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malchik

Um dos habitantes mais populares da estação de Metro Mendeleyevskaya era um rafeiro apelidado de Malchik. O que o destacava dos outros canídeos era o facto de ter escolhido aquela estação de metro como residência definitiva. Protegia a estação e os seus frequentadores contra a presença de outros animais e bêbedos.

Em 2001, Yulia Romanova, matou à facada Malchik. Este incidente provocou uma revolta generalizada. Mais tarde, em 2007, através de uma recolha de fundos, foi erigida uma escultura em memória de Malchik chamada “Compaixão”.


Episódio narrado por Claudio Magris em “O rafeiro e uma modelo” no livro Instantâneos.

página 98

(…) Os primeiros solavancos metálicos do comboio a arrancar transmitiam a sensação física e perentória do início da viagem, o corte brusco que nos separa e liberta do quotidiano; como o momento em que os músicos começam a tocar e é como se uma corrente poderosa tivesse irrompido; como a imersão nas primeiras imagens de um filme ou nas primeiras frases definitivas de um livro. Cada começo é um era uma vez e o princípio do Génesis, o primeiro verso da Ilíada, a primeira linha de ou do Lazarilho de Tormes ou de Moby Dick. Tratem-me por Ismael. Antes de tudo o mais, saiba pois Vossa Mercê que me chamam Lázaro de Tormes. Se numa noite de inverno um viajante. A primeira vez que vi Terry Lennox, estava ele perdido de bêbado dentro de um Rolls-Royce último modelo. Porventura não existe melhor começo do que uma enunciação impessoal de factos muito precisos. É deste modo que a literatura reclama ou imita a objetividade do mundo. Por isso mesmo, o início de romance de que mais gosto foi o que Flaubert escreveu para A Educação Sentimental, que versa sobre o início de uma viagem e tem qualquer coisa de registo administrativo ou de anotação num diário de bordo: «Em 15 de setembro de 1840, pelas seis da manhã, o Ville-de-Montereau, prestes a partir, lançava grossos rolos de fumo em frente do cais de Saint-Bernard.» Às onze da noite de 1 de janeiro de 1987, o Lusitânia Expresso saiu da estação de Atocha, em Madrid, em direção a Lisboa. No dia 8 de maio de 1968, à uma e um quarto da madrugada, um viajante de perto de quarenta anos, com um fato escuro e gabardina, chegou ao aeroporto de Lisboa num voo procedente de Londres.
Como A Sombra Que Passa de Antonio Muñoz Molina (página 107)

josé eduardo agualusa

Depois de ter lido “A Teoria Geral do Esquecimento”, por José Eduardo Agualusa, fiquei de tal forma fascinado pela sua escrita que tenha decidido começar a ler o resto da sua obra pela ordem de obtenção de cada título – pois claro.

Na seguinte lista não coloquei as suas obras de literatura infantil, “Estranhões e Bizarrocos”, ” A Girafa que Comia Estrelas”, “Um Pai em Nascimento”; “Lisboa Africana” grande reportagem sobre a comunidade africana de Lisboa, em parceria com Fernando Semedo (texto) e Elza Rocha (fotografia).


Acho que nesta lista não falta nada. A corrigir se necessário.


A existir links é a prova provada de que já li a obra.

[1] Os contos deste livro inicialmente publicados pela editora Vega foram reunidos no livro “A Feira dos Assombrados” publicado pela Quetzal. Todas as histórias partilham o Dondo como ponto comum.

seta

Linhas na estação de Barcelos.

em barcelos, again

Trilhos na estação de Barcelos.

barcelos station ii

Estação de Barcelos.

aço a preto e branco

Em Viana do Castelo.
Estação da CP.

mate?

new? graffiti that exists at the train station in barcelos.

estação do oriente

A new vision of the “Estação do Oriente”, Lisbon.
Darker. More gothic. More beautiful. Yeah…

yo

Graffiti que existe na estação dos comboios em Barcelos.