Tag Archive for: forte

alice num mundo real de isabel franc e susanna martín

04 Out
04.10.2019

Apesar de o tema da história do álbum “Alice Num Mundo Real”, de Isabel Franc (textos) Susanna Martín (desenhos), ser forte – cancro da mama – e assustador não me encheu as medidas.

cerveja artesanal do minho – sabores tradicionais

06 Out
06.10.2012

O objectivo único de ir a Vila Verde foi descobrir em primeira mão as cervejas produzidas pela Cerveja Artesanal do Minho que tem ao seu comando Filipe Macieira e Francisco Pereira. O restante programa oferecido pela Festas das Colheitas veio a reboque.

cervejas

as cervejas

O que dizer então das cervejas que partem desta ideia:

A “Cerveja Artesanal do Minho” é uma cerveja especial cujo método artesanal de fabrico e o uso de matéria-prima 100% natural dão origem a uma cerveja mais aromática, com um sabor mais intenso e uma ligeira turvação devido à filtração parcial da levedura. Pretende-se oferecer ao consumidor a possibilidade de poder apreciar novos sabores e texturas, diferenciando-se da cerveja actualmente produzida e consumida em Portugal.

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os arrebatamentos

Degustei em ambiente aprazível um tipo de cerveja – ou, para ser mais correcto, três sub-tipos dentro do mesmo estilo, ale. Sei que o ideal era não fazer misturas, mas que se lixe o ideal e que venha o êxtase de sabores.
Tenho de agradecer a Francisco Pereira a sua amabilidade e paciência, numa altura de grande confusão, em disponibilizar uns bons minutos de conversa para falar um pouco do projecto, das cervejas, dos planos futuros e do que se prevê ser um fantástico Oktoberfest a 20 de Outubro em Moinhos, Gême, Vila Verde.

  • red ale: sub-tipo da cerveja ale, é oferecida com boa cor, espuma cremosa, cheiro delicado e um sabor furtado harmonioso; é fácil ficar enamorado por ela. Gostei da aposta nesta cerveja ale. O que me faz ficar ansioso por provar a sua irmã mais clara, a india pale ale, que se encontra neste preciso momento a descansar no frigorífico.
  • weiss: outra boa surpresa, e que é mais uma vez uma ale, feita à base de trigo, em que se destaca uma adorável cor turva; o seu sabor é persistente e permanece ainda durante bastante tempo, por isso a cerveja deve ser bem distribuída na boca para que tenha um bom contacto com a língua; achei-a bem encorpada e bastante refrescante.
  • stout: é outra ale, mas de cor preta, com um forte sabor a chocolate, café e malte torrado. Fiquei, ainda, com a sensação de um ligeiro travo a caramelo, mas já não tenho certeza; amei o amargo deixado na boca. Nesta altura ataquei uma fatia de bolo de cerveja para tentar limpar o paladar (hehehe, impossível limpar o paladar com um bolo à base de cerveja – é o momento de humor deste meu registo) e dei duas, ou três amostras do bolo ao meu amigo Rui ao melhor estilo “olha o avião“, não confundir com a estupidez musical “Anda Comigo Ver os Aviões“, okay!

Tenho para provar a pilsener, a única lager, que deve ter o característico sabor suave (e amarga) e a belgian ale que será maravilhosa pelo seu sabor intenso (mas pouco amarga) – que espectacular dualidade.

paulo, cervejas

eu e as cervejas

Os dois mestres-cervejeiros estão de parabéns e têm aqui, neste sujeito que está a terminar este sequioso texto, um admirador. Espero que a minha positiva experiência seja multiplicada exponencialmente por muitas mais pessoas.

a_minha_compra

a minha compra

que ousadia! (excerto)

08 Out
08.10.2011

Acordei com a mão esquerda a segurar os tomates. Nada de anormal este meu acordar; gosto de coçar, acariciar os meus tomates (poderia dizer testículos, mas essa palavra transmite uma ideia de inocência; e os meus tomates são tudo menos inocentes) – gosto de os sentir como contrafortes de um membro que mesmo em hibernação revela respeito.

Saí do sono verdadeiramente satisfeito, a abraçar de braços abertos as minhas almofadas king size Reykjavik-Eider em seda e com metade do corpo acariciado por um edredão Jon Sveinsson; não sou pessoa de gostos elitistas, mas gosto de me vestir com a cama – será um fetiche?

A noite anterior foi economicamente produtiva; até, para variar, sexualmente angustiante; e enquanto depenicava a ponta do pénis a lembrança tornou-se clara.

