Artigos

estou obsoleto

Actualmente os meus filhos já me utilizam para os ajudar nos trabalhos da escola.

O mais velho sabe agora mais de programação do que eu.

A mais nova pede antes ajuda ao irmão a inglês.

A mim vão-me oferendo uns restos de “lê sff para ver se está bem escrito.” – pois!

experiências

Os meus filhos decidiram aproveitar o descanso do guerreiro e realizarem experiências comigo.

from brezzerious

Mais importante do que os euros foi a mensagem – 🙂 ❤️❤️❤️

son of apple

Uma versão de um universo invertido – ou o que quer que seja!

Qualquer semelhança com a pintura “Son of Man” é coincidência, or maybe not.

trocas!

y. as queixas; a pergunta; a solução?
– Só trabalho e mais trabalho. São os filhos, a casa, a cozinha, o cozinhar, dar os remédios. Ao menos os homens chegam a casa e só vêm o sofá, a televisão. Só lhes falta um qualquer bobi levar-lhes as pantufas, o jornal e a cerveja. Que ódio. Quem me dera às vezes ser homem. Do que é que eles se podem queixar?

x. a queixa; que simplicidade!
– Apenas nos queixamos por as mulheres desejarem ser homens.

andar de mota, com efeitos especiais…

Um inocente pai apanhado por dois filhos diabos. E que descobriu isso apenas hoje ao limpar o cartão de memória da máquina.

deuses americanos

Em “Deuses Americanos” Neil Gaiman oferece uma road story, digamos, mitológica agradável. Li o livro sem problemas. O enredo está bem construído, deuses com idiossincrasias engraçadas, mas no geral é um livro que não me deixa saudades. Tem pormenores interessantes: adorei a zombie esposa. Faltou-lhe alguma coisa para me deixar uma sensação final de encantamento. Talvez as quebras de ritmo narrativo? Ou simplesmente a ausência de um qualquer ingrediente.

A mais valia é, contudo, a facilidade com que Gaiman brinca ousadamente com os diferentes deuses e os mistura numa salada bem condimentada.

O deus Anansi tem aqui uma presença fugaz; em “Os Filhos de Anansi” Neil Gaiman criou uma história na qual ele é A personagem.

mulher doente

A minha mais que tudo ficou ontem doente e só hoje reparei devido a um tuito da @Cat_SaDiablo que fui temporariamente um poeta com estilo. Lendo isto agora nem sei por que comecei a tuitar de Nokia na mão; talvez para passar o tempo.

Aqui ficam os meus tuitos no Twitter:

  • Mulher doente marido descontente
  • Mulher de cama marido a fazer de ama
  • Mulher com olhos mortiços marido a não correr riscos
  • Mulher a olhar lado marido a pousar o teclado
  • mulher a dormir marido a sorrir
  • mulher acordada marido com atenção redobrada
  • mulher a nanar marido ter de cozinhar para filhos alimentar; cozinha limpar
  • mulher a melhorar marido a sossegar

os senhores do trovão

o apelo dos coiotes

o apelo dos coiotes

A série (Os Pele-Vermelha) sobre os índios nativos norte americanos é uma excelente banda desenhada de Hans George Kresse [3.12.1921-12.3.1992], artista holandês. Este série teve o seu inicio com o álbum “Os Filhos do Trovão” (1974) (título original: “Les Maitres du Tonnerre”) sobre a chancela da editora Casterman e terminou em 1982 devido ao facto de Hans Kress começar a ter problemas de visão.

A lista de álbuns com o titulo original é a seguinte:

  • 1. Les Maîtres du Tonnerre
  • 2. Les Héritiers du Vent
  • 3. Les Compagnons du Mal
  • 4. L’Appel des Coyotes
  • 5. Les Flèches de la Vengeance
  • 6. L’Or des Montagnes
  • 7. Les Chasseurs de Vautours
  • 8. Le Prix de la Liberté
  • 9. L’Honneur du Guerrier

Entre nós foi a Difusão Verbo a responsável pela edição da série logo em 1977.
Infelizmente não tenho os nove volumes, nem sei se a editora os editou todos.

o espermograma ou a recolha mecânica de esperma

Tirei a manhã porque o “casulo” que guardou o meu esperma teve de ser entregue até às 11h30 e nunca após terem passado duas horas da recolha – foi um trabalho mais que cronometrado.

Pensei que a “recolha” ia ser uma uma masturbação a duas mãos, mas as férias começaram e os filhos andam a fazer o que fazem melhor… a ferrar-me os joelhos – e ao descobrirem, anormalmente, o pai em casa de manhã, tive de refugiar-me no quarto de banho para um “solo mio“. Deve ter havido a libertação de quaisquer feromonas para que a populaça juvenil estivesse já acordada a horas pouco habituais; afinal a ideia de um coitus interruptus versão frasco de plástico foi destruída – cheque-mate!

Quando tinha 14 anos bastava pensar nas mamas da Edwige Fenech, agora diz-se seios!, mas na altura eram mamas e tetas os vocábulos popularizados, para a ejaculação sair fluída e sem qualquer negativismo Krishna. Com o barulho matinal não consegui atingir o relaxe perfeito adequado para a “recolha” e as batidas ritmadas na porta do quarto de banho seguidas dos gritos “paiiiiiiiiii o que estás a fazer???! caís-te!!…….”, “mãe o paiiiiii, nunca mais sai do quarto de banho” – a resposta da minha mulher “deixem o pai em paz, ele está com cólicas” mitigava os avanços contra a porta do maior vampiro que tenho em casa: a minha filha de 3 anos que após ranger os dentes, colocar os dedos em posição de garras e verbalizar uma onomatopeia rrrrrrrrrhhhhhhh afirma “sou mesmo um vampiro maléfico”.

Claro que nesta aventura a minha mulher ajudou-me imenso; as sua frases, ditas quando os miúdos estavam afastados do meu refúgio, foram o meu ânimo “então solitário como corre a brincadeira?”, “queres que coloque alguma música? ou que queime incenso?… já sei, uma dança!?” ou esta frase que revela incontestavelmente o quanto ela me ama “isso tem de ser entregue até às 11h30! por isso…”

A verdade é que já com alguma calosidade consegui cuspir, com alguma glória e quanto basta, esperma para o frasco de recolha.
Terminou. Espero que o resultado seja a ausência total de espermatozóides.