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A vida de facto, nada tem de sublime, a não ser isto: o poder-se deitá-la fora com um gesto sublime.
Heinrich von Kleist

“minha mãe, vou perder a razão”

“(…) Afinal, quem esperamos nós…? (…) ”E então? Ele não é, por certo…?(…) ”Quem mais poderia ser? (…) Quem mais poderia ser, senão ele? Que loucura a nossa”

A Marquesa de O por Heinrich Von Kleist

Hoje pela manhã uma enorme ansiedade colou-se à minha pele mal ultrapassei os muros do cemitério. Não sei o motivo de tal acontecimento. Nunca antes me tinha acontecido. Veio-me, imediatamente, à memória esta frase:

Aconteceu-me qualquer coisa; já não posso duvidar. Qualquer coisa que veio à maneira de duma doença, não como uma vulgar certeza, não como uma evidência; que se instalou sorrateiramente, pouco a pouco. A dada altura senti-me um tanto esquisito, algo incomodado, mais nada.

A Náusea por Jean-Paul Sartre

E ainda agora, não num estado tão avançado, sinto-me incomodado. Sem perceber as razões escrevo, sempre, como forma de exorcizar e compreender esse sentimento pegajoso.