Tag Archive for: fantasia

death, versão 1.1

01 Nov
01.11.2011

A visão do conjunto da minha fantasia de halloween.

death, versão 1.0

01 Nov
01.11.2011

A minha fantasia de halloween.

warcraft: legends

02 Nov
02.11.2010

Terminei a leitura dos cinco volumes da série Warcraft: Legends editada pela Asa e só tenho a dizer coisas positivas. A primeira é, naturalmente, a edição dos 5 volumes da série. As outras coisas, e apenas fico por duas, são a excelente tradução e uma apresentação de qualidade em cada volume.

Fiquei sequioso por mais.

Recomendo a saga a qualquer pessoa que adore banda desenhada, fantasia de uma forma geral, e especialmente àqueles que já conhecem o wow como jogo.

os cinco e os dois testículos

04 Fev
04.02.2010

vasectomia, fase um

Por motivos de força externa – a saúde da minha mais-que-tudo – tive de ser submetido a uma vasectomia; intervenção cirúrgica menos agressiva do que a laqueação de trompas e muito mais simples.

À semelhança de Dave, interpretado por Vince Vaughn no fraco Couples Retreat, que foi “beijado” por um tubarão e está vivo para contar a história eu faço, agora, parte de um grupo de elite – aqueles homens que voluntariamente decidiram colocar o falo, o escroto e o resto ao alcance de um bisturi!

pulseira de controlo

Não foi fácil estar todo nu e vulnerável a ser “barbeado” nas partes baixas por um enfermeiro. A única satisfação que tive nessa altura da minha travessia do deserto foi verificar que outro profissional da enfermagem desviou o olhar ao constatar o quanto bem constituído eu sou; outros poderão dizer que foi do choque por ter entrado no quarto errado e me descobrir ali deitado e nu a ser electricamente depilado – não liguemos a essas vozes maliciosas.

O bloco operatório não foi um oásis a descobrir, que bem precisava depois da travessia, mas sim um inferno. Não chegava o cirurgião, o anestesista, o assistente do cirurgião, não chegava, ainda foram precisas as duas enfermeiras. Não sei se hei-de mais alguma vez ter fantasias com enfermeiras. Fiquei, como que ligeiramente, traumatizado porque nunca pensei que o meu pénis fosse capaz de hibernar de tal forma que seria necessário uma lupa de filatelista para o descobrir.

cueca de rede modelo genérico

Fiquei com as “bolas” totalmente trucidadas que pareciam ter sido mordidas por uma enfermeira praticante de sadomasoquismo atropeladas por um camião.
O aspecto visual final era o que se vê – vestia apenas uma branca, mas elegante e voluptuosa cueca de rede modelo genérico; a listra superior em azul dava o seu devido requinte; a rede deixava ainda transparecer a franja de gaze que delicadamente aconchegava a bolsa escrotal.

Hoje já me sinto melhor.
Não “os” sinto já tão doridos – o que doí é saber que estarei +/- 10 dias de dieta sexual.

eu babo-me e tu?

04 Out
04.10.2009

Ao reler Incal pensei no que me leva a gostar de tal forma de uma história que serve não apenas de referência para todas as outras que vou lendo, mas, também, como ponta de lança numa conversa quando falo, completamente babado, sobre a 9º arte ou sobre a 6º arte; já não tão babado, claro.

Apenas recorrendo à memória e não às estantes aponto como os meus autores de BD de excelência: Moebius, Druillet, Pratt, Bilal [1], Goscinny e Greg; e Alexandre Dumas, Walter Scott, Tolstoi, Nietzsche, Kafka, Eça, Hubbard, Heinlein, Robert Silverberg, Camus, Sartre, Gautier, Balzac, Sthendal e Flaubert na literatura. [2]

Starwatcher

Starwatcher (1)

Sei que se fosse agora mesmo às estantes iria descobrir outros autores tão espectaculares quanto estes, mas a verdade é que são estes e não outros autores que foram aqui escritos.

.Moebius
A primeira história que li era passada num mundo estranho. Havia um menino numa janela; uma personagem impassível. E um gato. E uma águia. O desenho é fascinante. O argumento assombroso. O conjunto é uma história com uma narração cinematográfica de um surrealismo magnético. É uma obra a duas cores, metálicas, que se lê em 5 minutos, como um filme(?), mas que deixa uma sensação inesquecível. A primeira aquisição que tenho de Moebius é, pois, “Os Olhos do Gato” (Martins Fontes, 1987); o argumento é de Alejandro Jodorowsky, o mesmo argumentista do Incal.

