Tag Archive for: homem

26 Out
26.10.2017 (…) o sótão estava ocupado por um homem cuja capacidade letal se limitava às moscas e cuja destreza com armas de fogo era mais suicida que homicida.
A Alternativa Wilt de Tom Sharpe

o passado é um país estrangeiro de ali smith

23 Out
23.10.2017

Era uma vez um homem que, certa noite, durante um jantar social, entre o prato principal e o doce, subiu as escadas e fechou-se num dos quartos da casa. À medida que as horas se transformam em dias, e os dias, em meses, as consequências deste estranho ato repercutem-se para o exterior, afectando os donos da casa, os outros convidados, a vizinhança e todo o país.

Quetzal Editores

Lamentavelmente não me deu pica. Deve ser aquela altura do mês em que se complica qualquer leitura. Coloquei o livro de lado e iniciei novos voos, noutras páginas.

23 Jun
23.06.2017 Entre os mil bichos, só homem é um escutador de silêncios.
A Varanda do Frangipani de Mia Couto (pág. 30)

son of man – darth

06 Mar
06.03.2017

Nada de especial. Uma brincadeira indolor – incolor.

porta VIII sempre na retaguarda da vanguarda.

o mundo até ontem de jared diamond

09 Fev
09.02.2017

Muitos de nós nem sequer questionam aquilo que a sociedade moderna nos proporciona, desde as viagens de avião e os telemóveis até à obesidade. Contudo, ao longo de quase seis milhões de anos de existência, a sociedade humana não conheceu todas essas coisas. Embora pareça existir um abismo a separar-nos dos nossos antepassados primitivos, podemos ter uma ideia de como era o nosso anterior estilo de vida observando as sociedades tradicionais que ainda existem ou que existiram até há pouco tempo. Sociedades como a das terras altas da Nova Guiné recordam-nos de que foi apenas ontem, na escala temporal da evolução, que tudo mudou. O Mundo até ontem desenha um espantoso retrato em primeira mão da vida humana nas últimas dezenas de milhares de anos e analisa o significado que as diferenças entre o passado e o nosso presente têm para as nossas vidas. Provocante, esclarecedor e divertido, este é o livro mais imperdível de Jared Diamond.

Temas e Debates

Outra leitura – admirável.

el amargo despertar de alberto gonzález ortiz

09 Jan
09.01.2017

A história revela ser um perfeito ouroboros. O fim é o princípio e o princípio do fim – conclusão.
Pouco interessa para o autor (Alberto González Ortiz) explicar o motivo para o apocalipse; nem as personagens perdem muito tempo a pensar nisso. O mais importante é sobreviver.

Alberto González Ortiz oferece uma história satírica, até divertida, e na qual a esperança ousadamente se atreve a espreitar.

El Amargo Despertar é uma história robusta, muito bem escrita. Jorge, a personagem principal, revela, quanto a mim, ser um verdadeiro homo homini lupus.

O final não me chocou, porque afinal não é o homem um verdadeiro animal? Preocupado com a sua egoísta sobrevivência?

lol, camouflage 11.0 – spicy

13 Nov
13.11.2016

Wearing a turban, his body covered with sandalwood ashes and painted with dye, his face decorated with an outline of a black beard, precariously wrapped in a ragged saffron robe, fastened on a piece of rope is a loincloth that pretends to hide his nakedness, with sacred beads and sequins around his neck, a gold chain looped on his right ankle, which makes him appear to be a young sadhu although he does not have any tilaka on his forehead, he walks through Rishikesh towards Haridwar.
A smile of pure satisfaction radiates from his face as his senses embrace the colors, smells and flavors of the spice stands that surround him.
Sitting near the bank of the Ganges River, wearing the shade of a tree, after having crossed the Laxman Jhula Bridge, he realizes how magnificent the smells of Rishikesh are and is proud to have chosen this pilgrimage route to the Maha Kumbha Mela. ‘It is incredible how in a crowd one can better perceive healthy solitude’ is the thought that arises before the undulating mystique of the Ganges River. It is this refuge that he needed and also the absorption of millennial energies.
It is almost sunset. The young sadhu rises and as he leaves behind the Ganges the aquatic magic is diluted harmoniously in the bustle of the metropolis and he feels like the link that unites the two landscapes. His readings taught him that there may be no chaos in chaos, as there may be no order in order, but these maxims begin to be broken when he is surrounded by a group of tourists who had hitherto been photographing the exterior of Trayambakeshwar.
‘A HOLY MAN!’ they shouted.
‘Holy? Where?’ he questions himself, but as he is pointed out by cell phones, he suspects that they think he is the saint, ‘crazy people!’

[… an excerpt …]

o ano do delúvio por margaret atwood

01 Jun
01.06.2016

– Tens a certeza de que estás melhor? – perguntou.
– Estou ótima neste momento – respondeu Pilar. – E o momento é a única altura em que podemos estar ótimos.

página 195, 1ª edição, 2011, Bertrand Editora

Maravilhoso! Assustador!

sinopse

O Sol já brilha no céu, dando ao cinzento do mar o seu tom avermelhado. Os abutres secam as asas ao vento. Cheira a queimado. O dilúvio seco, uma praga criada em laboratório pelo homem, exterminou a humanidade. Mas duas mulheres sobreviveram: Ren, uma dançarina de varão, e Toby, que do alto do seu jardim no terraço observa e escuta. Está aí mais alguém? Um livro visionário, profético, de dimensões bíblicas, que põe a nu o mais ridículo e o mais sublime do ser humano, a nossa capacidade para a destruição e para a esperança.

Bertrand Editora

perguntas e mais perguntas

09 Mai
09.05.2014

Exemplo de como responder com perguntas ou irritar exponencialmente uma pessoa.
Esta conversa aconteceu hoje de manhã entre a minha modesta pessoa e um palerma metido à burro.

– Estás chateado comigo Big?
– Fizeste ou disseste alguma coisa que me faça estar chateado contigo?
– Que eu saiba não.
– Então porque haveria de estar chateado contigo?
– Por nada. Foda-se que tu às vezes és parvo. Só complicas. Raios te partam.
– Já reparas-te que agora é que tenho motivos para estar aborrecido contigo?
– Vai mas é à merda.
– À merda vou, mas espera e… (atirei-lhe um murro directo aos dentes).

A dita pessoa caiu – bati com os pés no chão a marcar território – e fugiu cambaleante (o gajo é doido, deve ter pensado). E eu? Eu ganhei o dia. Reputação a 100%!

Mais uma lição

do vosso bom falante BigPole

trains and men

27 Dez
27.12.2013

Uma possível comparação entre a performance masculina e comboios.

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beam me up, scotty!