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oton lustosa

O homem não busca apenas satisfazer as suas necessidades materiais. Para viver, plenamente, busca a satisfação espiritual. Cheio de poder, posto que dotado de inteligência – esta explosiva força criadora -, o homem transforma o mundo. Escarafuncha, mexe, bisbilhota as coisas da Natureza… Queda-se extasiado diante das belezas naturais… Encafifa-se com os mistérios que levam à perfeição das coisas criadas… Chega a uma conclusão derradeira, inapelável: Deus existe! Mas… De tanto investigar termina por concluir que algo deve ser melhorado ainda neste mundo de Deus. Quer o homem o mundo ao seu serviço, útil e prático; que lhe proporcione um estado tal de bonança, inenarrável, sublime. Algo a que deu o nome de Felicidade! Eis o objetivo primeiro e último do gênero humano: Ser Feliz! Por isso transforma, modifica, cria, destrói, luta. E a tal felicidade como uma miragem, ora perto ora longe. E haja esperanças e haja angústias e haja sonhos! Ah! os sonhos!… Quer o homem, em pleno estado de vigília, entender os sonhos, torná-los concretos. Freud bem que tentou ensinar a fórmula. Mas a psicanálise freudiana, para muitos, ainda é um imenso labirinto onírico. Por isso, em perseguição dessa tão sonhada felicidade, o homem desanda a sofrer. Busca, finalmente, um lenitivo para essas dores do espírito. Põe-se a serviço da construção e da contemplação da Beleza. Nesta sua caminhada terráquea, a estação que o leva a mais se aproximar da felicidade é a contemplação da Beleza. É aí que as artes ocupam importantíssimo papel na vida do homem. Aliás, ouso dizer, sem a arte – expressão maior da inteligência humana -, o homem não passaria de um miserável bicho bípede, deslanado, sem cauda, sem garras, despreparado para a caça e para a pesca; e sem nenhuma chance de cavar, mergulhar e voar. Mas o homem, ser divino, tem a Inteligência!… Que o leva ao trabalho maneiroso, ao engenho, à arte, à perfeição, ao amor… E ainda o levará à felicidade!

Oton Lustosa

Texto extraído do discurso de posse do escritor Oton Lustosa na cadeira n° 05 da Academia Piauiense de Letras.

freud is fantastic

Today I dreamed that four of my aquarium fish had died. I picked up the Freud’s book “The Interpretation of Dreams” and I easily came to the conclusion that fishes also die. Freud is fantastic.

harry potter 6

Sometimes a cigar is just a cigar. – Freud

A escritora J.K. Rowling, com Harry Potter and the Half-Blood Prince, redimiu-se com os seus leitores.
A perda de rumo que a escritora revelou no Harry Potter and the Order of the Phoenix, que podia ter tido uma leitura mais agradável se tivesse sido reduzido a metade, não aconteceu com Half-Blood Prince. A leitura é, desta vez, feita de forma fluí­da e tudo o que está escrito tem a sua razão de ser. “Harry Potter” em Half-Blood Prince não é o mesmo adolescente irritante, pateta, imbecil, petulante do ano 5 e isso é um dos aspectos que torna o livro mais interessante.
Considero, ao contrário de algumas opiniões, que Potter ainda não perdeu a sua magia e isso apesar dos clichés que lhe possam ser aplicados ou de as histórias assentarem, sempre, como alguém já escreveu, nas mesmas premissas:

1. Harry isn’t allowed to leave for school
2. Everyone is in awe of him.
3. Something happens and people hate him.
4. He must find out the mystery
5. He solves it, people love him again.
6. (Add in for later books, someone has to die.) (in sffworld.com)

Tudo isto tem o seu devido fundamento, mas para mim os livros de Harry Potter, “o universo Potter”, existem apenas como histórias de fantasia de puro entretenimento.
Fico, muito naturalmente, a aguardar a continuação da saga.