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A minha compra no Tornado :: Digital Zero Artshow.

rui torres

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Comprei o trabalho, em marcador posca, de Rui Torres “Skulls” porque adorei acima de tudo o cinismo da piada.

a razão da máscara inaudita…

Aqui estou em a ser atacado por um dos piores e infames seres humanos: um artista. Estou assustado, mas disfarcei muito bem – acho! Mas ainda hoje ando em tratamento; e graças a isto o meu psiquiatra já comprou um Ferrari. Para agravar fiquei com uma inexplicável fobia a meias pretas.

esgar acelerado

eu e ele (esgar acelerado)

Não posso deixar de registo este episódio aqui, no meu cantinho.

Paulo Brito, espectador da minha exposição Hand Jobs, vítima de um inaudito ataque ninja com pincéis… uma arte marcial desenvolvida aqui pelo autor ao longo de décadas…

by Mr. Esgar

poderoso ataque. ficaria mesmo cego não fossem os óculos. nunca mais consegui brincar com o meu sock monkey – é do trauma!

tornado :: digital zero artshow

TORNADO :: Digital Zero ArtShow
A exposição Tornado é um espaço de mostra de desenho, ilustração e pintura em todas as suas vertentes e técnicas “não-digitais”. Múltiplos apenas permitidos desde que técnicas tradicionais de impressão, como gravura ou serigrafia.
Reunindo 86 nomes (e outros tantos trabalhos) a Tornado regressa ao que é o trabalho manual, ao objecto físico e único. O ponto de partida é a mão do criador, uma folha e um instrumento riscador.

Tornado

tornado_04

tornado ::: digital zero artshow

A Tornado é comissariada por Esgar Acelerado que que em entrevista dada ao Jornal I disse:

“Apesar de ser a nossa primeira exposição, a ideia é fazer disto uma bienal, com acções e palestras”, explica Esgar, o criador da Tornado. A base, estabelecida na Póvoa, é uma questão prática: “Moro e trabalho na Póvoa”, elucida o ilustrador.

Esgar Acelerado

tornado ::: digital zero artshow

tornado ::: digital zero artshow

tornado ::: digital zero artshow

tornado ::: digital zero artshow

tornado ::: digital zero artshow

tornado ::: digital zero artshow

tornado ::: digital zero artshow

tornado ::: digital zero artshow | lado direito “Em Tornadas” de Marta Nunes

tornado ::: digital zero artshow

showcase de the weatherman

É a segunda vez que a minha filha se deslocou a este espaço e continua a adorar passear pela galeria, ver os desenhos e a escolher qual deles fica melhor no seu quarto.

tornado ::: digital zero artshow

em preparação para outro passeio pela exposição

Comprei o trabalho, em marcador posca, de Rui Torres “Skulls” porque adorei acima de tudo o cinismo da piada em mensagem a cores.

É uma excelente exposição que está aberta até ao dia 30 de Novembro de 2012.

hand jobs – mr. esgar’s artshow, o vídeo

No post anterior não coloquei o vídeo e apresentação de Esgar Acelerado. Aqui está ele.

hand jobs – mr. esgar’s artshow

E lá consegui visitar a Hand Jobs – Mr. Esgar’s ArtShow. A minha filhota teve de ir connosco e nunca sei como ela pode reagir às novidades; é um risco não assegurável.

O local da exposição é amplo e permite passear sem confrontos. A playlist da música ambiente é cativante. No lado direito, ao fundo, temos o espaço multimédia (uma televisão revela os trabalhos de Esgar Acelerado em movimento). Aí perto existe o bar onde bebi um saudável vinho do porto e comi um doce recheado com chila.

Ganhei de oferta um pin. A minha filha teve direito a dois que gosta de exibir ao estilo de inveja mode ON.

Os trabalhos são admiráveis. O artista é um bom artista, mesmo devidamente mascarado para as ocasiões. Uma exposição a visitar. Um artista a conhecer ou a redescobrir. Garanto ninguém ficará indiferente.

Ainda tive tempo para uma troca de palavras e para uma divinal (se assim se pode dizer) foto com Esgar.

eu e ele (esgar acelerado)

eu e ele (esgar acelerado)

rock rola em barcelos

O número dois do jornal Rock Rola em Barcelos, distribuído com o Jornal de Barcelos, já foi lido e guardado.

