Tag Archive for: horror

the were traveler: “shy heahrug”

04 Mai
04.05.2014

The Were Traveler is an online webzine dedicated to really short fiction.
When I say really short fiction, I mean REALLY short.
Drabbles and micro-fic mostly, with the occasional flash piece or short story (up to 2ooo words) thrown in whenever I have time to read longer pieces.
What I’m looking for here is speculative fiction. It’s what I write, it’s what I enjoy reading. Fantasy, science fiction, horror and any combination of the three have a good chance of getting published here.

The Were Traveler

Tive aqui publicado o meu primeiro drabble.

rhys hughes

rhys hughes

Este drabble é a minha modesta homenagem ao espectacular Rhys Hughes.

judith vs rhys hughes

15 Fev
15.02.2013

Mais uma vez temos Rhys Hughes numa pintura clássica. Desta vez é o pintor Caravaggio e a sua pintura “Judite e Holofernes”. Uma inocente brincadeira – claro.

horror

judith vs rhys hughes

A primeira imagem é a pintura original.

compêndio de segredos sombrios e factos arrepiantes

30 Nov
30.11.2012

“Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes” de David Soares não é um romance, nem uma colectânea de contos, nem um novela, nem ficção de tuitos, é um LIVRO, com todas as letras em maiúsculas.

Como primeiro apontamento, não deixa de ser engraçado, quando o meu filho me pediu uma frase que revele a importância de Sócrates, o ateniense, eu ter logo arrojado “Sócrates comporta-se como um ‘moscardo’; espicaça as consciências adormecidas no sono fácil das ideias feitas.” de François Châtelet, frase que adoro e que demonstra a luta contra o dogmatismo, ter encontrado na introdução do “Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes” as palavras “são fãs de conhecimento e não receiam procurar a verdade sobre os assuntos, mesmo que isso signifique arruinar concepções enraizadas, mas erradas.

Chegado aqui não sei o que escrever sobre o livro. Tanta coisa para escrever e sem saber como começar. Vou, utilizar, a dica seis de João Barreiros:

Perante o horror de uma página em branco, escrevam nela qualquer coisa para começar. Tipo “O Zezinho era nhónhó”. Esta edificante frase poderá ser utilizada como alavanca inspiradora.

João Barreiros

Aqui está, pois O Zezinho era nhónhó

Ler o “Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes” de David Soares é descobrir um livro dos diabos, no bom sentido do termo… claro, fácil de ler, apesar de ter alguns temas nada ligh, e que revela que o autor nos hipnotiza, facilmente, com palavras (deve ser um discípulo sombrio de Mesmer) – sabe contar histórias.

batalha

04 Jun
04.06.2011

Para quem leu todos romances de David Soares sabe que cada um dele é único, inusitado; são romances negros, perturbadores, acutilantes – é o fantástico servido em salva de prata. O escritor celebra em cada obra um fantástico, quimérico, exótico, soberbo, em constante renovação.

Li e reli “Batalha” de David Soares e ainda estou impressionado com a capacidade de inovação de um escritor que me surpreendeu em cada livro que fui lendo; “Batalha” não é excepção – nunca pensei ler David Soares a “poetizar” sobre as verdades da vida de forma tão profunda sob a capa da fantasia.

Em “Batalha” temos que suspeitar de um David Soares menos gótico, macabro, porque temos um David Soares novo, como que saído de dentro de um peixe; e aqui termina o logro – David Soares consegue, uma vez mais, mobilizar fantasticamente as palavras para construir uma história (histórias) sem falhas como uma lorica segmentata; é nesta mestria que o “novo” David Soares é igual a si próprio e extrapolando uma frase[1] de Oscar Wilde, hoje deu-me para isto, direi que é um absurdo dividir escritores em bons e maus, os escritores ou são encantadores ou entediantes – David Soares é encantador e inconstante[2], ponto final.

O autor ao conseguir, sem dificuldade, desencarnar assuntos seculares sem complexos, são aqueles temas teologicamente sérios, filosoficamente consideráveis, sim “esses!”, revela que “a vida é demasiado importante para ser levada a sério[3] e que a “ilusão é o primeiro de todos os prazeres[4]. As ilustrações de Daniel Silvestre da Silva transformam “Batalha” numa fábula mais verdadeira a que ninguém conseguirá ficar indiferente.

