Tag Archive for: dor

de lado – 0015

04 Abr
4.04.2017

pensamento renovado versão 1.1.b
quando Deus criou a mulher esta inventou a dor de cabeça; a mulher do século XXI engendrou as infecções urinárias; não sendo já isto doloroso outras decidiram ainda arrojar um abcesso gengival.

a criação da mulher

30 Mar
30.03.2017

Quando Deus criou a mulher esta inventou a dor de cabeça; as mais modernas engendraram as infecções urinárias.

from the perverse mind of paulo brito

lol, camouflage 11.0 – spicy

13 Nov
13.11.2016

Wearing a turban, his body covered with sandalwood ashes and painted with dye, his face decorated with an outline of a black beard, precariously wrapped in a ragged saffron robe, fastened on a piece of rope is a loincloth that pretends to hide his nakedness, with sacred beads and sequins around his neck, a gold chain looped on his right ankle, which makes him appear to be a young sadhu although he does not have any tilaka on his forehead, he walks through Rishikesh towards Haridwar.
A smile of pure satisfaction radiates from his face as his senses embrace the colors, smells and flavors of the spice stands that surround him.
Sitting near the bank of the Ganges River, wearing the shade of a tree, after having crossed the Laxman Jhula Bridge, he realizes how magnificent the smells of Rishikesh are and is proud to have chosen this pilgrimage route to the Maha Kumbha Mela. ‘It is incredible how in a crowd one can better perceive healthy solitude’ is the thought that arises before the undulating mystique of the Ganges River. It is this refuge that he needed and also the absorption of millennial energies.
It is almost sunset. The young sadhu rises and as he leaves behind the Ganges the aquatic magic is diluted harmoniously in the bustle of the metropolis and he feels like the link that unites the two landscapes. His readings taught him that there may be no chaos in chaos, as there may be no order in order, but these maxims begin to be broken when he is surrounded by a group of tourists who had hitherto been photographing the exterior of Trayambakeshwar.
‘A HOLY MAN!’ they shouted.
‘Holy? Where?’ he questions himself, but as he is pointed out by cell phones, he suspects that they think he is the saint, ‘crazy people!’

[… an excerpt …]

lol, camouflage 8.0 – the steps

20 Out
20.10.2016

lol goes up the stairs … 1, 2, 3, 4, 34 … He is 10 meters above the ground – verticality. Once he reaches the platform he travels its six meters of length. Inhales, exhales, inhales, sighs. He turns his back. lol is standing perched on the edge of the platform. He takes a deep breath. He boosts himself and jumps. And so we see him travelling in seconds the distance to the water with his legs bent, glued to his chest and his arms holding his shins. At the last moment he opens himself up in such a disorderly manner that the aim of entering the liquid in blue at a 90 degree angle falls apart. He plummets (a perfect “belly-flop”) into the water in a cross position: arms open, legs open – X marks the SPLASH!

[… an excerpt …]

a transformação

30 Dez
30.12.2012

Hoje pela madrugada dentro estava com os pés completamente gelados e o resto do corpo a tremer que nem decrépitas bandeiras de Portugal penduradas nas varandas ao sabor do vento. Quando o frio começou a subir pelas canelas e a alastrar pelos membros inferiores temi pela saúde do meu pénis e dos meus exuberantes testículos.
Estaria a transformar-me em vampiro? Claro que no clássico vampiro que pede licença para entrar em casa e não aquele que come vegetais ou anda à luz do dia. Um dos motivos que me leva a adorar os vampiros é esta refinada educação. O vosso deus, por exemplo, está em todo o lado e nem pediu permissão para estar neste preciso momento a ler o que estou a escrever por cima dos meus ombros.
Esta ideia romântica de transformação foi afastada pela resposta da minha mais-que-tudo, após ter bocejado um arrepiado “Estou cheio de frio e a tremer. O que se passa?”. “Olha que eu estou cheia de calor.” foram as suas palavras jocosamente apunhaladas nos meus ouvidos.

Assustei-me.

Estaria a minha energia vital a ser sugada? Passados estes anos todos seria a minha companheira de cama uma real Sil? Uma parasita cibernética do planeta “estou-realmente-lixado-da-cabeça“?
“Agora é que não me safo”, sussurrei para a minha almofada.
Senti uma mão a penetrar-me nas costas, a subir até ao pescoço e a dizer “Estás cheio de febre.” A mão e corpo saiu da cama e foi para a cozinha preparar qualquer poção diabólica ao melhor estilo de chá de Santo Daime. Soube isto quando me foi oferecido um copo de líquido branco e efervescente com um irritado “toma isto e vê se me deixas dormir”. Bebi calado e bem caladinho. Não me lembro de adormecer.

