pessoal. Com base naquilo que foi publicado, escrevi sobre aquele que é o maior escândalo do pós-25 de Abril em Portugal: em defesa das crianças; dos denunciadores do Horror dos abusos de décadas sobre centenas de meninos órfãos e indefesos, numa instituição do Estado criada para os proteger; e dos corajosos investigadores da Polícia Judiciária e magistrados que ousaram resistir aos ataques do poder político.

Comento factos públicos: não acuso porque não sou do Ministério Público; nem julgo porque não sou juiz. Por isso, não imputo crimes a ninguém. Mas, como cidadão livre, posso opinar sobre os factos, não me sujeito a qualquer censura e não me vergo perante o poder, nem sequer em processos políticos. Tenho o direito à liberdade de expressar a minha opinião sobre factos e, até creio, a obrigação cívica de intervir politicamente.

Os meus sinceros parabéns.

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