Tag Archive for: cimento

anigamix 2011

04 Abr
04.04.2011

CONCLUSÃO: Nunca mais vou forçar os rebentos a eventos de BD. O meu filho mais velho estava com uma cara de enterro capaz de envergonhar qualquer recente viúva (alegre ou não); nunca vi em funerais uma melhor cara de enterro do que a exibida por ele ontem no Anigamix 2011. Saiu-me tudo trocado; devia-o ter deixado em casa a ficar mais entorpecido em frente da XBOX 360. Nada de assinaturas desenhadas (exceptuando uma), nada de apresentação da Zona Monstra – um completo vazio na confusão do Anigamix.

[….] Quanto ao Anigamix 2011?

Os pontos positivos foi umas boas compras e ter sido descoberto pelo Nuno Amado aka bongop. Quando alguém me diz “Olá Paulo Brito!” e não sei quem o diz o meu cérebro começa a processar pelas minhas memórias ao melhor estilo CSI um reconhecimento facial. Salvou-me mais embaraços a identificação “Sou o Nuno Amado, reconheci-te pelo chapéu.” Não deixou de ser engraçado ter encontrado a pessoa que me levou a comprar novamente livros de BD em Português – confiança nas editoras portuguesas precisa-se. Nuno Amado é o responsável pelo excelente blog de divulgação de banda desenhada: Leituras de BD.

Gostava de ter conversado com ele, fora da blogosfera, mas as ditas circunstâncias explicadas na “CONCLUSÃO” inicial isso impediram.

nuno amado e mim

Deixo-me com mais umas fotos; comprei, igualmente, o “Zona Mostra”, “O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias” e mais umas obras.

boring europa

boring europa

diogo carvalho, obscurum nocturnus

diogo carvalho, obscurum nocturnus

Foto rapinada do blog Leituras de BD de Nuno Amado – é possível ver ali a minha grande pujança.

mim por ele

mim por ele

cement

10 Out
10.10.2010

Um suporte.
Fotografia tirada com o carro em movimento.

“minha mãe, vou perder a razão”

07 Out
07.10.2010

“(…) Afinal, quem esperamos nós…? (…) ”E então? Ele não é, por certo…?(…) ”Quem mais poderia ser? (…) Quem mais poderia ser, senão ele? Que loucura a nossa”

A Marquesa de O por Heinrich Von Kleist

Hoje pela manhã uma enorme ansiedade colou-se à minha pele mal ultrapassei os muros do cemitério. Não sei o motivo de tal acontecimento. Nunca antes me tinha acontecido. Veio-me, imediatamente, à memória esta frase:

Aconteceu-me qualquer coisa; já não posso duvidar. Qualquer coisa que veio à maneira de duma doença, não como uma vulgar certeza, não como uma evidência; que se instalou sorrateiramente, pouco a pouco. A dada altura senti-me um tanto esquisito, algo incomodado, mais nada.

A Náusea por Jean-Paul Sartre

E ainda agora, não num estado tão avançado, sinto-me incomodado. Sem perceber as razões escrevo, sempre, como forma de exorcizar e compreender esse sentimento pegajoso.

a tube and green

13 Set
13.09.2010

Um tubo em verde, muito verde e musgo.

buraco

13 Abr
13.04.2010

E porque não? um pouco de verde em cimento.

wire embrace

29 Mar
29.03.2010

Abraço de arame – amor em ferro.

