Tag Archive for: coração

heart transplants

21 Mai
21.05.2017

God and heart transplants.
What if a Christian receives a heart transplant from a Muslim? Does God come with the heart? If yes, the Christian will have problems – that’s for sure.

wishlist

07 Jun
7.06.2016

Uma lista provisória de alguns livros que estou interessado em ler e/ou reler (em novas edições).

Alêtheia

  • A Ilha do Doutor Moreau de H. G. Wells
  • O Fantasma de Canterville e Outras Histórias de Oscar Wilde

Antígona

  • Quinzinzinzili de Régis Messac
  • 60 Histórias de Donald Barthelme
  • Kallocaína de Karin Boye
  • Solaris de Stanislaw Lem
  • A Guerra das Salamandras Carel Kapek

Baleia Azul

  • Memórias do Eterno Presente – Schuiten & Peeters

Bertrand Editora

  • LoveStar de Andri Snaer Magnason

Casa das Letras

  • Ouve a Canção do Vento & Flíper de Haruki Murakami
  • Os Assaltos à Padaria de Haruki Murakami
  • 1Q84, volume 1 de Haruki Murakami
  • 1Q84, volume 2 de Haruki Murakami
  • 1Q84, volume 3 de Haruki Murakami
  • Auto-retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo de Haruki Murakami
  • A rapariga Que Inventou um Sonho de Haruki Murakami
  • Dança, Dança, Dança de Haruki Murakami
  • Crónica do Pássaro de Corda de Haruki Murakami
  • O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mundo de Haruki Murakami
  • Sono de Haruki Murakami
  • Homens Sem Mulheres de Haruki Murakami

Cavalo de Ferro

  • O Último Livro de Zoran Zivkovic
  • A Maldição de Hill House de Shirley Jackson

D. Quixote

  • Dois Anos, Oito Meses e Vinte e Oito Dias de Salman Rushdie
  • Nostromo – Uma História da Beira-Mar de Joseph Conrad

Edições Asa

  • Homens Bons de Arturo Pérez-Reverte
  • A Rainha do Sul de Arturo Pérez-Reverte
  • O Franco-Atirador Paciente de Arturo Pérez-Reverte
  • O Tango da Velha Guarda de Arturo Pérez-Reverte
  • Um Dia de Cólera de Arturo Pérez-Reverte
  • O Hussardo de Arturo Pérez-Reverte
  • O Mestre de Esgrima de Arturo Pérez-Reverte
  • Território Comanche de Arturo Pérez-Reverte
  • Falcó de Arturo Pérez-Reverte
  • 4,3,2,1, de Paul Auster

Edições 70

  • As Cruzadas Vistas pelos Árabes de Amin Maalouf

Editora Épica

  • Galxmente de Luís Filipe Silva

Editoral Presença

  • O Mestre e Margarita de Mikhail Bulgakov
  • Cinzas de um Novo Mundo de Rafael Loureiro
  • Ready Player One by Ernest Cline
  • Santuário de Andrew Michael Hurley
  • A Rainha do Inverno de Boris Akunin
  • A Vida Nova de Orhan Pamuk

Gfloy

  • OutCast volume 1 de Robert Kirkman e Paul Azaceta
  • Potter’s Field: O Cemitério dos Esquecidos de Mark Waid e Paul Azaceta

Gradiva

  • O Gigante Enterrado de Kazuo Ishiguro
  • Nunca me Deixes de Kazuo Ishiguro

Guimarães Editores

  • Contos Nocturnos de Ernst Hoffmann

Nuvem de Tinta

  • A Rapariga Que Sabia Demais de M. R. Carey

Padrões Culturais

  • A Vida das Abelhas de Maurice Maeterlinck

Planeta

  • A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón
  • O Jogo do Anjo de Carlos Ruiz Zafón
  • O Prisioneiro do Céu de Carlos Ruiz Zafón
  • O Labirinto dos Espíritos de Carlos Ruiz Zafón

Porto Editora

  • O Peso do Coração de Rosa Montero
  • Flatland – O Mundo Plano de Edwin A. Abbot
  • O Anjo Negro de Paul Hoffman

Quetzal Editores

  • A Sétima Função da Linguagem de Laurent Binet
  • O Outro Lado do Paraíso de Paul Theroux
  • 2084 – O Fim do Mundo de Boualem Sansal