Com “Batalha” David Soares continua a ser o nec plus ultra de si mesmo e liga, ainda, aquela azeitona no fundo do Dry Martini, umbilicalmente “Batalha” a outras suas obras – descubram o elo “não perdido”.

David Soares é uma referência incontestável na literatura do fantástico e do horror em Portugal; se isto não fosse o suficiente ainda percorre com desenvoltura a banda desenhada – um criador completo. É um autor a descobrir ou a reencontrar. Parabéns. Fantástico.

Pergunto descaradamente: David Soares para quando um “encore“?


Oscar Wilde:
[1] It is absurd to divide people into good and bad. People are either charming or tedious.
[2] Consistency is the last refuge of the unimaginative.
[3] Life is far too important a thing ever to talk seriously about.
[4] Illusion is the first of all pleasures.

a ler “batalha”

27 Mai
27.05.2011

Durante um tempo estarei de férias. Tenho ao meu lado em tom amarelo o novo romance de David Soares “Batalha” (chancela Saída de Emergência).

Para quem não sabe David Soares é português, lisboeta como poucos e uma referência incontestável na literatura do fantástico e do horror; se isto não fosse o suficiente ainda percorre com desenvoltura a banda desenhada – um criador completo.

É um autor a descobrir ou a reencontrar.

Uma coisa é garantida com qualquer obra de David Soares; esta “Batalha” será igual: ninguém consegue ficar indiferente.

Não precisam de me desejar boa leitura. David Soares fornece sempre boas leituras. Fiquem bem, que eu também.

vampire hunter d

02 Fev
02.02.2011

Vampire Hunter D (volume 1) novela escrita por Hideyuki Kikuchi e com ilustrações de Yoshitaka Amano faz parte de uma série que teve o seu início em 1983. Inicialmente com um pé atrás quando encomendei o primeiro volume no Book Depository fui rapidamente a cada página surpreendido com a história e com as personagens – uma delícia.
A mistura (macedónia!) de western, ficção cientifica, horror, ocultismo está ao ponto. D, pois claro, é o nosso adorado caçador de vampiros ao qual nos rendemos sem problemas.

Adorei este primeiro volume editado pela Dark Horse em 2005.

a luz miserável

21 Nov
21.11.2010

A hora ou a altura do dia é indiferente. Onde reina a música da perpétua escuridão e o tempo não corre esses artifícios humanos são uma natural anedota. O local é uma gruta que possuía uma viscosidade agradável e que transpirava uma doce podridão admirada por muitos, mas que exigia um laborioso trabalho de manutenção. E nem todos os horrores estavam com disposição para comer humanos numa dieta regular, expelir excrementos de alma e cuidar durante séculos desse perpétuo jardim de bosta anímica. A maior parte deles degustavam um humano por diversas décadas enquanto palitavam animais. Por isso quando foram liminarmente convocados por #$%&$%# (nome impronunciável, mas que pode ser chamado de ‘o portador da luz’) ocorreram de bom grado para beberem dos seculares, bafientos, abomináveis cheiros da sua residência.

Obrigado pela vossa pestilenta presença”, disse #$%&$%# – ditatorial líder dos mundos horrendos – sem qualquer esforço verbal para a massa amorfa de horrendos que enchia a enorme gruta; a sua enorme bocarra possuidora de uma garganta afunilada facilitava o arrojar de palavras, de gritos sibilinos a longas distâncias, e a sucção de qualquer corpo etéreo ou carnal para um dos seus 32 estômagos – o VIII estômago era o seu preferido; aí a maceração de qualquer alma permitia obter um excremento baunilhado. “O motivo que me levou a solicitar a vossa presença de forma tão inusitada é o atrevimento do David Soares em lançar um inclassificável livro de horror? demasiado real. Ele inocentemente rotula-o de horror, mas todos nós sabemos o quanto ele se aproximou da nossa verdade. Ele não tem apenas uma imaginação fértil, tem uma perspicácia para o fantástico realmente assustadora.

