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uma moreia na mão

Uma moreia, okay! Não é um pão de cevada. Atenção!

as famosas

Fui ao Ikea comprar umas estantes e outros tantos acessórios. Pressionado pelo tempo optei por almoçar no restaurante do Ikea as famosas almôndegas suecas. Concluo que, sim, são famosas; vendem-se como pãezinhos quentes e nisso consiste a sua fama.

pães de chouriço

Tinha há uns tempos cobiçado este petisco e hoje fui surpreendido com a oferta não de um, não de dois, mas de três sumarentos pães de chouriço. Obrigado adorável amiga por estas deliciosas iguarias – hummy!

são cheiros

Desde que se recorda o cheiro das fezes incomoda-o. Foi tentando reduzir os odores nauseabundos experimentando mudanças alimentares. Apenas frutas, aqui apenas laranjas, maças, bananas, etc… e depois combinações de várias frutas; apenas insectos, combinações de insectos, insectos com frutas, com carne, com peixe, marisco, vegetais; apenas lacticínios, águas, vinhos, licores. Imaginem todas as variantes possíveis e imaginárias de comida e de qualquer coisa remotamente comestível. Nada resultou, os dejectos mudavam a consistência, mas o odor continuava a ser asqueroso.

Até que a solução lhe surgiu tão cristalina como o gelo. Desde que eliminou os receptores no nariz responsáveis pelo olfacto nunca mais teve problemas. Agora o mundo tem o cheiro ideal.

crepioca, primeira versão

Aqui e agora se apresenta a primeira crepioca da minha autoria. Duas colheres de tapioca, um ovo e recheio de queijo mozarela.

Com o à-vontade com que antes passavam pratos de comida à mesa do jantar, distribuíam agora pormenores sangrentos. Não importava a redundância e menos ainda a repetição. Quanto mais partilhavam, menos verdadeiro tudo se lhes afigurava. A tragédia era um bem como outro qualquer: destinava-se a ser consumido, individual e coletivamente.
Três Filhas de Eva de Elif Shafak (pág. 347)

I feel so strange. He has told me that people eat dead animals and that before they choose witch part to eat they mark and map the carcasses in blue or red pencil, the latitude and longitude of death.

Snowman Snowman: Fables and Fantasies by Janet Frame (página 10)

comer/beber por filipe melo e juan cavia

Dois contos que se cruzam na relação — simultaneamente universal e pessoal — entre o paladar e a memória.

Tinta da China

Outro pequeno grande livro no qual o champanhe e a tarte de maçã são personagens por mérito próprio.

O que começou por ser um convite para a revista Granta 9 (Maio de 2017) na qual foi apenas publicada a história Sleepwalk (comer) Comer/Beber presenteia dois contos de uma beleza gráfica e narrativa a todos os níveis.

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A plataforma Tumblr com o objectivo de limpar conteúdo adulto, racista, etc… iniciou uma purga à velocidade da escuridão.

Eu que sou um tipo para o sossegado também vi uma série de posts vítimas desta limpeza – censura a 110%. Os exemplos vão desde moi a fazer uma tatuagem, até ao rabisco da cabeça de um pirata, passando pela imagem de um cachorro-quente. Exemplos para toda a família.

Curiosamente esta imagem não viola as regras da comunidade. Fantástico!

perspectivas e não só

À primeira vista parece que estamos perante bichos a comer um cadáver em decomposição. À segunda vista ainda ficamos na dúvida.

Esclarecimento. São cebolinhas, rebentos de soja, beterraba, cebola roxa, tofu, sementes de girassol. Tudo cozinhado a vapor no wok e temperado com diversas especiarias.