Artigos

livros na palete – posição 050

Desta vez ainda mais banda desenhada, agora da Marvel.

  • O Defunto Logan, vol. 1 de 2 com argumento de Ed Brisson e desenhos de Mike Henderson
  • A Guerra dos Reinos, vol. 1 de 3 com argumento de Jason Aaron e dos McElroys e desenhos de Russell Dauterman e de André Lima Araújo
  • A Guerra dos Reinos: Crônicas de Guerra, vol. 1 de 3 com argumento de Aaron, Gerry Duggan, Leah Williams, Josh Trujillo, Ram V. e Chip Zdarsky e desenhos a cargo de Andrea Sorrentino, Marcelo Ferreira, Marco Castiello, Ricardo Lopez Ortiz, Cafu (Carlos Alberto Fernandez Urbano) e Joe Quiñones
  • O Imortal Hulk, vol. 1 com textos de Al Ewing e desenhos de Joe Bennett (o brasileiro Bené Nascimento)
  • Miles Morales: Homem-Aranha, vol. 1 compila os números da série Miles Morales: Spider-Man. O primeiro volume foi escrito por Saladin Ahmed, com uma história coescrita com Bryan Edward Hill. Quantos aos desenhos, são da responsabilidade de Javier Garron, com uma história desenhada por Mark Bagley
  • Thor (actualizei o post armadura de thor), vol 1 compilou em 4 números não somente a quinta série norte-americana de Thor e a subsequente King Thor, como também material proveniente de outras revistas. Este primeiro volume foi escrito por Aaron, Ewing, Daniel Kibblesmith e Duggan. Os desenhos foram realizados por Michael Del Mundo, Scott Hepburn, Ron Garney, Cafu, Oscar Bazaldua e Juan Ferreyra (informação copiada do site Bandas Desenhadas)
  • Os Pássaros no Fim do Mundo de Charlie Jane Anders
  • Venom/Homem-Aranha: Corporação Venom, vol 1 de 1 com argumento de Slott e Mike Costa, os desenhos são da autoria de Ryan Stegman, Gerardo Sandoval e Garron (informação copiada do site Bandas Desenhadas)
  • Revista Ler #157

simon bisley

Simon Bisley que já desenhou Lobo, Judge Dredd, Batman, Doom Patrol, e outros tem um estilo inconfundível que nunca me deixa de surpreender.

Uma pequena amostra de alguns dos seus trabalhos.

simon bisley

uma espectacular ilustração de conan


simon bisley

excelente pormenor do troféu


simon bisley

duas armas assustadoras


simon bisley

hulk vs wolverine


simon bisley

batman

homem-aranha cósmico

No arco “Actos de Vingança” (“Acts of Vengeance“):

O tema principal das histórias, era a troca de super-vilões, que atacaram super-heróis diferentes dos quais estavam acostumados a combater. Os ataques eram planejados pelos “gênios do crime” do Universo Marvel, mas quem articulava tudo secretamente era o disfarçado deus do mal, Loki. Os chefes planejavam os ataques e escolhiam os vilões adversários, procurando aqueles que conseguissem vantagens ao enfrentar determinado super-herói.

via wikipedia

entre coisas estúpidas, outras engraçadas, outras nem por isso o Homem-Aranha “cósmico” fica naquelas coisas nem por isso a caminhar para o estúpido.

A única vantagem deste “cósmico” foi curtir os excelentes desenhos de Todd McFarlane na história em que o Hulk é enviada para o espaço.

planet hulk

A aventura do Hulk no planeta Sakkar começou na revista Incredible Hulk #92. Tenho na minha posse a edição que reuniu num único volume os números do Incredible Hulk de #92 a #105, Planet Hulk: Gladiator Guidebook e material da Amazing Fantasy #15 e Giant-Size Hulk #1 – isbn, 978-0-7851-2012-4. Já não me divertia tanto a ler o Hulk. Esta série está quanto a mim verdadeiramente sensacional.

