Tag Archive for: história

marketing do crime

22 Jun
22.06.2009

“Marketing do Crime” editado pela primeira vez em 1946 [1] de Frank Gruber é um livro que não me convenceu.
Divertiu-me “bué de pouco”.

Se as personagens – Otis Beagle & Joe Peel – são de alguma forma interessantes e estão em perfeita simbiose a história é, digamos, pobrezinha.
É uma pena, porque são raras as histórias criadas por Frank Gruber que me têm deixado indiferente; especialmente nas quais entram os ímpares Johnny Fletcher e Sam Cragg.


[1] Livros do Brasil, Colecção Vampiro, n.º 636
título original: Beagle Scented Murder

blindness

17 Nov
17.11.2008

The only thing more terrifying than blindness is being the only one who can see.

José Saramago, Blindness

Blindness é um filme perturbador e tal como na obra “O Senhor das Moscas” de William Golding, adaptada já ao cinema, revela que o mal é próprio da natureza humana.

Túnel no Céu de Robert A. Heinlein, editado entre nós pelas PEA em 1996, conta-nos, igualmente, a história de um grupo de indivíduos que não nos deixa esquecer que o homem é um “animal social”.

O filme e as obras referidas colocam, ao fim e ao cabo a pergunta:
Será o homem naturalmente mau?
Eu aceito melhor o pessimismo antropológico de Hobbes – homo homini lupus, o homem é o lobo do homem – do que o optimismo antropológico do bom selvagem de Jean-Jacques Rousseau.

sem continuação

31 Jul
31.07.2008

De boca rasgada
De olhos fechados
respiro. soluço. sufoco. respiro
e eis que morro…
suavemente, dizem. como um passarinho, comentam.
Gostava de dizer que morri devagarinho
sem glória. sem história.

helliconia

05 Dez
05.12.2007

The central character is not any person but the planet itself and its science, particularly in the light of James Lovelock’s Gaia Hypothesis. The books describe realistic and credible details of the planet from the perspectives of a great variety of fields of study – astronomy, geology, climatology, geobiology, microbiology, religion, society, and many others – for which Aldiss gained the help of many Oxford academics. Connections are drawn which show numerous ways in which these aspects of life affect each other.

The books are set in the real universe, some six thousand years in the future. A space station from Earth, the Avernus, is orbiting Helliconia and closely observing the planet, including the activities of its intelligent inhabitants. The temptation to interfere in Helliconian affairs is a recurring dilemma for the inhabitants of Avernus.

Helliconia has a very long year, equivalent to some 2500 Earth years, and global temperatures vary greatly over the year. A major theme of the trilogy is the fragility of human civilization in the context of environmental changes, and the ability of humanity to preserve and recreate civilization.

Helliconia is populated by two intelligent races, humans and phagors. The humans are actually not the same species as Earth humans but a species that is remarkably similar. This can be regarded as a combination of coincidence, convergent evolution, and artistic licence.

from wikipedia

Comecei esta semana a ler o primeiro volume da Trilogia de Helliconia, publicado em Portugal pela editora “Livros do Brasil“.
Devo dizer que não gosto especialmente de livros que me envolvem numa personagem, que aprendi a gostar, e que no volume seguinte já não existe porque é dado um enorme salto de gerações.

Espero desta vez não ficar desiludido. Vem-me à memória duas leituras recentes:
– Estrelas Semeadas de James Blish, que acabei, mas ligeiramente aborrecido
– Máquinas Infernais, o terceiro livro de uma trilogia, editado pela Editora Presença, que tem a sua leitura suspensa: Não me cativaram os “20 anos depois

Não esqueço que Brian Aldiss é um mestre a contar histórias e por isso, talvez, não deve ficar preocupado. E ainda recordo o prazer da leitura de Cryptozoic e The Malacia Tapestry.

15 Jan
15.01.2007 Nem mesmo as mais abjectas auto-recriminações irão dar vida aos mortos durante o tempo suficiente para dar absolvição aos vivos.
página 15

Anne McCaffrey, A História de Nerilka // título original: Nerilka’s Story // tradução: Alexandra Santos Tavares // editor: Livros do Brasil, Colecção Argonauta n.º 501, Lisboa, 1999 // isbn: 972-38-1718-7

12 Nov
12.11.2006 (…) o suicídio é ao mesmo tempo considerado um insulto a Deus que nos deu vida e à sociedade que tudo faz pelo bem-estar dos seus membros.
A História do Suicídio de George Minois

o fim da história

13 Jun
13.06.2006

O problema do cristianismo, no entanto, é que não passa de uma outra ideologia de escravos, isto é, não é verdadeira em determinados aspectos cruciais. O cristianismo não defende a realização da liberdade humana na Terra, mas apenas no Reino dos Céus. Por outras palavras, o cristianismo contém o conceito certo de liberdade, mas, ao afirmar que não existe libertação nesta vida, acabou por reconciliar os servos deste mundo com a sua falta de liberdade. Segundo Hegel, o cristão não tem consciência de que não foi Deus que criou o homem, mas sim o homem que criou Deus. Criou-O como uma espécie de projecção da sua ideia de liberdade, pois o Deus cristão personifica o senhor perfeito de si próprio e da natureza. O cristão, no entanto, acaba por se tornar servo deste Deus que ele próprio criou. Reconciliou-se com uma vida de servidão na Terra, acreditando que seria mais tarde redimido por Deus, quando poderia ser o redentor de si próprio. O cristianismo constituiu, pois, uma espécie de alienação, isto é, uma nova forma de servidão em que o homem passava a servir algo que ele mesmo havia criado, tornando-se portanto um ser interiormente dividido.
O cristianismo, essa última grande ideologia de escravos, deu ao servo uma visão do que deveria ser a essência da liberdade humana. (…) Hegel considerava a sua filosofia como uma transformação da doutrina cristã, já não fundamentada no mito ou na autoridade das Escrituras, mas na conquista pelo escravo do conhecimento e autoconsciência absolutos.

página 199

Francis Fukuyama, O Fim da História // título original: The End of History and The Last Man // tradução: Maria Goes // editor: Círculo de Leitores, Lisboa, Out. 1992 // isbn: 972-42-0562-2

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