Incal Negro

Incal Negro (2)

Depois veio o Incal. A paixão pelo Incal começou logo na prancha 1bis (2 página d’ “O Incal Negro”, Editorial Futura, 1983).
Após isto com Moebius aka Giraud ou Giraud aka Moebius foi sempre a abrir. Tenho praticamente todo o Moebius – ainda não comprei, mais por preguiça, acho eu, Arzach – não tanto Giraud, apesar de adorar Blueberry.
A grande aquisição que tenho de Moebius é “Starwatcher”, Edition Aedena, 1986; o livro é uma reedição “De la Mémoire du Futur” inteiramente revista e ampliada.

Moebius é para mim dentro da excelência a maior referência na banda desenhada.

.Druillet
Foi descoberto a ver revistas Écho des Savanes. Não foi uma história, mas uma entrevista. Os desenhos eram diferentes. Tinham vida própria. De Druillet apenas tenho Salammbô, mas os desenhos são um desespero visual.

. Hugo Pratt
“A Balada do Mar Salgado”, editada pela Bertrand (1982) e emprestada por um colega (Ilídio Torres [IT]) em Coimbra, foi amor à primeira vista. Na mesma altura lembro-me de ler o “Silêncio” de Didier Comès, mas foi com Pratt que fui descobrir outro universo de BD. Pratt é O autor que cria com uma tal intensidade uma BD que podemos dizer que estamos perante um romance de aventuras em forma de BD. Corto Maltese é o herói/anti-herói que vive aventuras de sonho num mundo real(?).

.Enki Bilal
“O Cruzeiro dos Esquecidos”. Mais uma vez Coimbra e IT. Bilal com um desenho de sombras único cria personagens que são de tal forma psicologicamente credíveis que nos contaminam com os seus medos; vivem num futuro com características assustadoramente reais e possíveis.

.Réne Goscinny
Coimbra e as revistas Tintin perdidas em desleixo na Real República dos Pyn-Guyns onde residia IT. Goscinny é Humor + Humor + Fantasia. Uma simplicidade a contar histórias que nos faz sonhar ao quadrado.

.Greg
Achille Talon com naturalidade. Ainda adoro dizer/escrever o “espirrar baboseiras pelo nariz”. Greg (Michel Regnier) é Humor + Aventura + Fantasia. Experimentou com sucesso todos os géneros. Grandes heróis de aventuras têm a sua marca: Chick Bill, Spirou e Fantasio, Bernard Prince, Luc Orient, Bruno Brazil, Comanche, Spaghetti e muitos mais.

A Armadilha Diabólica

A Armadilha Diabólica (3)

Se com os autores acima descritos foi sempre amor à primeira vista houve pelo menos dois autores que tive dificuldade em comer à primeira, segunda e até terceira vez:
– um foi Edgar E. Jacobs e “As Aventuras de Blake e Mortimer”; tanto texto, mas tanto texto que me assustava sempre que folheava um álbum, mas quando finalmente ganhei coragem foi uma paixão para sempre.
Haverá alguém que não fique com suores frios ao descobrir n’ “Armadilha Diabólica” (Meribérica/Liber, 1987) a prancha da página 38?

– o segundo foi Tardi com “As Aventuras Extraordinárias de Adéle Blanc-Sec”. O desenho de “Adéle e o Monstro” (Bertrand, 1978) não me convidava, sabe-se lá porquê, a avançar. Foi muito mais tarde, quando ganhei a colecção completa a IT, que me senti obrigado a ler “Adéle” e adorei.

Graças a este esforço e persistência adorei, mais tarde, Alix de Jacques Martin e não perdi na (A Suivre) as aventuras de “Nestor Burma” baseadas nos livros de Léo Malet.


[1] descobri na sequência de estar a ler “A Viagem de Théo” (Circulo de Leitores, pág. 63) que Bilal, um escravo negro, foi um dos primeiros convertidos aos ensinamentos do profeta Maomé.
[2] falarei destes escritores noutro post.
imagem (1) – descrição: imagem retirada da edição Starwatcher”, Edition Aedena, 1986
imagem (2) – descrição: prancha (página 2) retirada da edição da Editorial Futura, 1983
imagem (3) – descrição: prancha (página 38) da da edição da “Armadilha Diabólica”, editada pela Meribérica/Liber, 1987.
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