Relógio D’Água

  • Ulisses de James Joyce
  • Moby Dick de Herman Melville
  • Coração de Trevas e no Extremo Limite de Joseph Conrad
  • De Profundis de Oscar Wilde
  • Os Três Estigmas de Palmer Eldritch de Philip K. Dick
  • Com Esta Chuva de Annemarie Schwarzenbach
  • Obra Completa de Arthur Rimbaud
  • A Quinta Estação de N. K. Jemisin

Saída de Emergência

Sextante Editora

  • Um Caçador de Leões de Olivier Rolin

Temas e Debates

  • Inteligência Emocional de Daniel Goleman
  • Identificação de Um País de José Mattoso

Tinta da China

  • A Biblioteca à Noite de Alberto Manguel
  • Embalando a Minha Biblioteca de Alberto Manguel

Edições em Espanhol

  • Los barcos se pierden en tierra de Arturo Pérez-Reverte
  • Perros e hijos de perra de Arturo Pérez-Reverte
  • Eva (Serie Falcó) de Arturo Pérez-Reverte
  • Todo Alatriste de Arturo Pérez-Reverte
  • Un asunto de honor de Arturo Pérez-Reverte

Edições em Inglês

  • The Sun God’s Heir: Return Book One by Elliott Baker
  • The Warren by Brian Evenson
  • Bats of the Republic: An Illuminated Novel by Zachary Thomas Dodson
  • Marked To Die – A Tribute to Mark Samuels by Justin Isis
  • Synthesis [Fantastic Books Publishing]
  • Who Fears Death by Nnedi Okorafor
  • Blacker Against the Deep Dark by Alexander Zelenyj
  • Barking Circus by Douglas Thompson
  • Capitalism Without Capital: The Rise of the Intangible Economy by Jonathan Haskel and Stian Westlake

Book Depository

a bastarda de istambul de elif shafak

29 Mai
29.05.2016

– Tens um lado tão escuro, Asya. – A voz do Cartoonista Dipsomaníaco pareceu muito distante. – Como não surge no teu rosto doce, é difícil percebê-lo à primeira vista. Mas está lá. Tem um potencial inesgotável para a destruição.

página 157, 1ª edição, 01.2015, Jacarandá

Angustiante, místico.
Elif Shafak oferece uma história de cortar o coração, cativante e assombrosamente bela. Personagens maravilhosas.

Uma escritora a temer.

verdadeiro amor

09 Mai
9.05.2016

A ideia de que o verdadeiro amor está ali, à nossa espera em estado latente, ao virar da esquina é uma ideia perversa. Não se iludam pelo que é dito em sonetos, quadras e outros escritos poéticos, porque o amor não se guarda no coração. O amor fica encarcerado no fígado. O único órgão capaz de processar qualquer quantidade de bílis amorosa.

parabéns… mãe

23 Ago
23.08.2015

Graças à Margarida esta foi um espécie de decoração para a festa de anos da Carla.

haja ânimo

04 Mar
4.03.2014

Todos os dias eles subiam a mesma escada; encontravam, logo no topo, assim de rajada, enclausurado na vitrina de sempre, o mesmo cartaz com os dizeres “Haja Ânimo”.

Todos os dias, que eram tudo menos santos dias, contavam mentalmente, com o coração cheio de desânimo, os degraus: e um, e dois, e três, e agora quatro, e cinco, e já está quase, e seis, e sete, e oito, e noveeeeee e raios partam tudo… ufa… dez. E logo no patamar o cartaz que já foi de um amarelo vivo, agora descolorado pela passagem dos anos, sorria desdenhosamente para eles a publicitar um já muito ultrapassado “curso prático contra o desânimo, o ruído, o medo e a solidão”. Sentiam, quando o deixavam para trás, o sorriso espetado nas costas – a gozar com eles.

Eles que já foram crianças cheias de sonhos, adolescentes com hormonas saltitantes, adultos com esperanças, velhos com saudades. Eles que passaram por todas as pungentes quatro fases de um ciclo de vida, mas ao contrário da borboleta a última fase não é de um lindo renascimento, vêm-se agora numa nova, assustadora e inesperada quinta fase: a fase zombie.

Eles de olhos mortiços, corpos amortalhados, de andar morrediço são os novos zombies; são a corporalização do desalento, do dilaceramento individual; são autómatos de carne e sangue que obedecem sem reflexão a vontades incoerentes. Eles sabem-se bobis que recebem diariamente um osso descarnado em troca do nada.