Seguindo a recomendação de uma cliente habitual aceitei marcar uma noite para a sua amiga necessitada de alguma “distracção”; garantiu-me, “Ela é muito linda.”

A amiga de nome Adalgisa, contrariando a minha sugestão reservou o quarto num hotel que eu desconhecia. Insisti um pouco pois gostava da familiaridade dos meus locais de nidificação, mas perante a sua exigência ou atrevimento? cedi – quem era capaz de pagar pelos meus serviços bem que podia ficar com a ideia de que gozava de algum domínio.

Pelas 21h00, utilizei o elevador, subi ao sétimo piso do hotel e bati à porta do quarto 701 imitando com o melhor empenho possível as quatro primeiras notas do primeiro movimento da 5ª de Beethoven; a batida secreta. Entrei a encarar arregalado (ainda sou susceptível a surpresas) para uma pouco comum máscara veneziana bauta feita de papel machê, de cor ocre, preta e dourada, decorada na testa com um medalhão de ouro e com plumas que ocultava o rosto da minha Adalgisa; o corpo estava vestido com uma longa capa preta que cobria a totalidade do corpo – todo o quadro era iluminado apenas pelas luzes do corredor; a única luz existente no quarto soprava de uma vela. Enquanto fechava a porta não pude deixar de pensar nas palavras “Ela é muito linda.” Seria? A dúvida foi, momentaneamente, relegada para segundo plano quando ordenou “Deite-se de costas na cama. ” “Ah!” “Como pode ver há ali uma cama.” A Adalgisa mordia!

informações: apenas um extracto da história

o apelo da lua

10 Mar
10.03.2011

“O Apelo da Lua” de Patricia Briggs tem desde logo um grande aspecto negativo: cria o desejo de ser lido sem paragens – pois… é viciador. Claro que este aspecto é um, digamos, falso negativo.
Esta edição da Saída de Emergência, editada em Setembro de 2010, traz uma autora que com este livro criou personagens cativantes e um mundo fantasticamente “convincente”. As personagens estão bem construídas e o mundo fantástico tem pormenores interessantes.

A escrita de Patricia Briggs não é telegráfica, mas escreve sem rodeios, sem complicar o enredo da história que começa logo ali ao virar da primeira página. A personagem principal tem uma personalidade forte que nas suas deambulações nos vai relevando o mundo dos lobisomens, dos vampiros e de outras personagens feéricas. Apesar de existir na história romance este não é transforma as relações em relações picuinhas; temos aspectos românticos sim, mas com contornos selvagens – lobisomens, coiotes, seres humanos tem de dar uma combinação sempre explosiva.

Espero que esta série (“Mercy Thompson Series”) tenha em Portugal o mesmo sucesso que está a ter nos EUA; aí, já com 5 livros editados e com o sexto a sair, possivelmente, ainda, este mês. Para já temos os dois primeiros volumes. O segundo, “Vínculo de Sangue”, já foi editado pela Saída de Emergência.

alguém

03 Set
03.09.2010

Alguém, aparentemente, do sexo masculino, nos dias que correm todo o cuidado é pouco, ao cruzar comigo olhou com curiosidade para a zona da minha braguilha. Levei a mão ao dito lugar e sossegado constatei que o fecho das calças de ganga estava fechado e que o falo mantinha-se inerte, mas vigilante.

Questionei-me, será que o meu corpo elegantemente forte já só atrai gays e não gajas boas?

porquê sr. matias? (excerto)

01 Set
01.09.2010

Já não era apenas quando chegava de férias que encontrava o meu porta lápis desprovido de canetas, de lapiseiras, de lápis, de tesoura, de corrector, de réguas, de afia lápis, de corta papel, de borrachas, de tira-agrafos, de x-acto, mas tal coisa nunca me ralou, apenas perdia por tradição alguns minutos a pensar quem teria levado o material tendo em conta que eu era o único funcionário no escritório, porque assim começava o trabalho com novo material e adoro especialmente afiar o novo lápis, a ponta fica fina como um estilete; é a única tarefa que realizo com imensa atenção e prazer, mas actualmente era a qualquer momento que as minhas coisas saíam do lugar e o culpado tinha agora rosto. Quando dou por mim até a minha dedeira de borracha estava a ser usada pela minha nova colega de escritório. A sua mesa de trabalho está colada ao tampo angular colocado à direita da minha secretária. Eram ainda 09h45m e depois de diligentemente alfabetizar uma série de documentos e esticar a mão para pegar numa pinça clipe que sabia estar, cegamente, sempre naquele sítio da secretária encontro o espaço vazio. A pinça clipe estava, agora, pendurada no lado esquerdo do calendário de mesa da nova colega, que publicita aquele restaurante que serve comida intragável, sem qualquer objectivo que não uma pretensa decoração. Para agravar o meu estado de espírito enquanto fui buscar outra pinça clipe uma das folhas alfabetizadas foi virada de costas para a colega tomar nota de um número de telefone – usou uma caneta. Pressentia nas costas uma sensação de gozo silenciosa sempre que me deslocava para trazer novo material de trabalho. Suava nessas deslocações. Não pensava num buraco, mas numa enorme cratera. Não sou cobarde. O que detesto são confrontações físicas; penso que a inteligência supera qualquer adversidade.

