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spirou e fantásio de franquin #8

Confundindo-o com um caramelo, o Marsupilami engole o mini-transístor de Fantásio e transforma-se num posto emissor de rádio ambulante. Este é o ponto de partida para uma nova aventura de Spirou e Fantásio, que vai levar os nossos heróis ao âmago de um intrincado conflito político, cheio de voltas e reviravoltas.
Na segunda história, Spirou e Fantásio descobrem, com surpresa, que Zorglub mora no castelo do conde de Champignac e, também com estupefacção, que ele se comporta como um bebé, na sequência do “acidente” sofrido anteriormente…

Asa

Outro álbum duplo. Aqui temos:

  • QRN sobre Bretzelburg (argumento de Franquin e Greg; desenhos de Franquin)
  • Sarilhos em Champignac (argumento de Peyo e Gos; desenhos de Franquin, com a colaboração de Jidéhem)

Mais duas histórias fabulosas.

spirou e fantásio de franquin #7

Mais um delirante volume duplo desta colecção da ASA e do Público. Neste temos:

  • Z de Zorglub (argumento de André Franquin e Greg; desenhos de Franquin com ajuda de Jidéhem)
  • A Sombra do Z (argumento de André Franquin e Greg; desenhos de Franquin com ajuda de Jidéhem)

spirou e fantásio de franquin #6

O Dinossauro Congelado e Outras Aventuras é outro álbum com aventuras delirantes e desta vez o argumento de algumas delas está a cargo de Greg – loucura total.

  • O Dinossauro Congelado
  • O Medo do Outro Lado do Fio – com argumento de Greg e Franquin e desenhos de Franquin com a colaboração do assistente Jidéhem
  • O Prisioneiro de Buda – com argumento de Greg e Franquin e desenhos de Franquin com a colaboração do assistente Jidéhem

Diversão pura!

rock derby

Rock Derby é uma criação de Greg (Michel Regnier). O seu aparecimento ocorreu na revista Tintin após Hergé lhe encomendar duas personagens inéditas. Em Fevereiro de 1960 surge Rock Derby (1960-1963).
A propósito da sua criação para a revista Tintin Greg afirma:

Le journal Tintin était effectivement très calme. L’expression qui venait à l’esprit pour le définir, c’était «Piam ! Piam !»… Pas un pas plus rapide que l’autre ! Moi, je voulais que ça bouge. Il faut dire aussi que je sauvais les apparences, parce qu’il y avait beaucoup de fautes de dessin dans Rock Derby… Or, quand ça galope et ça castagne, on repère moins les erreurs graphiques!

As aventuras de Rock Derby são aventuras divertidas muito bem conseguidas e com desenhos cativantes. Greg sempre soube prender a atenção do leitor.
As aventuras que possuo são todas da Colecção Vedeta das Edições Lello & Irmão. E curiosamente tenho o número 38 “Rock Derby, Os Ladrões de Bonecas” [1975] (Les Voleurs de Poupées) repetido.

Por isso quem o desejar terá de responder acertadamente, não o entrego de mão beijada, naturalmente, a uma pergunta:
Qual o erro existente no álbum Astérix Nos Jogos Olímpicos?

Rock Derby, Os Ladrões de Bonecas, Greg
tradução: Maria Teresa Lello Ramos Pinto
editor: Lello & Irmão – Editores
descrição: capa do livro Rock Derby, Os Ladrões de Bonecas

um desafio

Bongop desafiou-me a encontrar um erro no álbum “O Diabo dos Sete Mares – parte 1” (2008). Como não tinha esse álbum na minha colecção o primeiro desafio foi dar um pulo à Fnac e pisga-lo do fundo da prateleira. E foi mesmo do fundo de uma estante que o tirei; curioso que até na Fnac Online o álbum estava como indisponível. Nisso já ganhei.

Tive dificuldade em iniciar a leitura do álbum por causa do desafio lançado. Não queria ler o álbum a pensar numa possível incongruência que me fizesse “espalhar” na sua leitura. Por isso e, inicialmente, com algum esforço, mas depois, maravilhado por algumas pranchas de grande qualidade, li-o da mesma forma como qualquer outro livro de BD. Primeiro passeio-me pelas imagens, pelos textos; tipo preliminares antes do coito. Só depois é que inicio a verdadeira leitura. E aqui sou muito critico. Reparo nos pormenores do desenho. Na construção da prancha. Na posição dos balões. Na elegância da história. No ritmo da narração.

comanche, red dust (1)

“O Diabo dos Sete Mares” tem uma vez mais o estilo de desenho inconfundível de Hermann. Nas séries Comanche (1972) e Bernard Prince (1969) com textos de Greg, na série Jugurtha (1975) com textos de Vernal, Hermann demonstrou que já era um mestre no desenho. Posteriormente e assumindo ele a responsabilidade pelo argumento, como em Jeremiah e nas Torres de Bois-Maury, prova que também sabe “inventar” histórias; apesar de nunca atingir a qualidade de um contador de histórias como Greg. Acho, mesmo, que da sua parceria com Greg, falecido em 1999, saíram pranchas de uma excelência ímpar. Exemplo disso é a prancha de apresentação do Red no primeiro álbum da série Comanche que pode ser vista aqui ao lado. Mas isto pode e deve ficar para outra altura.

