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no cemitério père lachaise

Esta escultura cemiterial, em bronze, no cemitério Père Lachaise, representando uma criança sentada numa poltrona com seu cão é referida no livro “Rei dos Espinhos” de Mark Lawrence.

O cemitério alongava-se por distância escondida, uma necrópole oculta. Chamam-lhe Perechaise em livros poeirentos (…)
Vi-a pela primeira vez no outono, muito tempo antes, quando as folhas caídas se empilhavam, escondendo o cão de pedra que perseguia.

página 69

aqui tinha falado desta nova Terra. Com este novo pormenor talvez possa arriscar dizer que o Castelo Alto é a Torre Montparnasse.

tour montparnasse

05. referências culturais em sr. mercedes

Continuam os meus registos em tom obsessivo das referências descobertas por mim no livro Sr. Mercedes de Stephen King. Deixei passar outras porque não tinha o telemóvel à mão para tirar foto da página.

Está numa cadeira de rodas, inclinada numa postura que lembra a Hodges O Pensador de Rodin

página 183

o pensador

O Pensador (Le Penseur) é uma das mais famosas esculturas de bronze do escultor francês Auguste Rodin.

— Como o Dexter Morgan naquela série de televisão.
Hodges sabe de que série ela está a falar e abana enfaticamente a cabeça. Mas não só porque a série é pura fantasia.

página 200

Dexter Morgan é o anti-herói da série de livros de Jeff Lindsay. Em 2006, o primeiro livro foi adaptado na série televisiva “Dexter”.

(…) aos olhos de Brady, aquilo faz lembrar o gigantesco óvni no final de Encontros Imediatos do Terceiro Grau.

página 281

Close Encounters of the Third Kind (Encontros Imediatos de Terceiro Grau) é um filme americano de 1977 escrito e dirigido por Steven Spielberg, 

Não sabe ao certo quem foi Manet (…), mas os quadros dele são fantásticos. (…) Uma delas mostra um toureiro morto. (…) O toureiro não está ferido nem nada desse género, mas o rasto de sangue oriundo do ombro esquerdo parece mais real do que o sangue de todos os filmes violentos que Brady já assistiu, e ele já viu a sua dose.

página 284

Édouard Manet (1832 — 1883) foi um pintor francês e uma das figuras mais importantes da arte do século XIX, considerado como um dos mais importantes representantes do impressionismo francês, embora muitas de suas obras possuam fortes características do realismo.

O Homem Morto (L’Homme mort; originalmente intitulada O Toreador Morto ou Le Torero mort) é uma pintura a óleo sobre tela da década de 1860 realizada por Édouard Manet, produzida durante o período em que Manet estava fortemente influenciado por temas hispânicos.

o homem morto

Pois sim, pensa Hodges. Pois sim. Fecha os olhos e tomba no chão, fazendo lembrar Humpty Dumpty a cair de cima do muro.

página 449

Humpty Dumpty é uma personagem de uma rima enigmática infantil, melhor conhecida pela versão de Mamãe Gansa na Inglaterra. Ela é retratado como um ovo antropomórfico, com rosto, braços e pernas. Esta personagem aparece em muitas obras literárias, como Alice Através do Espelho de Lewis Carroll.

Humpty Dumpty sat on a wall,
Humpty Dumpty had a great fall.
All the king’s horses and all the king’s men
Couldn’t put Humpty together again

as artes

Se todos sabem o que é a sétima arte, quais são as outras?

  • 1ª Arte — Música
  • 2ª Arte — Artes Performativas
  • 3ª Arte — Pintura
  • 4ª Arte — Escultura
  • 5ª Arte — Arquitectura
  • 6ª Arte — Literatura
  • 7ª Arte — Cinema 
  • 8ª Arte — Fotografia
  • 9ª Arte — Banda Desenhada
  • 10ª Arte — Jogos de Computador
  • 11ª Arte — Arte digital 

galo com saxofone por testa

Aqui estou abraçado a uma escultura de metal realizada pelo meu Tio João, de seu nome artístico TESTA. Na minha mão o livro A Sociedade de Sonhadores Involuntários.

(…) São exemplos de uma arte tardia mas simples, naturais e de apelo universal. Aqui não há homens de arnês ajoelhados, à espera de uma ressurreição feliz. O artista limitou-se a apresentar, com maior ou menor habilidade, a simples realidade presente dos homens, continuando-lhes e perpetuando-lhes com isso a existência. Eles não põem as mãos, não olham para o céu, mas estão aqui em baixo, tal como foram e são. Estão juntos, participam da vida uns dos outros, amam-se, e tudo isso está expresso da forma mais tocante nas pedras, apesar da execução um tanto desajeitada.
Viagem a Itália de Johann Wolfgang Von Goethe (pág. 79)

malchik

Um dos habitantes mais populares da estação de Metro Mendeleyevskaya era um rafeiro apelidado de Malchik. O que o destacava dos outros canídeos era o facto de ter escolhido aquela estação de metro como residência definitiva. Protegia a estação e os seus frequentadores contra a presença de outros animais e bêbedos.

