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um imitador de sherlock holmes

Não deve existir alguém que não tenha ouvido falar do detective Sherlock Holmes…
ainda deve existir alguém que não tenha lido as suas aventuras escritas por Conan Doyle…
as pessoas que viram o filme Sherlock Holmes interpretado por Robert Downey Jr. e realizado por Guy Ritchie deve ser maior do que as que o leram…

O que interessa, com esta pequena brincadeira inicial, é entendermos que Sherlock Holmes é uma referência universal – um ícone. E como tal é normal que outros escritores criem novas histórias nas quais Sherlock Holmes é, naturalmente, a personagem. A este tipo de história, imitação, dá-se o nome de pastiche.

Como já referi em posts anteriores só tinha lido um pastiche de Ellery Queen intitulado “Sherlock Holmes contra Jack o Estripador”, editado pelas Edições 70, na colecção Alibi, n.º 1 (1983). Mais recentemente, 2009, li “As Vitórias da Lógica” (1910) – escrito por Gustaf Adolf Bergström e o excelente livro “A Sabedoria dos Mortos” por Rodolfo Martinez.

Esta semana terminei a leitura de um, digamos, suave livro que não é um pastiche de Sherlock Holmes. Na obra “Um Imitador de Sherlock Holmes” da portuguesa Maria O’ Neill, editado pelos Livros do Brasil, colecção Vampiro n.º 668, Maio de 2003 (isbn 972-38-2654-2), a personagem principal (Visconde Silvestre) utiliza os métodos dedutivos de Sherlock Holmes para a solução dos mistérios de que é incumbida e é ajudada nessa tarefa por Pedro Montagraço. E é esta a grande diferença. Visconde Silvestre conhecedor do sucesso de Holmes decide empregar os mesmos métodos nas suas “investigações”. São histórias razoáveis que se lêem num consultório médico ou na paragem do autocarro.

Acho que o livro vale mais pela originalidade e pela época em que foi escrito.

sustos

— Também apanhaste um susto, Ellery?
Ellery, contudo, estava sério.
— Aquela mulher arrepia-me — disse, estremecendo. — Susto é uma palavra demasiada leve.

página 230

Ouvi e vi partes da entrevista de Manuela Ferreira Leite e nem sei o que dizer.

Não sou um animal muito político e muito menos partidário. Gosto, isso sim, de ouvir uma boa ideia quer seja da esquerda, quer seja da direita, quer seja do centro ou até do oeste.

Mas, neste caso não ouvi nem boas, nem más ideias e é por isso que só hoje me decidi a escrever este pequeno nada porque me passou o susto.


O Mistério do Chapéu Romano, Ellery Queen // título original: The Roman Hat Mystery // editor: Livros do Brasil, Colecção Vampiro n.º 667

o mistério do chapéu romano

– Também apanhaste um susto, Ellery?
Ellery, contudo, estava sério.
– Aquela mulher arrepia-me – disse, estremecendo. – Susto é uma palavra demasiada leve.

Ouvi e vi partes da entrevista de Manuela Ferreira Leite e nem sei o que dizer. Não sou um animal muito político e muito menos partidário. Gosto, isso sim, de ouvir uma boa ideia quer seja da esquerda, quer seja da direita, quer seja do centro ou até do oeste. Mas, neste caso não ouvi nem boas, nem más ideias e é por isso que só hoje me decidi a escrever este pequeno nada porque me passou o susto.

O Mistério do Chapéu Romano, Ellery Queen
título original: The Roman Hat Mystery
editor: Livros do Brasil, Colecção Vampiro n.º 667
citação: pág. 230

velhas e novas aventuras

— Esperem — disse eu. — Penso que acaba de desmaiar.
— Disparate — berrou Wolfe. — As mulheres não desmaiam.
Já tinha ouvido essa antes. A sua base não era médica, antes pessoal; ele está convencido de que, a não ser que tenha uma boa razão, tal como ser agredida com um taco, qualquer mulher que desmaia está só a representar, um subtítulo do seu princípio fundamental de que todas as mulheres estão sempre a representar.

página 184

Desta feita dediquei-me a ler três aventuras com Nero Wolfe (Trindade Homicida). Foi um livro, apesar da mediania das três histórias, agradável de ler. Para mim é sempre divertido sentir a vida de Nero Wolfe.

Actualmente tenho na mão um pastiche de Sherlock Holmes – As Vitórias da Lógica (1910) – escrito por Gustaf Adolf Bergström. Bergström é o primeiro escritor em Portugal a acrescentar novas aventuras ao universo do ímpar Holmes.

Deve ser uma leitura interessante tendo em conta que até agora só tinha lido a obra “Sherlock Holmes contra Jack o Estripador” de Ellery Queen pelas Edições 70, na colecção Alibi, n.º 1 (1983).