Artigos

para mais já recordar

Um dos lados da antiga ilha Brito.

torcer

Ontem para a Liga das Nações jogou a Suécia x Portugal e na minha família de quatro, dois torciam por Portugal, uma pela Suécia.

Eu permanecia a ruminar da razão de torcerem – coisas!

a família de dario diante de alexandre

Este quadro de Paolo Veronese, actualmente na The National Gallery foi visto por Goethe na sua Viagem a Itália. Na altura da sua visita a pintura estava localizada em Veneza no palácio Pisani Moretta.

(…) aqui se mostra a sua grande arte, que não possui uma marca geral que se comunique a toda a pintura, mas gere uma magnífica harmonia, pela engenhosa distribuição e luz e cor e pela alternância igualmente inteligente na aplicação da cor local;
(…)
A gradação na sequência da mãe até às filhas, passando pela esposa, é muito autêntica e conseguida; a princesa mais nova, ajoelhada no fim da fila, é uma mocinha muito bonita, com uma expressão ajuizada, mas ao mesmo tempo muito senhora do seu nariz e obstinada.

página 131

tony chu: receitas de família #8

Anthony e Antonelle Chu são irmãos gémeos. Tony e Toni. Cada um deles com as suas próprias habilidade paranormais extraordinárias, embora diametralmente opostas. O Tony é cibopata, capaz de sentir impressões psíquicas do passado de tudo o que morde ou ingere. A Toni é cibovidente, capaz de ter uma visão breve do futuro de tudo o que morde ou ingere. O Tony está vivo. A Toni está morta. A Toni foi assassinada. O Tony jurou apanhar o assassino da irmã. E a Toni vai ajudá-lo.

G Floy

Delirante! Brilhante! Chocante! Crocante!

Com argumento de John Layman e arte de Rob Guillory as aventuras de Tony Chu continuam a valer ler e reler – estimulante!

lazarus: família (vol. i)

O mundo está agora dividido não por fronteiras políticas ou geográficas, mas sim financeiras. Riqueza é poder, e esse poder reside unicamente nas mãos de um pequeno número de famílias. Os poucos que fornecem serviços à família que os governa são bem tratados. Todos os outros são desperdício. Em cada Família, há uma pessoa a quem é dado tudo o que de melhor a Família pode oferecer: treino, tecnologia, equipamento, toda e qualquer vantagem científica. Essa pessoa torna-se a espada e o escudo da Família, o seu protetor, o seu Lazarus. O Lazarus da Família Carlyle é uma rapariga chamada Forever. Esta é a sua história.

Devir

Adorei a história negra, sangrenta e distópica. A começar a pensar em adquirir os originais não editados em Portugal. (Não estou a ver a Devir a editar a obra na sua totalidade)

Uma grande obra da dupla Greg Rucka (texto) e Michael Lark (desenhos) e cores de Santi Arcas.

pudim de laranja

A minha querida Margarida enviou-me a prova do Pudim de Laranja. Todos diziam que não havia.

Uma piada muito pessoal cá da gente.

várias coisas

Cada dia que passa ele fica com a ideia de que só serve para várias coisas, mesmo que negativas:

  • não educa
  • não aconselha
  • sustenta

tapas vs tapinhas

Abriu em Barcelos um elegante espaço de restauração no qual a especialidade são tapas. É um espaço elegante, com bom ambiente e com uma enorme variedade de tapas. É um espaço para levar a família; muito agradável.

tapas vs tapinhas

Contudo e contrariando o que se pensa não é um espaço inovador. Em Barcelos já existem imensas casas que servem tapas, mas em tradução como “pratinho de petiscos“.

Recomendo qualquer das casas; quer a das tapas, quer as que servem imensas tapinhas.

a prima vera

Hoje ao almoço a minha filha disse exultante que foi à estação dos comboios receber da prima Vera uma caixa de sementes.
Disse-lhe que não temos uma Vera na família. A mulher atirou-me um olhar penetrante que coalhou a água do meu copo. Corrigi-me e retorqui, então, que deve haver pela parte da mãe uma prima Vera. Ainda tenho a pisadura em estágio 3 para me recordar da resposta desferida por baixo da mesa pelo sapato da minha mais-que-tudo.

Permaneci o resto da refeição calado e dorido. Aprendi, hoje duas coisa:

  • a prima Vera deve ser mesmo importante para as mulheres da casa
  • o sentido de humor estava em baixo

(…) De certo modo, todos os deuses das velhas religiões eram imperfeitos, tendo em conta que os seus atributos eram apenas os atributos humanos ampliados. O Deus do velho testamento, por exemplo, exigia uma submissão humilde e sacrifícios e tinha ciúmes dos outros deuses. Os deuses gregos tinham ataques de amuo e querelas de família e eram tão imperfeitos como os mortais…
— Não – interrompi — Não estou a pensar num deus cuja imperfeição é fruto de candura dos seus criadores humanos, mas um deus cuja imperfeição represente a sua característica essencial: um deus limitado na sua omnisciência e poder, falível, incapaz de prever as consequências dos seus actos e criando coisas que conduzem ao terror. Ele é um Deus… doente, cujas ambições excedem os seus poderes e que, a princípio, não realiza esse facto. Um deus que criou os relógios, mas não o tempo de que estes são a medida. Criou sistemas e mecanismos que serviam fins específicos, mas agora ultrapassou-os e traiu-os. E criou a eternidade, que deveria ser a medida do seu poder e que afinal é a medida da sua infinita derrota.

Solaris por Stanislaw Lem