Tag Archive for: escrever

at the white heat?

08 Nov
08.11.2019

DARE you see a soul at the white heat?
Then crouch within the door.
Red is the fire’s common tint;
But when the vivid ore

Has sated flame’s conditions,
Its quivering substance plays
Without a color but the light
Of unanointed blaze.

Least village boasts its blacksmith,
Whose anvil’s even din
Stands symbol for the finer forge
That soundless tugs within,

Refining these impatient ores
With hammer and with blaze,
Until the designated light
Repudiate the forge.

Emily Dickinson, Complete Poems (1924) [Part One: Life – XXXIII]

A partir da leitura do livro Como a Sombra Que Passa de Antonio Muñoz Molina.

Sentamo-nos a escrever, dia após dia, querendo que se reavive o fogo da invenção, que a alma chegue ao calor branco, como diz Emily Dickinson.

Antonio Muñoz Molina

some kind of explanation

17 Jan
17.01.2019

Relatively soon, I will die. Maybe in 20 years, maybe tomorrow, it doesn’t matter. Once I am dead and everyone who knew me dies too, it will be as though I never existed. What difference has my life made to anyone. None that I can think of. None at all.

About Schmidt

The music, like writing and reading are very important factors in my life. With reading and writing it was always a discovery made by me; the music, and as a child I was invited, thanks to my uncle João Brito, to sleep listen to jazz, blues…
I read at age of ten, borrowed by my uncle, “Les jeux sont faits” and “Le Matin des magiciens” – and my life has changed!

There is no such thing as a moral or an immoral book. Books are well written or badly written. That is all.

Oscar Wilde

O que é deliciosamente assustador, naturalmente, sem a profusão literária das memórias involuntárias produzidas pelo sabor das migalhas da madeleine de Proust misturadas numa colher com chá, são os pequenos pedaços do meu passado, desencadeados por um cheiro intenso de saudável maresia, que se foram desenrolando na mente enquanto tentava adormecer e outros fragmentos que entretanto surgem enquanto tento descrever essa noite – e não havendo, na verdade, qualquer sequência cronológica e muito menos lógica nas lembranças, são, não obstante isso, os fotograficamente eternos pequenos instantes do meu passado.

what book to choose?

goblin: Which book would you take to a desert island?
pbrito: Why would I want to go to a desert island?
goblin: It is a purely academic question. Only to define what is your favorite book.
pbrito: This is intended to be an interview or a psychological profile?

[…] “À la recherche du temps perdu” (Marcel Proust) will always be the book that I would take to an island.

Longtemps, je me suis couché de bonne heure. Parfois, à peine ma bougie éteinte, mes yeux se fermaient si vite que je n’avais pas le temps de me dire: «Je m’endors.»

Du Côté de Chez Swann, Marcel Proust

meet my team

THE ILLOGICAL: “Sense is the enemy of change and nonsense is the powder keg of disorder.”Automatic Safe Dog by Jet McDonald

OS LIVROS: os meus amigos em todas as ocasiões.

THE RAVEN: one of the best muses, working for me since the beginning.

He cried in a whisper at some image, at some vision — he cried out twice, a cry that was no more than a breath — “The horror! The horror!”

Heart of Darkness, Joseph Conrad

de lado – 0072

29 Jan
29.01.2018

vou escrever uma coisa muito, mas muito íntima, mesmo, mesmo ora leiam: hoje sinto-me adocicado!

escrever eis a questão…

24 Jan
24.01.2018

Há mais de 6 meses que não termino qualquer história. Vou tomando pequenos apontamentos – e fico por aí.
A questão é saber se é uma fase, longa, mas passageira ou um decisão definitiva. Quem sabe? Eu não.

sobre lol

22 Out
22.10.2017

Escrever sobre, com e para lol tem sido apenas um exercício higiénico. É algo escrito ao estilo comer batatas fritas – sem stress, nem finesse; que pretende ser sério e/ou divertido ou talvez não. Uns episódios serão mais interessantes outros nem por isso. Se por vezes é uma história que inspira uma imagem, outras é uma imagem que solicita algumas palavras.
Neste processo é sem dúvida Mercie Pedro E Silva a pessoa, a alma, que me permite ir mais além. Graças a ela tenho a minha versão da história, muitas vezes rude, e outra história criada por ela que consegue sempre ficar mais “limada”.

com as mãos nos bolsos

19 Jun
19.06.2017

Isto está de mal a pior de tal forma que ontem me senti aborrecido. Eu aborrecido é uma novidade. Sem vontade para ler, escrever já não o faço há meses, para ver um filme e/ou uma série. Sem vontade para tudo e para nada.
E quando este sentimento nauseabundo se hospeda em mim leva-me a formatar alguns comportamentos, atitudes. Limpar o disco mental. Começar do zero. Desaparecer do contacto real e virtual. Assim, terminei a conta no Flickr que tinha desde 2006 ou 1996?? Não acedo ao Facebook e ao Twitter desde o início do mês e removi essas contas do telemóvel.
Tenho na mesa-de-cabeceira uma pilha de livros que fui, ontem, colocando de parte – zero vontade, total aborrecimento. A partir de certo momento parei de procurar. Stop obsessão.

