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the sky

Uma forma diferente de ver o céu.

clouds

cotton clouds in the blue sky. a sweetness vision.

ressaca

Não sei se foi de ver este fim-de-semana o Charlie Harper a beber álcool como eu bebo água, mas hoje estou com uma ressaca enorme sem causas aparentes.

Nem o choro que pinga do céu motivado pelos 5 (cinco) a zero que o Benfica teve o prazer de levar para casa me motiva positivamente. Se fosse mulher podia invocar “aqueles dias difíceis” como boa desculpa. Já me engasguei com um Benuron – por isso, devo brevemente sentir-me menos enjoado; que forma maluca, péssima, de começar uma nova semana de trabalho.

red & green & yellow

Balões em vermelho, verde e amarelo a pintar o azul do céu.

kite

Um papagaio que foi usado para relaxamento – diversão pura.

visto do céu

Foi relativamente agradável ver The Lovely Bones de Peter Jackson.
O filme é baseado no romance de Alice Sebold sobre uma rapariga de 14 anos, Susie Salmon, que é violada e assassinada e que fica entretanto “no meio” para assistir à sua família a lidar com a perda enquanto o seu assassino segue a sua vida repugnante.

O filme é fiel à sua fonte original apesar de eu achar que Peter Jackson recorre em excesso aos efeitos especiais numa história que não precisa tanto deles para sobreviver. E como a história não fica comprometido com os excessos de CGI e é ajudada pelo excelente trabalho de Saoirse Ronan somos convencidos? a acreditar que o amor puro nos ajuda a viver e que pode “eventualmente” nos salvar.

No fim, e dependendo sempre das nossas perspectivas, tudo se resume a saber se somos capazes de aceitar que a perda de um ente querido não nos impede de continuar em frente. E é esta aceitação ou negação que torna o final do filme espiritualmente lindo ou desagradavelmente vulgar.

stripes in blue

Linhas em cruzamento. Deitado a olhar para o céu.

shoes on a blue sky

Sapatilhas a cortar o azul do céu.

pointing to the sky

Rua das Torgas, Barcelos.

bons augúrios

(…) um tipo pensa que está no topo do mundo e, de repente, pregam-lhe com o Armagedão em cima. A Grande Guerra, a Derradeira Batalha. Céu contra Inferno, três assaltos, uma queda, sem apelo. E era tudo. Deixava de haver mundo. Porque era isso que o fim do mundo significava. Não haver mais mundo. Só um céu infindável ou, dependendo de quem vencesse, um infindável Inferno. Crowley não sabia qual seria o pior.
Bom, por definição, o Inferno era pior, claro. Mas Crowley lembrava-se de como era o céu e a verdade é que tinha muitas coisas em comum com o Inferno. Logo para começar, não era possí­vel arranjar-se uma bebida decente em nenhum deles. E o tédio que havia no céu era quase tão mau como a excitação que havia no inferno.
Mas não havia maneira de se escapar. (…)
Bem, pelo menos não ia ser naquele ano. Ainda teria tempo para fazer algumas coisas. Para já, vender acções de longo prazo.

página 28


Neil Gaiman; Terry Pratchett, Bons Augúrios // título original: Good Omens // tradução: Carlos Grifo Babo // editor: Editorial Presença, Nov. 2004, Lisboa // isbn: 972-23-3280-5