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platinum end #1 de tsugumi ohba e takeshi obata

Não posso dizer que gostei muito de Platinum End #1 de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata. Acho que coloquei a fasquia demasiada alta depois de Death Note.

A diferença entre as duas obras é muito bem resumida por Ian Wolf:

the central character [in Death Note] is a teenage boy fed up with life, who is guided by a supernatural force and given great power. Both leads seemingly find themselves on the path to becoming a deity. However, while Light Yagami uses his powers for diabolic ends, killing anyone he suspects of doing anything wrong while being observed by a shinigami, Mirai Kakehashi is guided by an apparently more benevolent force.

via wikipedia

Mas, apesar de não ficar entusiasmado, sendo como sou vou arriscar ler o segundo volume.

death note another note: the los angeles bb murder cases

Ler “Death Note Another Note: The Los Angeles BB Murder Cases” escrita por Nisio Isin serviu na perfeição para matar saudades do manga “Death Note”.

A história narrada por Mello em “Death Note Another Note: The Los Angeles BB Murder Cases” ocorre antes do encontro de L com Kira; aqui ficamos a saber como Naomi Misora começou a trabalhar com L e mais importante tomamos conhecimento de alguns pormenores interessantes sobre o orfanato de onde L veio.

No capítulo XIV do manga Death Note Naomi Misora explica a Kira que já conhecia L de uma investigação anterior, mas só descobrimos no capítulo XV que o caso foi “The Los Angeles BB Murder Cases”.

Apesar de tratar da investigação dos crimes de um serial killer de nome Beyond Birthday que deseja superar L tornando-se o maior criminoso “Death Note Another Note: The Los Angeles BB Murder Cases” é uma leitura “leve” magistralmente bem contada.

lucky luke contra pinkerton

Lá comprei no quiosque habitual a edição do Público do álbum “Lucky Luke Contra Pinkerton”. Chego a casa começo a leitura e vocifero para as páginas pintadas de preto – as páginas 3 e 5 estavam completamente pintalgadas de tinta preta tornando a leitura impossível. Esclareço a mais-que-tudo para a minha desilusão e trato de obter o prazer da leitura na obra “Death Note Another Note: The Los Angeles BB Murder Cases”.

No domingo seguinte enquanto estou sentado nos sofás brancos perto da Fnac Braga a curtir um café e a folhear uma revista a mulher presenteia-me com o álbum “Lucky Luke Contra Pinkerton” editado pela Fnac. Fiquei naturalmente satisfeito mas disse-lhe que o outro ia ser devolvido e resolvia o problema das manchas pretas – “eu sei, mas assim já lês a história e ficas com este que tem uma capa diferente!”, respondeu. Contra verdades não existem argumentos (acho eu de que; tenho de googlar primeiro – ahh, a preguiça) e lá pude ler esse fim-de-semana o novo Lucy Luke.

Quanto à nova aventura? Adorei a história. É, quanto a mim, um excelente álbum de Lucky Luke em todas as medidas. Os responsáveis pela aventura estão de parabéns: Achdé (arte), Benacquista (cores) e Pennac (textos).

A editora portuguesa está multiplamente de parabéns pelas capas originais conseguidas para o mercado português.

death note

death note

Lá terminei a leitura do excelente Death Note. E pouco mais tenho a dizer sobre a saga que as suas 2800 páginas não digam por si.

É uma obra excelente e de leitura obrigatória para qualquer amante de manga. Se a ideia base da série pode à primeira vista parecer ser algo insípida revela-se, ao virar de cada página, ser uma ideia perfeita e magistralmente urdida.

Light Yagami, 17 anos, seria um estudante normal não fosse o caso de ser excepcionalmente inteligente e ter encontrado um caderno estranho: o Death Note. De acordo com as instruções do livro, se for escrito o nome de uma pessoa, visualizando a sua cara, essa pessoa irá morrer de ataque cardíaco em 40 segundos! É ainda possível escrever a causa da morte, ou completar o seu desenvolvimento. Light Yagami a princípio não acredita no que leu. Então faz um teste e funciona. Decide, inicialmente, impulsionado pelo tédio e depois por um dever “divino”, erradicar da terra todas as pessoas más.

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Com esta permissa Tsugumi Ohba escreve e Takeshi Obata desenha 12 volumes de acção trepidante. Na Mangá Box há um 13 volume “How To Read” que disponibiliza não apenas algumas respostas a algumas pontas soltas, como, e ainda bem, uma entrevista com os autores, perfis das personagens, uma história piloto e várias histórias [“four-panel comics”]. Foi, por isso, igualmente, divertido ler o “guia” Death Note.

“L”awliet é a personagem mais espectacular. A sua postura, o seu particular gosto por doces, os seus olhos, enfim, todos os seus maneirismos estão bem colocados. Near o sucessor de “L” tem também maneirismos que o tornam especial. Ryuk, um Shinigami, é um personagem que nos diverte enquanto se diverte com as movimentações de Light.

Por isto e por muito mais Death Note recomenda-se.

death note e lone wolfe

lone wolfe

lone wolfe

A primeira aventura de manga que li, porque é a mais antiga que tenho na minha posse, acho que foi Lone Wolfe and Cube de Kazuo Koike e Goseki Kojima em edição brasileira (Lobo Solitário, Nova Sampa Diretriz Editora, Lda). Corria o ano de 1990 e Itto Ogami e Daigoro fascinavam e fascinam como tudo. Foi encontrar um mundo de arte sequencial que não sabia existir.

Quando adquiri os primeiro sete volumes editados pela Dark Horse Comics foi recordar com outro sabor as velhas aventuras de Itto Ogami e Daigoro e descobrir com outra experiência novas histórias. Lone Wofe and Cube coloca o patamar das novelas gráficas no topo.

Os desenhos são excepcionais. Goseki Kojima consegue criar imagens estáticas com movimento e de ângulos inusitados. A escrita de Kazuo Koike além de fornecer imensa informação sobre o período Tokugawa prende o leitor à personagem. São histórias deslumbrantes. Esta obra de 28 volumes e tendo em conta que cada volume tem cerca de 300 páginas é um verdadeiro épico.

death note

death note

O que me levou hoje a escrever foi a manga Death Note do escritor Tsugumi Ohba e do artista Takeshi Obata.

Já estou a ler e já vou no volume oitavo e é uma novela gráfica, como diria a minha filha, poderosa. Escrevi inicialmente sobre Lone Wolfe porque foi a manga que me deu uma grande satisfação. E tenho essa mesma satisfação ao ler Death Note. É, claro que, também, gosto de ler, Naruto e Bleach, como adorei Akira e Ramna 1/2, mas são obras que não alcançam a densidade de um Death Note. Se fosse a quantificar a minha satisfação Naruto e Bleach atingiriam um 7, Akira e Ramna 1/2 um 8, Lone Wolfe um 10 e Death Note levava sem stress um 11. E quantifiquei apenas a satisfação. Reconheço que a caracterização psicológica das personagens de Death Note é superficial. Se fosse por esta característica Lone Wolfe quebraria qualquer escala. Se fosse o lado visual Lone wolfe e Akira seriam imbatíveis. Se fosse pelo humor Ramna 1/2 seria O exemplo.

Mas e Death Note?
As batalhas mentais entre Ligh e L são épicas. O enredo está para além do excelente. O suspense é perfeito. Cada página pede uma mais e assim sucessivamente. E ainda tenho mais 4 volumes à minha espera.