Em 2001, Yulia Romanova, matou à facada Malchik. Este incidente provocou uma revolta generalizada. Mais tarde, em 2007, através de uma recolha de fundos, foi erigida uma escultura em memória de Malchik chamada “Compaixão”.


Episódio narrado por Claudio Magris em “O rafeiro e uma modelo” no livro Instantâneos.

página 98

igrejas de lalibela

o templo de são jorge

As igrejas escavadas na rocha de Lalibela constituem um Património Cultural da Humanidade situado na Etiópia, a 640 km ao norte da capital, Adis Abeba, e a 1.500 m de altitude. Onze igrejas e um mosteiro, além de vários sepulcros e outros lugares sagrados formam uma cidade labiríntica escavada no subsolo. Cada um destes templos foi talhado na rocha da montanha, como se fossem esculturas. O templo de São Jorge, um monólito em forma de cruz grega, é o principal.

Wikipédia

o templo de são jorge

A Etiópia tem uma das mais antigas tradições cristãs. Para seus fiéis, de tradição copta, a peregrinação a Lalibela tem o carácter de uma viagem a Jerusalém. As igrejas transformaram a cidade em um lugar de orgulho e de peregrinação para os fiéis da Igreja Ortodoxa Etíope, atraindo 80.000 a 100.000 visitantes por ano. Nesses dias, a Fasika, Páscoa etíope, torna Lalibela o centro do país.

Lalibela ficava para norte, a grande distância; tratava-se da longínqua zona onde ficavam situadas as belas igrejas coptas do sécul XII esculpidas em rocha vulcânica e que figuram em todos os cartazes que dizem «Venham visitar a Etiópia». A cidade ficava nas montanhas Lasta (…)

Viagem por África de Paul Theroux (página 171 )


[1] Lalibela: map of the site, showing the location of the churches (numbered) and the areas of spoil (in colour) resulting from the cutting of the monuments (satellite photograph: Google Earth. Geomorphological observations and mapping: L. Bruxelles/INRAP/CFEE)

torres watts

Este monumento feita à mão é um espectacular testemunho de arte e perseverança.

The Watts TowersTowers of Simon Rodia, or Nuestro Pueblo (“our town” in Spanish) are a collection of 17 interconnected sculptural towers, architectural structures, and individual sculptural features and mosaics within the site of the artist’s original residential property in Watts, Los Angeles. The entire site of towers, structures, sculptures, pavement and walls were designed and built solely by Sabato (“Simon”) Rodia (1879–1965), an Italian immigrant construction worker and tile mason, over a period of 33 years from 1921 to 1954. The tallest of the towers is 99.5 feet (30.3 m). The work is an example of outsider art (or Art Brut) and Italian-American naïve art.

Wikipédia

Outro maravilhoso capítulo do livro “Areias Brancas” de Geoff Dyer.

o tempo no espaço

via wikipédia

Neste capítulo do livro “Areias Brancas” Geoff Dyer fala da Plataforma Espiral

Spiral Jetty is an earthwork sculpture constructed in April 1970 that is considered to be the most important work of American sculptor Robert Smithson. Smithson documented the construction of the sculpture in a 32-minute color film also titled Spiral Jetty.
Built on the northeastern shore of the Great Salt Lake near Rozel Point in Utah entirely of mud, salt crystals, and basalt rocks, Spiral Jetty forms a 460 m, 4.6 m counterclockwise coil jutting from the shore of the lake.

Wikipédia

photo: george steinmetz

o espaço no tempo

Neste capítulo da obra “Areias Brancas” de Geoff Dyer o autor falar da sua experiência em Quemado, Novo México na sua visita ao Lightning Field.

john cliett – © dia art foundation

Comprised of 400 polished stainless steel poles installed in a grid array one mile by one kilometer, “The Lightning Field” by sculptor Walter De Maria is recognized as one of the late-20th century’s most significant works of land art.

Walter De Maria created The Lightning Field in 1977. Open each year from May through October, this work includes 400 polished stainless steel poles measuring approximately 20 feet and 7 ½ inches in height that are spaced 220 feet apart. A sculpture to be walked in as well as viewed, The Lighting Field is intended to be experienced over an extended period of time.

CHEGAMOS A UM LUGAR que não parecia grande coisa: a cabana de um camponês e um moinho de vento, no meio de um vasto nenhures. O moinho devia estar em atividade, porque o vento espalhava-se pela planície. O céu não estava apenas limpo e azul. Era como se tivéssemos chegado a um futuro em que não havia atmosfera — não havia céua isolar a Terra do cosmos.
Areias Brancas de Geoff Dyer (página 71)
john cliett © dia art foundation
Mesmo sem o bónus dos relâmpagos a experiência de The Lightning Field transcende a sua reputação. Claro que deus não aparece. Há imenso espaço, mas, ainda que só como figura de estilo, não há espaço para deus. The Lightning Field oferece uma intensidade de experiência que durante muito tempo só pode ser articulada com — ou de maneira mais conveniente — a linguagem religiosa.
Areias Brancas de Geoff Dyer (páginas 81/82)