Tag Archive for: criança

doutor sono de stephen king

30 Set
30.09.2019

Uma tribo de gente chamada o Nó Verdadeiro viaja à procura de sustento pelas autoestradas da América. Parecem inofensivos e são, sobretudo, velhos. Mas, tal como Dan Torrance bem sabe, e Abra Stone não tarda a descobrir, os membros do Nó Verdadeiro são quase imortais e vivem do «vapor» produzido pelas crianças com o «brilho» quando são lentamente torturadas até à morte. Assombrado pelos residentes do Hotel Overlook, onde passou um ano horrível da sua infância, Dan anda há décadas à deriva, tentando libertar-se do legado de desespero, alcoolismo e violência deixado pelo seu pai. Por fim, instala-se numa cidade de New Hampshire, numa comunidade de Alcoólicos Anónimos que o apoia e num trabalho num lar, onde o «brilho» que lhe resta oferece um derradeiro conforto aos moribundos. Com o auxílio de um gato presciente, torna-se o «Doutor Sono». E depois Dan conhece a evanescente Abra Stone, e é o espetacular dom dela, o brilho mais vivo que ele já viu, que dá novo alento aos fantasmas de Dan e o impulsiona para uma guerra épica entre o bem e o mal para salvar Abra e a sua alma.

Wook

Adorei a leitura da sequela The Shining. Stephen King no seu melhor.

Doutor Sono é uma leitura que assusta e diverte – delirante.


Na esquina uma miniatura da personagem Altaïr Ibn La’ahad da saga Assassin’s Creed.

kurt vonnegut

28 Jun
28.06.2019

Uma breve biografia da escritora Kurt Vonnegut extraída do livro “Matadouro Cinco” publicado pela Porto Editora na sua colecção 11X17.

Kurt Vonnegut nasceu em Indianápolis, EUA, em 1922. É autor de trinta romances, vários ensaios e peças de teatro, muitos dos quais com adaptações ao cinema e à televisão. É um dos poucos grandes mestres da literatura norte-americana contemporânea. Sem ele, a própria expressão «literatura norte-americana» perderia parte do sentido.
Apesar da sua vasta obra, para além de «Um Homem Sem Pátria», somente «Galápagos» e «Matadouro Cinco ou A Cruzada das Crianças» se encontram disponíveis em português.
Morreu no dia 11 de Abril de 2007.

Wook

estatísticas

03 Jun
03.06.2019

Enquanto escrevo este post alguns valores para ajudar a ultrapassar o choque com a morte de Reyes.

  • Pessoas que hoje morreram de fome = 15.807
  • Mortes este ano de crianças com menos de 5 anos = 3.195.715
  • Mortes hoje = 83.686

20 Mai
20.05.2019 Ali parado sob a chuva miudinha (…), ocorreu-lhe que as crianças eram melhores em quase a morrer, e também eram melhores em incorporar o inexplicável nas suas vidas. Acreditavam implicitamente no mundo invisível.
A Coisa por Stephen King (página 584)

sou cristão por ter sido baptizado?

29 Mar
29.03.2019

Ser cristão é acreditar em Cristo filho de Deus pai.

Não sou cristão apenas por ter sido baptizado ainda bebé. Só me faltava uma decisão unilateral rotular a minha crença para todo o sempre.

Foi a discussão com uma beata, não beata de cigarro – certo.

Tive de a informar de que o baptismo não torna per si uma criança parte do corpo de Cristo. Sim, ela já traz em si, segundo a definição de baptismo, o nome de Cristo, mas sendo o baptismo essencialmente relacionado ao indivíduo depende dele aceitar a responsabilidade de encontrar Deus. O baptismo torna apenas a pessoa apta a crer.

Explicação dada e não aceite.

festas e comemorações!

11 Abr
11.04.2018

Quando terminei a quarta classe a recompensa foi ter terminado a quarta classe.
Quando terminei o 6º ano (o ciclo) a recompensa foi um gelado Corneto.
Quando terminei… não houve nada.

Actualmente existe a festa de finalistas da pré-escola, do 1º ciclo, do 2º ciclo, do 3º ciclo, do secundário, viagens de finalistas, até do 2º ciclo. Já não chegavam, também, as festas de aniversário, de casamento, baptizado, comunhão, descobri, também, festas de divórcio. Para quando em Portugal as festas de funeral?

