Tag Archive for: fantasia

a torre da andorinha de andrzej sapkowski

02 Dez
02.12.2019

A Torre da Andorinha é imaginação no seu melhor. Uma vez mais Andrzej Sapkowski mostra-se um mestre a contar histórias.

A história é óptima; suspense incrível. O que, também, adorei foram as partes ocultas(?) da história que vão fornecendo informações suficientes para se pensar no que mais não está ser revelado. Ah, ah e sem esquecer as cenas de batalha, mais visuais do que nunca.

A forma como o livro está escrito, no que chamo estilo cebola (camadas e camadas de camadas), é brilhante. É impossível parar de ler. São surpresas atrás de surpresas – uau!

as crónicas da companhia negra

09 Mai
09.05.2019

As Crónicas da Companhia Negra em inglês

Durante incontáveis gerações, a Companhia Negra, a mais famosa e temida irmandade de mercenários, serviu grandes senhores. Mas os dias de glória há muito que ficaram para trás. A trabalhar para o governador de uma ilha insignificante, estes veteranos limitam-se a fazer aquilo para que são pagos, enterrando com os seus mortos o desencanto que os atormenta. Entretanto, depois de séculos de enclausuramento, a Senhora ressurgiu. Alguns acreditam que ela é a única que mantém o mundo a salvo de um mal maior. Outros, temem que ela seja a encarnação desse mesmo mal. Quando surge a profecia de que, algures, nasceu uma jovem que irá livrar o mundo da Senhora e dos seus exércitos impiedosos, a Companhia Negra terá de escolher um lado. E assim começa uma das sagas de fantasia mais originais e disruptivas de sempre.

Saída de Emergência

  1. The Black Company (05.1984) – 1.º Books of The North
  2. Shadows Linger (10.1984) – 2.º Books of The North
  3. The White Rose (04.1985) – 3.º Books of The North
  4. Shadow Games (06.1989) – 1.º Books of The South
  5. The Silver Spike (09.1989)
  6. Dreams of Steel (04.1990) – 2.º Books of The South
  7. Bleak Seasons (04.1996) – 1.º Glittering Stone
  8. She Is the Darkness (09.1997) – 2.º Glittering Stone
  9. Water Sleeps (03.1999) – 3.º Glittering Stone
  10. Soldiers Live (07.2000) – 4.º Glittering Stone
  11. Port of Shadows (09.2018) [1]
  12. A Pitiless Rain, a conclusão da saga, sem data ainda determinada.

As Crónicas da Companhia Negra pela Saída de Emergência

  1. A Companhia Negra

[1] Port of Shadows é o décimo primeiro romance da série Black Company, e cronologicamente ocorre entre The Black Company e Shadows Linger.

Finalmente a verdadeira fantasia está a ser editada em Portugal. Grande novidade. Já devia ter resmungado mais cedo.

roda do tempo

19 Mar
19.03.2019

Quase profético, porque depois de ter mencionado que existem obras por demais superiores à saga “Guerra dos Tronos” por George R. R. Martin, foi editado pela Bertrand em Março de 2019 o primeiro volume da Roda do Tempo por Robert Jordan – obra maior de fantasia.

Assim para quem se cansou de esperar, e naturalmente, para quem adora ler da melhor fantasia que se escreveu até hoje, pelo dois últimos livros da tal saga “Guerra dos Tronos” (o quinto volume saiu em 2011) e pelo último volume da trilogia “O Nome do Vento” por Patrick Rothfuss (o segundo volume saiu em 2011). Oito anos!

Para quem desejar mergulhar nesta obra maravilhosa e completa tem agora a sua oportunidade.

“O Olho do Mundo” por Robert Jordan já pode ser adquirido e lido.

Assim e a correr bem teremos os 14 livros editados.

  1. The Eye of the World (1990) | O Olho do Mundo
  2. The Great Hunt (1990)
  3. The Dragon Reborn (1991)
  4. The Shadow Rising (1992)
  5. The Fires of Heaven (1993)
  6. Lord of Chaos (1994)
  7. A Crown of Swords (1996)
  8. The Path of Daggers (1998)
  9. Winter’s Heart (2000)
  10. Winter’s Heart (2003)
  11. Knife of Dreams (2005)
  12. The Gathering Storm (2009) [1]
  13. Towers of Midnight (2010) [1]
  14. A Memory of Light (2013) [2]

[1] concluído por Brandon Sanderson
[2] concluído por Brandon Sanderson e com epílogo por Robert Jordan

a saga: guerra dos tronos

16 Nov
16.11.2018

A saga Guerra dos Tronos de George R. R. Martin serve agora de bitola para definir o que é bom ou mau nos livros de fantasia, quando existem obras que são de longe superiores, como:

Irritante!

coisas de maio, 2017

01 Jun
01.06.2017

As leituras de alguns fins-de-semana e não só.