A história tem o seguinte ponto de partida:

Incredible Hulk #92 (Greg Pak, Carlo Pagulayan, Jeffrey Huet, Apr, 2006) opens with Hulk listening to a recording made by Reed Richards and the other Illuminati explaining why they tricked him and why they are sending him away. The shuttle experiences a trajectory malfunction, indicating that the Hulk is not going where the Illuminati intended. The ship plummets through a wormhole, and crashes on a planet, Sakaar.

from wikipedia

Os desenhos e o argumento são uma mais valia, com personagens psicologicamente bem delineadas.
O que se segue? A compra de World War Hulk – naturalmente!

o hulk de cor… cinza

Uma das grandes mudanças na vida do Hulk, além da mudança de cor – passou a ser novamente cinza e não verde -, aconteceu com a intervenção de Peter David como argumentista. E, quando, entram os desenhos de Todd McFarlane é o que se chama “ouro sobre azul”.

(…)

As cores uma ligeira explicação.
Bruce Banner ao ser atingido pela explosão de uma bomba gama sofreu um alteração molecular e sempre que sofria uma tensão emocional forte transformava-se num monstro cinza. Com o tempo o monstro, chamado de Hulk, ficou mais forte e poderoso passando a ter um tom verde.

Graças à intervenção do cientista Leonard Samson o Hulk foi separado durante algum tempo do Bruce Banner. Isto só criou problemas mais graves. O ponto máximo ocorreu quando a estrutura molecular de ambos começou a ficar cada vez mais instável – ambos estavam a morrer. A separação foi cancelada com a ajuda de Visão (Vision); com a sua capacidade de controlar a densidade do seu próprio corpo Visão conseguiu reintegrar o Hulk e o Bruce Banner.

hulk

hulk, o cinza

Mas até isto foi sol de pouca dura.
Enfim + Samson + novo tanque com nutrientes + ex-general Ross + confusão = novo Hulk cinza e um pouco mais fraco, mas agora o Hulk só aparecia? à noite e era mais esperto e maldoso.

Adorei ler as histórias desta fase que foram não apenas desenhadas por Todd McFarlane, mas igualmente por George Pérez entre outros.

A ilustração deste post faz parte de uma história da revista “The Incredible Hulk” n.º 344 (1988) editada pela Abril Jovem em Outubro de 1991 na revista “O Incrível Hulk” n.º 100.
As histórias foram hoje relidas por alto e arrumadas na estante.

As personagens e a imagem são propriedade da Marvel.

as armaduras… de iron man

No último capítulo da “Guerra das Armaduras, “Armor Wars”,[1] (Iron Man, n.º 231[1988]) Tony Stark cria uma nova armadura para combater o malvado Firepower. É uma armadura com muitos gadgets, mas visualmente muito semelhante à anterior. E aqui interessa-me apenas o aspecto visual.

Na revista Iron Man n.º 237 [1988] vemos a armadura com um módulo que permite ao herói viajar até a uma estação orbital. Não é uma nova armadura, mas sim um novo gadget.
[2] A história em que vemos este gadget tem o argumento de David Micheline e os desenhos de Jackson Guice e apresenta um alien ao estilo do “alien”:

o máximo em termos de sobrevivência

iron man

Em Iron Man 256 [1990] regressa à estação orbital usando um novo módulo. E neste caso a diferença está na cor.

E chegado aqui cansei-me destas “trocas” no design das armaduras do Iron Man. Por vezes isto fica muito, mas muito cansativo. Ainda por cima estou com dificuldades em obter boas digitalizações; é que se arranja.

Queria fazer uma coisa mais visual, mas não estou com pachorra para ler/reler/pesquisar por pilhas de revistas.

Fico-me satisfeito pela intenção e olhando para a data em que iniciei este post (11.10.2009) concluo que demorei demais a decidir-me.

Ainda tenho por aí um outro rascunho do Batman.

Talvez, mais logo resolva isso. (Uma falsa sensação de conclusão.)

[1] O Incrível Hulk, n.º 107, pág. 50, 1992, editora Abril Jovem
[2] O Incrível Hulk, n.º 111, pág. 42, 1992, editora Abril Jovem

spiderman foi pai?

vais ser pai?

Já não acompanho as aventuras dos meus super-heróis preferidos à muito tempo, mas muito tempo mesmo. O motivo principal, durante um período, foi o pouco tempo de leitura que comecei a dispor após o nascimento do meu filho. O segundo motivo que acabou por se transformar em principal foi o custo. Receber mensalmente: Hulk, DareDevil, The Spawn e outras mais com o câmbio do dólar americano a subir todas as semanas era deitar dinheiro ao lixo.

E, imagine-se, dessa altura ainda tenho nas estantes duas/três revistas do “The Spawn” que acabei por não ler.

