Tag Archive for: guerra

operação bagration, o outro dia d

24 Jun
24.06.2019
veículos alemães abandonados numa estrada perto de bobruisk, na bielorrússia

Operação Bagration foi o codinome para a Ofensiva Bielorrussa na Segunda Guerra Mundial, que retirou completamente as tropas alemãs da República Socialista Soviética da Bielorrússia e Polônia oriental entre 22 de junho e 19 de agosto de 1944.
A operação recebeu este nome em homenagem ao príncipe Pyotr Bagration, general das forças russas que foi ferido mortalmente na Batalha de Borodino.

A acção resultou na quase completa destruição do Grupo de Exércitos Centro e três de seus componentes: 4.º Exército, 9.º Exército e 9.° Exército Panzer. O resultado, foi “a derrota mais calamitosa” do exército da Alemanha na Segunda Guerra Mundial.

Foi um triunfo militar soviético, devido ao movimento coordenado da ofensiva em todas as frentes e operações para enganar o inimigo até a ofensiva geral, no verão de 1944. Apesar do grande número de forças envolvidas na operação, o inimigo não sabia onde e nem quando seria a operação.

Após a batalha, o exército alemão havia perdido cerca de 25% de todas as forças na Frente Oriental e não se recuperou da excepcional baixa em homens e material. Perdas de oficiais nazistas: 9 generais mortos, 22 capturados, 1 perdido e 2 cometeram suicídio. Ao final da operação o “Grupo de Exércitos Central” foi quase completamente destruído. Perdas materiais: 2000 tanques e 57000 veículos. Além de cerca de 400 mil mortos.

Perdas do lado soviético: 2957 tanques e 2447 peças de artilharia, 822 aeronaves. Perdas humanas: 180.040 mortos e desaparecidos e 590848 feridos.

Wikipédia

Tudo apontava que a antiga URSS poderia por si só vencer a Alemanha, facto que não interessava às potências ocidentais. A invasão da Normandia foi um episódio claramente importante, mas não foi o factor decisivo que conduziu à derrota dos nazis.

game of thrones, 8ª temporada

17 Mai
17.05.2019

Game Of Thrones está a chegar ao fim. Já assistimos a derrotas, a reinados que acabaram, copos de café foram deixados por engano nas cenas, há bebés que não crescem há duas temporadas… e há um público bastante dividido.
Milhares de fãs estão a delirar com esta derradeira temporada, mas outros tantos estão muito insatisfeitos. Tanto que querem um novo fim para a história, exigindo uma nova 8.ª temporada.

directamente de pplware

ha hahi hihæ hæho hoti hi

hahaheh-hehhoho(tee)heehee

ha-hahi-hi

Que cambada de tones. Já não perco tempo com isto desde a temporada 3√2

a guerra americana de omar el akkad

03 Out
03.10.2018

Esta obra explora a fractura sempre presente – nunca sarada – entre o Norte e o Sul dos EUA para o início de uma possível Segunda Guerra Civil Americana. E as razões para uma guerra, como sabemos, não necessitam de ser muito complicadas ou sinuosas.

Neste livro de Omar El Akkad a história desenrolasse num futuro não muito longínquo e o motivo foi a proibição do uso de combustíveis fósseis pelo governo central.

O livro retrata as atrocidades da guerra, do seu impacto na sociedade como um todo e nas vidas individuais. A história desenvolve-se muito bem e conforme vai deixando marcas nas suas personagens principais, também o faz no leitor – leitura que obriga a paragens e reflexões.

O que se retém ao fim e ao cabo, num resultado simplista, são as razões que justificam (?) a guerra e todos os seus horrores – as suas maquinações; que trazem quase sempre o lado mau do homem, raramente o bom.

O Norte lutou pela liberdade, pela democracia valores muito maleáveis e com imensos significados; que se podem adaptar, tal camaleão, a qualquer situação. O Sul lutou por uma única razão contra a proibição do uso de combustíveis fosseis:

(…) quando um sulista nos diz aquilo por que luta, podemos concordar ou não, mas não podemos dizer que é mentira. Bem ou mal, um homem do nosso país sabe exactamente o que quer dizer, defende aquilo que diz. 
Mesmo que isso acabasse por ser revelar mentira.

