Tag Archive for: céu

21 Fev
21.02.2020 Quando digo que amo o deserto, estou a dizer que amo o quê? A areia ardente de dia e gelada de noite? As muitas e variadas formas das dunas? O céu estrelado e a Lua enorme, como um astro vivo e erróneo? A solidão? O vazio? Talvez só ame o conceito de deserto, e talvez o ame porque quero ser como ele. Amo o deserto porque é o lugar da possibilidade absoluta: o lugar em que o horizonte tem a amplitude que o homem merece e de que necessita. O deserto: essa metáfora do infinito.
O Amigo do Deserto de Pablo d’Ors (pág. 84)

o caos

31 Jan
31.01.2020

A chuva desliza tão lânguida do céu que as gotículas não conseguem perturbar a placidez das poças de água. Estas permanecem impávidas, sem ondulações; alheias ao toque sedutor da chuva. Uma imagem de harmonia que convida à meditação. Como detesto essas tretas salto para uma das poças de água ao melhor estilo Godzilla e é o caos à solta – água por todo o lado. Um sorriso rasga-me o rosto. O caos também é zen.

obelisco inacabado de assuã

10 Dez
10.12.2019

O obelisco inacabado de Assuã é um obelisco do Antigo Egito cuja extracção não foi concluída, provavelmente devido ao aparecimento de rachaduras na rocha. Está deitado de lado em uma grande pedreira de granito rosa a cerca de 2 km ao sul da cidade de Assuã, no Egito. O lado inferior não foi destacado da rocha devido ao abandono do projeto. Com quase 42 metros, teria sido o mais alto do mundo se tivesse sido completamente extraído e erguido. Seu peso é estimado em cerca de 1.200 toneladas. Acredita-se que remonta ao reinado do faraó Tutemés III e foi parte de um par de obeliscos cujo segundo exemplar, o Obelisco Laterano, originalmente localizado em Carnaque e agora em Roma, em frente à Arquibasílica de São João de Latrão. A área onde está localizado o obelisco foi declarada como um museu a céu aberto pelo governo egípcio e é visitada continuamente por milhares de turistas.

Wikipédia

O que mais me encantava em África era a circunstância de parecer inacabada, muda mais imponente, como o gigantesco obelisco da pedreira de Assuão – uma pedra bela e imperfeita incorporada na rocha, que se fosse erigida, teria uma altura de 15 metros; para mim, era o símbolo mais adequado da África que eu conhecia.

Viagem por África de Paul Theroux (página 392)

02 Dez
02.12.2019 A componente mais importante da minha satisfação era um prazer animal: o caráter longínquo do local, a grandiosidade das montanhas de cumes planos e dos penhascos rochosos, a luz do Sol e a vegetação rasteira, os camelos que mal se viam ao longe, o enorme céu, o vazio e o silêncio totais, pois as areias planas e solitárias estendiam-se a grandes distâncias em redor destas ruínas decadentes.
Viagem Por África de Paul Theroux (pág. 108)

08 Abr
08.04.2019 No meu reduto, no Pasteur, uma mosca dá-me cabo dos nervos. Não suporto moscas armadas em estúpidas. Abro a janela de par em par e ela, em vez de fugir para as árvores que ladeiam o pavilhão, volta a entrar aos ziguezagues em direção à parede do fundo. Há dois segundos andava aos encontrões ao vidro, esbarrava à direita, à esquerda, em todos os sentidos; agora que a janela está aberta, que o céu lhe estende os braços, erra absurdamente pela sombra.
Babilónia por Yasmina Reza (página 34/35)

Delirante.

19 Nov
19.11.2018 O céu sobre a sua cidade tinha ficado demasiado poluído para que fosse possível observar as estrelas. Mas em noites estreladas, após um dia de chuva, o pai de Saeed puxava, por vezes, do telescópio e a família bebia chá verde na varanda, sentindo uma agradável brisa, e observava, à vez, objetos cuja luz, muitas vezes, fora emitida antes de qualquer um destes três observadores ter nascido — luz de outros séculos que só agora chegava à Terra. O pai de Saeed chamava a isto viagem no tempo.
Passagem Para o Ocidente de Mohsin Hamid (páginas 19 e 20)

06 Nov
06.11.2017 A cidade, efectivamente, sorri apenas àqueles que se aproximam dela e que deambulam pelas suas ruas; a esses, ela fala numa linguagem tranquilizadora e familiar, mas a alma de Paris só se revela de longe e do alto, e é no silêncio do céu que se escuta o imenso grito patético de orgulho e de fé que ela eleva na direcção das nuvens.
Paris de Julien Green (página 23)

azul e ferro

26 Set
26.09.2011

Torre em ferro na Serra da Marofa.

a dançar nas nuvens

08 Set
08.09.2011

Na Serra da Marofa a mais de 977 metros de altitude estavam dois corajosos homens a ver a paisagem de uma forma que eu dispenso.

Visão memorável, mas com os pés em rocha firme.

sob fundo azul

20 Ago
20.08.2011

uma rosa!

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beam me up, scotty!