Tag Archive for: francisco josé viegas

um crime capital de francisco josé viegas

16 Jun
16.06.2020

Em mais uma aventura de Jaime Ramos, Francisco José Viegas não desaponta, mas, também, não deslumbra.

15 Jun
15.06.2020 «É ESPANTOSO, NÃO É, CHEFE?»
«Só ficamos surpreendidos de vez em quando, Isaltino, e isso é só quando queremos ou quando estamos distraídos. Já nada me surpreende.»
Um Crime Capital de Francisco José Viegas (pág. 125)

longe de manaus de francisco josé viegas

08 Jun
08.06.2020

Depois de iniciar uma investigação sobre a morte de um homem desconhecido encontrado num apartamento dos arredores do Porto, Jaime Ramos é levado a percorrer caminhos que o transportam entre Portugal, o Brasil e a memória de Angola. Nesse triângulo vivem personagens solitárias que desaparecem sem deixar rasto e cujas biografias tenta reconstruir a partir do nada, socorrendo-se apenas da sua imaginação. Esse percurso transportará o leitor da Beirute do século XIX até ao coração da Amazónia e à Manaus contemporânea, do Porto a São Paulo, de Luanda ao Rio de Janeiro e ao Amapá, da guerra de Angola e da Guiné aos apartamentos vazios onde são recolhidos cadáveres, memórias e silêncios. Este cruzamento de geografias e de tipos humanos provoca alucinações no próprio narrador, que ora escreve em português de Portugal, ora em português do Brasil, e no investigador Jaime Ramos, que é obrigado a inventar histórias de perdição para que o seu mundo tenha algum sentido.

Terminei, ontem, a minha segunda leitura de Francisco José Viegas e do seu Inspector Jaime Ramos e não fiquei nada desiludido.

bruce chatwin

01 Jan
01.01.2020 BRUCE CHATWIN ACREDITAVA QUE O DESTINO do homem era viajar, o vadiar, andar de terra em terra. Para o comprovar temos o resumo luminoso da sua obra e o exemplo pessoal, quando se despediu do emprego londrino com um simples bilhete a dizer: «Fui para a Patagónia.» Esta frase deve ter existido — mas entrou no domínio das lendas passíveis de serem comprovadas. Ou seja: pode ser verdadeira, mas, se for falsa, tanto melhor, porque é quase perfeita. «Fui para a Patagónia» é o resumo de uma vida que — leitores ingénuos como somos — acreditamos ter sido consagrada ao nomadismo.
Canto Nómada de Bruce Chatwin (págs. 7)

Fragmento do prefácio “Chatwin: os lugares aonde o nosso olhar ainda não chegou” por Francisco José Viegas.

livros na palete – posição 022

15 Dez
15.12.2019

Mais uma entradas – livros em promoção.

o mar em casablanca

25 Jan
25.01.2010

«Não cheguei a morrer?», perguntou ele.
«Não. Não foi o suficiente.»

página 107

Li este livro empurrado por uma critica do Jornal de Letras e foi uma leitura bastante agradável.

O Mar em Casablanca é antes de mais um romance policial – temos dois assassinatos e uma investigação policial, para se transformar, também, numa autobiografia de Jaime Ramos. Aqui os crimes servem um propósito superior, que vai muito para além de descobrir o(s) culpado(s); são o motivo de uma viagem pela memória de Jaime Ramos – que está a ficar velho. E o Douro, o Vidago, Angola e Guiné, Casablanca e Venezuela são os espelhos das recordações que Jaime Ramos nos dá a conhecer.

A escrita é de uma doce melancolia que nos faz de um trago mergulhar perdidos no nevoeiro do Douro para de seguida nos resgatar com o cheiro de uns filetes de sardinha.

O Mar em Casablanca é um livro que se revela a cada página.

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