informações: apenas um extracto da história

aventura culinária

08 Jan
08.01.2010

Convidar alguém para jantar e ser obrigado a fazê-lo como desafio às minhas capacidades culinárias não estava dentro do meu arrojado plano; descascar batatas durante 45 minutos, muito menos. Penso, contudo, que o resultado final foi positivo.
Claro que aguardei os 30 minutos de praxe e ninguém foi vitima de intoxicação alimentar.

A deslocação já menos massiva de Sir Paxo, o que abala infelizmente a perspectiva volumétrica da minha filha sobre o que é na verdade alguém ser… forte/gordo, permitiu-me usufruir de uma boa companhia; sem negar as suas qualidades de bom falador e bom ouvinte, estou, muito naturalmente a referir-me à boa companhia de uma cerveja com que ele presenteou a mesa.

A recordar o 3D penso no primeiro filme que vi no cinema, Beowulf, e no último, Avatar, e a diferença é BRUTAL. Eu até ia novamente…

Outra satisfação que tive no jantar, que serviu também este propósito, foi dar mais um livro a quem não gosta de ler.

quem é?

14 Out
14.10.2009

Ultimamente à eterna pergunta “Quem é gordo?” a minha filhota tem respondido “És tu!” O motivo é simples, não existindo na sua rede social termo corporal de comparação o meu perímetro abdominal combinado com 1,81m de altura é para os seus neurónios em franco desenvolvimento a resposta. Quando ela privava com outra pessoa volumetricamente composta eu seria incontestavelmente o forte. Agora que essa pessoa atingiu o patamar mitológico – sabemos que existiu, não sabemos se existe – eu sou anatematizado por 1m de altura, 15 quilos de peso.

A solução extrema teve o seu inicio no dia 8 de Outubro de 2009. É uma data dolorosa para mim. Iniciei seriamente uma demonstração impiedosa de expulsão temporária de activos. Esta expulsão teve, contudo, uma pausa ontem. No dia da minha dádiva trimestral de sangue tive de ingerir duas bolachas açucaradas e um sumo de pêssego doce, mas foi por uma doce boa causa.

o jantar 1.0

09 Jun
09.06.2009

Uma quarta-feira fui jantar e beber umas cervejas com Master Paxo.
Falou-se muito e de muito.

A dada altura mencionou(ei), a propósito do que não sei, da frase “o que não nos mata, torna-nos mais fortes”. E, assim, de rajada pedi-lhe uma tradução e afirmei que já tinha ouvido isso no primeiro Highlander.

Mas foi um inocente engano

A frase que Kurgan grita na igreja é:

It’s better to burn out than to fade away.

directamente do Highlander.

Longe da frase referida na nossa conversa.

O motivo porque escrevo este post é ter descoberto por acaso, ao ler “A Morte de Um Apicultor” (pág. 37), o autor da frase original:

Aquilo que não me destrói torna-me mais forte.

A Morte de Um Apicultor

Apesar de ter lido, em pesquisa, “Aquilo que não me mata, só me fortalece” e outras semelhantes, mas sendo a frase original “Was mich nicht umbringt, macht mich stärker” inserida na obra “O Crepúsculo dos Ídolos” de Friedrich Nietzsche a tradução correcta deverá ser “O que não me mata torna-me mais forte.” E porquê? Porque assim diz o Google Translate.

Engraçado estas coisas da memória.

forte vs gordo

17 Abr
17.04.2009

A caminho de casa e ao passar junto a camiões carregados com carrosséis para as próximas Festas das Cruzes a minha mulher diz à nossa filha:
– Já viste Margarida os camiões com os carrosséis para depois tu brincares?
– Mas eu tenho medo. E sem demora diz em tom trocista: – Não tenho não. Pai, tu podes ir comigo, não podes?
– Claro que posso ir Margarida.
– Mas tu és gordo. Olho para ela com uma cara de estupefacção e ela returca:
– Poooisss tu és forteeee. Gordo é o Sérgio Go’dinho.

Claro que dei boas e valentes gargalhadas.

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