Não é um livro fácil, não o é a guerra também. Não deixa, contudo, de ser um livro memorável.

o legado de júpiter – livro 1: luta de poderes de mark millar e frank quitely

19 Abr
19.04.2018

O Legado de Júpiter – Livro 1: Luta de Poderes foi uma boa surpresa e acabou por ser uma leitura muito mais envolvente do que Imperatriz.

Continuo a diverti-me muito mais lendo banda desenhada não Marvel ou DC.

Esta semana vou ver o filme Vingadores: Guerra Infinita daí que tenha iniciado a leitura da saga Os Vingadores: Infinito, editada pela Goody apesar de não apreciar “estas” sagas galácticas.

4 3 2 1 de paul auster

16 Out
16.10.2017

Entre muitas outras leituras fui lendo calmamente esta obra.

Antes de mais, 4 3 2 1, é um livro pesadão de 872 páginas, mas que se lê bem; muito bem até.
Archie Ferguson, a personagem principal, tem a sua vida desdobrada em quatro caminhos. São, assim, apresentadas quatro vidas de Archie, temperadas com sexo, solidão, amor(es), tristeza, alegria, que divergem umas das outras devido a pequenos acontecimentos e escolhas. Mas logo se percebe que as pequenas escolhas se transformam em grandes mudanças.

Para ajudar na distinção da vida dos quatro Archie os capítulos são numerados da seguinte forma:
Archie I
1.1, 2.1, 3.1, 4.1, 5.1, 6.1, 7.1 – Fica-se a saber que Archie morre num incêndio em Rochester enquanto dormia.
Achie II
1.2, 2.2 – Archie morre com o impacto de um ramo na sua cabeça.
Archie III
1.3, 2.3, 3.3, 4.3, 5.3, 6.3 – Archie morre atropelado em Londres.
Archie IV
1.4, 2.4, 3.4, 4.4, 5.4, 6.4, 7.4 – e aqui tudo fica explicado ou talvez não…

Assim 4 3 2 1 é, naturalmente, a contagem decrescente para a morte de Archibald Isaac Ferguson (Archie Ferguson).
E descobre-se que o livro tem vários livros dentro de si. Não é apenas quatro em um, mas acima de tudo um em quatro.

É uma obra de grande fôlego. Narra, não apenas as vidas dos Archie, mas consegue-o envolver perfeitamente nas convulsões sociais dos EUA: a contracultura, o movimento dos direitos civis, o Black Power, a guerra do Vietname,  e os movimentos pró e contra, a importância do SDS, a ocupação da Universidade Columbia, em Nova York por estudantes,  a revolta em Newark, Nova Jersey, o assassinato de Martin Luther King e a onda de violência que se seguiu.

4 3 2 1 fala de filmes e de livros com uma paixão desmedida, ah! e também de música. Uma maravilha.

É um livro que merece ser lido com calma.

coisas de maio, 2017

01 Jun
01.06.2017

As leituras de alguns fins-de-semana e não só.

Um pouco de banda desenhada:

  • Airborne 44 de Philippe Jarbinet
    Já conhecia esta série depois de ter lido na L’immanquable n°6 (06.2011) o álbum n.º 3. Apenas li o primeiro ciclo (Onde os Homens Caem e O Amanhã Será Sem Nós) desta excelente série com desenhos, textos e cores de Philippe Jarbinet. Adorei a leitura – admirável.Para o próximo fim-de-semana será lido o segundo ciclo.
  • Mulher-Maravilha: Terra Um de Grant Morrison e Yanick Paquette – da nova colecção da Levoir, Mulher-Maravilha, não me convenceu pela história, com pouco ritmo; adorei , contudo, a arte.
  • Trolls de Troy: L’or des trolls [tome 21] – como sempre é uma leitura divertida (lida nas revistas Lanfeust Mag n.193 a n.199)

Depois foi um pouco de fantasia:

  • Elric – O Príncipe dos Dragões de Michael Moorcock
  • Nove Príncipes de Âmbar de Roger Zelazny
    Descobri o mundo fantástico de Âmbar através do livro The Great Book of Amber.
    Em 2008 comecei a reler As Crónicas de Âmbar através da colecção Argonauta, que em 2001 no seu  n.º 521 editou, Nove Príncipes em Âmbar. Não terminei (a razão). Volto novamente à carga em português com a edição da Saída de Emergência.

mais leitura

  • Comboio Fantasma Para o Oriente de Paul Theroux – adorei. realmente magistral. fiquei viciado.
  • As Fabulosas Aventuras de Solomão Kane de Robert E. Howard – leitura muito agradável. Este livro, editado pela Saída de Emergência, é composto pelos contos:
    – As Caveiras nas Estrelas (Skulls in the Stars) [1929]
    – A Mão Direita do Destino (The Right Hand of Doom) [1968]
    – O Chocalhar de Ossos (Rattle of Bones) [1929]
    – A Lua de Caveiras (The Moon of Skulls) [1930]
    – As Colinas dos Mortos (Hills of the Dead) [1930]
    – Asas na Noite (Wings in the Night) [1932]
    – Os Passos no Interior (The Footfalls Within) [1931]
    e pelo poema:
    – O Regresso a Casa de Salomão Kane(Solomon Kane’s Homecoming) [1936]
  • Eu Sou a Lenda (I Am Legend) [1954].
    Editado pela Saída de Emergência, este livro com textos de Richard Matheson, além do excelente romance que lhe dá nome, ainda tem os contos:
    – Nascido de Homem e Mulher (Born of Man and Woman) [1950]
    – Presa (Prey) [1969]
    – Perto da Morte (The Near Departed) [1987]
    – Pesadelo a 20.000 Metros de Altitude (Nightmare at 20,000 Feet) [1962]
    – Os Filhos de Noé (The Children of Noah) [1957] – conto previamente lido, salvo erro, na colecção Biblioteca Hitchcock do Círculo de Leitores.
  • O Peso do Coração de Rosa Montero – adorei ler esta aventura, daí que o segundo volume conste da minha lista de desejos.

o hussardo de arturo pérez-reverte

14 Mar
14.03.2017

O primeiro romance de Arturo Pérez-Reverte, agora numa edição revista pelo autor.

Andaluzia, 1808. Numa terra assolada pelo horror da guerra, Frederic Glüntz, jovem oficial do regimento de cavalaria de Napoleão, prepara-se para a sua primeira incursão num campo de batalha. Na iminência do combate contra um exército aguerrido armado até aos dentes e disposto a morrer pela sua terra, os ensinamentos recebidos por Glüntz na escola militar parecem distantes. Rapidamente, uma realidade carregada de terror e sangue acabará por se impor, conduzindo o jovem hussardo a uma reflexão sobre a morte e o sentido da vida. Para trás ficam os seus ideais românticos de glória e heroísmo, derrotados face à crueldade da guerra.

Edições Asa

Adorei. Nenhum livro de Arturo Pérez-Reverte me tem desiludido. Acho, que ele escreve o que gosto de ler – só pode.

O Assédio e O Pintor de Batalhas estão no meu top.

13 Mar
13.03.2017

De modo que era aquilo. Lama nos joelhos e sangue no ventre, surpresa atónita na expressão rígida dos mortos, cadáveres despojados, chuva e inimigos invisíveis dos quais se via apenas a fumarada dos disparos. A guerra anónima e suja. Não havia rasto de glória no soldado que gemia com a cabeça vendada e o rosto entre as mãos, nem no outro ferido que contemplava as suas próprias entranhas dilaceradas como quem formula uma censura.

O Hussardo de Arturo Pérez Reverte (página 63)

war and penis

06 Nov
06.11.2016

War and Penis (the project) was the name given by Norman Conquest to the above manipulation.
I’ve made several visual jokes.

This one below… the last one.

penis synchronization

penis synchronization

22 Jul
22.07.2010 (…) prefiro mil vezes a guerra: sabemos quem é o inimigo.
Fado Alexandrino por António Lobo Antunes
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beam me up, scotty!