Em “O Diabo dos Sete Mares – parte 1” Hermann está igual a si próprio. Yves H. (seu filho) assina um argumento sumarento(?) que é acompanhado com pranchas verdadeiramente soberbas. De uma forma geral adorei o álbum. Registo mentalmente a compra do segundo e último álbum e espero, apenas, que no final da última página da parte 2 não fique mais uma vez desiludido com um argumento frágil que nem bons desenhos salvam. E os últimos álbuns de Hermann pecam, algumas vezes, por isso.

diabo dos sete mares, capa (2)

Voltando ao desafio. Que erro será? Um verdadeiro erro de continuidade como o de Asterix? Um erro de geografia – a América do Norte pela América do Norte, como em “O Enigma da Atlântida”? Um erro matemático, o número 13 foi “comido”, como no “Incal”? Um erro histórico?

Depois da leitura avancei para o desafio com uma vantagem; um erro existe e está lá. Dissequei dentro das minhas capacidades o álbum.

Falarei em páginas e não em pranchas para mais fácil localização.
Pág. 4, vinheta 9 contei os cavalos. são 6 e conferi com a vinheta 1, já que o reverendo vai numa charrete. Anotei bigodes, barba. Na vinheta 4 são enterradas duas alianças, mas como não sei o que está ao lado direito de Corand, não posso afirmar que lá por na vinheta 2 da pág. 5 existir uma árvore do lado direito seja esse o erro. Ainda na pág. 5 conto janelas, chaminés. Reparo numa árvore isolada da casa no lado direito. Pág. 6, vinheta 4, não há moedas na secretária; vinheta 8 temos 5 moedas no tampo – será este o erro?; vinheta 9 caem 4 moedas, mas uma ainda pode estar na secretária; reparo na posição dos objectos na secretária, na hora marcada no relógio; página 7, vinheta 6, o sino não está à mostra em qualquer das vinhetas que exibem a secretária: onde o foi buscar? Será aqui? Sim; ou não se entender que a secretária poderia ter gavetas; vinheta 9, Gallagher com “gancho” na mão esquerda; pág. 10, vinheta 6 não dá para ver se tem “gancho” ou não… foi desta forma que fui mentalmente tomando nota de cada vinheta. Assinalo o salvamento (pág. 43, vinheta 3) porque me chamou a atenção pela sua estranheza. É algo que deve ser explicado na parte 2 da história.

Depois de pesquisar com outros olhos o álbum acho que os erros são:
as moedas (pág. 6, vinheta 4)
e
o sino (pág. 7, vinheta 6);
e
o lampião que não partiu depois do tecto cair (pág. 27, vinheta 7)
ou e ainda, talvez
o sangue (pág. 40, vinheta 4), assumindo que o disparo não foi efectuado pelas costas

prancha n.º 1 da edição original (3)

Alguns erros perfeitamente desnecessários são de tradução/revisão como a frase “Ora então, da minha parte, proponho que comeces por servir diversão aos meus homens. A vida no mar é, por vezes, tão aborrecida…” (pág. 32, vinheta 4), pressupondo que falta, e eu acho que falta, a preposição de em “servir de diversão” ou a indicação do século XIII logo na primeira prancha.
Isto revela um lançamento muito pouco cuidado pela Vitamina BD e nós leitores pagamos para que isto não aconteça. E perante este desleixo acredito mesmo que existam outros erros semelhantes, mas não reparei neles.

Acho que é tudo. Bongop que diga de sua justiça.

imagem (1)
descrição: prancha (página n.º5) do álbum “Comanche” da dupla Hermann e Greg, editora: Livraria Bertrand (jun.1978)
imagem (2)
descrição: capa do livro “O Diabo dos Sete Mares, parte 1” da dupla Hermann e Yves H., editora vitaminaBD (ago.2008)
imagem (3)
descrição: prancha do livro “Le Diable des Sept Mers, tome 1”, Editions Dupuis

achille talon pour greg

Achille Talon, cerveau-choc, est un homme plein de bonne volonté, et doué d’un savoir puisé dans une encyclopédie… à laquelle il manquait pas mal de pages. Achille Talon n’en a cure ; sûr de lui, il n’hésite jamais à se jeter à corps perdu dans les situations les plus difficiles, avec une remarquable inefficacité.

descrição da personagem por René Goscinny

achille talon

Criação espectacular de Greg que tive a felicidade de descobrir em 1984. Uma modesta homenagem.