Um pouco de banda desenhada:

  • Airborne 44 de Philippe Jarbinet
    Já conhecia esta série depois de ter lido na L’immanquable n°6 (06.2011) o álbum n.º 3. Apenas li o primeiro ciclo (Onde os Homens Caem e O Amanhã Será Sem Nós) desta excelente série com desenhos, textos e cores de Philippe Jarbinet. Adorei a leitura – admirável.Para o próximo fim-de-semana será lido o segundo ciclo.
  • Mulher-Maravilha: Terra Um de Grant Morrison e Yanick Paquette – da nova colecção da Levoir, Mulher-Maravilha, não me convenceu pela história, com pouco ritmo; adorei , contudo, a arte.
  • Trolls de Troy: L’or des trolls [tome 21] – como sempre é uma leitura divertida (lida nas revistas Lanfeust Mag n.193 a n.199)

Depois foi um pouco de fantasia:

  • Elric – O Príncipe dos Dragões de Michael Moorcock
  • Nove Príncipes de Âmbar de Roger Zelazny
    Descobri o mundo fantástico de Âmbar através do livro The Great Book of Amber.
    Em 2008 comecei a reler As Crónicas de Âmbar através da colecção Argonauta, que em 2001 no seu  n.º 521 editou, Nove Príncipes em Âmbar. Não terminei (a razão). Volto novamente à carga em português com a edição da Saída de Emergência.

mais leitura

  • Comboio Fantasma Para o Oriente de Paul Theroux – adorei. realmente magistral. fiquei viciado.
  • As Fabulosas Aventuras de Solomão Kane de Robert E. Howard – leitura muito agradável. Este livro, editado pela Saída de Emergência, é composto pelos contos:
    – As Caveiras nas Estrelas (Skulls in the Stars) [1929]
    – A Mão Direita do Destino (The Right Hand of Doom) [1968]
    – O Chocalhar de Ossos (Rattle of Bones) [1929]
    – A Lua de Caveiras (The Moon of Skulls) [1930]
    – As Colinas dos Mortos (Hills of the Dead) [1930]
    – Asas na Noite (Wings in the Night) [1932]
    – Os Passos no Interior (The Footfalls Within) [1931]
    e pelo poema:
    – O Regresso a Casa de Salomão Kane(Solomon Kane’s Homecoming) [1936]
  • Eu Sou a Lenda (I Am Legend) [1954].
    Editado pela Saída de Emergência, este livro com textos de Richard Matheson, além do excelente romance que lhe dá nome, ainda tem os contos:
    – Nascido de Homem e Mulher (Born of Man and Woman) [1950]
    – Presa (Prey) [1969]
    – Perto da Morte (The Near Departed) [1987]
    – Pesadelo a 20.000 Metros de Altitude (Nightmare at 20,000 Feet) [1962]
    – Os Filhos de Noé (The Children of Noah) [1957] – conto previamente lido, salvo erro, na colecção Biblioteca Hitchcock do Círculo de Leitores.
  • O Peso do Coração de Rosa Montero – adorei ler esta aventura, daí que o segundo volume conste da minha lista de desejos.

last argument of kings by joe abercrombie

25 Nov
25.11.2014

The end is coming. Logen Ninefingers might only have one more fight in him ‘ but it’s going to be a big one. Battle rages across the North, the King of the Northmen still stands firm, and there’s only one man who can stop him. His oldest friend, and his oldest enemy. It’s past time for the Bloody-Nine to come home. With too many masters and too little time, Superior Glokta is fighting a different kind of war. A secret struggle in which no-one is safe, and no-one can be trusted. His days with a sword are far behind him. It’s a good thing blackmail, threats and torture still work well enough. Jezal dan Luthar has decided that winning glory is far too painful, and turned his back on soldiering for a simple life with the woman he loves. But love can be painful too, and glory has a nasty habit of creeping up on a man when he least expects it. While the King of the Union lies on his deathbead, the peasants revolt and the nobles scramble to steal his crown. No-one believes that the shadow of war is falling across the very heart of the Union. The First of the Magi has a plan to save the world, as he always does. But there are risks. There is no risk more terrible, after all, than to break the First Law …

Gollancz

O último livro da trilogia A Primeira Lei é uma leitura excelente e o final em glória da trilogia.

