Tag Archive for: fé

instantâneos de claudio magris

17 Jan
17.01.2020

Este livro de Claudio Magris são observações sobre a vida, a fé, a moral, motivadas por “instantâneos” – “um instantâneo é uma fotografia tirada com um tempo de exposição muito breve e sem apoio de um tripé.”

São apresentadas reflexões fantásticas e outras catitas, mas até as catitas são fantásticas. O que releva é o leitor sentir primeiro os argumentos pelo óculo do autor e depois ser “obrigado” a analisa-los através das suas próprias vivências.

Tradução Sara Ludovico

27 Mai
27.05.2019 Substituir os políticos no poder pelos que estão hoje na oposição e esperar que alguma coisa mude é o como pintar uma pedra de amarelo e ter fé que, espremendo bem, dê limonada.
O Paraíso e Outros Infernos por José Eduardo Agualusa (pág. 306)

de lado – 0018

12 Abr
12.04.2017

4 facts you never knew about books:
01 – books don’t have vitamins & minerals (so don’t eat books)
02 – books aren’t great for the skin (so don’t rub yourself with books)
03 – books don’t promote weight loss (so don’t go to a bathroom scale with a book in hand)
04 – books don’t have a G-Spot…

BUT

all books are pleasurable.

de lado – 0017

11 Abr
11.04.2017

Estou sentado na berma da cama a pensar que não tenho fé suficiente para saltar para o chão.

o ano do delúvio por margaret atwood

01 Jun
01.06.2016

– Tens a certeza de que estás melhor? – perguntou.
– Estou ótima neste momento – respondeu Pilar. – E o momento é a única altura em que podemos estar ótimos.

página 195, 1ª edição, 2011, Bertrand Editora

Maravilhoso! Assustador!

sinopse

O Sol já brilha no céu, dando ao cinzento do mar o seu tom avermelhado. Os abutres secam as asas ao vento. Cheira a queimado. O dilúvio seco, uma praga criada em laboratório pelo homem, exterminou a humanidade. Mas duas mulheres sobreviveram: Ren, uma dançarina de varão, e Toby, que do alto do seu jardim no terraço observa e escuta. Está aí mais alguém? Um livro visionário, profético, de dimensões bíblicas, que põe a nu o mais ridículo e o mais sublime do ser humano, a nossa capacidade para a destruição e para a esperança.

Bertrand Editora

as outras duas descobertas: “fé nos burros”

09 Out
09.10.2011

No dia 25 de Setembro escrevi

Hoje foi um dia de descobertas; duas trouxeram uma frutada surpresa a terceira revelou-se completamente inebriante.
Resolvo para já assinalar a descoberta “inebriante”.

Hoje é dia de escrever sobre as duas descobertas frutadas. Aqui está a primeira.

fenosburros

fé nos burros, apresentação

 

Fé nos Burros” consiste num projecto de fotografia e vídeo de João Pedro Marnoto em colaboração com a AEPGA (Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino) e com o apoio do Município de Alfândega da Fé que pretende enaltecer a importância da relação Homem-Animal, com especial relevância para as burras, burros, mulas e machos.

Através da presença destes animais, iremos descobrir facetas do quotidiano dos seus donos, desde a sua cultura material, saberes e fazeres de tradição oral, modos de pensar, até aos seus sentimentos e emoções. Deste modo, enquanto se perpetuar esta cumplicidade entre o Homem e o Burro haverá sempre esperança na sobrevivência da espécie que desde sempre fez parte da nossa história e memória colectiva. E que queremos continuar a celebrar e preservar.
texto retirado do site da AEPGA

Esta exposição estava em exibição ao ar livre na Avenida da Liberdade (Barcelos).
E foi uma boa descoberta. Eu via os burros, a minha filha passeava por lá de bicicleta, eu via mais burros e pensava em outros burros.

fé nos burros, duas fotos

fé nos burros, duas fotos

o fim do sr. y

15 Mai
15.05.2011

O livro capta a atenção logo nas primeiras páginas; o facto de ser narrado na primeira pessoa é importante para isso. Ariel Manto é a narradora de uma história delirante, caleidoscópica que entra num redemoinho assim que tem acesso à única cópia existente do livro, que escolheu para a sua tese de doutoramento,  “O Fim do Sr. Y” escrito por Thomas Lumas. E a partir desta descoberta temos outra pérola: um livro dentro de outro livro.

