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mc chouffe

lachouffe

la chouffe

Mc Chouffe, cerveja fabricada pela destilaria Brasserie d’Achouffe (Bélgica), é uma bebida de grande elegância.
Mc Chouffe faz parte da família Ale (Strong Dark Ale), com um teor de álcool de 8,0% e deve ser servida a uma temperatura entre 8 e 12 graus.

De cor castanha escura, em tons avermelhados, cheiro bastante agradável, deixa uma sensação cremosa na boca.

O aroma oferece um moderado malte tostado, café, lúpulo leve e álcool.

O seu sabor muito aromático e rico convida que sejam encontradas muitas ocasiões para a beber.
Hoje poderá ser um desses dias.

dead end

No dia 30.abril lá fui ver a peça de teatro “Dead End” sobre um texto da dramaturga Letizia Russo (nascida em Roma em 1980) interpretada por alunos do 12º B.

“Dead End” conta a(s) historia(s) de oito jovens que vivem como uma seita sobre o poder de Sirius, que aos olhos deles é um Deus. Os diálogos abordam não apenas as questões da adolescência, mas da humanidade no seu sentido mais lato. A adoração de Sirius dia após dia, numa colina claustrofóbica, e a viagem de Kris e Ken foram bem conseguidos no apertado espaço do auditório da biblioteca municipal – a escolha do espaço potenciou o ambiente.
O facto de o elenco ser quase exclusivamente composto por mulheres criou uma atmosfera mais onírica aos quadros.

Saliento a confiança em palco, nisso podem me apontar o dedo, mas dah!!, de Sara Brito no papel de Sirius e de Sara Rodrigues como Kent, mas de uma forma global estão todos de parabéns.

Os diálogos são muitas das vezes chocantes, cruéis; uma cena muito ousada foi interpretada. Fico contente, admirado até, por não ter havido censura.

“Dead End” é brutalmente rude (adorável) e seria interessante ver a peça na sua totalidade. Uma experiência a repetir.

update [04.05.2012]
elenco completo
Sirius – Sara Brito
Spyrus – Mariana Vieira
kent – Sara Rodrigues
Kris – João Miranda
Reiko – Cláudia González
Nimar – Alberto Vilas Boas
Laura – Inês Sousa
Audrey – Cátia Fernandes
Doris – Ana Pereira
Kim – Joana Serre
Elf – José Lopes

perguntas e mais perguntas

Exemplo de como responder com perguntas ou irritar exponencialmente uma pessoa.
Esta conversa aconteceu hoje de manhã entre a minha modesta pessoa e um palerma metido à burro.

— Estás chateado comigo Big?
— Fizeste ou disseste alguma coisa que me faça estar chateado contigo?
— Que eu saiba não.
— Então porque haveria de estar chateado contigo?
— Por nada. Foda-se que tu às vezes és parvo. Só complicas.
— Já reparas-te que agora é que tenho motivos para estar aborrecido contigo?
— Vai mas é à merda.
— À merda vou, mas só se te for ao cu. Posso?

A dita pessoa virou-me as costas e eu ganhei o dia.

Mais uma lição

do vosso bom falante: BigPole

as palavras

“Foda-se!”, gritei mal os lábios tocaram o líquido castanho.
“O senhor bem que podia ter cuidado com a linguagem. Está aqui uma criança.” Isto foi nasalado por uma senhora pimpona acompanhada por um rapaz dos seus 15 anos.
Reconheço que o impropério saiu-me assim de rajada. No entanto o café estava quente como o caraças.
Controlei-me para não mandar a senhora dar uma volta ao bilhar grande. Detesto que me chamem a atenção. Odeio.
Contudo, a minha rebeldia ganhou. Tive de cuspir uma resposta em tom de pergunta. Arrojei um “PÁ!” para chamar a atenção do adolescente; e perguntei-lhe “sabes o que quer dizer a palavra cona?” A senhora ficou mais do que chocada, não sei se pela pergunta, se pelo balançar da cabeça do miúdo a indiciar um sim.
“Se sabes o que significa cona significa que já sabes de foda. Por isso fodam-se e deixem-me em paz!.