remanescente

16 Abr
16.04.2009

Porque estava eu tão obcecado com a morte deste homem que ­nunca conhecera? Não parei para interrogar-me sobre isso. Claro que eu sabia que tínhamos coisas em comum. Ele fora atingido por uma coisa, ferido, atirado ao chão e perdera a consciência – eu também. Ambos passáramos para uma zona de escuridão total, silêncio, vazio, sem memória e sem previsões, um local fora do alcance de qualquer tipo de estímulo.
(…)
No entanto, reduzir todo o meu fascínio por ele à experiência que partilháramos seria contar apenas metade da história. Menos de meta­de. A verdade é que, para mim, este homem tornara-se um símbolo de perfeição. Podia ter sido desajeitado ao cair da bicicleta, mas ao morrer sobre o alcatrão, ao lado dos postes, ele fizera o que eu teria desejado fazer: fundira-se com o espaço em seu redor, mergulhara e escorrera para dentro dele até já não haver distância entre ambos – e fundir-se, também, com as suas acções, fundir-se ao ponto de já não ter consciên­cia delas. Deixara de estar separado, removido, imperfeito. Eliminara o desvio. Então, tanto a mente como as acções transformaram-se em pura estase. O ponto em que isto acontecera era o grau zero da perfeição – de toda a perfeição, aquela que ele conseguira atingir, aquela que eu desejava, aquela que qualquer outra pessoa desejava mas simplesmente não tinha noção de desejar e em qualquer caso não tinha oito milhões e meio para a perseguir, mesmo que tivesse noção dela. Por isso precisava de reconstituir a sua morte: por mim, sem dúvida, mas também pelo mundo em geral. Ninguém que compreendesse isto poderia acusar-me de não ser generoso.

página 155

Terminei a leitura da obra “Remanescente”. É um livro único não só pela espectacular história, mas também pela enorme e infindável riqueza dos pormenores. É fascinante assistir às reconstituições/duplicações de lembranças e acontecimentos criados pelo protagonista.


Remanescente, Tom McCarthy // título original: Remainder // editor: Editorial Estampa, Colecção Promoteu, n.º 31

strechiado: o nascimento

17 Dez
17.12.2007

Não foi na claridade do dia que strechiado apareceu pela primeira vez. Ele gosta da escuridão pura e crua. E nem a luz romântica do luar serve os seus propósitos de orgia celular.

Foi, assim, com naturalidade que strechiado iniciou as suas convulsões balsâmicas e puff renasceu.

toti

26 Abr
26.04.2007

O governo num jogo de ancas ímpar a nível mundial está a pensar criar um novo imposto para o cidadão português.
Já se sabe que para o governo português qualquer individuo não é uma mais valia nacional, mas apenas uma fonte de dinheiro para pagamento de taxas, impostos, tributos…

Assim, nesta mesma linha de pensamento, o governo tem para aprovação no próximo conselho de ministro o TOTI (Taxa de Ocupação Territorial para Indivíduos). Este imposto tem como objectivo cobrar a ocupação de cada pessoa medida pelo seu peso e pelo seu diâmetro da cintura. A preocupação do governo ao contrário do que se possa pensar não é obter dinheiros extras para os cofres do estado, mas cultivar o culto do corpo elegante e saudável sem se cair na bulimia nem na anorexia. Sem esquecer que menos peso não maltrata tanto o planeta terra.

Neste seguimento as cadeias de fast-food vão ser taxadas com um IVA especial e temporário de 32%

Naturalmente a AGPS (Associação dos Gordos Por Que Sim), a AGPTS (Associação de Gordos Por Que Tem de Ser), o clube OBS (Obesos, Belos e Sensuais) e a, entidade com fins pouco lucrativos, BIFE (Balofos, Intensos, Fortes mas Elegantes) revoltam-se contra o TOTI que entendem ser inconstitucional e ameaçam boicotar a compra de tripas, gomas de açúcar, pastéis de nata, suspiros, farturas e pasmem-se avançam, igualmente, com o cancelamento de assinaturas da revista Epicuro.

As associações do sector de comes & bebes encabeçadas pelo monstro sindical SINCOP (Sindicato do Coração Preocupado) ameaçam inundar o mercado com uma produção massiva de doces caramelizados com adoçante e o não fornecimento de bifanas nas próximas romarias.

Surgiu entretanto um slogan de luta: “Gordos ao poder pela força do comer.”

Estaremos perante uma revolução das tripas?

28 Nov
28.11.2006 É por isso que continuo a caminhar. Porque, como vêem, ser um vagabundo é o que há de mais próximo de ser um fantasma. Depois, como um autómato, continuei a caminhar tentando afastar do meu espírito o amargo conhecimento de que não tinha para onde ir…
página 158

Edmund Cooper, A Vinda do Futuro // título original: Tomorrow Came // tradução: Eurico da Fonseca // editor: Livros do Brasil, Colecção Argonauta n.º 477, Lisboa, Jun.1997

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