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boleia arriscada, os contos

O conto também não é uma arte perdida, mas concordo que está mais próximo da extinção do que a poesia.

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No entanto creio que consegui renovar a minha arte, pelo menos para mim próprio, essencialmente porque me recuso deixar que passe um ano sem que escreva pelo menos um ou dois contos. Não por causa de dinheiro, nem sequer por amor, mas por uma espécie de dever. Porque se queremos escrever contos temos de fazer mais do que pensar em escrever contos. Não é como andar de bicicleta, mas mais com treinar no ginásio: a técnica de nada nos vale se não nos ser virmos dela.

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O livro de contos, “Boleia Arriscada”, é o primeiro livro de contos que estou a ler de Stephen King. O livro foi originalmente publicado em 2002 com o título de “Everything Is eventual: 14 Dark Tales”.

Os contos que fazem parte desta antologia são:

  1. Autopsy Room Four (1997)
  2. The Man in the Black Suit (1994)
  3. All That You Love Will Be Carried Away (2001)
  4. The Death of Jack Hamilton (2001)
  5. In the Deathroom (1999)
  6. The Little Sisters of Eluria (1998)
  7. Everything’s Eventual (1997)
  8. L. T.’s Theory of Pets (1997)
  9. The Road Virus Heads North (1999)
  10. Lunch at the Gotham Café (1995)
  11. That Feeling, You Can Only Say What It Is in French (1998)
  12. 1408 (1999)
  13. Riding the Bullet (2000)
  14. Luckey Quarter (1995)

É lamentável que na edição portuguesa não exista um índice com as datas da publicação original dos contos, porque gosto, obsessivamente, de ter esta indicação – pois.

(…) Death is not a thing to fear, but is life’s mirror, reminding us to live, live, live, and I am honoured, I am so honoured to travel the world and see that the world is a place of people, and to be alive with them, living with them, even at the end.
The End of the Day by Claire North (page 264)
‘Death is Death.’
‘You say that a lot.’
‘Sorry, I didn’t mean… It’s… Everyone lives and everyone dies. The world changes, and it’s the world, and I will live and I will die and… Do you want to talk about something else?’
The End of the Day by Claire North (page 87)
Mama Sakinai? My name is Charlie, I’m the Harbinger of Death. I’ve brought some whiskey.
The End of the Day by Claire North (page 7)

de (1999)

Este mundo é, às vezes, difícil de aguentar. Muitas “crianças grandes” abusando de tudo e de todos. Morte e doença em quantidades industriais. Muitas desilusões amorosas(!). E as pessoas fazem o que podem para seguir em frente. A religião acaba por ser mais saudável do que o “ecstasy”.
Odeio é quando as pessoas ficam fanáticas. Odeio mesmo.
Mas de uma forma geral, a religião ajuda as pessoas a sobreviver, e a maior parte das pessoas religiosas são inofensivas. Elas precisam dela.
Eu também preciso da religião, mas não existe uma que seja indicada para mim. Provavelmente irei iniciar a minha própria religião quando estiver para aí virado.

Não sei de onde traduzi isto, apenas que é de 1999.

from somewhere (1999)

A world of immortality is inherently inconceivable, if not downright unpleasant to think about. Sustaining life (or postponing death, depending on your point of view) is what makes life worth living. Eating, sleeping, working, playing, procreating… this is all the process of sustaining our lives; of avoiding death. Having a life without death would be like having a bicycle without pedals. It just wouldn’t go anywhere or do anything. There would be no reason for it.