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os passageiros do vento para 2020

Ébano foi até 1985 o último volume da saga Os Passageiros do Vento de François Bourgeon. Em 2009 o autor entendeu publicar mais dois excelentes tomos: A Menina de Bois-Caïman (vol. I) e A Menina de Bois-Caïman (vol. II).

Este ano foi publicado O Sangue das Cerejas (vol. I).

Neste último tomo, com a mesma excelência que François Bourgeon nos habituou, é inaugurado um novo ciclo d’ Os Passageiros do Vento

  • o primeiro ciclo é composto por 5 tomos – escravatura do século XVIII (aventuras de uma rebelde Isabel de Marnaye)
  • o segundo ciclo é composto por dois tomos – guerra de Secessão Americana (segue as aventuras de Zabo, a bisneta de Isa)
  • o terceiro ciclo será composto por dois tomos – Paris e a Comuna (Zabo é Clara e vive em Paris)

cereja?

Bóia de sinalização com sabor a cereja.

orelhas de cereja

Desde que como cereja que coloco brincos de cereja nas orelhas.

o bananas

Tenho um amigo que adora bananas. Fico atarantado como é que ele consegue comer bananas em qualquer lugar, a qualquer altura; e que quantidade. A acrescentar a isto diga-se que ele não mastiga a banana, mas como que a sorve – suavemente. Um espanto. É assustador, mas não deixa de ser um espanto. Soube ontem que juntou os trapos com alguém do sexo masculino. Já devia desconfiar que o seu gosto inusitado por bananas era a ponta do icebergue de uma homossexualidade latente. Agora começou, também, a comer banana de carne – enfim! Não estou em estado choque, apenas me sinto seriamente chocado.

Desisti de comer bananas por uma questão profiláctica, principalmente por que as comia em casa cortadas às rodelas, uma latente castração, segundo o que recordo ter lido numa revista Gina dos anos 80, estas memórias subliminares de merda mais tarde ou mais cedo vêm à tona; nos restaurantes as bananas eram mastigadas depois de sofrerem o flagelo do fogo. Existirá alguma mensagem escondida na imagem do fogo? Também alastrei a dieta aos pêssegos, os carecas e os cabeludos.

De fruta como apenas cerejas, morangos e lichias que são muita eróticas. Legumes apenas couves, feijão frade devido a possíveis acusações de racismo; este é branco e preto.

É uma boa altura para mudar alguns hábitos alimentares. Sou a favor da mudança.


o vosso temerário BigPole

ana vidazinha, uma visita ao forno

Hoje realizo a Ana Vidazinha uma necrópsia ao melhor estilo sofista. Para quem não sabe Ana Vidazinha escreveu em perfeita simbiose com Hugo Teixeira o álbum de banda desenhada “Mahou Na Origem da Magia” e tem no forno em modo grill simples o segundo volume – não tenham medo o forno tem um bloqueio de segurança. Sei de fonte segura que teremos um segundo álbum com “uma bela mistura de amoras, framboesas, morangos e cerejas.” A originalidade foi combinar isto tudo com “uma bola de gelado stracciatella estrategicamente colocada no topo de tudo” – simples? sem dúvida, mas quem se iria lembrar disto? quem?? pois… Ana Vidazinha.

E ao contrário de Hugo Teixeira que gosta de cenas ela gosta de coisas. Tem uma queda para a tortura médica, considerada in por quem visita dólmenes; é bafejada por um palato fora do comum.

mahou_na_origem_da_magia

mahou, na origem da magia

Foi a entrevista possível tendo em conta que o microondas tinha acabado de fazer beep – altura para levar o caldo de legumes ao bichano da casa.

1. acreditas que atrás de um homem está sempre uma mulher pronta a lhe fustigar com o rolo da massa ou é mais um mito urbano? já que qualquer homem come com prazer as vossas experiências culinárias?
– Não sei, eu não sou mulher para fustigar com rolos da massa. Em caso de necessidade de armamento prefiro o bisturi, a serra oscilante e o berbequim ortopédico. E uma seringa de quetamina.

2. sabendo que tu és uma grande mulher achas que por essa ordem de raciocínio Hugo Teixeira é um grande homem? ou só de perfil é que engana?
– Não, não, cá em casa sou só eu que sou gorda. Bem, eu e o gato.

3. na altura de dar mimos ficas durante quanto tempo indecisa entre os dois bichanos da casa? e sempre que escolhes o mais fofo é por causa dos bigodes?
– Enquanto decido o gato não espera e instala-se logo no meu colo. Não são os bigodes, é o ronron que me vence.

4. não achas que se Hugo Teixeira tivesse uma dieta à base de brócolos pintalgados com bacon estaria menos virado para certas cenas e inclinado para as cenas que realmente interessam?
– Não resulta, tenho experimentado. Melhores resultados têm as pataniscas de bacalhau. Acabam é depressa.

dolmen

ana vidazinha

5. sei que escreves mais rápido do que o Hugo Teixeira tenta desenhar. Já pensaste em lhe colocar um ultimato tipo “ou avanças com essa prancha ou passo eu a desenhar as tuas cenas?” ou achas que com isso ele regressava à infância que realmente nunca deixou e passaria todo o tempo a brincar com legos?
– Uia, isso era uma ameaça mais para mim que para ele. Não, cada página que escrevo é uma estratégia de fuga. Faço-a, entrego-lha, ele atira-se a ela e enquanto está ocupado, eu posso esquecer que tenho mais pra escrever e dedicar-me a outras coisas.

6. quanto à banda desenhada achas que vais à frente do Hugo Teixeira ou atrás dele? ou tudo depende de quem leva a chave do carro?
– Os nossos carros só têm dois lugares: não dá para ir ninguém atrás. Ainda assim, se um dia tivermos um carrinho de mão prefiro que ele vá atrás a conduzi-lo enquanto eu vou refastelada à frente, no veículo, a ler um livro de BD.

Fiquei a saber que Ana Vidazinha com coisas faz magia na cozinha e com palavras magia nos livros.
Se não tiverem a oportunidade de visitar a cozinha de Ana Vidazinha, temos pena; comprem o seu livro Mahou, Na Origem da Magia e mergulhem numa receita que faz bem ao coração.

[1] a imagem de Crumble de Frutos Vermelhos foi rapinada do blog A Casa da Vidazinha
[2] a imagem do dólmen rapinada do perfil da Ana Vidazinha no Facebook
Bom apetite!

mercado medieval, 2012

feira_001

mercado medieval 2012 (cartaz)

Algumas imagens (e o cartaz) do Mercado Medieval realizado em Barcelos de 15 a 17 de Junho de 2012.

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os cornos

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as cerejas

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os doces

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as espadas

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mais armas

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a despedida

cherries, doubly

Duas cerejas o dobro do prazer.