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lucky luke – a diligência de morris e goscinny

Uma verdadeira pérola. Tem tudo o que fez de Lucky Luke um clássico e ainda nos revela ali num cantinho o Mestre Alfred Hitchcock.

E pelo que percebo a Asa está a começar a reeditar os álbuns desta colecção – 🙂

Tradução: Catarina Labey

lucky luke – um cowboy no negócio do algodão de achdé e jul

História divertida. Desta feita o argumento de Jul é realmente soberbo – adorei. Achdé, nos desenhos, continua a não desapontar. O tema tratado é o racismo e o segregacionismo e isso consegue ser feito com brilhantismo.

Este nono volume da série As Aventuras de Lucky Luke segundo Morris reluz.

a caravana de morris & goscinny

Histórias que valem sempre a pena reler – sorrisos garantidos.

Tradução de Paula Caetano

a praia de manhattan de jennifer egan

Os anos 1940. Anos de guerra e de esforço de guerra nos estaleiros navais de Brooklyn. No mesmo espaço geográfico, os sindicatos e as lutas pela supremacia das várias máfias: italiana, irlandesa, outras. Anna Kerrigan é a figura central do romance. Trabalha nos estaleiros (como centenas de outras raparigas) e deseja ardentemente ser a primeira mulher mergulhadora. Isto num tempo em que a vida das mulheres era ainda muito circunscrita. Mas Anna quer sobretudo saber o que aconteceu ao pai, que desaparecera anos antes, sem deixar rasto.

Edições Asa

Brilhante. Adorei. Tem tudo o que adoro num livro e ainda por cima tem o mar, também, como personagem.

o fim da solidão de benedict wells

Jules Moreau tem onze anos quando os pais morrem num acidente de carro. Nessa noite, a sua infância termina. Segue-se a ida para um colégio interno, juntamente com os dois irmãos mais velhos. Pouco a pouco, os laços que os unem quebram-se. Jules isola-se, alimentando-se das suas memórias; Marty refugia-se ferozmente nos estudos; e Liz procura todas as formas de evasão possíveis para preencher o vazio.
O único consolo do protagonista advém dos momentos que passa na companhia de uma menina ruiva chamada Alva. As duas crianças lêem, ouvem música, partilham o silêncio das tardes no colégio. E nunca falam sobre si mesmas. Quinze anos mais tarde, os irmãos afastaram-se irremediavelmente uns dos outros. Jules, que continua a reviver o passado interrompido, apenas encontra alento no sonho de se tornar escritor e na ânsia de reencontrar Alva. E quando, por uma vez, tudo parece subitamente possível, uma força invisível – talvez o destino – volta a intervir.
O fim da história de Jules está ainda por acontecer.

Edições Asa

Excelente livro. Depois do rotundo falhanço do “The Last Emperox” (que nem serviu como aperitivo) nada como sentir uma escrita profunda, perturbadora e bela na ousadia como trata as relações humanas.

Aqui o autor fala do amor, da amizade, das perdas, da solidão, do silêncio, dos encontros e reencontros com uma delicadeza que transcende as páginas e toca no coração do leitor. Recomenda-se sem ressalvas.

Tradução de Paulo Rêgo

(…) Por fim, consigo dormitar. Desta feita sem imagens sonhadas. Tão-só o vazio.
O Fim da Solidão de Benedict Wells (pág. 129)

Agora só consigo dormir sossegado desta forma.

(…) Uma infância difícil é como um inimigo invisível, pensei. Nunca se sabe quando nos vai atingir.
O Fim da Solidão de Benedict Wells (pág. 123)

blueberry #28 – dust de charlier e giraud

Durante o tiroteio em OK Corral, Blueberry salva Dorée Malone do assassino Johnny Ringo. Este consegue escapar, mas é morto mais tarde por Blueberry. Entretanto, a história contada por este a Campbell é revelada; preso no Forte Mescalero com Gerónimo e o seus homens, Blueberry é libertado e visita, com a professora Caroline Younger, um orfanato onde ele sabe existirem crianças índias retidas. Uma delas, a quem chama “Dust”, vem a ser Natché, filho de Gerónimo. Blueberry ajuda este último a fugir com o filho e os seus camaradas e, durante a fuga, o reverendo Younger, director do orfanato, atinge a filha por acidente. Antes de morrer, Caroline acusa Gerónimo, dando assim cobertura a seu pai e a Blueberry, que seis meses depois é enviado para o Forte Navajo.

Bandas Desenhadas

Neste quinto álbum do ciclo Mister Blueberry assiste-se de forma perfeita ao culminar do enredo que se foi desfiando desde Mister BlueBerry.

Continuam os flashbacks.

Os desenhos e o argumento continuam a cargo de Giraud.

Tradução de Paula Caetano

blueberry #27 – ok corral de charlier e giraud

Clum surpreende Strawfield, Johnny Ringo e três novos assassinos contratados pelo banqueiro a falar de uma emboscada em OK Corral. Ferido, consegue ainda assim fugir até Tombstone e avisar Dorée Malone. É, porém, morto por Ringo, que também rapta Dorée. Este desaparecimento faz Blueberry levantar-se da cama para investigar, acompanhado por Billy e Gertrud, uma jovem prostituta por quem este último se apaixonou. Durante as suas investigações, Blueberry descobre os planos de Strawfield. O álbum termina na mesma altura do início, quando o célebre tiroteio está prestes a iniciar-se em OK Corral, enquanto Blueberry encontra o rasto da cantora e Billy é derrubado por um pretenso marshall, que se posiciona para os acontecimentos que se seguirão.

Bandas Desenhadas

Neste quarto álbum do ciclo Mister Blueberry continuam a desenvolver-se de forma trepidante os acontecimentos que terão a sua apoteose em “Dust“.

Continuam os flashbacks.

Os desenhos e o argumento continuam a cargo de Giraud.

Tradução de Paula Caetano

blueberry #26 – gerónimo, o apache de charlier e giraud

Clum, proprietário do Tombstone Epitaph, é raptado pelos homens de Gerónimo. Este pede-lhe para negociar a sua rendição junto do exército e nega estar por detrás do ataque ao carregamento de prata, que ele sabe ser obra dos Clanton. Por outro lado, Blueberry, ainda convalescente, continua a relatar a Campbell a sua história: derrotado por Gerónimo num combate peculiar, é porém poupado por este, depois de uma visão o ter convencido a deixar viver o cara-pálida. Entretanto, os homens do capitão Noonan capturam alguns dos Apaches, entre os quais o próprio Gerónimo. À noite, chegado ao Forte Mescalero, Blueberry luta com o sargento que acabou com os feridos e agride mesmo o capitão Noonan. É detido e colocado junto dos prisioneiros índios.

Bandas Desenhadas

Neste terceiro álbum do ciclo Mister Blueberry continuam os flashbacks e a história está mais e mais empolgante. Os desenhos e o argumento continuam a cargo de Giraud

Tradução de Paula Caetano