A vida é tão miserável que tenha que ser compensada com futilidades? As crianças, adolescentes, adultos, velhos precisam de comemorar qualquer feito por irrelevante que seja?

Estarei errado?

15 Mai
15.05.2017 Every man was just a child in the world, demanding and reprimanding, demonstrating and remonstrating. Empty rhetoric.
Sylvow by Douglas Thompson

dia da criança

01 Jun
01.06.2016

– Hoje é o dia da criança.
– Eu sei Margarida.
– E pai, tens de fazer tudo o que eu quiser.
– A sério?
– Sim. Eu faço o mesmo no dia do Pai.

haja ânimo

04 Mar
04.03.2014

Todos os dias eles subiam a mesma escada; encontravam, logo no topo, assim de rajada, enclausurado na vitrina de sempre, o mesmo cartaz com os dizeres “Haja Ânimo”.

Todos os dias, que eram tudo menos santos dias, contavam mentalmente, com o coração cheio de desânimo, os degraus: e um, e dois, e três, e agora quatro, e cinco, e já está quase, e seis, e sete, e oito, e noveeeeee e raios partam tudo… ufa… dez. E logo no patamar o cartaz que já foi de um amarelo vivo, agora descolorado pela passagem dos anos, sorria desdenhosamente para eles a publicitar um já muito ultrapassado “curso prático contra o desânimo, o ruído, o medo e a solidão”. Sentiam, quando o deixavam para trás, o sorriso espetado nas costas – a gozar com eles.

Eles que já foram crianças cheias de sonhos, adolescentes com hormonas saltitantes, adultos com esperanças, velhos com saudades. Eles que passaram por todas as pungentes quatro fases de um ciclo de vida, mas ao contrário da borboleta a última fase não é de um lindo renascimento, vêm-se agora numa nova, assustadora e inesperada quinta fase: a fase zombie.

Eles de olhos mortiços, corpos amortalhados, de andar morrediço são os novos zombies; são a corporalização do desalento, do dilaceramento individual; são autómatos de carne e sangue que obedecem sem reflexão a vontades incoerentes. Eles sabem-se bobis que recebem diariamente um osso descarnado em troca do nada.

O que lhes resta? Certamente a revolta, porque a vida nunca são dois dias.

vamos aprender, outra opinião!

19 Jun
19.06.2013

A opinião? mais contundente feita por uma nova leitura do álbum “Vamos Aprender”. Qualquer lapso de memória é da minha inteira responsabilidade:

– pai, afinal desenhas muito bem!
– porque dizes isso?
– o crocodilo do Para a Margarida
– ó rapariga isso é a dedicatória dos autores: a Aida Teixeira e o Carlos Rocha, ele é que desenhou… já te tinha explicado isso.
(…)
– pai, como é possível o crocodilo ser tão lindo e ser o mau da história?
– este rato é demais, não é nojento como o rato morto da tua fotografia… afinal é nojento…
– repete-me lá isso…
– está a roer o pincel com os dentes, muito pouco higiénico não é pai?
– o leão faz um cara divertida, mas não deve ser bom ser mordido por um crocodilo.
– Margarida deves ler a história seguinte e não andares a saltar as folhas.
– é um livro de crianças, não é pai?
– sim é…
– então pai esta criança que faz anos HOJEEEE lê como uma criança do Japão (e soltou um valente gargalhada).
– a abelha é linda, mas continuo com medo de abelhas.
– quem esta menina das fotografias?
– é a filha da Aida Teixeira, a responsável pelos textos do livro.
– ah! é por isso que este senhor é o desenhador…
– como…?
– a menina não sabe desenhar muito bem.
– ó pai… és pitosga… (riso) pitosga…
– lê o livro e deixa-me em paz, pode ser?
– pitosga…
– Margarida…
(…)
– estás a ler ou a ver só os desenhos?
– estou a ler pai.
– é que não te ouço.
– ó pai, não és a minha professora por isso não preciso de ler alto.
– mas estás a ler mesmo, certo?
– zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz claro.
– se tiveres dificuldade pede ajuda, ’tá bem?
– ó pai já estou no 2º ano
(…)
– ó pai só tem quatro histórias!

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