ABAIXO O DAVID SOARES”, gritaram em divina unidade os horrendos. #$%&$%# deixou apenas por breves instantes que a massa pensasse que tinha uma opinião relevante enquanto um dos seus braços – tentáculos? – usava um coto de um homem para coçar o seu sexo sempre tumescente porque logo entoou um “BASTAAAAAAAAAAA” que silenciou os horrendos. “Com os zombies, os anjos, os vampiros e outras vulgares bichezas ainda temos tido paciência porque nos divertem – um pouco – e permitem manter afastadas as atenções dos nossos macabros, mas necessários, propósitos. O que seria a humanidade sem um pouco de saudável horror. Agora este David Soares com estes contos está a substituir-se a nós. O horror é apenas nosso. Só nosso. Mas em apenas três contos, em 122 páginas, temos histórias que nos tratam fielmente. Alguns poderão pensar ‘ah! 122 páginas, isso não é nada’, mas eu em boa verdade vos digo que ele em 122 páginas faz mais estragos que muito dito escritor em 956 páginas. São histórias visuais que se desenrolam sem gaguejos. Não deixa pontas soltas. Assuntos inacabados? Nem pensar. As personagens e os ambientes claustrofóbicos incomodam pela crueza do horror retratado. E quando se incomoda, também se fascina; ele faz-nos sentir atraídos pelo horror. NÃO QUERO QUE AS PESSOAS SEJAM MARIPOSAS PERANTE O HORROR ESCRITO PELO DAVID SOARES.” Nesta fase do discurso #$%&$%# parou para avaliar o resultado das suas palavras. Ameaças soltas começaram a ser ouvidas aqui e acolá. “Eu fico com um braço.“Para mim a língua.” “Para mim o resto.

#$%&$%# decidido a acalmar os horrendos sequiosos por um pedaço do escritor arrotou um sonoro e bafiento “CALEEEM-SE.” “O que mais me aborrece é que quando nós sairmos à rua o que sobra? NADA! Depois de 122 páginas nada será como antes. Nós deixaremos de ser o horror porque as palavras de ‘David Soares’ serão a nova bitola para o definir. O que mais me aborrece é que ele ainda tem a presunção de oferecer a cada novo halloween um novo livro de horror. O que me aborrece é que ele não deixou nada ao acaso…

VAMOS A ELE”, interrompeu a turba ignorante. #$%&$%# aborrecido por mais uma interrupção sorveu e arrotou sem dificuldade um horrendo perto de si e as hostes transformaram-se magicamente num mar de tranquilidade. “Até o grafismo do livro foi cuidadosamente pensado”, continuou #$%&$%#, “Cor vermelha – sangue – na capa. As letras a branco sobre um fundo totalmente preto – escuridão – dão ao livro um cheiro característico. O livro vive com uma identidade própria na mão dos leitores; mais uma cuspidela inconsciente ou não, para mim isso é irrelevante, nos defensores dos ebooks. A originalidade do ‘Rei Assobio’ é tão saudavelmente doentia que não deixará ninguém apático – se alguém ficar apático é de choque.

Só temos uma saída de emergência e não é traga-lo”, prosseguiu #$%&$%#, “porque quem domina o horror com aquela mestria está imune a qualquer um de nós. Por isso só nos resta uma alternativa comprar todo e qualquer exemplar d ‘A Luz Miserável’ antes que mais humanos o comprem. O HORROR TEM DE SER NOSSO MAIS UMA VEZ”, terminou #$%&$%#. “Sabem o que têm a fazer.

Magicamente uns – o sempre delicioso efeito ‘puf’ -, outros aos tropeções, os horrendos foram esvaziando a gruta em direcção às livrarias. E pela primeira vez em séculos os horrorosos horrendos deixaram de ser o horror no halloween.

inferno

30 Jan
30.01.2009

Adoramus te, Christe,
et benedicimus tibi,
quia per sanctam crucem tuam
redermisti mundum.
Christie sanguis, ave,
Celi sanctissime potus,
unda salutaris, crimina nostra lavans.

Orlande de Lassus (1532-1594)

“Muitos e diversos são os obscuros horrores que infestam a terra desde a sua criação. Dormem debaixo da rocha inamovível; crescem com a árvore desde as suas raí­zes; agitam-se no mar e nas regiões subterrâneas; habitam nos redutos mais sagrados. Quando chega a sua hora saem do sepulcro de orgulhoso bronze ou da mais humilde cova de terra.”

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