I didn’t notice Ariel Manto is an anagram of ‘I am not real’

Scarlett Thomas coloca-nos noutro plano e obriga-nos constantemente a pensar por que “O Fim do Sr. Y” não tem apenas uma história alucinante de aventura

Quando Ariel Manto descobre uma cópia do livro O Fim do Senhor Y numa loja de livros em segunda mão, nem consegue acreditar no que está a ver. Já tinha ouvido falar no seu autor, um cientista vitoriano de nome Thomas Lumas, e este é o seu livro mais famoso – e completamente raro. Muitos acreditam que contém uma maldição. Todos os que o leram, inclusive o próprio Lumas, desapareceram sem deixar rasto. Com o livro debaixo do braço, Ariel é empurrada para uma aventura onde fé, física, amor e morte se misturam.

o resumo

é um livro profundo e complexo que nos fala da alienação e da procura do saber; onde a linguagem, a moral, a ciência, o tempo, Derrida, o pensamento, Heidegger são questionados.

eis o homem

14 Abr
14.04.2011

Ecce Homo (Eis o Homem) é a frase pronunciada por Pontius Pilate quando apresentou Cristo, torturado e agrilhoado, a uma multidão enraivecida antes da crucificação.

E se Maria fosse uma libertina, José um velho amargo e Jesus apenas um deficiente mental? É uma frase que lida, assim, em tom seco suscita desde logo ódios e repulsa a qualquer cristão; mas devemos ser inteligentes: ler, ajuizar e criticar.

“Eis o Homem” de Michael Moorcock é um livro que depois de lido, mesmo por qualquer cristão embrutecido pela fé, não causa qualquer ruptura emocional ou ódios estúpidos e não digo isto por acreditar ser ateu.

É uma obra de um grande humanismo que coloca sérias perguntas.

16 Out
16.10.2010 (…) o poço da criação. O reservatório da vida, que é Deus. Alguma vez pensaste que acreditas em Deus? Acordastes alguma vez no meio da noite a dizer Sim, sim, no fim de tudo “há” qualquer coisa. Creio, creio! Não falo de ir à igreja, compreendes-me. Ir à igreja, hoje, não é mais do que um reflexo condicionado, um trejeito, um tique. Falo da fé. Da crença. O estado de iluminação. Também não falo de Deus como se fosse um velho de longos bigodes brancos. Refiro-me a qualquer coisa abstracta, uma força, uma potência, uma corrente, um reservatório de energia por detrás de tudo e ligando tudo. Deus é esse reservatório (…) está cheio de calor e poder, é acessível àqueles que sabem como chegar até ele. Platão soube alcançar o reservatório. Van Gogh, Joyce, Schubert, El Greco. Alguns poucos felizes sabem como alcançar. A maior parte de nós não sabe. Para os que não podem Deus morreu. Pior: para eles, Deus nunca existiu. Ó Cristo como é terrível estar encurralado numa época em que toda a gente se comporta como se fosse uma espécie de morto-vivo (…) Odeio-a. Odeio todo este fedorento século XX, sabes? Estou a falar com algum sentido? Pareço terrivelmente bêbado? Estou a envergonhar-te (…)
Os Jogos do Capricórnio por Robert Silverberg

21 Nov
21.11.2009 Quando Philip deixou de crer no cristianismo, sentiu que um grande peso lhe fora tirado dos ombros; despojando-se da responsabilidade que sobrecarregava cada acto, quando cada acto era de infinita importância para a salvação da sua alma imortal, experimentou uma viva sensação de liberdade. Mas agora sabia que isso fora uma ilusão. Ao abandonar a fé em que fora criado, mantivera intacta a moral que era sua parte integrante. Resolveu, então, pensar por si mesmo sobre as coisas. Determinou não se deixar influenciar por preconceitos. Descartou-se de vícios e virtudes e rejeitou os princípios assentes do bem e do mal, com a ideia de encontrar por si próprio uma norma de vida.
A Servidão Humana por Somerset Maugham

Obra poderosa que foi, na semana passada, relida com os mesmos olhos, mas com outro saber; são mais 20 anos em cima das costas.

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