O que lhes resta? Certamente a revolta, porque a vida nunca são dois dias.

bang bang, uma prancha

03 Nov
3.11.2012

Depois de muita coragem, misturada com uma grande dose de preguiça, cá está a fotografia da prancha original, do excelente trabalho de Hugo Teixeira Bang Bang, que comprei aquando da sua breve passagem por Barcelos.

hugo teixeira

Foi um negócio difícil; ele não queria vender esta linda prancha dupla, mas quando lhe mostrei uns terríveis incisivos teve de ceder.

É uma linda peça que fica excelente no meu espaço de trabalho e me permite viajar para outros mundos quando a loucura toma posse de mim.

ana vidazinha, uma visita ao forno

28 Out
28.10.2012

Hoje realizo a Ana Vidazinha uma necrópsia ao melhor estilo sofista. Para quem não sabe Ana Vidazinha escreveu em perfeita simbiose com Hugo Teixeira o álbum de banda desenhada “Mahou Na Origem da Magia” e tem no forno em modo grill simples o segundo volume – não tenham medo o forno tem um bloqueio de segurança. Sei de fonte segura que teremos um segundo álbum com “uma bela mistura de amoras, framboesas, morangos e cerejas.” A originalidade foi combinar isto tudo com “uma bola de gelado stracciatella estrategicamente colocada no topo de tudo” – simples? sem dúvida, mas quem se iria lembrar disto? quem?? pois… Ana Vidazinha.

E ao contrário de Hugo Teixeira que gosta de cenas ela gosta de coisas. Tem uma queda para a tortura médica, considerada in por quem visita dólmenes; é bafejada por um palato fora do comum.

mahou_na_origem_da_magia

mahou, na origem da magia

Foi a entrevista possível tendo em conta que o microondas tinha acabado de fazer beep – altura para levar o caldo de legumes ao bichano da casa.

1. acreditas que atrás de um homem está sempre uma mulher pronta a lhe fustigar com o rolo da massa ou é mais um mito urbano? já que qualquer homem come com prazer as vossas experiências culinárias?
– Não sei, eu não sou mulher para fustigar com rolos da massa. Em caso de necessidade de armamento prefiro o bisturi, a serra oscilante e o berbequim ortopédico. E uma seringa de quetamina.

2. sabendo que tu és uma grande mulher achas que por essa ordem de raciocínio Hugo Teixeira é um grande homem? ou só de perfil é que engana?
– Não, não, cá em casa sou só eu que sou gorda. Bem, eu e o gato.

3. na altura de dar mimos ficas durante quanto tempo indecisa entre os dois bichanos da casa? e sempre que escolhes o mais fofo é por causa dos bigodes?
– Enquanto decido o gato não espera e instala-se logo no meu colo. Não são os bigodes, é o ronron que me vence.

4. não achas que se Hugo Teixeira tivesse uma dieta à base de brócolos pintalgados com bacon estaria menos virado para certas cenas e inclinado para as cenas que realmente interessam?
– Não resulta, tenho experimentado. Melhores resultados têm as pataniscas de bacalhau. Acabam é depressa.

dolmen

ana vidazinha

5. sei que escreves mais rápido do que o Hugo Teixeira tenta desenhar. Já pensaste em lhe colocar um ultimato tipo “ou avanças com essa prancha ou passo eu a desenhar as tuas cenas?” ou achas que com isso ele regressava à infância que realmente nunca deixou e passaria todo o tempo a brincar com legos?
– Uia, isso era uma ameaça mais para mim que para ele. Não, cada página que escrevo é uma estratégia de fuga. Faço-a, entrego-lha, ele atira-se a ela e enquanto está ocupado, eu posso esquecer que tenho mais pra escrever e dedicar-me a outras coisas.

6. quanto à banda desenhada achas que vais à frente do Hugo Teixeira ou atrás dele? ou tudo depende de quem leva a chave do carro?
– Os nossos carros só têm dois lugares: não dá para ir ninguém atrás. Ainda assim, se um dia tivermos um carrinho de mão prefiro que ele vá atrás a conduzi-lo enquanto eu vou refastelada à frente, no veículo, a ler um livro de BD.

Fiquei a saber que Ana Vidazinha com coisas faz magia na cozinha e com palavras magia nos livros.
Se não tiverem a oportunidade de visitar a cozinha de Ana Vidazinha, temos pena; comprem o seu livro Mahou, Na Origem da Magia e mergulhem numa receita que faz bem ao coração.