Sei que o apetite irá despertar a qualquer momento e aí estarei numa curva ascendente – voraz!

Hoje chegou uma nova remessa de livros. Novidades para breve ou talvez não.

ai.. toc! toc!

20 Jan
20.01.2017

Ao escrever isto sou um escritor. Se a algum momento decidir eliminar o que está escrito serei um assassino. Se, entretanto, não alterar nada do que já está escrito serei um conformista. Ao colocar tantas questões estarei a ser herético?

TOC! TOC!

sobre lol

22 Out
22.10.2016

Escrever sobre, com e para lol tem sido apenas um exercício higiénico. É algo escrito ao estilo comer batatas fritas – sem stress, nem finesse; que pretende ser sério e/ou divertido ou talvez não. Uns episódios serão mais interessantes outros nem por isso. Se por vezes é uma história que inspira uma imagem, outras é uma imagem que solicita algumas palavras.
Neste processo é sem dúvida Mercie Pedro E Silva a pessoa, a alma, que me permite ir mais além. Graças a ela tenho a minha versão da história, muitas vezes rude, e outra história criada por ela que consegue sempre ficar mais “limada“.

a transformação

30 Dez
30.12.2012

Hoje pela madrugada dentro estava com os pés completamente gelados e o resto do corpo a tremer que nem decrépitas bandeiras de Portugal penduradas nas varandas ao sabor do vento. Quando o frio começou a subir pelas canelas e a alastrar pelos membros inferiores temi pela saúde do meu pénis e dos meus exuberantes testículos.
Estaria a transformar-me em vampiro? Claro que no clássico vampiro que pede licença para entrar em casa e não aquele que come vegetais ou anda à luz do dia. Um dos motivos que me leva a adorar os vampiros é esta refinada educação. O vosso deus, por exemplo, está em todo o lado e nem pediu permissão para estar neste preciso momento a ler o que estou a escrever por cima dos meus ombros.
Esta ideia romântica de transformação foi afastada pela resposta da minha mais-que-tudo, após ter bocejado um arrepiado “Estou cheio de frio e a tremer. O que se passa?”. “Olha que eu estou cheia de calor.” foram as suas palavras jocosamente apunhaladas nos meus ouvidos.

Assustei-me.

Estaria a minha energia vital a ser sugada? Passados estes anos todos seria a minha companheira de cama uma real Sil? Uma parasita cibernética do planeta “estou-realmente-lixado-da-cabeça“?
“Agora é que não me safo”, sussurrei para a minha almofada.
Senti uma mão a penetrar-me nas costas, a subir até ao pescoço e a dizer “Estás cheio de febre.” A mão e corpo saiu da cama e foi para a cozinha preparar qualquer poção diabólica ao melhor estilo de chá de Santo Daime. Soube isto quando me foi oferecido um copo de líquido branco e efervescente com um irritado “toma isto e vê se me deixas dormir”. Bebi calado e bem caladinho. Não me lembro de adormecer.

Acordei. A fêmea alfa já não estava na cama. Teria sido tudo um pesadelo?

compêndio de segredos sombrios e factos arrepiantes

30 Nov
30.11.2012

“Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes” de David Soares não é um romance, nem uma colectânea de contos, nem um novela, nem ficção de tuitos, é um LIVRO, com todas as letras em maiúsculas.

Como primeiro apontamento, não deixa de ser engraçado, quando o meu filho me pediu uma frase que revele a importância de Sócrates, o ateniense, eu ter logo arrojado “Sócrates comporta-se como um ‘moscardo’; espicaça as consciências adormecidas no sono fácil das ideias feitas.” de François Châtelet, frase que adoro e que demonstra a luta contra o dogmatismo, ter encontrado na introdução do “Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes” as palavras “são fãs de conhecimento e não receiam procurar a verdade sobre os assuntos, mesmo que isso signifique arruinar concepções enraizadas, mas erradas.

Chegado aqui não sei o que escrever sobre o livro. Tanta coisa para escrever e sem saber como começar. Vou, utilizar, a dica seis de João Barreiros:

Perante o horror de uma página em branco, escrevam nela qualquer coisa para começar. Tipo “O Zezinho era nhónhó”. Esta edificante frase poderá ser utilizada como alavanca inspiradora.

João Barreiros

Aqui está, pois O Zezinho era nhónhó

Ler o “Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes” de David Soares é descobrir um livro dos diabos, no bom sentido do termo… claro, fácil de ler, apesar de ter alguns temas nada ligh, e que revela que o autor nos hipnotiza, facilmente, com palavras (deve ser um discípulo sombrio de Mesmer) – sabe contar histórias.

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beam me up, scotty!