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de lado – 0060

14 Out
14.10.2017

Como a estupidez não traz data de validade, para verificar a sua qualidade, coloque a pessoa dentro de uma piscina com 3 metros de profundidade. Se a pessoa for ao fundo, não está contaminada por salmonelas.

stanislaw lem, solaris

09 Fev
9.02.2012

(…) De certo modo, todos os deuses das velhas religiões eram imperfeitos, tendo em conta que os seus atributos eram apenas os atributos humanos ampliados. O Deus do velho testamento, por exemplo, exigia uma submissão humilde e sacrifícios e tinha ciúmes dos outros deuses. Os deuses gregos tinham ataques de amuo e querelas de família e eram tão imperfeitos como os mortais…
– Não – interrompi – Não estou a pensar num deus cuja imperfeição é fruto de candura dos seus criadores humanos, mas um deus cuja imperfeição represente a sua característica essencial: um deus limitado na sua omnisciência e poder, falível, incapaz de prever as consequências dos seus actos e criando coisas que conduzem ao terror. Ele é um Deus… doente, cujas ambições excedem os seus poderes e que, a princípio, não realiza esse facto. Um deus que criou os relógios, mas não o tempo de que estes são a medida. Criou sistemas e mecanismos que serviam fins específicos, mas agora ultrapassou-os e traiu-os. E criou a eternidade, que deveria ser a medida do seu poder e que afinal é a medida da sua infinita derrota.

Stanislaw Lem, Solaris

wilt

08 Mai
8.05.2011

– Em que sentido é que não é domesticado?
– Peido-me na cama, doutor Pittman. Gosto de me peidar na cama. É o toque de clarim do macaco antropóide que há em mim a afirmar o seu instinto territorial da única maneira possível.

página 211

Já por diversas vezes tinha a intenção de ler “Wilt” de Tom Sharpe; no final a escolha ia para outro lado. Quando vi a semana passada que Tom Sharpe já tinha editado um 5º Wilt comprei o primeiro livro da série para não perder mais tempo.

“Wilt” é um livro por demais divertido. Já o deveria ter lido à mais tempo. O humor é delirante e as situações em que o nosso Wilt se coloca são tão impossíveis que se tornam sem dificuldade possíveis tal a mestria como são contadas. “Wilt” é uma verdadeira anedota a desfolhar.

sem saldo

09 Out
9.10.2010

Se há coisa que a tecnologia trouxe que odeio é o telemóvel. Cada vez mais detesto este bicho electrónico que deixo sem querer? a bateria do animal ficar a zero. É por esse motivo que raramente tenho saldo no telemóvel. Sou capaz de andar mais de um mês sem precisar de o carregar.
Claro que depois de tanto massacre pela mulher sou obrigado a por-lhe uns parcos 5 euros que duram muito pouco tempo.

Chegado aqui o motivo porque não preciso de ter saldo no telemóvel é-me revelado: não sou de dar toques, mas sou um autêntico crava de minutos.
Se há pessoal que não tem grande necessidade de comprar um maço de tabaco, porque vai pedindo um ali, outro acolá eu faço o mesmo com minutos -“tens saldo? empresta aí para um chamada rápida!“, “deixas-me usar o teu telemóvel? não tenho saldo! esqueço-me de carregar isto.” “tens uma chamada por atender? a pessoa liga outra vez, não tenho saldo! que não seja por isso liga do meu.” e assim sucessivamente…

Detesto mesmo telemóveis, não apenas pela manutenção, mas por ser obrigado a estar sempre contactável. Não entendo as pessoas que conseguem carregar 3 e mais telemóveis diariamente.

O que são estes seres? humanos? electrónicos?

o joão hoje está doente!

21 Jul
21.07.2010

Deve ser moda as mulheres em conversa falarem no João, no Carlos, no José, no Manel, no Tone como se eu tivesse sido alguma vez apresentado formal ou informalmente ao sujeito cônjuge.

Hoje recebi, sem convite ao lado onde estava a tomar um café, uma pessoa simplesmente Graça que me informou em tom exclamativo (só para chatear aqueles que querem abolir o ponto de exclamação da blogosfera) na sequência de uma conversa inócua sobre o tempo, o mar, o calor – à inglês típico – que o “João hoje está doente!”…
– … ah! quem?
– o meu marido o João.
– e eu por acaso conheço o teu marido, porque não dizes “o meu marido está doente”.
– porque ele se chama João!
– e lá estás tu com isso “João”. Eu digo o prenome da minha mulher quando falo com conhecidos dela. Com outras pessoas é a minha mulher. Não és capaz do mesmo?
– não!?
– mas, afinal, o que desejas tu com este estilo? mais intimidade? salientar a potência do prenome “João”? ou é o estilo moderno?
– … … … … és mesmo um chato!
– nem nisso tens razão, gostava de ser chato, mas sou mais para o redondo!
– … és incrível Paulo! – e foi engolir o seu café para outro lado.

Ya! Eu sei, sou mesmo incrível. Mas não entendo esta moda que prolifera em qualquer recanto social.

ck

08 Jan
8.01.2010

Para quem tem andado distraído já estamos em 2010 e está tudo igual. Quase tudo. Exceptuando a destruição das minhas cuecas CK que exibia orgulhosamente num dos meus sonhos.

Nunca mais sonhei comigo mesmo enquanto vestia CK. É um pouco aborrecido não ter condições de controlar os meus sonhos. Seria óptimo fazê-lo tendo em conta que já não controlo a minha vida real. Seria um avanço. Pois os meus rebentos 3+12 descontrolam a minha existência diária, semanal, anual… e com aquele pedaço divinal de têxtil sentia-me diferente…

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