 

[1] a imagem de Crumble de Frutos Vermelhos foi rapinada do blog A Casa da Vidazinha
[2] a imagem do dólmen rapinada do perfil da Ana Vidazinha no Facebook
Bom apetite!

que ousadia! (excerto)

08 Out
8.10.2011

Acordei com a mão esquerda a segurar os tomates. Nada de anormal este meu acordar; gosto de coçar, acariciar os meus tomates (poderia dizer testículos, mas essa palavra transmite uma ideia de inocência; e os meus tomates são tudo menos inocentes) – gosto de os sentir como contrafortes de um membro que mesmo em hibernação revela respeito.

Saí do sono verdadeiramente satisfeito, a abraçar de braços abertos as minhas almofadas king size Reykjavik-Eider em seda e com metade do corpo acariciado por um edredão Jon Sveinsson; não sou pessoa de gostos elitistas, mas gosto de me vestir com a cama – será um fetiche?

A noite anterior foi economicamente produtiva; até, para variar, sexualmente angustiante; e enquanto depenicava a ponta do pénis a lembrança tornou-se clara.

Seguindo a recomendação de uma cliente habitual aceitei marcar uma noite para a sua amiga necessitada de alguma “distracção”; garantiu-me, “Ela é muito linda.”

A amiga de nome Adalgisa, contrariando a minha sugestão reservou o quarto num hotel que eu desconhecia. Insisti um pouco pois gostava da familiaridade dos meus locais de nidificação, mas perante a sua exigência ou atrevimento? cedi – quem era capaz de pagar pelos meus serviços bem que podia ficar com a ideia de que gozava de algum domínio.

Pelas 21h00, utilizei o elevador, subi ao sétimo piso do hotel e bati à porta do quarto 701 imitando com o melhor empenho possível as quatro primeiras notas do primeiro movimento da 5ª de Beethoven; a batida secreta. Entrei a encarar arregalado (ainda sou susceptível a surpresas) para uma pouco comum máscara veneziana bauta feita de papel machê, de cor ocre, preta e dourada, decorada na testa com um medalhão de ouro e com plumas que ocultava o rosto da minha Adalgisa; o corpo estava vestido com uma longa capa preta que cobria a totalidade do corpo – todo o quadro era iluminado apenas pelas luzes do corredor; a única luz existente no quarto soprava de uma vela. Enquanto fechava a porta não pude deixar de pensar nas palavras “Ela é muito linda.” Seria? A dúvida foi, momentaneamente, relegada para segundo plano quando ordenou “Deite-se de costas na cama. ” “Ah!” “Como pode ver há ali uma cama.” A Adalgisa mordia!

informações: apenas um extracto da história

porquê sr. matias? (excerto)

01 Set
1.09.2010

Já não era apenas quando chegava de férias que encontrava o meu porta lápis desprovido de canetas, de lapiseiras, de lápis, de tesoura, de corrector, de réguas, de afia lápis, de corta papel, de borrachas, de tira-agrafos, de x-acto, mas tal coisa nunca me ralou, apenas perdia por tradição alguns minutos a pensar quem teria levado o material tendo em conta que eu era o único funcionário no escritório, porque assim começava o trabalho com novo material e adoro especialmente afiar o novo lápis, a ponta fica fina como um estilete; é a única tarefa que realizo com imensa atenção e prazer, mas actualmente era a qualquer momento que as minhas coisas saíam do lugar e o culpado tinha agora rosto. Quando dou por mim até a minha dedeira de borracha estava a ser usada pela minha nova colega de escritório. A sua mesa de trabalho está colada ao tampo angular colocado à direita da minha secretária. Eram ainda 09h45m e depois de diligentemente alfabetizar uma série de documentos e esticar a mão para pegar numa pinça clipe que sabia estar, cegamente, sempre naquele sítio da secretária encontro o espaço vazio. A pinça clipe estava, agora, pendurada no lado esquerdo do calendário de mesa da nova colega, que publicita aquele restaurante que serve comida intragável, sem qualquer objectivo que não uma pretensa decoração. Para agravar o meu estado de espírito enquanto fui buscar outra pinça clipe uma das folhas alfabetizadas foi virada de costas para a colega tomar nota de um número de telefone – usou uma caneta. Pressentia nas costas uma sensação de gozo silenciosa sempre que me deslocava para trazer novo material de trabalho. Suava nessas deslocações. Não pensava num buraco, mas numa enorme cratera. Não sou cobarde. O que detesto são confrontações físicas; penso que a inteligência supera qualquer adversidade.

informações: apenas um extracto da história
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