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pois sim!

Ela entra no quarto e vê-me deitado na cama, embrulhado em duas mantas, a olhar impávido, concentrado ao máximo, para o ecrã preto da televisão, de cenho franzido.

“O que estás a fazer aí pasmado a olhar para a televisão?”

“A ligar a televisão com o poder da mente.”

“Não estás com muita força mental! Ah! Ah! Ah!”

“Muitas interferências. Muito wi-fi a atravessar-me o corpo”, e nessa altura estico o meu braço direito e arrojo um rrrrrrrrrrrrrrrhhhh. Ela virou-me as costas e saiu do quarto suspirando um longo “ó nossa senhoraaaa.” Ela quando suspira consegue ainda ser mais sensual. Um dos meus objetivos diários é conseguir da minha amada o maior número de lamentos doces e melodiosos. E a televisão continua em preto.

Recupero o livro, Quando o Cuco Chama, escondido pelas mantas, e recomeço a leitura.

Algum tempo depois ouço passos. É ela a aproximar-se do quarto. E o que vê quando entra? Uma pessoa deitada na cama, embrulhada em duas mantas, a olhar impávida, concentrada ao máximo, para o ecrã preto da televisão, de cenho franzido. “A sério! Vais continuar com essa parvoíce?”

“Sei que vou conseguir em breve. Arrrrrrrrrrrrrrrrrrrrh. Já eliminei alguns dos ruídos de fundo. Arrrrrrrrrrrrrrrrrrrrh.” E não é que a televisão acordou e exibiu orgulhosamente o seu logotipo antes de colorir o quarto com cores 4k.

“Satisfeito?”, disse ela ao atirar o comando da televisão para cima da cama enquanto abandonava ondulantemente o quarto.

Afinal tenho muita força mental, pois sim.

quando o cuco chama

Há mais de 3 dias que ando a questionar os meus queridos familiares com:

— O que fazes “quando o cuco chama”?
— Ah! O que queres?
— Diz-me, o que fazes “quando o cuco chama”?
— Estás tolo?
— A sério, o que fazes “quando o cuco chama”?
— Outra vez?

Não tenho recebido qualquer resposta adequada. Apenas insultos e abanares de cabeça. E, também, muitos suspiros.

de 1999?!?? – pois não

Descobri esta foto de 1999 (melhor, que eu pensava ser de 1999, pois está associada ao meu perfil do projecto Site@homecrunching desde 1999. )


P.S. tinha de ser o Luis Miguel a descobrir que a data da imagem está errada não pode ser de 1999, mas depois de 2004, mais precisamente 2005. Não tem 21 anos – terá talvez 15 anos?

another “daughter moment”…

My daughter came to my bed near 09am.

She woke me up asking: “Daddy are you awake?”

“Yes… now I’m.”

“Just to say that I’m going to watch some tv.”

“And you will leave me alone??”

She left the room without a word and brought me a teddy bear.

“The Pipocas will make you company.”

imortalidade virtual

O Facebook tem uma funcionalidade em que converte uma página de alguém falecido numa página de homenagem.

“O que acontece à minha conta do Facebook em caso de falecimento?” é a pergunta.

A resposta: Se não optares pela eliminação permanente da tua conta, será criado um memorial da mesma se tivermos conhecimento do teu falecimento. Contas em memória de alguém. As contas em memória de alguém são lugares onde a família e os amigos podem reunir-se e partilhar memórias depois do falecimento de uma pessoa. As contas em memória de alguém possuem as seguintes funcionalidades principais: A expressão Em memória de vai ser apresentada junto ao nome da pessoa no seu perfil.

É a imortalidade virtual sem custos para toda uma morte.


Aqui essas patetices não existem.

momentos…

O típico americano não é o exportado pelas séries televisivas Friends ou outras que tais. Será o típico americano um boçal no seu melhor e no seu pior – talvez?

Independentemente disso Trump é o expoente máximo do tosco. Nos EUA ele é o rei dos boçais. O expoente máximo da grossaria com honras televisivas nos noticiários e fonte inesgotável de piadas nos inúmeros talk shows nocturnos.

Ontem numa amostra de quatro foi feita uma sondagem e o resultado foi unânime; não o vemos a perder a reeleição. O caos vai vencer.

E o Obama foi um bom Presidente perguntaram-me. Se olharmos para a sua presidência e retiramos da equação a sua simpatia e educação, a verdade é que com ele pouco mudou nos EUA. Por exemplo “O Muro” de Trump que tanto choca foi reforçado em algumas partes e aumentado noutras pela administração Obama, mas o sorriso dele era fantástico.

E eis quando a mais nova diz — é como nos pinguins de Madagáscar “É só sorrir e acenar, rapazes! sorrir e acenar!”


Outro momento anómalo neste meu porta VIII.

para mais já recordar

Reencontrei estas fotos, com mais de 29 anos, da “ilha” onde vivi a minha infância, adolescência e vida adulta.

O local está, actualmente, bastante modificado, mas continua a ser o local da casa de meus pais e do meu local de trabalho.

É um local de enormes recordações: umas doces, outras amargas.

torcer

Ontem para a Liga das Nações jogou a Suécia x Portugal e na minha família de quatro, dois torciam por Portugal, uma pela Suécia.

Eu permanecia a ruminar da razão de torcerem – coisas!

a família de dario diante de alexandre

Este quadro de Paolo Veronese, actualmente na The National Gallery foi visto por Goethe na sua Viagem a Itália. Na altura da sua visita a pintura estava localizada em Veneza no palácio Pisani Moretta.

(…) aqui se mostra a sua grande arte, que não possui uma marca geral que se comunique a toda a pintura, mas gere uma magnífica harmonia, pela engenhosa distribuição e luz e cor e pela alternância igualmente inteligente na aplicação da cor local;
(…)
A gradação na sequência da mãe até às filhas, passando pela esposa, é muito autêntica e conseguida; a princesa mais nova, ajoelhada no fim da fila, é uma mocinha muito bonita, com uma expressão ajuizada, mas ao mesmo tempo muito senhora do seu nariz e obstinada.

página 131

tony chu: receitas de família #8

Anthony e Antonelle Chu são irmãos gémeos. Tony e Toni. Cada um deles com as suas próprias habilidade paranormais extraordinárias, embora diametralmente opostas. O Tony é cibopata, capaz de sentir impressões psíquicas do passado de tudo o que morde ou ingere. A Toni é cibovidente, capaz de ter uma visão breve do futuro de tudo o que morde ou ingere. O Tony está vivo. A Toni está morta. A Toni foi assassinada. O Tony jurou apanhar o assassino da irmã. E a Toni vai ajudá-lo.

G Floy

Delirante! Brilhante! Chocante! Crocante!

Com argumento de John Layman e arte de Rob Guillory as aventuras de Tony Chu continuam a valer ler e reler – estimulante!