Tenho de admitir que apenas comprei, inicialmente, o jornal devido às ilustrações de Esgar Acelerado.
Contudo é um excelente jornal quer a nível de conteúdo (com Ilídio Marques, director/editor, nas rédeas), quer de paginação (por Bruno Albuquerque). Um projecto que desejo seguir.

A toda a equipa que conseguiu colocar este número nas ruas os meus parabéns. Por estas fico feliz por ser de Barcelos.

imagem, sou um fadista!

Nunca pensei que o meu pedido de uma imagem “pro bono” para ilustrar uma pequena história fosse abraçado; não convivo, infelizmente, com desenhadores e/ou ilustradores, nem tenho algum entre as minhas amizades, para pedir um desenho entre dois golos de cerveja e um sorver de caracóis. Valorizo tanto a profissão de ilustrador, como qualquer outra e sei que ninguém trabalha para aquecer, mas fui, à falta de melhor expressão, “à pesca”.

Fiquei, pois, não apenas espantado pela resposta positiva de Esgar Acelerado, mas, acima de tudo, pela rapidez com que ele “ofereceu” uma ilustração brilhante – sinto-me estonteado.

Já conhecia o trabalho do artista, apesar não saber o nome dele; ao ler-se uma revista fixamos o nosso olhar em dada ilustração e reconhecemos os mesmos traços que vimos noutro lado, numa exposição, num cartaz… mas o artista continua muita das vezes anónimo, letargia MODE ON. Felizmente, devido a um maior amadurecimento, ajudado pela Internet, esta preguiça é agora inexistente.

Curiosamente sendo eu de Arcozelo (Barcelos) é em Vila de Conde/Póvoa de Varzim, a minha segunda cidade (passei aí durante muitos anos grandes momentos de felicidade), que Mr. Esgar assenta os pés – aqui tão preto.

Só me resta agradecer a oferta e prometo-me retribuir, assim que puder, a amabilidade.

o fadista

Tinha 20 anos e fui em Agosto de 1988 uma semana de férias a Lisboa a convite de um colega. Durante esses dias fui um clandestino na sua residência estudantil porque não era aceite a frequência nocturna de estranhos. E eu não me sentindo um estranho era um estranho numa terra estranha. Foi a semana de directas atrás de directas. De tal forma que quando aterrei em Coimbra na minha cama privada de lençóis de seda adormeci ao som do Adagio e sonhei durante 18 horas. Foi uma semana de descobertas. Uma semana bem passada no lindo ano de 1988. Foi o ano do incêndio do Chiado. O ano em que a deputada italiana Chicholina afirmou que ter sexo com preservativo é o mesmo que comer uma sande envolvida em plástico. Sim. Foi nesse ano que descobri pela primeira vez Lisboa. O espaço Gulbenkian com os seus jardins a convidaram à contemplação e ao ócio. O Bairro Alto de ruelas e mais ruelas tortas. Assimetricamente perfeitas. Imbuído de cheiros estranhos e potencialmente mortais. E aí numa quelha pouco poética a transpirar urina descobrimos, eu e o colega Durães, sujeito pequeno de barba grande e rija, uma tasca com um amontoado de gente a desejar entrar. Eram empurrões. Tropeções. Calcadelas. Fungadelas. Palavrões. Aproximando-me da entrada ao som de injurias para tentar compreender o motivo daquela tasca estar tão in sou atingido com uma pontaria admirável no ouvido esquerdo com “Deixem-me passar sou um fadista”. Estas duas palavras ditas de boca molhada por um senhor de alguma idade, de olhar escorregadio, com as pontas dos dedos amareladas, barba mal escanhoada, olhos semicerrados pelo fumo que expelia pelos lábios, libertaram o músico que existia em mim. Agarrei-o pelos ombros e disse-lhe. Gritei-lhe, tamanho barulho saía das gargantas da populaça, que se ele é “um fadista” eu seria nessa noite o seu guitarrista. Entrei na taberna à boleia daquele habitante nocturno de cotovelos afiados que disparando contundentes e certeiras cotoveladas rasgou caminho para o covil “fadista” com a mesma facilidade com que engulo caracóis. E devo dizer que foi uma noite divinal. Fomos um dueto ímpar se é que isso seja possível ou imaginável. Ele não cantava e eu não tocava. E esta perfeita simbiose de dotes musicais encantou não só o público, que duplicava a cada gole de cerveja super-bock demasiado quente, mas, especialmente, os elefantes cor-de-rosa. Esses estavam enlouquecidos pelo nosso espectáculo.

Sim. 1988 foi um bom ano.