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o jantar 1.0

Uma quarta-feira fui jantar e beber umas cervejas com Master Paxo.
Falou-se muito e de muito.

A dada altura mencionou(ei), a propósito do que não sei, da frase “o que não nos mata, torna-nos mais fortes”. E, assim, de rajada pedi-lhe uma tradução e afirmei que já tinha ouvido isso no primeiro Highlander.

Mas foi um inocente engano

A frase que Kurgan grita na igreja é:

It’s better to burn out than to fade away.

directamente do Highlander.

Longe da frase referida na nossa conversa.

O motivo porque escrevo este post é ter descoberto por acaso, ao ler “A Morte de Um Apicultor” (pág. 37), o autor da frase original:

Aquilo que não me destrói torna-me mais forte.

A Morte de Um Apicultor

Apesar de ter lido, em pesquisa, “Aquilo que não me mata, só me fortalece” e outras semelhantes, mas sendo a frase original “Was mich nicht umbringt, macht mich stärker” inserida na obra “O Crepúsculo dos Ídolos” de Friedrich Nietzsche a tradução correcta deverá ser “O que não me mata torna-me mais forte.” E porquê? Porque assim diz o Google Translate.

Engraçado estas coisas da memória.

forte vs gordo (versão multimédia)

Finalmente descobri os dois ficheiros com gravações mais que poderosas.
Com esta entrada termino a temporada 10 de forte vs gordo e revelo que a verdade vem sempre à tona da água.

O primeiro ficheiro é datado de 09.06.2008

O segundo ficheiro é datado de 16.04.2009

forte vs gordo

A caminho de casa e ao passar junto a camiões carregados com carrosséis para as próximas Festas das Cruzes a minha mulher diz à nossa filha:
“Já viste Margarida os camiões com os carrosséis para depois tu brincares?”
“Mas eu tenho medo.” E sem demora diz em tom trocista: “Não tenho não. Pai, tu podes ir comigo, não podes?”
“Claro que posso ir Margarida.”
“Mas tu és gordo.” Olho para ela com uma cara de estupefacção e ela returca:
“Poooisss tu és forteeee. Gordo é o Sérgio Go’dinho.”

Claro que dei boas e valentes gargalhadas.

o que é?

As crianças são mesmo espectaculares. A minha filha aprendeu estes dias duas palavras novas.
Quem é gordo?, perguntou eu.
O Sé’gio, responde inteligentemente.
O que é o papá?
Fo’te., afirma ela lindamente e sem qualquer margem de dúvida.

Condicionamento? Nem pensar. Inteligência inata.

como se pode melhorar a perfeição?

aviso à navegação: com o objectivo de proteger a sua sanidade mental uso o estilo kafkiano e identifico-o apenas como p.

está decidido. apesar de não ter o volume de wizard p. e quando falo na sua redondeza não é em sentido critico. é apenas uma constatação. simples. singela. e ele é como é e eu sou eu. sem discussão. ponto final. e sobre a forma cilíndrica de sir p. haveria muito a dizer. haveria muito que rir. que gracejar. falo em p. para se compreender a diferença de formas. mas já chega. agora é altura de escrever sobre a minha figura. não sendo uma pessoa exageradamente pesada sou digamos que elegantemente forte. forte não no sentido de valente. e é claro que tenho a minha dose de covardia e valentia devidamente equilibrada. forte enquanto entendido como substancioso. possante. consistente. é pois uma doce e suave consistência que caracteriza a minha forma. e como melhorar esta solidez tem sido um problema. é que se com alguma regularidade vou perdendo alguma solidez aceitável. repito. aceitável porque não deforma a forma. também a vou recuperando. a solidez que perco não é perdida verdadeiramente. é uma solidez pombo-correio. vai. vem. vai. vem. o reencontro é compreensível. a recuperação previsível. os bons hábitos são complicados de mudar. mas uma vez mais está decidido. e a pedido. e para consolo de algumas pessoas irei revelar um enorme controlo sobre a minha forma. iniciei hoje entre as 14h.00 e as 20h.00 uma demonstração impiedosa de expulsão temporária de activos. vulgo d.i.e.t.a.

toti

O governo num jogo de ancas ímpar a nível mundial está a pensar criar um novo imposto para o cidadão português.
Já se sabe que para o governo português qualquer individuo não é uma mais valia nacional, mas apenas uma fonte de dinheiro para pagamento de taxas, impostos, tributos…

Assim, nesta mesma linha de pensamento, o governo tem para aprovação no próximo conselho de ministro o TOTI (Taxa de Ocupação Territorial para Indivíduos). Este imposto tem como objectivo cobrar a ocupação de cada pessoa medida pelo seu peso e pelo seu diâmetro da cintura. A preocupação do governo ao contrário do que se possa pensar não é obter dinheiros extras para os cofres do estado, mas cultivar o culto do corpo elegante e saudável sem se cair na bulimia nem na anorexia. Sem esquecer que menos peso não maltrata tanto o planeta terra.

Neste seguimento as cadeias de fast-food vão ser taxadas com um IVA especial e temporário de 32%

Naturalmente a AGPS (Associação dos Gordos Por Que Sim), a AGPTS (Associação de Gordos Por Que Tem de Ser), o clube OBS (Obesos, Belos e Sensuais) e a, entidade com fins pouco lucrativos, BIFE (Balofos, Intensos, Fortes mas Elegantes) revoltam-se contra o TOTI que entendem ser inconstitucional e ameaçam boicotar a compra de tripas, gomas de açúcar, pastéis de nata, suspiros, farturas e pasmem-se avançam, igualmente, com o cancelamento de assinaturas da revista Epicuro.

As associações do sector de comes & bebes encabeçadas pelo monstro sindical SINCOP (Sindicato do Coração Preocupado) ameaçam inundar o mercado com uma produção massiva de doces caramelizados com adoçante e o não fornecimento de bifanas nas próximas romarias.

Surgiu entretanto um slogan de luta: “Gordos ao poder pela força do comer.”

Estaremos perante uma revolução das tripas?

diamante de sangue

Diamante de Sangue não sendo um filme sobre a guerra é pelo menos um filme com guerra – guerra civil. Não pode, por isso, deixar de ser um filme violento e chocante. Choca ver crianças transformadas em máquinas automáticas de matar.
Felizmente não se perde em mostrar os horrores da guerra per si.
Leo tem evoluído e neste filme prova mais uma vez, tal como tinha acontecido em Entre Inimigos, que é um Grande actor. Está excelente numa personagem que sofre de uma dualidade inconsciente de sentimentos. Mas como pode um mercenário, um assassínio frio ser bom ou ter pensamentos bondosos?

Djimon Hounsou move-se sem problemas numa personagem unidimensional e com um forte motivo para existir e sobreviver: encontrar a sua família e o seu filho Dia Vandy, que irá um dia ser médico. A sua coragem, a sua esperança de ter “ainda” uma vida feliz é o que nos dá “força” para “aceitarmos” a violência do filme.
Ao contrário de Apocalypto que se perde em exibir apenas sangue, sangue, mais sangue e mais sangue. Diamante de Sangue não precisa para contar uma boa história de viver de exibições gratuitas de sangue ou nudez. Sabemos que Danny Archer e Maddy Bowen cederam às tentações da carne e isso basta para a história.

Um filme a recordar. Um realizador (Edward Zwick) a ter em conta. Quem não se lembra do Último Samurai.