Na revista Peter Parker n.º 220 (1995), lida através da edição O Homem-Aranha n.º 33 (1997) da Editora Abril/ControlJornal redescobri, porque arrumo sempre as minhas tralhas, que Mary Jane estava grávida de Peter Parker.

E o que aconteceu depois?
Foi isso que tentei conhecer. Aparentemente a filha do casal nasceu morta, mas numa realidade alternativa “What If” a filha não morreu e é a espectacular Spider-Girl.

imagens e personagens copyright da Marvel.

zona 84 e connie lingus

Continuando o reencontro com as revistas Zona 84 adorei rever Bruce Jones e a sua deliciosa Connie Lingus. Connie Lingus é uma crítica brejeira e imperdível sobre o puritanismo sexual dos comics.

O ataque ao puritanismo começa desde logo no nome da heroína. Connie Lingus tem a mesma sonoridade que cunnilingus [cunilíngua, em português] que significa estimular os órgãos sexuais femininos com a boca ou com a língua.

Connie Lingus [1973] são as aventuras de uma avantajada donzela ruiva vítima das piores agruras. Nunca estando totalmente vestida, sempre nua do umbigo para baixo, desperta os maiores desejos sexuais em qualquer criatura possuidora de um falo; seja um polvo, uma cobra, um gorila, um ET, um robot ou um humanóide. Com desenhos de traços simples, mas fortes é de louvar a forma como Bruce Jones numa prancha cria, desenvolve e finaliza uma episódio verdadeiramente insólito na vida de Connie Lingus. E é esta simbiose que me fascina.

connie lingus

connie lingus

Ao pesquisar na www sobre Bruce Jones e a sua Connie Lingus não encontrei referências por aí além e zero imagens no Google. Na wikipedia apareceu-me um Bruce Jones, mas ligado a uma fase do Hulk (2001-2005). Seria o mesmo autor? Ao efectuar nova pesquisa, mais a fundo(?), tenho acesso a isto:

Seguirá dibujando, pese a todo, relatos cortos y series (como aquella Connie Lingus memorablemente paródica, digna réplica en tebeo al Flesh Gordon de la gran pantalla), pero su ocupación principal será la de escritor.

arena

arena

E nessa mesma página a imagem da capa de uma graphic novel (n.º18) “Arena – A Dimensão do Terror” editada pela Abril Jovem em 1989 de Bruce Jones (história e desenhos) e Paul Mounts (cores). Chegado aqui fui à estante dos livros, ainda, não arrumados à procura d’Arena. É de concluir que é o mesmo criador e que a wikipedia está omissa na biografia de Bruce Jones.

“Arena” tem o mesmo estilo visual de Connie Lingus, mas com outra qualidade e detalhe nos desenhos. As personagens, principais são, também, femininas e a revelação sem pudor de partes dos corpos femininos é uma constante.

superaventuras marvel n.º 7

A revista mais antiga (1983) da editora Abril que possuo é o n.º 7 das Superaventuras Marvel. Outros números mais antigos foram ou perdidos ou vendidos. Foi através desta editora que me iniciei no universo dos comics.

E este número é especialmente um bom número. Não pela origem do Pantera Negra, mas por uma história [Devils] (DD 169) do DareDevil desenhada por Frank Miller em 1980. É uma história desenhada de forma excelente na qual DD combate o seu inimigo Bullseye. Elektra dá, também, brevemente o ar de sua graça.

daredevil

thor

A revista tem ainda uma história da Miss Marvel escrita por Chris Claremont, desenhada por Sal Buscema e Joe Sinnott e outra do Thor escrita por Stan Lee com desenhos de Joe Sinnott.

Thor, aqui, ainda precisava de bater com o martelo no chão para se transformar em Thor ou em Dr. Donald Blake, a sua identidade secreta.

Apesar de DareDevil, Silver Surfer, Hulk, IronMan serem das personagens que sempre adorei, Thor continuou durante muito tempo a ser umas das minhas personagens de eleição.

personagens de Marvel Comics

dilemas

Ontem decidi navegar por livros antigos de comics da Editora Abril. Navegava, porque folheava mais do que lia.
Admirava algumas imagens.
Demorava-me em algumas histórias. E numa dessas histórias – do Grey Hulk -, diga-se fraquinha, para o muito pobre, deparei-me com estas palavras:

O mal não existe, apenas desculpas que o céu não aceita.

IHK 356 (1989)