Acordei. A fêmea alfa já não estava na cama. Teria sido tudo um pesadelo?

dedo violentador

08 Fev
8.02.2012

Imagem de grande violência!

(…) Deus tem de responder por muitas coisas. A morte, por exemplo, um ultraje não pode haver nunca perdão para quem inventou o sistema. O processo de envelhecimento é ridículo e degradante para toda a gente. Além destes, poderia enumerar mais uma dezena de outros processos existentes na Terra que foram criados de uma forma tão amadora, que são positivamente lamentáveis. O criador do Universo precisa de fazer um exame à cabeça. Devia ser julgado por altos crimes e punido correspondentemente.

Computador Universo, A. E. Van Vogt

o grande cidadão

23 Out
23.10.2010

Por vezes os comandantes retóricos são apenas um nariz ou uma metralhadora.

Bandeiras sobre vinte e quatro caixões e discurso: morreram cumprindo o seu dever… morreram cumprindo o seu dever… morreram cumprindo o seu dever… para os outros acreditarem nessas mortes, na morte por causa desse dever, tudo para que a mística do assassínio se justifique e ganhe razões especiais.

O Grande Cidadão, Virgílio Martinho

os jogos do capricórnio

16 Out
16.10.2010

(…) o poço da criação. O reservatório da vida, que é Deus. Alguma vez pensaste que acreditas em Deus? Acordastes alguma vez no meio da noite a dizer Sim, sim, no fim de tudo “há” qualquer coisa. Creio, creio! Não falo de ir à igreja, compreendes-me. Ir à igreja, hoje, não é mais do que um reflexo condicionado, um trejeito, um tique. Falo da fé. Da crença. O estado de iluminação. Também não falo de Deus como se fosse um velho de longos bigodes brancos. Refiro-me a qualquer coisa abstracta, uma força, uma potência, uma corrente, um reservatório de energia por detrás de tudo e ligando tudo. Deus é esse reservatório (…) está cheio de calor e poder, é acessível àqueles que sabem como chegar até ele. Platão soube alcançar o reservatório. Van Gogh, Joyce, Schubert, El Greco. Alguns poucos felizes sabem como alcançar. A maior parte de nós não sabe. Para os que não podem Deus morreu. Pior: para eles, Deus nunca existiu. Ó Cristo como é terrível estar encurralado numa época em que toda a gente se comporta como se fosse uma espécie de morto-vivo (…) Odeio-a. Odeio todo este fedorento século XX, sabes? Estou a falar com algum sentido? Pareço terrivelmente bêbado? Estou a envergonhar-te (…)

Os Jogos do Capricórnio, Robert Silverberg

eu e uma tattoo

22 Set
22.09.2010

tattoo, fase um

Ontem foi a minha vez de me colocar nas agulhas de Marco Martins (no mês anterior foi a minha irmã que se ofereceu uma nova tatuagem no pulso).

Fui sempre com a ideia de que me ia doer um pouco; apesar da minha tattoo anterior não me ter doído nada, excepto numa parte; ou recalquei a dor para ficar com a ideia de que não doeu – é uma ideia.

Desta vez doeu como ó caralho. Deve ser a idade? ou do local em que decidi colocar a tatuagem.

tattoo, fase dois

Se soubesse que doía tanto não seria isso que me negava uma nova tatuagem, mas ao menos ia mentalmente anestesiado.

O Marco logo no início da sessão tenha dito que ia doer, mas o tipo é um brincalhão. Pensei que era piada de tatuador. E o que é “doer”? É tão subjectivo!

tattoo, fase três

Doeu.
Não o suficiente para me arrepender. Não o suficiente para não pensar fazer outra. E, ainda, aproveitei para colocar os olhos dos três corvos da minha primeira tatuagem de vermelho – ficaram mais diabólicos.
O branco com que tinham sido pintados anteriormente não tinham estilo e muito menos piada.

tattoo, fase final

Recomendo o Marco Martins para a vossas tatuagens. E se ele disser que vai doer não acreditem… ele é um brincalhão.
E o que custa fazer uma tatuagem a ouvir uma música para relaxar? Nada, pois! A “dor” é tão nossa, tão subjectiva. Mas nada como experimentar…

corvos

corvos com os olhos de vermelho

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