À primeira vista pode-se ficar com a ideia de que “mas isto acaba assim?”, sim acaba e termina bem. Fica tudo definido e acrescentar mais alguma coisa é tirar ao leitor a oportunidade de saborear o trilogia. Acredito que muita gente odiou o fim do livro, mas é o fim perfeito.

um problema químico…

19 Out
19.10.2012

Para mim ter uma relação sexual é tão normal como roer a unha do dedo grande do meu pé esquerdo ou, numa imagem mais inocente, como pescar moncos dentro do nariz. Entendo, que pessoal, que só “faça o amor” a cada 29 de Fevereiro se sinta revoltado com a minha desenvoltura – temos pena!

Contudo, hoje, não falarei de sexo, mas de química, para perceberam que BigPole é um poço de sabedoria e para abafar, igualmente, os críticos mentecaptos.
Irão concluir, não apenas que a química está presente em muitos actos da nossa vida, mesmo naqueles que pensamos que não, como eu subjugo não apenas o sexo como a química. Um pouco de arrogância nunca me fez qualquer mal.
Acho que será a primeira vez que vai ser tratado, de forma consensual porque quimicamente, o resultado de uma actividade realizada por qualquer ser humano desde sempre. Tentarei usar uma linguagem simples, singela. Aqui vai…

Ontem, ou se preferirem hoje de madrugada, eram cerca das 03h15m, num ambiente de néon proveniente da minha sanita, quando estava a descer uma calça Denim Fit Loose e uma cueca boxer Hom, com um adorável desenho de fantasia e, cuja textura ultra-leve aconchega na perfeição o meu orgão genital, para alapar as nádegas numa Kohler com assento aquecido, pensava no tempo que se perde a evacuar; daí que tenha sempre à mão algumas revistas para folhear.

Depois de terminar o meu serviço, já com o regueiro limpo e não uso papel higiénico, mas sim as opções de uma sanita 4-1 que tem, também, função de bidé e como tal recebo no sítio adequado um jacto de água oscilante a uma temperatura suave e um fluxo de ar quente para secagem, tudo ajustável por comando, ah! e tem controlo de odor, puxei o autoclismo, atirei a roupa para o cesto de roupa suja, e nu preparava-me para um rápido banho de imersão ao som de uma relaxante música ambiente, quando reparei que ficou a boiar no fundo da sanita um resto, razoavelmente redondo, de fezes. Assustei-me. Enojei-me ver aquela coisa a enfrentar-me do fundo da minha Numi. Decidido a acabar com isso usei a função flush-full. O impossível aconteceu e o naco de fezes ganhou ao turbilhão aquático e lá permaneceu a boiar plácido. Assustado duplamente fiquei. Aquilo não se misturava.

Humm….. estaria perante um problema de polaridade? Duplo hummm… hummm…
Vejamos: bebi umas boas cervejas, acompanhadas por um petisco capaz de fazer corar o colesterol. E como sabemos que a água é uma substância polar e as gorduras apolares estaria perante um pedaço de fezes hidrofóbico? Grande questão química percebem? Novo flush-full, o mesmo resultado. Conclui que tinha de anular de alguma forma a polaridade das fezes e como tal atirei para dentro da sanita uns guardanapos que fui buscar à cozinha. Desta vez experimentei um eco-full e pumba o poio desapareceu nos meandros do esgoto. Milagre químico.

Conclusões a tirar? Primeiro que foi mais fácil afundar o Titanic; segundo que tenho de cortar nas gorduras.


o vosso químico BigPole

o braço esquerdo de deus

22 Ago
22.08.2012

O Braço Esquerdo de Deus, livro editado pela Porto Editora, do escritor Paul Hoffman, primeiro de uma trilogia, convenceu-me. Adorei como que o universo paralelo em que os seguidores de uma religião continuam a combater os infiéis de forma poderosa e com sucesso. Pode ser um livro de alguma forma perturbador – viciante, violento, apaixonante.

Não é quanto a mim um verdadeiro livro de fantasia, mas enfim, é a minha opinião. Poderia dizer mais, mas não digo. Estou de férias.

O titulo do livro é-nos explicado mesmo no fim do fim. Iniciei a leitura do segundo livro. Obrigado mãe pela oferta.

a inveja

23 Jul
23.07.2012

A inveja é um sentimento poderoso.
A inveja engana a auto-estima, faz-nos sentir superiores.
O mal de inveja justifica os nossos erros, colocando nos outros a culpa de tudo o que nos corre mal. Começamos a fantasiar, e esquecemos que todos nós somos o nosso próprio reflexo e aquilo que vemos nos outros, estamos também a ver em nós. Não conseguir lidar com isto é viver alienado.