o vosso rebelde: BigPole

a franja

Alguém à minha rebeldia decidiu fotografar uma franja rebelde que se colou à testa após libertar a cabeça do meu chapéu. Fica aqui o registo só para chatear.

horário escolar

Ainda fico surpreendido com as coisas que vou descobrindo nas caixas, caixotes e outras coisas mais.
Desta feita é um “horário”? escolar baseado em títulos de filmes.

horário escolar

horário escolar

cheiros

Ao entrar na Rua de Santa Marta pressagiei um ataque demoníaco às fossas nasais tal era o cheiro abominável de bicho morto que o bolbo olfactivo processou. Passeei os olhos pelas bermas à procura do emissor daquele cheiro. Àquela altura do dia (07.30) gostava de deslocar-me pelo meio da rua, evitava os inúmeros excrementos depositados na noite anterior pelos canídeos domésticos no passeio do lado esquerdo, por isso a pesquisa estava facilitada – a visão periférica disparava harmonicamente nos dois sentidos. Não encontrei nada que justificasse aquele odor que se diluía enquanto continuava a subir a rua.

Quando abandonei a Rua de Santa Marta e desaguo na Avenida de Santa Marta que beija durante alguns metros um dos muros do cemitério, fui, novamente, vítima inocente, como deve ser qualquer vítima, do putrefacto aroma que não vinha do contentor de lixo situado logo ali à minha direita.

Aquele cheiro a morte, que tinha (sim) de ter uma qualquer razão (porque “onde há fumo há fogo”), incomodou-me. Parecia que o meu olfacto estava marado; que a minha cabeça estava a quer transmitir, pouco sub-repticiamente, alguma coisa (pois onde há fumo há bem mais que fogo“). Não tenho problemas com a morte; vivi (vivo?) com ela demasiado tempo na minha mente, mas o cheiro nauseabundo molestou-me. E enquanto os meus passos ressoavam, agora, no espaço claustrofóbico da Avenida de Santa Marta – de um lado, esquerdo, o muro do cemitério do outro lado, direito, a parede branca, mas pouco imaculada, do estádio Adelino Ribeiro Novo – senti-me numa camisa de força tão típica da época vitoriana. Fui cambaleando e chocando irregularmente contra o muro esquerdo até que perante a visão assimétrica do cedro plantado em frente à entrada do cemitério me vi num espaço mais amplo absorvendo uma claridade que aquecendo (cegando) me livrou da mortificação grosseira que sofri por breves, mas subjectivamente longos, segundos.

Agora que escrevo isto continua sem explicar os cheiros e a minha fraqueza.
Talvez não haja explicação ou talvez não queira explicação.

quotidianos, o início

Apesar de já ter esta ideia pensada há muito tempo só hoje é que decidi avançar com ela mais seriamente. O objectivo é reunir pequenos contos, rascunhos, farrapos sobre o tema “Quotidianos”.

Não haverá qualquer relação entre esses escritos. E a existir será em pequenos pormenores que o leitor terá de descobrir se assim o desejar – naturalmente.

Para o blog porta VIII é um novo passo. Passa ter, assim o anseio, uma existência mais interactiva. Este novo (antigo) projecto que é tão do meu agrado espero que tenha algum suave impacto nos meus visitantes regulares e em outros que de futuro venham cá ter.

Para se aceder ao local em que os textos estão indexados basta clicar aqui.

mão direita do diabo

Outro livro do fantástico Dennis McShade. Não estou a ler pela ordem de edição, mas pela ordem com que os arranco da mesa de cabeceira. Mais uma vez seguimos Peter Maynard e os seus fantásticos monólogos. Um livro apetitoso comido de um só trago.

outro pensamento do dia!

Ao estilo Facebook:
Qual será o grau de dificuldade em matar alguém com um shaker?