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previsão de tempestade

Ouvi assim de raspão que estava previsto a partir das 02h00 da manhã de hoje um temporal em Portugal e que deviam ser tomadas medidas de segurança extras.

Posso confirmar esta previsão. Na minha cama perto das 03h15 começou um violento tufão com uma garina, mas não me importei de estar dentro daquele quente turbilhão que me foi oferecido a preço de ouro. A única coisa que ficou em pé depois da tempestade foi o meu coiso ofegante.

Com um banho quente relaxei e dormi com um anjo. Vivam as previsões!


o vosso meteorológico BigPole

a dúvida, a exclamação, a solução

Aqui estão mais duas tentativas de desenho do master wizard.

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eu e ele

Esta pessoa que me acompanha na foto descoberta no meio de imensos relatórios de análises clínicas é o meu querido tio João.
Muita gente não gosta dele porque é um sacana frontal, mas eu adoro-o!!! (viram os pontos de exclamação!!)

Com ele descobri o que é ouvir música e acima de tudo aprender desde cedo a “curtir” jazz, blues. Nem todos os putos se podem orgulhar de adormecer ao som de um Chet Baker ou de um Sonny Rollins e já agora de uma Odetta.

eu e o tio joão

Aprendi a gostar de Pink Floyd, King Crinsom, Nazareth, Emerson Lake Palmer, Jethro Tull, Paco de Lucia, Frank Zappa, Édith Piaf, Glenn Miller, Muddy Waters, John Lee Hooker, Cajun French Music, Eagles, Dire Straits, The Doors, Queen, Procol Harum, Jimi Hendrix e de muito, muito, imenso jazz, blues que não me recordo de memória, aponto Duke Ellington, Louis Armstrong, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Modern Jazz Quartet, John Coltrane, Henry Mancini…

Houve um dia que descobri, também, umas revistas “Gina” numa gaveta – felicidade suprema!

o joão hoje está doente!

Deve ser moda as mulheres em conversa falarem no João, no Carlos, no José, no Manel, no Tone como se eu tivesse sido alguma vez apresentado formal ou informalmente ao sujeito cônjuge.

Hoje recebi, sem convite ao lado onde estava a tomar um café, uma pessoa simplesmente Graça que me informou em tom exclamativo (só para chatear aqueles que querem abolir o ponto de exclamação da blogosfera) na sequência de uma conversa inócua sobre o tempo, o mar, o calor – à inglês típico – que o “João hoje está doente!”…
— … ah! quem?
— o meu marido o João.
— e eu por acaso conheço o teu marido, porque não dizes “o meu marido está doente”.
— porque ele se chama João!
— e lá estás tu com isso “João”. Eu digo o prenome da minha mulher quando falo com conhecidos dela. Com outras pessoas é a minha mulher. Não és capaz do mesmo?
— não!?
— mas, afinal, o que desejas tu com este estilo? mais intimidade? salientar a potência do prenome “João”? ou é o estilo moderno?
— … … … … és mesmo um chato!
— nem nisso tens razão, gostava de ser chato, mas sou mais para o redondo!
— … és incrível Paulo! — E foi engolir o seu café para outro lado.

Ya! Eu sei, sou mesmo incrível. Mas não entendo esta moda que prolifera em qualquer recanto social.

mas, eu fiz uma pergunta?

Hoje pela manhã, e como habitualmente sem esperar uma resposta porque não foi feita uma pergunta, cumprimentei as pessoas que se iam cruzando comigo ou com a frase quebra-gelo “Então, tudo em cima!” ou com uma frase feita de cariz meteorológico “Está outra vez a chover!” ou até com uma expressão da mais refinada verbosidade “Ah! O Morfeu foi carinhoso esta noite.” e tento continuar, sempre, sem abrandar a indolência do meu caminhar, porque prezo a ausência de stress e de emoções sudoríferas logo no princípio do dia, o meu percurso.

Por vezes algumas pessoas obtusas tentam responder a uma afirmação ou a uma exclamação com uma resposta e quebram-me o ritmo matinal. Mas se isto é grave, pior é quando a reboque de uma dessas frases começam a narram a noite anterior com – “uma unha partiu-se a lavar os dentes”, “a luz foi abaixo e atrasou o ciclo de lavagem da máquina de lavar roupa e atrasou-me a ida para a cama”, “a torneira do chuveiro da casa de banho pingou a noite toda e torturou-me o sono”, “os peditum do vizinho de cima eram pouco melodiosos e não me permitiram abraçar relaxadamente o sono”, et caetera.

Quando recebo neste contexto matinal e sem aviso prévio uma resposta a uma não pergunta fico temporariamente atónico porque é uma jogada social imprevisível que ainda não aprendi convenientemente a ripostar. Não é, contudo, uma falha da minha parte; mas tentarei de futuro, pelo menos uma vez por semana, seguir o programa “As Tardes da Júlia” ou outro semelhante.

Espero é que minha box não queime se arriscar gravar apenas, digamos, 30 minutos. Hummm! acho que primeiro vou ligar ao suporte a clientes para ter a certeza da margem de segurança.

!!!!!!!!!! (dez a conta que o homem fez)

Querem abolir o ponto de exclamação da blogosfera! Mas porquê?!!!
Daí a pouco querem exterminar o ponto de interrogação. E já agora a vírgula e o ponto. Não entendendo nem estando minimamente preocupado porque cada um é dono da sua cabeça escrevo e escreverei como me apetecer quem não gostar que troque a página que desligue o canal que feche o browser porque neste pedaço virtual eu sou dono e senhor e quem não estiver bem que se mude ah e podem chamar-me egocêntrico que eu mastigo todos os insultos como quem bebe uma La Trappe.