Tu que estás a ler isto. Sim tu (não olhes para o lado e também não está ninguém atrás de ti). Sabes que estou a escrever para ti: vive feliz com a tua inveja, vai p’ra puta que te pariu e compra um espelho.

lapdance 1.00

31 Jan
31.01.2012

LapDance encontrava-se sentado no seu reluzente sofá de couro, nádegas nuas placidamente pousadas numa toalha do Neco – detestava ter as nádegas coladas ao couro. Para bem da verdade LapDance estava praticamente nu, exceptuando ainda ter colado ao corpo um farrapo, que com esforço alguém poderia dizer ser uma velha camisola do clã benfiquista e que era uma segunda pele, a desbotada estampagem tornava os olhos da águia horrivelmente tristes; meias rotas nos hálux por unhas grossas, afinadas que teimavam em rasgar a malha, completavam a parca indumentária.

De perna direita ligeiramente esticada sobre o sofá, a outra pousava na alcatifa pintada por imensos invólucros vazios de Mon Chéri, brincava com uma espinha que no testículo esquerdo teimava em florescer sazonalmente, sempre no mesmo local. Dizia vaidoso a si próprio que tinha, devido a esta idiossincrasia genital, um testículo dominante.

Olhos sorumbáticos pasmavam-se com as imagens do sétimo segmento do Fantasia 2000. Ao som da marcha número três de Edward Elgar iniciou com pompa e circunstância uma massagem de descompressão a custo zero. Raramente precisava de realizar esse trabalho manual, contudo quando o fazia era sempre à velocidade vertiginosa e inconstante de um caracol. De muitas decisões que tomou a de ter um orgasmo diário não era esquecida. E como os engates de hoje não se tinham transformado em amantes (a feromona do desespero afastava compulsivamente o sexo feminino); e como o reduzido encaixe de capital mensal não lhe permitiam pensar em recorrer a uma profissional (já sabia por experiência que não saindo de casa não colhia dinheiro) aí se encontrava com o modo autodidacta de satisfação ON.

Este mês sentiu-se simultaneamente optimista e preguiçoso. Perante a indecisão da escolha, optimista ou preguiçoso, o ócio de ermitão tomava sempre as rédeas. Quando a confiança venceu a disputa o último dia do mês estava ali ao virar da esquina.

O telefone tocou, desviando a sua atenção de um pénis ainda indolente que lhe recordou uma alheira mal confeccionada. Atendeu a chamada em alta voz, mas não disse nada. Limitou-se a esperar.
‘Lap estás aí?’
‘Diz coisas!’
Quando ouviu, ‘Preciso de um favor teu!’, já estava de pé junto ao móvel da televisão a beber um gole de vinho do Porto de lavrador on the rocks. Não respondeu. Olhou para um pacote ainda com um triste Mon Chéri. Decidiu, desta vez, não misturar os sabores.
‘Lap estás aí?’
‘Estou e não sei se te posso ajudar. É que estou com uma tarefa em mãos.’ Animada pela conversa ou pelo ardor frio do álcool a alheira começou a enrijar-se.
‘Ainda não disse nada e já te estás a por de fora? Foda-se!’ Qualquer obscenidade dita pela boca da Nectarina, nome com que baptizou Catarina, gerente da casa de multi-serviços Bolo-Rei, soava-lhe tão sensual.
‘Tens razão, Atira.’ LapDance sabia que não podia recusar o pedido qualquer que ele fosse. Devia-lhe muitos favores, mas gostava de mostrar que estava no controlo da situação – até quando ficava por baixo. Admirava o facto de ela nunca lhe ter exigido a cobrança dos serviços prestados, apesar de não precisar de o fazer; LapDance era um bobi que não ferrava uma mão que lhe dava muito de comer.
‘Preciso que fiques à porta do clube. O Big enviou-me um sms a dizer que tinha de resolver umas questões e hoje tenho a sensação que posso ter chatices. Conto contigo?’ Estranhou o Big ter questões. O Big não tinha problemas a resolver, gerava problemas aos outros nos quais a solução de 1+1 nunca era igual a dois – Big igual mestre do caos. Se fosse professor só utilizaria a cor vermelha.
‘Estou de saída, mas desta vez pagas em géneros.’ Já estava no quarto a terminar de vestir o seu fato Alpinestars preto e ainda ouvia a cadeia balanceada de palavrões a sair em resposta do alta voz. Terminou de calçar as botas, pegou nas luvas e enfiou o seu capacete Nexx XR1R. Ali estava LapDance frente ao espelho do roupeiro: uma estrela em brilhante negro.

Foi com as palavras posso ter chatices a ruminar que arrancou ansioso na sua Honda CBR 600 F equipada com uma câmara GoPro HD Hero2. Se o top speed real da mota era de 260 km/h o mostrador queimava sem soluços os 280 km/h.

[em continuação…]
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beam me up, scotty!